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Doença do laptop dá dores nos punhos, cotovelos e costas


O uso prolongado dos notebooks tem aumentado os casos de dores e lesões em ligamentos e articulações.

O formato do aparelho dificulta uma boa postura durante a digitação e pode causar problemas nos ombros, cotovelos, punhos e na coluna, além de dor de cabeça.

Preocupado com a popularização dos PCs portáteis entre estudantes norte-americanos, o especialista em reabilitação Kevin Carneiro, da Universidade da Carolina do Norte (EUA), cunhou o termo “laptoptite” em analogia a doenças como a tendinite para designar os problemas causados pelo aparelho.

“A diferença para os desktops é que, no notebook, o monitor e o teclado estão conectados, o que dificulta o posicionamento do corpo”, disse Carneiro à Folha.

No Brasil, a tendência é a mesma. Em 2010, as vendas de notebooks superaram pela primeira vez as de desktops foram vendidos mais de 7 milhões de computadores portáteis, segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica.

A preferência pelos laptops é impulsionada pela queda nos preços e a facilidade no transporte. Os efeitos já são vistos nas clínicas.

“Recebo muitos pacientes com dores. A maioria dos problemas é de postura. A pessoa deita na cama e quer resolver tudo no laptop: não dá para ficar sem dor”, diz Paulo Randal Pires, presidente do Comitê de Mão da Sbot (Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia).

A professora universitária Patrícia Alfredo, 29, já sente o ônus da mudança. Trocou o desktop pelo notebook há seis meses e já convive com dor no pescoço, cotovelo e na cabeça e tensão nos ombros.

“Uso a mesma mesa do desktop e adquiri um suporte. Mas, por mais que eu tente posicionar o computador direito, meu braço nunca fica totalmente correto.” Mesmo assim, ela continua usando o notebook. “A tentação é grande, é muito fácil e carrego para todo lado.”

                                                                                                              Editoria de Arte / Folhapress

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MENOS TEMPO

Um estudo publicado em fevereiro na revista “Ergonomics” por pesquisadores da Boston University Sargent College, nos EUA, mostrou que usar o notebook por mais de quatro horas por dia já traz riscos de dores e lesões.

“O ideal seria usar esse tipo de computador só para emergências e viagens”, diz Raquel Casarotto, professora de fisioterapia da Faculdade de Medicina da USP.

A pesquisa também avaliou o impacto do uso de cadeiras adequadas, suporte e teclado sem fio na redução de dores de 88 universitários durante três meses. O grupo que usou os acessórios apresentou menos problemas.

Como o monitor do notebook é fixo, não dá para deixá-lo na altura ideal sem a ajuda dos acessórios. No improviso, o usuário força o pescoço para baixo, tensionando ombros e coluna.

Os punhos também ficam mais tensos, porque é mais difícil apoiá-los no laptop. A posição errada altera a circulação sanguínea e afeta a nutrição dos tecidos, o que pode causar inflamações.

O ideal é acoplar um teclado ao aparelho, para melhorar a posição das mãos, e usar um suporte para elevar a tela à altura dos olhos.

A altura das teclas deve permitir que os ombros fiquem relaxados por isso, o notebook não deve ser usado no colo, na cama ou em mesas altas, como as de jantar.

Quanto menor o aparelho, maiores são os riscos. Teclas pequenas obrigam o usuário a adotar uma postura restrita, comprimindo músculos e gerando tensão em todo o corpo.

“Um amigo se encantou com um notebook superpequeno, do Japão. Em três semanas de uso, desenvolveu uma inflamação dos tendões do cotovelo”, diz Casarotto.

Atenção também aos tablets, que devem ficar apoiados em mesas. Segurá-los causa dores nos punhos e nos dedos. Mesmo na mesa, o pescoço fica curvado para baixo, piorando a postura.

“Ler no tablet não traz riscos, também não é proibido digitar rapidamente. Mas usá-lo sempre para navegação trará problemas, porque o aparelho precisaria ser colocado na vertical, o que é inviável”, diz Casarotto.

Fonte:Folha OnLine  Acesso: 09-05-2011

 

Gravidez: como aliviar a constante dor nas costas


Idade, sedentarismo e aumento de peso são fatores determinantes para que essas dores apareçam

Além de enjoos e de alguns quilinhos indesejáveis, as dores nas costas podem se tornar grandes vilãs das mulheres durante a gravidez. De acordo com o Chefe de Serviço de Ginecologia e Obstetria do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Sérgio Martins Costa, a idade, o sedentarismo e o aumento de peso são fatores determinantes para que essas dores apareçam.

- Todas as mulheres terão algum tipo de desconforto, mas as que não praticam exercícios físicos sentirão as dores com mais facilidade.

Porém, os problemas de coluna podem aparecer em função de algumas alterações hormonais, como explica a fisioterapeuta e professora do curso de Fisioterapia do IPA Carla Brito. Segundo ela, no decorrer da gestação, a musculatura tende a se adaptar ao crescimento da barriga. Por isso, é comum que e o desconforto ocorra.

O obstetra alerta que, nesse período, ocorre uma contratura no músculo e a tendência é de que a mulher desloque o seu centro de gravidade e passe a utilizar a musculatura das costas. Ele também explica que, no final da gestação, há uma distinção dos ligamentos, aumentando ainda mais as dores na lombar.

- No início, as dores podem ser esporádicas, mas, quando está próximo do final da gestação, a tendência é que as dores aumentem, uma vez que a cabeça do bebê passa a se acomodar na região pélvica da mãe.

Confira algumas dicas dos especialistas para aliviar as dores nas costas: 

- Na hora de dormir, varie as posições laterais. Coloque um travesseiro entre as pernas, o que ajudará a relaxar a coluna. 

- Os exercícios são muito importantes durante a gravidez, mas cuidado. Se você não está acostumada a praticar algum tipo de esporte, é aconselhável que o trabalho físico passe a ser feito apenas no segundo trimestre da gestação. 

- Exercícios de alongamento e consciência corporal podem ajudar a manter uma boa postura e a ter uma gravidez saudável. 

- Quando estiver sentada, mantenha os pés elevados. Isso fará com que a coluna mantenha-se acomodada na cadeira. 

- Deitar de barriga para cima, elevando as pernas com alguns travesseiros ou almofadas, pode ser uma ótima posição de conforto. Quanto mais próximas da barriga estiverem as pernas, maior será a sensação de alívio. 

- Deixe o salto alto de lado. Os calçados mais rasteiros vão evitar que a coluna se incline ainda mais.

Fonte: Bem-estar Acesso 26-11-2010

Sapato alto causa dor nas costas?


Os sapatos são os únicos contatos entre o corpo e o solo e suportam o peso de todo o corpo, como pneus, dando estabilidade, postura e conforto, por isso que bons calçados são o caminho para uma coluna saudável. 

 

 

CONFORTO. Imagine que você tenha que caminhar por algumas horas em um piso de concreto com sapatos desconfortáveis. A cada passo o impacto passa por toda a coluna, e com o tempo as ondas de choque são acompanhadas de dor em estruturas da coluna sensíveis à pressão como juntas, ligamentos e discos. Para amortecer as costas do impacto já existem calçados com amortecedores, mas a maioria de salto alto, botas e sandálias ainda não tem.

ESTABILIDADE. Seus calçados devem dar estabilidade. Se os seus pés balançam, escorregam ou machucam, todo esforço para manter a postura passa das pernas até a coluna. Algumas mulheres gostam de se equilibrar em saltos altos e finos. A caminhada não deve ser um ato em que põe o corpo em risco. Tamancos são exemplos de calçados instáveis. Um bom calçado firma o calcanhar seja com tiras de amarrar ou fechado atrás e assim maior estabilidade na caminhada.

POSTURA. Quando foi a última vez que você fez o seu alinhamento? Ou melhor, verificou a sua postura? Comece observando os pés. A posição dos pés interfere na posição dos calcanhares, joelhos, quadris e coluna. Os sapatos de salto alto deixam os calcanhares acima dos pés e qualquer mudança mínima nos pés muda também a postura. A coluna vertebral tem curvaturas naturais que estão sempre distribuindo o peso do corpo e o salto alto as modifica, pois os discos, juntas e ligamentos das costas passam a ser usados para compensar a postura errada.

O calçado tem tudo a ver com coluna. Promovendo conforto, estabilidade e postura os sapatos são a sua base de sustentação. Ocasionalmente não há qualquer problema em usar sapatos de salto alto ou qualquer um que não tenha um sistema de amortecimento, mas que isso não se torne rotina, pois maus hábitos levam a dor crônica.

 

Fonte:cérebro e coluna

Tratamento da lombalgia e dor pélvica posterior na gestação por um método de exercícios


Objetivo: avaliar a efetividade do método dos exercícios stretching global ativo (SGA) comparativamente às orientações médicas para resolver as dores lombares e/ou pélvica posterior durante a gestação. Métodos: foram selecionadas 69 grávidas que apresentaram dores lombares e/ou pélvica posteriores para participar de ensaio clínico prospectivo randomizado. As pacientes foram divididas aleatoriamente em dois grupos: grupo SGA, que praticou exercícios orientados pelo método SGA, e grupo ORI, que seguiu as orientações médicas. As gestantes foram acompanhadas por oito semanas. Foi utilizada a escala análogo-visual para medir a intensidade da dor e os testes de provocação de dor lombar e pélvica posterior para confirmação das mesmas.

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Fonte: scielo

Coluna posta à prova


A junção de técnicas de fisioterapia manual e aparelhos ajuda a reabilitar a musculatura

Um te deixa mais ágil, forte, belo. Exatamente por isso, todos só costumam dar atenção a ele. O outro é pequenino, discreto, conhecido e reconhecido por poucos. Estamos falando de dois tipos de músculos, com funções absolutamente distintas.

O primeiro é o chamado músculo dinâmico. Espalhado por todo o corpo humano, é ele o responsável pelos movimentos mais atléticos. Correr, saltar, levantar e arrastar pesos seria impossível sem eles. Poderosos, não? Bom, talvez nem tanto. Esses músculos precisam renovar suas energias, pedem descanso após as atividades físicas que ajudam a desempenhar. Do contrário, não funcionariam mais. É exatamente por isso que ficamos exaustos após muita malhação.

O outro tipo de musculatura diz respeito aos músculos profundos e posturais da coluna vertebral. Ao contrário dos dinâmicos, esses não deveriam se cansar. Trabalham vinte e quatro horas por dia, responsáveis naturais pela sustentação corporal. Eles ficam escondidos entre as vértebras da coluna, atravessados por nervos que, se ficam muito comprimidos, acabam provocando dores capazes de tornar a vida de qualquer pessoa um inferno.

´Esses músculos bem pequenos cruzam apenas uma articulação, têm apenas uma função - ou lateroflexão, ou extensão ou rotação -e estão bem juntos da coluna. Já os dinâmicos são grandes. Os músculos profundos servem para agüentar o tranco. Você passa o dia em pé. Se não tivesse esses músculos, é provável que se fatigasse facilmente´, explica o fisioterapeuta Helder Montenegro.

No entanto, conforme o especialista, os músculos profundos também podem se exaurir e se enfraquecer, seja por traumas, doenças sistêmicas, entre outros fatores que acabam provocando a temida (porém comum) dor nas costas.
Montenegro dirige uma clínica, em Fortaleza - com franquias espalhadas pelo Brasil -, especializada no tratamento denominado Reconstrução Músculo Articular da Coluna Vertebral (RMA), programa criado por ele. Para libertar o paciente da dor, o trabalho se concentra basicamente em melhorar o grau de mobilidade músculo-articular da coluna e diminuir a compressão no complexo disco-vértebras e facetas - estruturas responsáveis por sua flexibilidade.

Fonte: diariodonordeste

Dores nas costas e a prática de exercícios físicos


Podemos considerar praticamente impossível alguém passar por essa vida sem reclamar de dores nas costas. Essas dores são tão comuns que entre 1994 e 1995 a Inglaterra teve a perda 116 milhões de dias produtivos como conseqüência das mesmas (Maniadakis&Gray,2000). Essa perda de dias produtivos indica que o custo para o país é imenso. Os autores reportaram um custo, direto e indireto, na ordem de £ 10,668 bilhões! Além do custo financeiro, o custo pessoal é muito grande. Qualquer um que já foi acometido por dores na coluna sabe o quanto elas são incapacitantes e atrapalham a nossa vida diária.

A ciência vem fazendo o seu papel tentando identificar os meios para melhorar os sintomas e prevenir o reaparecimento das dores nas costas. Dentre os meios e métodos mais pesquisados podemos citar diferentes formas de exercícios físicos (Danneels et al.,2001) (Rasmussen-Barr et al.,2003) (Kollmitzer et al.,2000) (Anderson&Behm,2005). Eles vêm se mostrando eficientes no alívio dos sintomas durante as fases crônica e sub-aguda da dor (Koumantakis et al.,2005) (Koumantakis et al.,2005). Porém, a seleção dos exercícios parece ser extremamente importante no resultado obtido. Dependendo do exercício selecionado pode-se ter uma maior ou menor força compressiva e estabilização da coluna lombar (Kavcic et al.,2004) (McGill,1998). Exercícios que aumentem a força compressiva e diminuam a estabilização podem indicar o fracasso de um programa na melhora de dores na coluna. Dessa forma, é interessante determinar grupos de exercícios que possam diminuir as forças compressivas e favorecer a estabilização da coluna durante suas execuções.

De maneira genérica sabe-se que exercícios que envolvam a elevação concomitante do tronco e dos membros inferiores, enquanto se está deitado com o quadril apoiado no chão, produzem as maiores forças compressivas entre as vértebras lombares L4 e L5. Exercícios que utilizem a elevação de uma das pernas ou do tronco isoladamente produzem forças compressivas menores. Assim como exercícios que não utilizem amplitudes de flexão e extensão do tronco extremas (McGill,1998). Como se pode perceber a seleção dos exercícios para pessoas com dores nas costas parece ser crucial.

De acordo com Anderson e Behm (2005) os músculos estabilizadores da coluna entram em ação antes do movimento ser iniciado, quando o exercício produz instabilidades no equilíbrio corporal. Caso os exercícios sejam praticados em uma situação de estabilidade, ou seja, numa superfície rígida e que não exija controle constante dos segmentos corporais, esses músculos não são ativados. Para entender como os estabilizadores da coluna entram em ação é importante compreender como os músculos do tronco agem na produção de movimentos. Comerford e Mottram (2001) classificaram os músculos esqueléticos em três grupos, de acordo com a funcionalidade dos mesmos: 1) Estabilizadores locais - a função desses músculos é produzir uma força pequena, mas constante em todas as posições e direções da amplitude de movimento. A atividade desses músculos é extremamente importante na posição neutra, na qual a estabilização produzida pelas estruturas articulares, ligamentos e cápsulas, é muito pequena 2) estabilizadores gerais - eles são responsáveis pela geração de força (torque) em situações mais extremas, principalmente naquelas em que há necessidade de desacelerar uma força e em movimentos de rotação e 3) mobilizadores globais - esses músculos são responsáveis por executar movimentos com o máximo de amplitude sem sobrecarregar outras estruturas. Eles agem como estabilizadores em situações em que cargas elevadas são manipuladas.

Desses três grupos de músculos há concordância que o primeiro, estabilizadores locais, é o mais importante para garantir a estabilidade da coluna vertebral em movimentos cotidianos e diminuir a incidência de dores nas costas ((Rasmussen-BarrNilsson-Wikmar et al.,2003), (Marshall&Murphy,2005), (McGill,1998)). Esse grupo é composto, principalmente, pelos músculos transverso do abdômen, obliquo interno do abdômen e multifídio. Então, para que um determinado exercício ative os estabilizadores locais as exigências de força não podem ser elevadas e a necessidade de reequilíbrio constante.

Pessoas que apresentem uma deficiência na força desses músculos tendem a perder controle da coluna na posição neutra e a ter dores na coluna. Comerford e Mottram (2001) explicam que tratamentos de coluna têm que gerenciar esses três fatores para amenização dos sintomas (Fig. 1). Então, determinar os exercícios que possam ativar esses músculos e reeducar o controle no paciente/aluno é imperioso. Clinicas de reabilitação apresentam diferentes enfoques para o tratamento de dores na coluna, porém o método desenvolvido por Joseph Pilates vem sendo utilizado com um meio alternativo para devolver a funcionalidade às pessoas que sofrem de problemas de coluna (Comerford&Mottram,2001), e que não necessitem intervenções clinicas. O Pilates tem como característica principal a realização de exercícios executados lentamente e com constantes mudanças no equilíbrio corporal. Dessa forma eles têm a possibilidade de ativar os estabilizadores locais devolvendo a “funcionalidade” para seus praticantes. Essa uma das razões pelas quais muitas pessoas começam a utilizar o Pilates tanto para o tratamento quanto para a profilaxia de dores nas costas, aumentando a já grande legião de aficionados pelo método.

Referências Bibliográficas:

Anderson, K. and Behm, D. G. (2005). The impact of instability resistance training on balance and stability. Sports Med 35(1): 43-53.

Comerford, M. J. and Mottram, S. L. (2001). Functional stability re-training: principles and strategies for managing mechanical dysfunction. Man Ther 6(1): 3-14.

Danneels, L. A., Vanderstraeten, G. G., Cambier, D. C., Witvrouw, E. E., Bourgois, J., Dankaerts, W. and De Cuyper, H. J. (2001). Effects of three different training modalities on the cross sectional area of the lumbar multifidus muscle in patients with chronic low back pain. Br J Sports Med 35(3): 186-91.

Kavcic, N., Grenier, S. and McGill, S. M. (2004). Quantifying tissue loads and spine stability while performing commonly prescribed low back stabilization exercises. Spine 29(20): 2319-29.

Kollmitzer, J., Ebenbichler, G. R., Sabo, A., Kerschan, K. and Bochdansky, T. (2000). Effects of back extensor strength training versus balance training on postural control. Med Sci Sports Exerc 32(10): 1770-6.

Koumantakis, G. A., Watson, P. J. and Oldham, J. A. (2005). Supplementation of general endurance exercise with stabilisation training versus general exercise only Physiological and functional outcomes of a randomised controlled trial of patients with recurrent low back pain. Clin Biomech (Bristol, Avon) 20(5): 474-82.

Koumantakis, G. A., Watson, P. J. and Oldham, J. A. (2005). Supplementation of general endurance exercise with stabilisation training versus general exercise only. Physiological and functional outcomes of a randomised controlled trial of patients with recurrent low back pain. Clin Biomech (Bristol, Avon) 20(5): 474-82.

Maniadakis, N. and Gray, A. (2000). The economic burden of back pain in the UK. Pain 84(1): 95-103.

Marshall, P. W. and Murphy, B. A. (2005). Core stability exercises on and off a Swiss ball. Arch Phys Med Rehabil 86(2): 242-9.

McGill, S. M. (1998). Low back exercises: evidence for improving exercise regimens. Phys Ther 78(7): 754-65.

Rasmussen-Barr, E., Nilsson-Wikmar, L. and Arvidsson, I. (2003). Stabilizing training compared with manual treatment in sub-acute and chronic low-back pain. Man Ther 8(4): 233-41.

Fonte: Atma Studio - Educação e Treinamento/ Online

Carlos Ugrinowitsch, Ph.D.

Cintia Rodacki, Ms.

André Rodacki, Ph.D.

Cirurgia de hérnia de disco lombar: existe relação entre a profissão e a persistência de dor?


A hérnia de disco lombar (HDL) é uma causa comum de dor lombar e ciática. Quando o tratamento clínico não oferece melhora dos sintomas, a cirurgia pode ser proposta em casos selecionados. Apesar de ser efetiva, uma pequena, porém significativa parcela dos pacientes operados podem não melhorar. Diversos fatores podem influenciar tais resultados. A insatisfação no ambiente de trabalho é relacionada com um maior índice de maus resultados

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Solução para cefaléia cervicogênica pode estar na fisioterapia



Provavelmente, não há no mundo quem nunca tenha tido uma dor de cabeça. Segundo o International Headache Society (IHS) existem entre 144 e 150 tipos de cefaléia, mas o que pouca gente sabe é que a origem dessa dor pode estar na má postura e a solução, na fisioterapia. A cefaléia cervicogênica é responsável por 15% a 20% de todas as dores de cabeça e consiste em uma disfunção nos primeiros segmentos da coluna cervical. Os sintomas também são velhos conhecidos: dor unilateral na altura dos olhos e na região lateral e posterior da cabeça.

Ela ocorre geralmente de duas a três vezes por semana e tem duração de horas ou até de dois a quatro dias. “Alguns hábitos ruins podem agravar o quadro. É importante prestar atenção em posturas mantidas por mais de 20 minutos e, principalmente tomar cuidado com os movimentos com o pescoço, área mais próxima das três primeiras vértebras cervicais, a região onde se origina a cefaléia cervicogênica”, alerta a fisioterapeuta Carla Danielle Chagas da Silva, do Centro de Estabilização Articular (Ceart), em Botafogo, Rio de Janeiro, que defendeu tese sobre o assunto na Universidade de Queensland, Austrália. Quedas e outros acidentes envolvendo essas regiões também podem piorar a situação. Além da dor de cabeça, outros sintomas são rigidez ou dor no pescoço, alterações do sono, intolerância a luz e, em algumas situações, até náuseas e vômitos. “Todos os casos podem ser aliviados fazendo o uso de analgésicos comuns, no entanto, a cura continua dependendo da coluna cervical”, explica Carla Danielle, que é pós-graduada em Neurofisiologia.

Para tratar o problema desde a origem, o mais indicado é o auxílio de um profissional da fisioterapia. Segundo o também fisioterapeuta do Ceart e especialista em Terapia Manual, Fábio Périssé, exercícios específicos para corrigir a postura e para trabalhar musculaturas profundas que envolvem a coluna cervical são indicados. “O profissional dessa área também é apto para fazer recomendações a respeito dos fatores agravantes do problema, como o mau posicionamento de um computador na mesa do trabalho ou hábitos posturais inadequados”, diz ele.

Pequenas mudanças, grandes benefícios

É possível começar desde já a diminuir os sintomas e a prevenir a cefaléia cervicogênica. São exercícios muito simples, que podem ser feitos a qualquer hora e em qualquer lugar. “Para aliviar a tensão no pescoço, movimente a cabeça para frente e para trás em ritmo lento. Evite poltronas ou colchões muito macios e tente não permanecer na mesma posição por mais de 20 minutos”, ensina o fisioterapeuta e especialista em RPG e osteopatia, André Chediek. “Quando falar ao telefone, segure-o com as mãos e não com os ombros. Ao ler, posicione o livro na altura dos olhos para evitar ficar com a cabeça muito baixa. Para aqueles que usam óculos, recomendo que se preste atenção se o grau é o adequado. Pois pessoas que não enxergam direito fazem pequenos movimentos de inclinação ou aproximação para melhorar a imagem da vista. Estes movimentos de correção da cabeça ocorrem principalmente nas primeiras vértebras cervicais, que são exatamente as responsáveis pela cefaléia cervicogênica ”, completa o especialista.

Fonte: ceart

30% dos brasileiros sofrem com dores crônicas


RIO DE JANEIRO - Leve, aguda ou crônica, a dor atinge pessoas de qualquer idade ou grupo social. Nos Estados Unidos, segundo estudo de 2000, da Panchal S. John Hopkins Medical School, 31% da população sofre com algum tipo de dor, o que representa 86 milhões de norteamericanos. No Brasil, a Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED) estima que cerca de 30% dos brasileiros – ou 57 milhões de pessoas – sofram com algum tipo de dor crônica.

Marize Freitas, 45 anos, faz parte dessa estatística. Há três anos, começou a sentir fortes dores pelo corpo e chegou a ficar um ano e meio sem conseguir andar. Mesmo tendo procurado tratamento médico rapidamente, foram necessários dois anos e meio de consultas com pelo menos oito ortopedistas e vários neurologistas até chegar ao diagnóstico de fibromialgia, doença que afeta seis milhões de brasileiros.

- As pessoas acham que é depressão, coisa da cabeça da gente - diz Marize.

Após o diagnóstico, começou a se tratar com medicamentos tracionais, e mesmo tendo conseguido algum progresso, como dormir melhor, ainda sofria com as fortes dores.

Há três meses, Marize se tornou adepta da Lemeterapia, técnica desenvolvida em São Paulo há 12 anos, que já permitiu a recuperação de mais de sete mil pessoas no Brasil e nos Estados Unidos. Através de um aparelho chamado dolorímetro, são medidos os níveis de tolerância à dor em 18 pontos de referência no corpo.

Se o paciente sente dores em 11 ou mais pontos, provavelmente sofre com fibromialgia. A partir do diagnóstico, a Lemeterapia trata da dor em dois estágios: o primeiro consiste na aplicação de aparelhos que diminuem a sensibilidade nos locais que precisam ser manipulados.

Em seguida, a manipulação corporal vai, aos poucos, devolvendo a qualidade de vida aos pacientes.

Segundo Cleide Cerqueira, fisioterapeuta especialista na técnica, o método consegue êxito em 95% dos casos e possibilita a volta do paciente às atividades normais em até cinco meses, dispensando gradualmente o uso de medicamentos antiinflamatórios e antidepressivos normalmente utilizados.

- Hoje, já consigo levar uma vida normal dentro do possível e durmo muito bem, o que há algum tempo não conseguia fazer - diz Marize.

A técnica tem se mostrado eficaz, também, para o tratamento de outros tipos de Reumatismos Extra-Articulares (REAs – conhecidos como reumatismos das partes moles), entre eles Lesões por Esforço Repetitivo (LER) e Doenças Ósteo-Muscular Relacionada ao Trabalho (DORT), mialgias (dores musculares), síndrome do túnel do carpo, tarso, cotovelo de tenista e golfista, disfunção de ATM.

Segundo Cleide Cerqueira, a Lemeterapia é também indicada para o tratamento de dores ciáticas, tendinites, bursites e dores comuns das costas ou coluna, mesmo quando estes casos são muito crônicos e se estendem por várias décadas.

Fonte: Jornal do Brasil

Hérnia de disco lombar: diagnóstico e tratamento


A hérnia de disco lombar extrusa é uma condição ortopédica muito freqüente e importante, que afeta os discos intervertebrais da coluna vertebral. Estes funcionam como verdadeiros amortecedores entre as vértebras e a hérnia discal ocorre no momento em que seu anulo fibroso se rompe, permitindo que o conteúdo gelatinoso interno, chamado de núcleo pulposo, extravase por entre as fibras do anel externo e migre para fora.

Isso faz com que haja um comprimento das raízes nervosas que passam pelo espaço intervertebral, causando assim os sintomas clínicos característicos do paciente portador de hérnia discal: dor lombar normalmente associada à irradiação para os membros inferiores, diminuição de força muscular destes membros e formigamento nas pernas. O paciente deve continuar com sua rotina de exercícios de alongamento e fortalecimento musculares para a região lombar e cadeia muscular posterior, tomar os devidos cuidados com o posicionamento de seu corpo para levantar qualquer peso a partir do solo (pés ligeiramente abertos e próximos ao peso, joelhos flexionados, costas retas, e absolutamente não levantar um peso maior do que esta posição permite).

Ingressar num programa de fortalecimento muscular, com ênfase para as regiões lombar e abdominal é uma boa idéia, além de sessões de fisioterapia para a melhora da dor e do condicionamento muscular. Outra recomendação é alternar com a corrida atividades aeróbicas alternativas, como natação ou “deep running”, para a manutenção do condicionamento cardiovascular e permitir um descanso para as estruturas
músculo-esqueleticas da coluna, que recebem uma carga de peso significativa com a prática da corrida.

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