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O ombro é sede freqüente de lesões nos esportes competitivos. Na literatura revisada a incidência varia de 8 a 13% de todas as lesões atléticas. As lesões nos esportes de arremesso são comuns na prática clínica; as lesões nos membros superiores giram em torno de 75% do total e a articulação do ombro é a região mais afetada.
lesoes-musculo-esqueletico-no-ombro-do-atleta
Fonte: scielo acesso dia 24-08-2010
A sobrecarga repetitiva decorrente de algumas práticas esportivas, sobre a articulação do ombro pode ocasionar lesões agudas e crônicas. O presente levantamento bibliográfico tem como objetivo verificar as causas e incidências dos aspectos relacionados à principal lesão crônica, a qual acomete a articulação do ombro dos atletas, que é chamada de Síndrome do Pinçamento. Fatores como, esporões degenerativos, espessamento crônico da bursa, depósitos crônicos de cálcio, tensão da cápsula posterior do ombro, frouxidão ligamentar e hipovascularização do tendão do supra-espinhoso, juntamente associado à atividade que envolva elevação do ombro acima dos 90 graus, têm sido apontados como fatores importantes na incidência desta patologia.
Fonte: unesp
Também conhecida como bursite, pode ter início com uma aparentemente simples dificuldade de se vestir ou alcançar um objeto no alto de uma prateleira. O problema é a rapidez com que a pessoa pode ter seus movimentos limitados pela dor. “Para o paciente, é como se o ombro estivesse mesmo congelado, impossibilitando movimentos simples, como o de alcançar o bolso de trás da calça”, diz o doutor Gilberto Anauate ortopedista-chefe do Hospital Santa Paula. A bursite é caracterizada pela inflamação da articulação do ombro, podendo afetar músculos, nervos e fluidos sinoviais”.
Geralmente, a síndrome do ombro congelado está associada a dores no pescoço ou mesmo na coluna. O diagnóstico inicial e o tratamento devem levar em consideração essas outras partes do corpo” .
Mulheres entre 40 e 50 anos formam o grupo mais atingido pela doença, podendo estar associada a quedas ou mau jeito. “Pessoas que praticam esportes que forçam muito os ombros, como o tênis e o voleibol, são fortes candidatas a sofrer desse mal, assim como aqueles que têm diabetes, disfunções na tireóide, ou mesmo que apresentem níveis altos de triglicérides”.
A boa notícia é que a síndrome do ombro congelado não dura para sempre. Mas, quando não diagnosticada e não tratada pode restringir os movimentos por cerca de seis meses, no mínimo. ” Além de medicamentos injetáveis, a fisioterapia é recomendada na maioria dos casos. Apesar da dificuldade de movimentação da articulação, um bom profissional deverá prescrever exercícios específicos para o fortalecimento dos músculos e para dissolver a tensão causada pela dor. Aos poucos, o paciente vai retomando a confiança de se movimentar normalmente” , diz o médico ortopedista. Ressalta que casos mais extremos podem indicar tratamento cirúrgico. (www.santapaula.com.br)
Fonte: jornaldeararaquara acesso: 08-10-2009
O ombro é sede freqüente de lesões nos esportes competitivos. Na literatura revisada a incidência varia de 8 a 13% de todas as lesões atléticas. As lesões nos esportes dearremesso são comuns na prática clínica; as lesões nos membros superiores giram em torno de 75% do total e a articulação do ombro é a região mais afetada.
Os autores avaliaram 119 atletas com queixas relacionadas à região do ombro, dos quais 95 (79,8%) eram do sexo masculino, 71 (59,6%) arremessadores e 76 (63,8%) competitivos.
artigo: ombro
O nosso ombro é uma complexa união de 5 articulações que formam a chamada cintura escapular. Neste complexo, ossos como as costelas, escápula, clavícula, úmero (osso do braço) estão estabilizados por ligamentos e músculos. O Manguito Rotador é um conjunto de 4 músculos que são responsáveis pela maioria dos movimentos do ombro. E por falar em movimento, o ombro é a articulação do nosso corpo que realiza os arcos de movimento mais amplos, ou seja, movimentos que podem atingir até 180º, o que sinaliza sua grande importância.
Com o aumento dos praticantes de musculação, um dado estatístico vale ser ressaltado. De 8 a 13% das lesões atléticas tem como incidência o ombro e suas estruturas anatômicas. A busca pelo ganho de força muscular, o movimento biomecânico executado de forma errada, exceder os limites fisiológicos, as próprias características individuais e sua susceptibilidade podem levar a lesões. Dentre as lesões mais simples como as tendinites que podem evoluir negativamente para degenerações, até as rupturas parciais, totais, luxações e subluxações, além das instabilidades articulares e hiperlassidões ligamentares que o praticante pode apresentar e que podem resultar em diminuição da performance, dor e limitação dos movimentos.
O tratamento das lesões do ombro vai ser um resultado de uma avaliação médica criteriosa, onde irá ser optado por um tratamento conservador ou cirúrgico nos casos mais graves. A Fisioterapia terá como objetivos iniciais: a diminuição da inflamação, alívio da dor, recuperação dos movimentos em sua totalidade e ganho de força gradual. A finalização deste tratamento, seja conservador ou cirúrgico, é a volta do atleta ao seu esporte, no caso, a musculação. Em termos gerais, o tratamento com Fisioterapia pode atingir até 7 semanas e o cirúrgico com um prazo de 4 a 6 meses para o retorno a prática desportiva. Lembrando que estes números são relativos a atletas de alta performance.
Para evitar estas lesões, que podem ser altamente limitantes, o respeito aos limites fisiológicos individuais são de grande valia. Posicionamento correto no equipamento de musculação, não ultrapassar 1,5 vezes o comprimento entre os ombros no supino, não realizar movimentos de abertura lateral dos ombros (abdução) acima de 45º, posicionamento das mãos na barra (pronação ou supinação) irão prevenir futuras dores. Observe as orientações de seu Educador Físico e lembre-se: o melhor remédio é a prevenção!
Fonte: finalsports
Data: 08 e 09 de maio de 2009
Local: Hotel Oasis Atlântico - Fortaleza/CE
Palestrantes Convidados
Dr. Adson Sá - Ortopedista
Dr. Agripina Magalhães - Ortopedista
Dr. Cláudio Régis Silveira - Imaginologista
Dr. Eduardo Guedes - Ortopedista
Dr. Fernando Façanha Filho - Ortopedista
Dr. Gustavo Pires - Ortopedista
Dr. Herculano Sabino - Ortopedista
Dr. Manuel Diógenes - Ortopedista
André Parente - Fisioterapeuta
Helder Montenegro - Fisioterapeuta
Isidro Marques - Fisioterapeuta
Jorge Brandão - Fisioterapeuta
Maurício Garcia - Fisioterapeuta - Instituto Cohan/SP
Rochelle Demétrio - Fisioterapeuta
Ressman Cavalante - Professor de Educação Física
Walter Cortêz - Professor de Educação Física
Inscrições
| . | À vista | Parcelado | 1º Vencimento | 2º Vencimento |
|---|---|---|---|---|
| Profissional | R$ 150,00 | 2 X R$ 75,00 | 30/03/09 | 30/04/09 |
| Estudante | R$ 120,00 | 2 X R$60,00 | 30/03/09 | 30/04/09 |
| Sócio Profissional | R$ 120,00 | - | - | - |
| Sócio Estudante | R$ 90,00 | - | - | - |
Para mais informações e inscrições, acesse: www.fisioterapiamanual.com.br
Barbosa RI1, Goes R2, Mazzer N3, Fonseca MCR4
Resumo
As causas mais comuns de dor no ombro estão relacionadas às degenerações dos tendões da musculatura do manguito rotador. Objetivo: Verificar a influência da mobilização articular por meio dos movimentos acessórios do ombro na recuperação inicial de 14 pacientes com tendinopatia crônica dos mm. supra-espinal e/ou bíceps braquial. Métodos: Foram comparados dois protocolos de tratamento, compostos da aplicação de ultra-som terapêutico na área do tendão afetado e de treinamento excêntrico na musculatura envolvida, acompanhados ou não de manobras de mobilização articular. Como métodos de avaliação foram utilizados os questionários de Constant e Disabilities of the Arm, Shoulder and Hand (DASH), no início e ao final do tratamento. Resultados: Os resultados encontrados demonstraram que ambos os protocolos de tratamento foram eficazes na reabilitação dos pacientes, pois se obtiveram melhores resultados funcionais na aplicação dos questionários quando comparados o final com o início do tratamento para os pacientes (p<0,001). Os pacientes que foram submetidos à mobilização articular associada ao ultra-som terapêutico e o treinamento excêntrico obtiveram em média melhores escores para os questionários, ocorrendo diferença estatística significante entre os escores finais nos dois grupos para os dois questionários (p<0,05). Conclusões: Assim ambos os protocolos de tratamento foram eficazes no tratamento da tendinopatia crônica do ombro, sendo que, o uso associado da mobilização articular parece oferecer melhores resultados funcionais.
Palavras-chave: terapia por exercício; tendinopatia; ombro; manguito rotador; Fisioterapia; mobilização articular.
Abstract
The most common causes of shoulder pain are related to degeneration of the tendons of the rotator cuff muscles. Objective: To investigate the influence of joint mobilization by means of accessory movements of the shoulder during the early rehabilitation of 14 patients with chronic tendinopathy of the supraspinatus and/or biceps brachii muscles. Methods: Two treatment protocols were compared: application of therapeutic ultrasound over the affected tendon area and eccentric training of the musculature involved, with or without joint mobilization maneuvers. The Constant and DASH (Disabilities of the Arm, Shoulder and Hand) questionnaires were used as the assessment method, before and after the treatment. Results: The results showed that both treatment protocols were effective for patient rehabilitation, since better functional results were obtained at the end of the treatment, in comparison with the beginning (p<0.001). The patients who underwent joint mobilization in association with therapeutic ultrasound and eccentric training achieved better mean scores in the questionnaires. There was a statistically significant difference in the final scores between the two groups, for both questionnaires (p<0.05). Conclusions: Thus, both treatment protocols were effective for treating chronic tendinopathy of the shoulder, although their use in association with joint mobilization seems to provide better functional results.
Key words: exercise therapy; tendinopathy; shoulder; rotator cuff; Physical Therapy; joint mobilization.
Download do artigo:A influência da mobilização articular nas tendinopatias dos músculos bíceps braquial e supra-espinal
Fonte: Scielo
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