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A ação dos músculos extensores da coluna tem sido estudada através
da eletromiografia visando conhecer a participação muscular durante varias posturas corporais. Neste trabalho, o objetivo foi verificar a participação do músculo iliocostal lombar(eretor da espinha, durante os movimentos de flexão e extensão do tronco na posição sentada.
Fonte: scielo
Anatomia
A articulação da coxo-femoral é formada pela cabeça do fêmur, que roda dentro do acetábulo formado pelos ossos da bacia;, a cabeça do fêmur e o acetábulo são recobertas por uma camada de cartilagem, que ‚ uma substância branca com aproximadamente 3 milímetros de espessura.
Geralmente não é possível identificá-la com precisão, pois encontra-se em meio a grandes massas musculares, o que o torna dificilmente perceptível.
* BIOMECÂNICA DA COXO-FEMORAL
O quadril é uma articulação proximal do membro inferior, é uma articulação muito importante para a tomada do peso da marcha .Seus movimentos realizados por uma única articulação, denominada articulação coxo - femoral, esta possui três eixos e três graus de liberdade.
>> Um eixo transversal: situado no plano, onde se efetuam os movimentos de flexão e extensão;
>> Um eixo vertical: este eixo longitudinal permite os movimentos de rotação externa e rotação interna.
>> Um eixo ântero: posterior: situado no plano sagital , onde efetua-se de abdução e adução.
O ângulo entre o eixo do colo femoral e o corpo do fêmur normal é 125 graus. Um ângulo patologicamente maior é chamado de coxa valga e um ângulo patologicamente menor coxa vara.
* MOVIMENTOS
1) FLEXÃO: A amplitude da flexão é variável de acordo com vários fatores. A flexão ativa do quadril é menos ampla que a flexão passiva.
A posição do joelho intervém igualmente na amplitude da flexão , enquanto o joelho está estendido , a flexão não é maior que 90 graus enquanto que com o joelho fletido , ela atinge ou ultrapassa os 120 graus.
Se as duas articulações do quadril são fletidos passiva e simultaneamente, enquanto os joelhos são fletidos, a face anterior das coxas entram em contato com o tronco pois, na flexão das articulações coxo femurais, associa-se a báscula do quadril para trás pela retificação da lordose lombar.
2) EXTENSÃO: A extensão leva o membro inferior para trás do plano frontal. O músculo extensor do quadril estão situados atrás do plano frontal que passa pelo centro da articulação, os extensores do quadril tem a função de estabilizar a pelve no sentido ântero-posterior. Na marcha normal a extensão do quadril é realizada pelos ísquios-tibiais, na corrida ou caminhada em terreno aclive o glúteo maior é indispensável.
Quando há o tensionamento do ligamento ílio-femoral . A extensão ativa é menos ampla que a passiva, quando o joelho está estendido a extensão é 20 graus mais ampla do que quando esta fletido. Isso se deve ao fato do músculo ísquios-tibiais perderem a sua eficiência enquanto realizam a extensão do quadril, pois eles utilizam grande parte de seu percurso para flexão do joelho.
A extensão passiva é de somente 20 graus na abertura anterior, ela atinge 30 graus quando o membro inferior é fortemente puxado para trás. A extensão do quadril é notavelmente aumentada pela báscula anterior da pelve, graças a uma hiperlordose lombar.
Essas amplitudes dadas referem-se a um indivíduo não treinado , pois elas podem ser aumentadas pelo exercícios e pelo treinamento.
3) ABDUÇÃO: A abdução leva o membro inferior diretamente para fora e o afasta do plano de simetria do corpo. Os músculos abdutores do quadril estão situados por fora do plano sagital que passa pelo centro da articulação e cujo trajeto passa por fora e acima do eixo ântero-posterior de adução e abdução contido neste plano.
Para obter uma abdução direta, sem nenhum componente parasita é necessário que toda musculatura entre em contração antagonista-sinérgica equilibrada.
A abdução de um quadril é acompanhada automaticamente de uma abdução igual no outro quadril, ficando nítido a partir de 30 graus, amplitude na qual se começa a observar a báscula da pelve . Observa-se que nesta posição cada um dos quadris está com 15 graus de abdução .
No graus de abdução máximo o ângulo entre os membros inferiores é de 90 graus, assim cada quadril está em um ângulo de 45 graus A abdução está limitada pelo apoio ósseo do colo femoral sobre a borda coloideana, mas antes disso intervém os músculos adutores e os ligamentos ílio e pubo-femorais.
Com o exercício e o treinamento é possível aumentar notavelmente a amplitude pois os indivíduos treinados podem atingir os 180 graus que na realidade, não se trata mais da abdução pura, pois para distender os ligamentos, temos a báscula para frente da pelve.
4) ADUÇÃO: A adução leva o membro inferior para dentro e o aproxima do plano de simetria do corpo. A adução do quadril é realizada por movimentos combinados como; adução e extensão do quadril, adução e flexão do quadril, adução com flexão e rotação externa, sendo esta a posição mais instável, e adução de um quadril e abdução do outro .
Estes movimentos são necessários para assegurar o equilíbrio do corpo.
Os músculos adutores são numerosos e fortes , passam por baixo e por dentro do eixo ântero - posterior de abdução-adução, situado no plano sagital.
Estes movimentos de adução combinada, a amplitude máxima de adução é de 30 graus.
5) ROTAÇÃO: Os movimentos de rotação longitudinal do quadril efetuam-se em torno do eixo mecânico do membro inferior
A rotação externa é o movimento que leva a ponta do pé para fora, enquanto que a rotação interna leva a ponta do pé para dentro.
Estando o joelho completamente estendido, não existe a seu nível nenhum movimento de rotação, e somente o quadril é responsável por esse movimento.
Em decúbito ventral, a posição de referência é obtida quando a perna fletida em ângulo reto está vertical
A partir desta posição quando a perna se inclina para fora, mede-se rotação interna, cuja a amplitude total é de 30 a 40 graus.
Quando a perna se inclina para dentro mede-se rotação externa, cuja amplitude total é de 60 graus.
Em posição de ¨Buda¨ a rotação externa combina-se com a flexão que ultrapassa 90 graus de uma abdução
Os músculos rotadores externos do quadril são numerosos e potentes cujo seu trajeto cruza por trás do eixo vertical do quadril, os músculos rotadores internos são mais fracos, e seu trajeto passa anteriormente ao eixo vertical do quadril.
6) CIRCUNDUÇÃO: Como para todas as articulações de três graus de liberdade, o movimento de circundução do quadril define-se como sendo a combinação dos movimentos elementares simultaneamente em trono dos três eixos.
Plano sagital, no qual efetuam-se movimentos de flexão-extensão.
Plano frontal, no qual acontece o movimento de abdução e adução e plano horizontal.
A circundução levada a sua amplitude extrema, forma no espaço um cone irregular, cujo o vértice é ocupado pelo centro da articulação coxo-femoral. É o cone de circundução.
* ESTABILIDADE
Os músculos representam um papel importante e essencial na estabilidade do quadril , desde de que a sua direção seja transversal.
Os músculos cuja direção é semelhante à do colo do fêmur forçam a cabeça do fêmur para o acetábulo, isso também é verdadeiro para os pelvitrocanterianos e o obturador externo, isto também acontece com os glúteos, principalmente o pequeno e o médio cujo componente de coaptação é importante e que devido a sua potência representam papel primordial, por esta razão nós o denominamos músculos sustentadores do quadril.
BIBLIOGRAFIA
SETTINERI, Luiz Irineu Cibils - Biomecânica - Noções Gerais - Editora Atheneu - 1988
O deslizamento miofascial é uma modalidade de massagem criada na década de 70 nos Estados Unidos pelo fisioterapeuta Johnn Barnes, que era um crítico das técnicas tradicionais de fisioterapia.
Este método se baseia no princípio de que todos os músculos do corpo humano são revestidos por um tecido conjuntivo chamado fáscia. Ela não só envolve os músculos como também as vísceras, as artérias e as veias.
Através de pressão leve ou moderada, deslizando os dedos sobre o corpo do paciente, o terapeuta auxilia a aumentar a circulação sanguínea na região provocando o alongamento da fáscia e por conseqüência do músculo.
Fonte: BemStar - Corpo em movimento \Por Marco de Cardoso
Você, que faz exercícios, precisa conhecê-los, cuidar deles e saber como curá-los
A corrida, como um dos esportes mais completos, mexe com quase todos os músculos do corpo humano, mas os mais exigidos estão localizados nos membros inferiores (pernas e pés), no tórax e nos membros superiores (braços). Cada músculo desses apresenta uma função e é mais ou menos importante para a corrida. Mas todos têm suma importância específica.
Para melhor estudo dos músculos, o melhor é dividi-los em grupos. Primeiro, os músculos dos membros inferiores, pernas – os mais importantes – por darem a impulsão e sustentação no momento da corrida, depois os do tórax, responsáveis pelo equilíbrio do corpo e depois os dos membros superiores, que também dão equilíbrio e servem à impulsão.
Se levarmos em conta o movimento da corrida, os membros inferiores podem ser divididos em dois mecanismos de ação: o membro de apoio, que está no chão e faz o movimento de impulsão para a frente, e o membro de oscilação, que está no ar. Assim, o que é membro de apoio, em movimento, se transforma em de oscilação no seguinte e assim sucessivamente.
No membro de apoio, os músculos mais exigidos são os quadríceps, que se contrai para impedir o choque e faz o movimento de extensão, destinado à impulsão, e o grande glúteo, que serve para a extensão da coxa (leva a coxa par trás).
O quadríceps se divide em quatro músculos: reto femoral, vasto medial, vasto lateral e vaso intermediário, cujas ações são a extensão da perna. O quadríceps fica na porção anterior (na frente) da coxa. O reto femural, além da função de todo o quadríceps, auxilia na flexão da coxa.
Além de levar a coxa para trás, o grande glúteo serve para manter o tronco ereto e age sobre os atos de caminhar e subir escadas. Reforça ainda as articulações do quadril e joelho.
Depois de estabelecido o impulso, os músculos que vão entrar em ação são os flexores da coxa. O principal é o epsoasilíaco que, começa na região dorsal, disposto lateralmente junto à coluna e vai até a coxa. Atuam ainda o reto anterior, tensor da fascia lata e pectínio. Estes músculos se contraem para trazer o membro à frente.
Os músculos que fazem a flexão da perna (levar a perna para trás) são o bíceps femoral, o semimembranoso e o semitendinoso.
O bíceps femoral é dividido em duas partes, a porção longa e a porção curta. Aém da flexão da perna, estes três músculos ainda auxiliam no movimento inverso da coxa (extensão). O semimembranoso e o semitendinoso, além da flexão da perna, servem também para o movimento de extensão dos quadris (estes três músculos juntos formam o jarrete).
No tronco, os músculos mais exigidos são os abdominais e os dorsais, que servem para manter o equilíbrio.
Os músculos do abdômen podem ser divididos em dois grupos, para efeito de melhor entendimento, os ventrais e os dorsais.
Dos músculos ventrais, no plano superficial, os mais importantes são os músculos obliquo externo e oblíquo externo e oblíquo interno e em um plano mais profundo o músculo reto do abdômen, que se aproxima o tórax da bacia, portanto flexionando o tronco ou, inversamente, levantando a bacia. Comprimem o abdômen, funcionando como cinta abdominal.
Estes músculos são antagonistas (têm ação contrária) aos músculos dorsais. Da musculatura própria do dorso, fazem parte os músculos íleo costa, dorsal longo, que atuam na extensão da coluna e na flexão lateral.
Nos membros superiores, os músculos mais utilizados nas corridas são o deltóide (anterior e posterior), o bíceps, o braqueal anterior e o flexores dos dedos.
O deltóide, em sua porção anterior, faz o movimento do pêndulo para a frente e a porção posterior, o mesmo movimento para trás.
Na flexão do antebraço, os músculos de maior ação são o braqueal anterior e o bíceps. As duas partes do bíceps (porção longa e a porção curta), têm a mesma função, isto é, flexionar o antebraço.
Veja abaixo se você já teve algum problema desse tipo
Quadríceps – Desinserção do quadríceps a nível da rótula e da tuberosidade da tíbia. Desinserção é quando o músculo se solta do lugar onde ele se insere no osso (todo músculo se insere no osso).
Adutores – Torção e fratura por arrancamento, torção é quando há a desarticulação das juntas com volta ao local correto, podendo causar contusões nos ligamentos. Fraturas por arrancamento é quando o músculo arranca o ossono local da inserção, por causa de uma torção muito forte.
Atrofia Muscular – Pode ser causada por sinovite crônica, que é a inframação da sinóvia (membrana que recobre a articulação).
Artrose – Degeneração da cartilagem de uma articulação, que pode ser causada por sinovite ou por uso exagerado e por longos períodos da articulação (por exemplo, um datilógrafo pode ter atrose nas articulações falangianas).
Tendão de Aquiles – A principal lesão do tendão de Aquiles no exercício da corrida é a tenosinovite, que pode ser causada por pé plano (pé chato).
Lombalgia – Nas dores lombares, deve ser levada em conta a postura do atleta. Pés planos, calcâneos valgos (desvio do osso do calcanhar para fora), pés cavos (opostos aos pés planos) e ainda genu varum e genu valgum (arqueamento da perna, para dentro e para fora). Preparo inadequado, falta de aquecimento e atrofias musculares são ainda causas de lombalgia.
Quem toma diurético fica sujeito a sofrer câimbras
Um das lesões – apesar da crise ser de poupa duração – que mais assusta os corredores, principalmente quando se repetem frequentemente é a câimbra. Mais elas podem ser evitadas e, o principal, no caso, é combater as causas e não simplesmente se preocupar que elas aconteçam.
Um fato gravíssimo que deve ser sempre lembrado e é grande causador de câimbras, principalmente em pessoas que correm para perder peso ou estão começando a praticar o esporte, é o uso de DIURÉTICOS. Primeiro porque diurético não tira o peso real e depois por enfraquecer o organismo.
Mas há outras causas importantes que podem levar às câimbras, como doenças neurológicas, endócrinas, infecciosas, inflamatórias, musculares e vasculares.
Normalmente, a câimbra ataca mais atletas pouco treinados ou durante esforços muitos intensos e demorados. Então, momentaneamente, aparecem dores intensas e endurecimento dos músculos, o que é, na verdade, uma impotência funcional.
A principal causa é a circulação sanguínea insuficiente para o esforço que o músculo está sendo exigido, o que leva a um acúmulo de substâncias tóxicas.
Depois que a câimbras acontece, há vários tratamentos a serem feitos para eliminar a dor, antes de se procurar as causas específicas. O primeiro é fisioterápico, com calor. Há também a massagem e os remédios miorrelaxantes, além da Vitamina B, cálcio, magnésio e potássio.
Distensões e contraturas, o receio de quem corre
As ruturas musculares – distensões e contraturas – são os maiores fantasmas dos corredores de rua, iniciantes ou não. E a maneira de preveni-las, ou remediá-las, exige um estudo um pouco mais detalhado do músculos. O principal é saber o que cada uma dessas expressões que, só de se ouvir falar, já arrepiam, significam na realidade.
Distensões são ruturas das miofibrilas, que são as unidades funcionais dos músculos, isto é, a menor parte de um músculo que funciona sozinha. Uma causa é o alonngamento das miofibrilas além de seu limite fisiológico.
Outra causa é a falta de sinergismo (ação contrária) entre os agonistas e antagonistas. Normalmente, enquanto o agonista se contrai o antagonista relaxa, simultânea e harmoniosamente.
No caso dos antagonistas não estarem preparados para esta ação, os agonistas relaxam vagarosa e incompletamente, causando distensão. Outro fator é o traumatismo direto (contusão).
A contratura (hipertomia) é o aumento do tônus muscular, isto é, uma irritação nervosas. A contratura é um sina de alerta de que o músculo está fatigado.
Os fatores predisponentes da distensão e da contratura são a insuficiência alimentar, falta de treinamento, supertreinamento, atrofia muscular, falta de força e potência muscular e falta de aquecimento.
Falta de aquecimento é, aliás, a principal causa, especialmente entre corredores sem muita experiência. É necessário um aquecimento com ginástica ativa e alongamento, que atinge o músculo e a articulação total e intensamente. A massagem, que muitos pensam ser um bom aquecimento, na verdade é superficial e insuficiente.
Fonte: SASICO
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