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Este trabalho objetiva comparar os efeitos da terapia manual e cinesioterapia em pacientes com lombalgia, bem como a mobilidade lombar de indivíduos com e sem dor nesta região. Para evidenciar os efeitos da terapia manual e cinesioterapia, utilizou-se uma amostra de conveniência composta por 25 indivíduos com idade entre 18 - 65 anos, diagnóstico clínico de lombalgia crônica; foram excluídos os pacientes com cirurgias lombares, doenças reumáticas, fraturas e submetidos a outro tratamento clínico. Estes submeteram-se a avaliação da dor pela Escala Visual Analógica (EVA), da mobilidade lombar pelo teste de Shöber e ao tratamento composto por 30 sessões de fisioterapia (terapia manual e cinesioterapia), posteriormente foram reavaliados somente pela escala de dor. Para a análise da mobilidade lombar pelo teste de Schöber, estabeleceu-se um grupo controle, de mesma idade e gênero, com 25 indivíduos assintomáticos. Analisou-se estatisticamente o resultado da EVA dos indivíduos com lombalgia, antes e após o tratamento, pelo teste de Wilcoxon Signed Ranks Test. Para evidenciar a diferença de mobilidade lombar entre indivíduos com lombalgia e assintomáticos, aplicou-se o teste “t” de Student para amostras não pareadas. A significância estatística estipulada foi em 5% (p<0,05). Como resultado, foi encontrada diferença estatisticamente significante na comparação da EVA antes e após o tratamento fisioterápico (p< 0,05) e também para a mobilidade da coluna lombar em indivíduos sintomáticos e assintomáticos (p<0,05). Concluiu-se que a cinesioterapia e a terapia manual têm influencia significativa na melhora da lombalgia e que a mobilidade lombar é diminuída quando comparada a indivíduos assintomáticos.
Fonte: Bireme Acesso: 18-11-2011
Na lombalgia, a dor resultante inibe a atividade muscular, diminuindo a força muscular disponível. Em amostra de 100 pessoas, sendo 52% com episódios de lombalgia e 48% sem lombalgia, foi pesquisada associação entre a diminuição da força (deficiência) em alguns músculos posturais-chaves e a presença de dor lombar. Os testes para avaliação de flexores de quadril, abdominais e extensores da região lombar (porção inferior) mostraram-se significativamente alterados nos pacientes com episódios de lombalgia em comparação com os sem dor lombar (p < 0,05). Houve associação significativa entre a presença de dor lombar e a palpação dolorosa do músculo quadrado lombar, um dos músculos menos diagnosticados como sede de dor miofascial. Este estudo levanta a possibilidade da utilização de testes clínicos simples para a avaliação da deficiência muscular em determinados grupos musculares e que poderiam ser úteis na avaliação inicial e, possivelmente, no seguimento de uma pessoa com lombalgia.
Fonte: Portalsaudebrasil Acesso: 16-08-2011
DESCRIÇÃO DO MÉTODO DE COLETA DE EVIDÊNCIAS:
Reunião consensual e multidisciplinar para elaboração do texto com inclusão das citações bibliográficas, numa colaboração das especialidades de reumatologia, ortopedia e traumatologia, neurocirurgia, radiologia, medicina física e reabilitação e patologia da coluna vertebral. A partir de um texto básico referencial elaborado pelo editor médico, os participantes, divididos em cinco grupos de trabalho, geraram, por acréscimo e subtrações ao texto básico, recomendações aprovadas, posteriormente, em plenário, que permitiram a edição de um texto básico.
GRAU DE RECOMENDÇÕES E FORÇA DE EVIDÊNCIA:
A: Grandes ensaios clínicos aleatorizados e meta-análise.
B: Estudos clínicos e observacionais bem desenhados.
C: Relatos e séries de casos clínicos.
D: Publicações baseadas e consensos e opniôes de especialistas.
OBJETIVOS:
Oferecer informações sobre o diagnóstico e tratamento das lombalgias e lombociatalgias.
PROCEDIMENTOS:
Diagnósticos e terapêuticos para as lombalgias e lombociatalgias.
2001_consenso_brasileiro_de_lombalgia_e_lombociatalgia2
Fonte: projetodiretrizes Acesso: 25-01-2011
A lombalgia é uma das alterações musculoesqueléticas mais comuns na sociedade, sendo uma das causas mais freqüentes de incapacidade funcional. Oitenta a noventa por cento da população adulta sente dor lombar em algum momento da vida.
Fonte:portaluninove acesso dia 21/11/10
Rio de Janeiro (Agência Rio) - Lombalgias agudas são muito comuns e possuem como causas movimentos realizados de forma errada. Já lombalgias crônicas são menos comuns mas requerem tratamento multidisciplinar devido a sua complexidade. Casos de dor na coluna são cada vez mais frequentes em função do sedentarismo, obesidade e estresse
De acordo com o neurocirurgião e especialista em cirurgia de coluna vertebral do Hospital 9 de Julho, Dr. Alexandre José Reis Elias, 90% da população terá pelo menos um episódio ou crise de dor na coluna ou lombalgia no decorrer da vida. E os motivos para isso estão cada vez mais frequentes. “Podemos dizer que o número de pessoas que sofrem de dor nas costas tem aumentado principalmente em função do sedentarismo, do sobrepeso e do estresse”, afirma o médico.
Mas, como definir quando a dor nas costas é passageira ou pode indicar um problema mais grave? O Dr. Alexandre explica que o problema mais comum é a lombalgia aguda, com duração da dor menor que 12 semanas. Trata-se de uma dor que aparece na coluna lombar (entre a última costela e as nádegas), que piora muito ao fazer qualquer movimento com o corpo. Por isso, o paciente “anda com o corpo duro”.
A causa mais comum da lombalgia aguda é algum movimento errado que o paciente fez como: carregar peso em excesso ou de forma errada; abaixar o tronco para pegar algum objeto, com as pernas esticadas; fazer rotação do corpo mantendo os pés parados no chão ao invés de rodar todo o corpo; ou, ainda, pegar algum objeto em uma estante alta inclinando o corpo para trás.
Quando a dor nas costas dura mais que 12 semanas é caracterizada como lombalgia crônica e, por ter causa multifatorial, é bem mais difícil de ser tratada, requerendo a procura de um centro especializado em dor, com equipe multidisciplinar formada por neurocirurgião, reumatologista, fisiatra, ortopedista etc.
Independentemente da duração da dor, o indicado é, ao surgimento dos sintomas, que a pessoa procure um especialista para avaliar a gravidade do problema e iniciar o tratamento. “Apesar de rara, a causa da dor pode ser a presença de fraturas, tumores ou até mesmo uma infecção da coluna. Somente com uma avaliação médica podemos saber se é alguma doença mais grave ou não”, completa.
Dicas para evitar a sobrecarga na coluna e a dor:
- Melhor posição para dormir: Não dormir de bruços, mas de lado e com um travesseiro entre os joelhos; ou de barriga para cima, com um travesseiro atrás do joelho;
- Tipo de colchão: não deve ser muito mole, nem muito duro. Os semiortopédicos são uma boa opção, porém não existe regra e a escolha é individual;
- Melhor forma de levantar da cama: virar o corpo para o lado e começar a levantar-se de lado. Não levantar-se para frente;
- Transportar objetos pesados que estão no chão: Agachar-se dobrando os joelhos, próximo ao objeto, e pegá-lo sem inclinar a coluna. Não carregar peso excessivo (exemplo: maior que três quilos).
- No trabalho em escritórios: utilizar cadeiras que não reclinem para trás, com apoio para os braços; sentar usando todo encosto e os pés totalmente encostados no chão. A tela do computador deve ficar na altura dos olhos para a coluna cervical (pescoço) ficar em posição confortável;
- Carregar mochilas: utilizar mochilas nas costas usando alças dos dois lados e cuidado com excesso de peso, principalmente nas crianças;
- Uso do salto alto: o salto pode acarretar dor na coluna lombar. Deve-se ter bom senso de usar eventualmente e, caso provoque dor, evitar o uso;
- Dirigir: sempre com as costas apoiadas no banco e os braços parcialmente fletidos (não esticados totalmente);
- Recomendação especial para gestantes: manter atividade física supervisionada e permanecer dentro do peso. Lembrar que as dores lombares em gestantes são comuns e, na maioria das vezes, não representam nenhum problema sério de coluna. Deve-se procurar um especialista em coluna para fazer o diagnóstico correto, tratamento e prevenção de novas crises;
- Massagem e outros tratamentos alternativos: terapias locais como massagem, calor etc. podem trazer alívio para o paciente. Muitas vezes não trazem alívio da dor propriamente dita, mas causam bem estar e só isso já justificaria o seu uso, sempre com a indicação de um médico especialista.
- RPG e Pilates: para os pacientes com forte dor aguda é indicada a fisioterapia analgésica junto com RPG. Para os pacientes que melhoraram, a indicação é RPG ou Pilates para tentar prevenir novas crises de dor.
Fonte: oreporter Acesso: 05-11-2010
Uma das principais patologias que afetam a população mundial é a lombalgia. Atualmente considerase que a disfunção sacro-iliaca é um dos fatores desta dor. Uma disfunção da articulação sacro-iliaca (ASI) pode ser por fixação (hipomobilidade), hipermobilidade e instabilidade da ASI. Tais disfunções alteram o mecanismo de auto-sustentação desta articulação, alterando o funcionamento da quinta vértebra lombar, causando lombalgia.
disfuncao-sacroiliaca-como-causa-de-dor-lombar
Fonte: Universitas Acesso: 28-03-2010
A obtenção de equilíbrio nas estruturas que compõem a pilastra de sustentação humana (coluna vertebral), evitando quadros dolorosos a ela relacionados, não se constitui em tarefa fácil, devido principalmente às constantes mudanças de posturas realizadas diariamente pelo homem, expondo sua estrutura morfofuncional a uma série de agravos.
As estruturas músculo-articulares são responsáveis pelo antagonismo das ações mecânicas da coluna: eixo de sustentação do corpo e, ao mesmo tempo, eixo de movimentação. A falta ou excesso de esforço físico nessas estruturas facilmente acarretará danos à mecânica do ser humano em seus componentes osteomioarticulares.
Pensando nisso, este artigo descreve o problema do sedentarismo dentro da multicausalidade de fatores de risco da lombalgia, bem como apontar a influência da aptidão física como importante fator de proteção nas síndromes lombálgicas.
a-influencia-do-sedentarismo-na-prevalencia-de-lombalgia
Fonte: scielo Acesso: 11-01-2010
Neste trabalho estuda-se quais as causas da lombalgia, os motivos e os meios de prevenção. Foram aplicados 3 instrumentos: a mobilidade da coluna segundo Grahane, medindo a distância da ponta dos dedos médios ao chão, com o avaliado em posição ereta e inclinando-se para frente tentando encostar suas mãos ao solo sem flexionar os joelhos; a postura foi avaliada de acordo com Tachdjian em quatro graus: A postura excelente ou quase perfeita, B postura boa mas não ideal, C postura deficiente mas não a pior possível, D postura ruim e muito possivelmente causadora de sintomas; e ainda um questionário com 10 perguntas quanto as queixas diárias de dores lombar. Participaram destes testes 23 mulheres, ente 16 e 50 anos divididas em 3 grupos sendo eles: Grupo A pessoas sedentárias; Grupo B pessoas que praticam atividades físicas há 2 meses, duas vezes por semana; Grupo C avaliados praticando atividades físicas há mais de 6 meses, 5 vezes por semana. Tendo em vista os resultados obtidos, pode-se observar que a prática de atividade física contínua e bem orientada contribui para uma melhor postura e menor incidência de dores lombar.
causas-de-lombalgia-em-grupos-de-pessoas-sedentarias-e-praticantes-de-atividades-fisicas2
Fonte: efdeportes Acesso: 28-12-2009
Visto que uma das técnicas utilizadas no tratamento da lombalgia é a manipulação articular. O presente estudo tem como objetivo analisar o efeito da manipulação do osso ilíaco na. Materiais e métodos: A amostra foi composta por onze pacientes do sexo masculino, com faixa etária entre 20 e 40 anos de idade. Os pacientes foram avaliados através da aplicação dos testes de Finger-floor, Gillet e Downing, e aqueles que apresentaram disfunção da ASI foram tratados com as técnicas de manipulação. Foi realizada uma EVA no momento da avaliação e uma EVA após uma semana da técnica de manipulação. Neste sentido constatou-se que a manipulação articular é efetiva no alívio da dor e no aumento da flexibilidade da coluna vertebral e dos membros inferiores na população estudada.
http://www.fisio-tb.unisul.br/Tccs/08b/carla_luiz/ARTIGO.pdf
Fonte: fisio-tb.unisul dia 23-08-2009
Trata-se de um tratamento conservador, com intervenção de um Ed. Física, realizado durante um período de 6 meses, com indivíduos com média de idade de 49 anos e com diagnóstico de hérnia de disco. Onde foi elaborado e aplicado um programa de ginástica postural, com objetivo de medir antes e depois a flexibilidade no quadril no Banco de WELLES, os escores de dor pelo Questionário de Lombalgia de Oswestry e as Imagem de Ressonância Magnética (IMRs).
Download do artigo: ginastica-postural-idosos-hernia-de-disco
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