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Tratamento da lombalgia e dor pélvica posterior na gestação por um método de exercícios


Objetivo: avaliar a efetividade do método dos exercícios stretching global ativo (SGA) comparativamente às orientações médicas para resolver as dores lombares e/ou pélvica posterior durante a gestação. Métodos: foram selecionadas 69 grávidas que apresentaram dores lombares e/ou pélvica posteriores para participar de ensaio clínico prospectivo randomizado. As pacientes foram divididas aleatoriamente em dois grupos: grupo SGA, que praticou exercícios orientados pelo método SGA, e grupo ORI, que seguiu as orientações médicas. As gestantes foram acompanhadas por oito semanas. Foi utilizada a escala análogo-visual para medir a intensidade da dor e os testes de provocação de dor lombar e pélvica posterior para confirmação das mesmas.

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Fonte: scielo

Dores nas costas são mais comuns entre os fumantes, indica estudo


As pessoas que fumam, especialmente os mais jovens, têm mais chances de apresentar dores lombares do que aquelas que nunca fumaram, segundo estudo publicado este mês no American Journal of Medicine. Examinando dados de 40 estudos envolvendo mais de 300 mil adultos e adolescentes, pesquisadores finlandeses concluíram que o tabagismo está “modestamente” associado com o risco de dor lombar – que afeta oito em dez adultos em algum momento da vida –, e os efeitos podem ser “parcialmente reversíveis”.

“Os fumantes atuais têm apenas 31% maior risco de dores lombares, comparados com aqueles que nunca fumaram, mas esta estimativa é apenas para dor na parte inferior das costas por um dia ou mais durante os 12 meses anteriores”, destacou Rahman Shiri, do Instituto Finlandês de Saúde Ocupacional. Segundo os autores, essa associação seria ainda mais forte para a dor crônica e incapacitante, embora nenhum estudo tenha determinado se seria uma relação de causa e efeito.

De acordo com os autores, os resultados apontaram, ainda, uma maior vulnerabilidade dos mais jovens aos efeitos do cigarro, porque a associação entre o tabagismo e a dor foi mais forte entre os adolescentes pesquisados, comparados aos adultos. Uma explicação para esses resultados seria a maior facilidade em identificar e estudar a lombalgia em pessoas mais jovens. Outro resultado interessante da pesquisa é a possibilidade de reversão desses efeitos, pois os participantes que haviam parado de fumar pareciam procurar menos atendimento para a lombalgia do que os fumantes.

Os cientistas ainda não sabem as razões da associação entre o tabagismo e as dores lombares, mas apontam uma série de possíveis explicações, incluindo a redução do suprimento de sangue à coluna, o aumento do risco de osteoporose e o aumento da circulação de substâncias tóxicas e inflamação pelo organismo. Por isso, mais estudos são necessários.

Fonte: gazetaweb;American Journal of Medicine. Janeiro de 2010.

A PROPOSTA BIOMECÂNICA PARA A AVALIAÇÃO DE SOBRECARGA NA COLUNA LOMBAR: EFEITO DE DIFERENTES VARIÁVEIS DEMOGRÁFICAS NA FADIGA MUSCULAR


Analisar a fadiga de músculos lombares e determinar as variáveis demográficas relacionadas com a fadiga destes músculos. Métodos: A atividade eletromiográfica (EMG) dos músculos iliocostal direito (ILD), iliocostal esquerdo (IL-E), multífido direito (MU-D) e multífido esquerdo (MU-E) de 18 voluntários foi captada durante contrações isométricas sub-máximas. Valores de root mean square (RMS) e freqüência mediana (FM) foram correlacionados com o tempo de resistência isométrica (TRI).

 

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Fonte:scielo

 

 

Terapia manual pode elimiar dores na coluna


Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que 80% da população mundial terá, pelo menos, duas crises de dor na coluna durante a vida. Nestes casos, tanto para a coluna cervical quanto para a coluna lombar, os efeitos analgésicos cumulativos da terapia manual foram estudados e comprovados, reduzindo a dor e os espasmos pós-lesão, acelerando a recuperação.

“A terapia manual inclui um impulso manipulativo de alta-velocidade e baixa amplitude e mobilizações oscilatórias, se mostrado capaz de diminuir a dor e melhorar a função do paciente”, explica Roberto Serafim, fisioterapeuta e professor universitário, pós-graduado em Aparelho Locomotor no Esporte pela Escola Paulista de Medicina, especialista na restauração de funções articulares.

Direto no local

 Ele explica que a terapia foi e é extensivamente pesquisada e pode agir diretamente em problemas comuns da população brasileira, como dores na coluna cervical e coluna lombar.

É a partir desta premissa que a terapia manual vem recebendo atenção cada vez maior de pesquisadores e profissionais de saúde e sendo aplicada com sucesso em tratamentos dedicados ao sistema músculo-esquelético (sistemas muscular, articular e neural). 

A incidência deste tipo de dor é tanta que em 1994, a Agência em Política e Pesquisa em Saúde nos USA desenvolveu o Guia para Dor Lombar Aguda. Em 1997, a Nova Zelândia também criou um guia oficial que recomenda a terapia manual nas primeiras quatro a seis semanas de dor lombar. O Royal College of General Practitioners, do mesmo país, afirmou que existem fortes evidências para apoiar o uso da manipulação na dor lombar, provendo maior rapidez na melhora da dor e no nível de atividade do paciente.

Mãos na massa

A fisioterapia manual consiste em utilizar as mãos para recompor a capacidade de reparo do organismo. Assim, a manipulação afeta propriedades mecânicas dos tecidos como elasticidade, força e alongamento. Ela trata as deficiências neuromusculares decorrentes de doenças e lesões musculoesqueléticas como perda de equilíbrio e movimento, permite a correção postural, além de causar reações psicológicas que apresentam uma resposta somática traduzida pelo relaxamento e sensação de bem estar.

 Fonte: Yahoo

PREVALÊNCIA DE DORES NAS COSTAS NA GESTAÇÃO


OBJETIVOS. Avaliar a prevalência destas algias na coluna vertebral, identificar sua localização e a associação entre idade, idade

gestacional, acometimento nervoso e a presença de dor anterior à gravidez.

MÉTODOS. A dor nas costas foi identificada através de estudo descritivo, no qual se realizaram entrevistas através de um

questionário estruturado pelos autores a 203 gestantes, selecionadas em salas de espera de Unidades Básicas de Saúde da

cidade de Paulínia (Estado de São Paulo), no momento em que chegavam para a assistência pré-natal, entre janeiro e

dezembro de 2001.

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Fonte scielo

 

 

 

 

Proteja sua coluna durante a gravidez


Com o aumento do peso e o crescimento da barriguinha, a coluna fica sobrecarregada sendo mais freqüentes, nesse período, as dores nas costas. Para prevení-las ou aliviá-las, é importante não assumir posturas erradas. Por exemplo, muitas gestantes cedem à tentação de exibir a sua barriga, projetando-a ainda mais para a frente. Esse velho costume força a lordose e pode custar caro à sua coluna. Por isso, mais do que nunca a futura mamãe deve adotar, ao caminhar, a clássica postura “barriga para dentro, peito para frente e cabeça para cima”.
Procure também sentar em cadeiras com encosto reto e fuja dos sofás muito macios. Aparentemente superconfortáveis, eles são um convite para que você se jogue no assento de qualquer jeito. Nos últimos meses, isso pode levar, inclusive, ao rompimento da bolsa.
A escolha dos sapatos certos também é importante. Esqueça os de salto alto e bico fino. Os médicos aconselham usar calçados de couro, amplos na região dos dedos, com saltos de até 3 cm e alguma elasticidade. Além de não prejudicarem a coluna, são confortáveis para os pés, que durante a gravidez, tendem a ficar inchados ao longo do dia. Um último lembrete: tenha por hábito usar meias elásticas. Elas ajudam na prevenção de “vasinhos” e varizes.

Fonte: Bibliomed

Região lombar é a mais prejudicada em trânsito congestionado


FÁBIO GRELLET
do Agora

Em uma cidade como São Paulo, onde há cada vez mais carros e maiores congestionamentos, as pessoas passam cada vez mais tempo no trânsito.

Pesquisa do Ibope divulgada em setembro concluiu que o paulistano gasta duas horas por dia no trânsito, entre a casa e a escola ou o trabalho. Além do estresse que isso proporciona, ficar todo esse tempo sentado pode prejudicar as costas, os joelhos e o pescoço.

Sua coluna não agradece. Afinal, o peso que o corpo exerce sobre ela se multiplica por quatro quando a pessoa está sentada, explica o médico Rubens Rodrigues, ortopedista do Hospital Bandeirantes, da capital.

“O corpo tende a se curvar para a frente e os músculos vão se alongando. Por isso, a região lombar é a mais prejudicada”, diz Laércio Ricco, ortopedista do Hospital Edmundo Vasconcelos, da capital.

Segundo Ricco, a postura ajuda a amenizar o problema. “O ideal é que o encosto e o assento formem um ângulo o mais próximo possível de 90 graus.” Já a distância entre o corpo e o volante nunca devem exigir que os braços fiquem totalmente esticados. Eles devem ficar semi-flexionados.

Mas nem todo médico considera que o encosto reto seja o melhor, diz Rodrigues. “Tem médicos que consideram como melhor posição de uma pessoa sentada aquela em que ela se sentir confortável”, conta.

Uma recomendação que é consenso entre os especialistas é que o motorista levante e se movimente, alongando o corpo, a cada hora passada sentado. Isso vale para todo mundo que permaneça muito tempo sentado.

O pescoço é outra parte do corpo que sofre quando a pessoa permanece sentada. “O ideal é fazer movimentos circulares para um lado e o outro, mesmo dentro do carro”, recomenda Rodrigues. Outra região muito afetada do corpo são os joelhos.

Todos esses sintomas são menos intensos quando a pessoa não é obesa e pratica exercícios físicos, dizem os médicos. “Se a musculatura do abdômen é adequada, o motorista fica menos sujeito às dores na região lombar”, conta o ortopedista Ricco.

Estresse
Além das dores pelo corpo, o trânsito também causa muito estresse. Para o taxista Mário Figueiredo, 38 anos, que trabalha na Consolação (região central de SP) e passa cerca de 12 horas por dia dirigindo, esse é o maior problema.

“A gente dirige sob tensão, porque o passageiro está sempre atrasado, e ainda tem que enfrentar os motoboys, os ônibus e os congestionamentos”, reclama.

Figueiredo conta que também costuma sentir dores nas costas e no pescoço, mas se preocupa mesmo é com a irritação que o trânsito lhe causa. “Isso é fichinha, eu me movimento e a dor passa. Mas não vejo a hora de me mudar para uma cidade mais tranqüila.”

Contra o estresse, os médicos recomendam exercícios de relaxamento que podem ser praticados dentro do carro. Outras dicas são evitar sapatos de salto alto, não falar ao celular enquanto dirige e nunca se envolver em discussões no trânsito.

Fonte: Folha Online

O nervo ciático está incomodando?


Você já ouviu falar neste tal de nervo ciático?
Muitas pessoas conhecem muito bem esse nervo. Quem não conhece certamente já sentiu aquela dorzinha que irradia da coluna lombar, passa por trás do glúteo e desce pela coxa, às vezes até o pé. Isto pode ser chamado de ciatalgia.

Esta dor pode ser causada por uma compressão do nervo (como a síndrome do piriforme ou compressão do ciático ao passar por este músculo), por uma inflamação do nervo ciático, além de fraturas da coluna e tumores intravertebrais.

É comum que esse problema decorra de má postura, inatividade física, excesso de atividade física, além de outros fatores. Além da dor, você pode sentir dormência, agulhada, alteração do reflexo etc. Assim, manter uma boa postura e fazer exercícios físicos regularmente pode ajudar a prevenir esse problema que afeta tantas pessoas.

Fonte: Vila Equilíbrio

Saiba mais sobre Dor Ciática

Anatomia da Coluna Vertebral


Coluna Vertebral

Anatomia e Fisiologia da Coluna

Estrutura das Vértebras

As vértebras compõem-se pelas seguintes estruturas: corpo, pedículos, lâmina e apófises. O corpo vertebral encontra-se na porção anterior em relação ao eixo corporal. O corpo vertebral, nesta posição, suporta as forças de carga e pressão e é composto por uma estrutura óssea esponjosa, apresentando uma placa cartilaginosa na sua porção superior e inferior. Varia de altura e de diâmetro conforme o segmento vertebral onde se localiza. Os corpos das vértebras cervicais são de menor diâmetro e altura, sendo a porção mais alta da coluna na posição ortostática.

Os corpos dorsais ou torácicos aumentam progressivamente a sua altura e diâmetro, apresentando um aspecto cilíndrico. Os corpos vertebrais lombares são achatados e largos por constituírem as vértebras que suportam as maiores pressões da coluna vertebral. As vértebras sacras são fusionadas entre si, constituindo-se num osso que apresenta forma triangular. Este por sua vez articula-se com o ilíaco na região pélvica, apresentando a base fixa da coluna vertebral e sua relação com a pelve ou bacia. Assim, estabelece-se a base de suporte da coluna vertebral do ser humano.

Pedículos vertebrais: são expansões ósseas conectadas ao corpo na sua porção anterior e a lâmina óssea vertebral na sua porção posterior. Constituem a face lateral das vértebras e tem na sua porção posterior as apófises articulares. O pedículo limita o canal raquidiano em ambos os lados e, através de sua apófise articular, conecta-se com as vértebras adjacentes.

Lâmina Vertebral: são porções ósseas laminares que limitam o canal raquidiano em sua face posterior. Como o corpo vertebral, variam de forma e tamanho conforme a vértebra que constitui. Vista ao Raio X no sentido póstero-anterior têm o formato de asa de borboleta.

Apófises:
Apófise Vertebral Posterior: as apófises posteriores da coluna vertebral são saliências ósseas de localização posterior formada como uma expansão da lâmina vertebral. Estão situadas na linha média posterior da coluna.

Apófise Transversa ou Costiforme: localiza-se lateralmente em relação ao eixo vertebral e constitui uma expansão dos pedículos na sua face lateral. Exceção é feita na quinta vértebra lombar, cuja apófise transversa é uma extensão posterior do corpo vertebral.

Apófises Articulares: são saliências articuladas da porção pedicular que relacionam as vértebras entre si, constituem o apoio posterior intervertebral. O apoio anterior é realizado pela estrutura do disco intervertebral. As apófises articulares, relacionadas entre si nas vértebras adjacentes, formam a articulação interapofisária, cuja relação intervertebral dão origem ao forâmen de conjugação.

Apófise Odontóide ou Processo Odontóide: é uma porção óssea, densa, que se projeta na parte superior do áxis (segunda vértebra cervical) para dentro do atlas (primeira vértebra cervical) e se introduz no forâmen magnum. Este se localiza na base do crânio e tem em seu interior estruturas como o bulbo (centro nervoso do comando respiratório) e o início da estrutura medular-nervosa. O processo odontóide estabiliza a coluna cervical em relação ao crânio, permitindo os movimentos de rotação da cabeça. O mesmo se projeta no interior do atlas, que realiza o suporte do crânio e do forâmen magnum que se constitui na cavidade localizada na base do crânio.

Facetas Articulares: são porções cartilaginosas das articulações interapofisárias. Na região dorsal, existem as facetas costais superiores e a faceta costal inferior que se localiza superiormente e posteriormente ao corpo vertebral. Elas servem para fazer a conexão com os arcos costais. Na região torácica também temos a presença das facetas costais transversas que, unindo-se a porção proximal das costelas, aumentam a estabilidade entre a coluna e o arcabouço torácico.

Cápsula Articular: é uma estrutura com tecido fibroso que é responsável pelo revestimento das articulações interapofisárias e, juntamente com a membrana sinovial, tornam a estrutura emerticamente fechada onde circulam líquido sinovial para nutrir e vitalizar as cartilagens em contato na articulação. Esta membrana capsular reveste também as articulações costo-vertebrais e costo-transversas, localizadas ao longo da coluna torácica.

Forâmen Vertebral: trata-se de um orifício que se localiza lateralmente ao canal vertebral. Encontra-se relacionado ao espaço intervertebral e parte inferior do corpo da vértebra. Localiza-se entre as facetas articulares por trás, e o corpo vertebral e o disco intervertebral pela frente. Através desses foramens emergem as raízes nervosas de dentro do canal vertebral. Podem ser comparados a janelas pelas quais as raízes nervosas têm o seu trânsito para realizar o comando de área e receber a sensibilidade de áreas segmentares.

Disco Intervertebral: O disco intervertebral constitui-se de uma estrutura fibrocartilaginosa formada por anéis concêntricos em sua porção externa e um núcleo gelatinoso formado por substâncias hidrófilas (muco polissacarídeos) que garantem essa hidrofilia (retenção de água), mantendo a capacidade de hidratação e flexibilidade do disco. As vértebras desde C2 (segunda vértebra cervical) até S1 (primeira vértebra sacra) são interpostas por estruturas discais chamadas de discos intervertebrais. Ao todo são 23 discos. O anel fibroso concêntrico suporta as pressões submetidas à coluna vertebral, transmitidas pelos corpos vertebrais. Um núcleo gelatinoso, através do seu deslocamento, estimula o anel fibroso na retenção das pressões e orienta o todo corporal quanto à posição da coluna vertebral..

Ligamentos: são estruturas fibrosas cuja função está relacionada à estabilidade intrínseca das vértebras na sua posição natural.

Ligamento Longitudinal Anterior: tem forma laminar. Inicia-se na base do crânio até o sacro. Serve para reforçar a estabilidade da coluna na sua porção anterior e encontra-se na linha média do corpo vertebral. Estabiliza a coluna desde a articulação atlanto-ociptal até a transição lombo-sacro.

Ligamento Interespinhoso: localiza-se na região espinhosa e se inicia pelo ligamento da nuca, porção estabilizadora entre o osso occipital e as apófises cervicais, estendendo-se até as apófises sacras. É reconhecido como ligamento inter-espinhal tendo a sua porção contínua com o nome de ligamento supra-espinhal.

Ligamentos Amarelos: são expansões ligamentares que conectam a face anterior da lâmina superior com a face posterior da lâmina vertebral adjacente inferior.

Ligamento Longitudinal Posterior: trata-se de um ligamento laminar que se localiza dentro do canal vertebral justaposto à porção posterior dos corpos vertebrais.

Ligamentos Cruciformes: localiza-se na base do crânio e é formado pelos ligamentos superior, transverso e inferior. Comunica-se com as fibras do ligamento alar.

Ligamentos Inter-transversos: interligam as apófises transversais. Encontram-se lateralmente à coluna vertebral.

Ligamento Costo-transverso e Ligamento Radiado: unem a costela com as apófises transversas e com o corpo vertebral subseqüentemente.

Curvas da Coluna Vertebral

A coluna vertebral é composta por quatro curvas fisiológicas assim formadas: curva cervical, com 7 vértebras, a dorsal com 12, a lombar com 5, a sacra também com 5 vértebras e a coccígena variando de 3 a 4 estruturas. O conjunto de curvas exercem entre si um fenômeno compensatório, pois as lordoses se compensam com as cifoses e vice-versa. Este fenômeno auxilia na descarga do peso corporal. Se não houvessem essas curvas, a base da coluna lombar suportaria pressões de até 1.000 Kg num homem de 70 Kg na posição sentada. As forças se concentram numa pequena superfície vertebral na região lombar e por esse motivo exercem essa grande pressão de carga.

A coluna vertebral, no sentido antero-posterior, constitui-se num edifício retilíneo por aposição das estruturas vertebrais. O edifício vertebral, visto lateralmente ou em perfil, apresenta curvas lordóticas, cifóticas, rígidas, semi-rígidas e móveis. As móveis são as curvas dos segmentos cervical e lombar. São móveis por serem livres de fixação óssea, tendo a sua estabilidade apenas pelas inserções das estruturas ligamentares e musculares. Sua estabilidade depende da vitalidade dos elementos ligamentares e musculares. Isto revela a importância da integridade e treinamento da estrutura muscular e principalmente dos músculos abdominais para mantermos a boa estabilidade e higidez da coluna vertebral.

A curva dorsal ou torácica é cifótica com convexidade posterior e semi-rígida. Sua condição de semi-rígida é produzida pela fixação nos arcos-costais de ter movimentos, tem a sustentação dos arcos-costais com os quais se articula. Através das apófises transversas e da porção posterior dos corpos vertebrais torácicos, onde se localizam as articulações costo-transversa e costo-vertebrais subseqüentemente.

Na porção superior da curva cervical, se faz a sustentação da calota craniana e a apófise odontóide permite as rotações para a direita e para a esquerda do crânio em relação ao eixo vertebral. No segmento cervical e lombar, os movimentos laterais e rotacionais se fazem com a participação das apófises articulares, ligamentos inter-transverso e disco intervertebral. Já no movimento antero-posteror temos a maior participação do disco intervertebral, apófises articulares e ligamento inter-apofisário posterior e ligamento longitudinal anterior e posterior.

As forças de cisalhamento e rotacionais são as mais danosas e agressivas aos movimentos vertebrais. Portanto, são elas que freqüentemente dão origem às lesões na unidade funcional.
A sacro-coccígena é uma curva de convexidade cifótica e é rígida devido à fusão entre os corpos vertebrais. A estrutura do sacro articula-se com o osso ilíaco, gerando com o mesmo a sustentação e estabilidade óssea de todo o edifício da coluna vertebral.

Fisiologia da Coluna Vertebral

A coluna vertebral tem duas funções básicas. A primeira serve como eixo de sustentação da estrutura corporal. Para agilizar os movimentos, o corpo realiza complexos movimentos no sentido antero-posteiror (flexão e extensão) como no sentido lateral e rotacional. Para que esses movimentos se realizem, verifica-se um deslocamento menor na porção anterior e um deslocamento intervertebral mais amplo na região posterior, onde localizam-se as apófises articulares, apófises transversas e posteriores.

A segunda função da coluna vertebral está relacionada com a condução das estruturas nervosas através do canal vertebral e dos foramens intervertebrais. A estrutura medular nervosa como tal, estende-se desde C1 (primeira vértebra cervical) até L1 (primeira vértebra lombar). A partir desta, temos o filum terminal, que compõem-se do final da medula e estende-se com a cauda eqüina composta pelas raízes nervosas lombares e sacras.

As raízes nervosas são prolongamentos dos neurônios motores localizados na medula. O encontro da raiz sensitiva (aferente) e motora (eferente) constitui o gânglio nervoso ao nível do forâmen de conjugação. Na localização deste forâmen, a raiz comunica-se com o nervo sinovertebral. Este dicotomiza-se na porção anterior e posterior. A anterior faz contato com a região posterior do disco intervertebral tendo função sensora no mesmo, podendo realizar a percepção da pressão do núcleo discal contra o anel fibroso do disco. Esta função tem a importância de gerar os estímulos para percebermos a posição do eixo vertebral.

A porção anterior ramifica-se no interior da musculatura eretora da coluna e transmite estímulos para a sua contração. A porção anterior da coluna vertebral tem como função principal a recepção de cargas corporais. As mesmas se transmitem através do disco que quando íntegro e hidratado, pode receber pressões equivalente a 600 Kg força na região lombar. Na posição sentada, executando movimentos de carga, as pressões num homem de 70Kg chegam a 300 Kg.

O mecanismo de suporte de cargas, a partir da ruptura do disco vertebral, é totalmente estabilizado. O mesmo, uma vez rompido, não tem poder de cicatrização por ser exangue (ausência de circulação sangüínea). Portanto, uma vez que o disco intervertebral rompa, fica comprometida a estabilidade da unidade funcional e progressivamente reduz a sua capacidade de suportar cargas de pressão. Este mecanismo se manifesta ao indivíduo na forma de cansaço, dores regionais segmentares no tronco ou dores irradiadas para os membros que se manifestam pelo processo inflamatório radicular.

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