Coluna boa sem cirurgia

coluna sem cirurgia
Segundo pesquisa, somente 10% dos casos de hérnia de disco precisam de cirurgia. A maioria é curada com terapias não agressivas.
Os números dão dimensão do sofrimento: cerca de 5,4 milhões de brasileiros sofrem de hérnia de disco, um problema que acontece quando há projeção ou saída da estrutura que existe entre as vértebras da coluna, o disco intervertebral. A doença é responsável por grande dor e, em vários casos, exige o afastamento dos pacientes das atividades diárias, sendo a segunda principal causa das pessoas que tiram licença no trabalho. O que acontece, em geral, com as pessoas que sofrem com hérnia de disco é o encaminhamento para uma cirurgia corretiva. Como toda operação, esse procedimento implica riscos, como o de sofrer reações à anestesia ou ser vítima de infecções.
Um estudo publicado na Revista da Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos mostrou que esta deveria ser a última possibilidade a ser cogitada. O trabalho afirma que cerca de 90% dos indivíduos portadores de hérnia de disco podem se recuperar se fizerem uso de técnicas como fisioterapia, acupuntura, reeducação postural global (RPG) e analgésicos durante três meses. Isso quer dizer que apenas 10% têm necessidade de fazer cirurgia. As pesquisas prévias sobre o tema foram amplamente revisadas, chegando, assim, a tal conclusão. No grupo de pessoas avaliadas, os que apresentavam recorrência da hérnia após a cirurgia eram, em sua maioria, jovens e pessoas que trabalhem com atividades que exijam esforço físico.
O resultado vem ao encontro do que têm defendido especialistas no assunto.
Desde 2005, o fisioterapeuta Helder Montenegro desenvolve no Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral (ITC Vertebral) um método não-cirúrgico de reconstrução músculo-articular da coluna vertebral para pacientes com hérnia de disco e outras lesões da coluna. O tratamento é dividido em cinco etapas. A primeira é a fisioterapia manual, na qual movimentos de mobilização articular são realizados através de pequenas trações manuais e deslizamento entre as estruturas e podem diminuir a dor, o espasmo muscular e o edema, melhorando, dessa maneira, a mobilidade sem alongar os tecidos. Na segunda etapa, é utilizada a mesa de tração eletrônica TRITON DTS, que possui um mecanismo de deslizamento com molas que controlam o atrito do paciente sobre a mesa e garante progressão segura e suave nos processos de aplicação e retirada de carga de tração. Logo depois, o paciente é submetido à mesa de flexão e descompressão, onde aplica-se uma força de descompressão associada à flexão da coluna vertebral exatamente no nível a ser tratado. O quarto processo é de estabilização vertebral, em que há o fortalecimento dos músculos profundos da coluna vertebral e melhoria do grau de estabilidade vertebral. Por fim, após o término das sessões previstas, é fundamental buscar alternativas para manter os benefícios decorrentes do tratamento, como o pilates ou a musculação.
Segundo Helder, a cirurgia não deve ser uma opção imediata, sendo necessária somente quando não há resposta terapêutica ao tratamento. Dos pacientes das 57 clínicas do ITC Vertebral em todo o Brasil, 87% obtêm resultados satisfatórios ao método. “É importante salientar a importância da continuidade do tratamento com a musculação ou o pilates para o fortalecimento dos músculos que sustentam a coluna”, conclui Helder.

Tratamento NÃO cirúrgico para
Hérnia de Disco e Dor Ciática

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