Estamos com franqueados ITC Vertebral em todas as regiões do Brasil. Escolha a baixo um estado para encontrar uma franquia próxima de você:
A obtenção de equilíbrio nas estruturas que compõem a pilastra de sustentação humana (coluna vertebral), evitando quadros dolorosos a ela relacionados, não se constitui em tarefa fácil, devido principalmente às constantes mudanças de posturas realizadas diariamente pelo homem, expondo sua estrutura morfofuncional a uma série de agravos.
As estruturas músculo-articulares são responsáveis pelo antagonismo das ações mecânicas da coluna: eixo de sustentação do corpo e, ao mesmo tempo, eixo de movimentação. A falta ou excesso de esforço físico nessas estruturas facilmente acarretará danos à mecânica do ser humano em seus componentes osteomioarticulares.
Pensando nisso, este artigo descreve o problema do sedentarismo dentro da multicausalidade de fatores de risco da lombalgia, bem como apontar a influência da aptidão física como importante fator de proteção nas síndromes lombálgicas.
a-influencia-do-sedentarismo-na-prevalencia-de-lombalgia
Fonte: scielo Acesso: 11-01-2010
Neste trabalho estuda-se quais as causas da lombalgia, os motivos e os meios de prevenção. Foram aplicados 3 instrumentos: a mobilidade da coluna segundo Grahane, medindo a distância da ponta dos dedos médios ao chão, com o avaliado em posição ereta e inclinando-se para frente tentando encostar suas mãos ao solo sem flexionar os joelhos; a postura foi avaliada de acordo com Tachdjian em quatro graus: A postura excelente ou quase perfeita, B postura boa mas não ideal, C postura deficiente mas não a pior possível, D postura ruim e muito possivelmente causadora de sintomas; e ainda um questionário com 10 perguntas quanto as queixas diárias de dores lombar. Participaram destes testes 23 mulheres, ente 16 e 50 anos divididas em 3 grupos sendo eles: Grupo A pessoas sedentárias; Grupo B pessoas que praticam atividades físicas há 2 meses, duas vezes por semana; Grupo C avaliados praticando atividades físicas há mais de 6 meses, 5 vezes por semana. Tendo em vista os resultados obtidos, pode-se observar que a prática de atividade física contínua e bem orientada contribui para uma melhor postura e menor incidência de dores lombar.
causas-de-lombalgia-em-grupos-de-pessoas-sedentarias-e-praticantes-de-atividades-fisicas2
Fonte: efdeportes Acesso: 28-12-2009
Visto que uma das técnicas utilizadas no tratamento da lombalgia é a manipulação articular. O presente estudo tem como objetivo analisar o efeito da manipulação do osso ilíaco na. Materiais e métodos: A amostra foi composta por onze pacientes do sexo masculino, com faixa etária entre 20 e 40 anos de idade. Os pacientes foram avaliados através da aplicação dos testes de Finger-floor, Gillet e Downing, e aqueles que apresentaram disfunção da ASI foram tratados com as técnicas de manipulação. Foi realizada uma EVA no momento da avaliação e uma EVA após uma semana da técnica de manipulação. Neste sentido constatou-se que a manipulação articular é efetiva no alívio da dor e no aumento da flexibilidade da coluna vertebral e dos membros inferiores na população estudada.
http://www.fisio-tb.unisul.br/Tccs/08b/carla_luiz/ARTIGO.pdf
Fonte: fisio-tb.unisul dia 23-08-2009
Trata-se de um tratamento conservador, com intervenção de um Ed. Física, realizado durante um período de 6 meses, com indivíduos com média de idade de 49 anos e com diagnóstico de hérnia de disco. Onde foi elaborado e aplicado um programa de ginástica postural, com objetivo de medir antes e depois a flexibilidade no quadril no Banco de WELLES, os escores de dor pelo Questionário de Lombalgia de Oswestry e as Imagem de Ressonância Magnética (IMRs).
Download do artigo: ginastica-postural-idosos-hernia-de-disco
Góis, R.M.1, Machado, L.F.2, Rocha, N.S.3
1,3Unigranrio/Ibesf-Ibo, Rua da Lapa, 86, Rio de Janeiro−RJ - molina2@bol.com.br
2Universidade Estácio de Sá, Av Presidente João Goulart, 600 Juíz de Fora – MG
Resumo: Lombalgia é a principal causa de uma pessoa procurar atendimento, diversas são as propostas de tratamento demonstradas na literatura científicas. Uma delas é a manipulação vertebral, que apesar de se conhecer muito pouco sobre seus mecanismos de atuação, existe uma evidência clínica bastante positiva. O movimento normal na coluna lombar depende, dentre muitos fatores, da integridade de seus componentes articulares e do equilíbrio do tônus muscular da região. O comprometimento de qualquer destas estruturas, pode levar ao quadro de uma disfunção somática, favorecendo a instalação de um processo degenerativo e conseqüente surgimento de quadro álgico na região. Nos casos em que a intervenção fisioterapêutica não é realizada ou foi inadequada, a perpetuação do quadro álgico persistirá levando então a uma cronicidade daquela sintomatologia. As técnicas de manipulação vertebral vêem sendo utilizada por fisioterapeutas, osteopatas e quiropatas em pacientes com quadro de lombalgia crônica. Através desta técnica, o movimento artrocinemático restrito é refeito, a função muscular é normalizada e o quadro álgico é diminuído, contribuindo desta forma para a desaceleração do processo degenerativo.
Palavras-chave: Lombalgia, osteopatia, manipulação, terapia manual
Download do artigo: tratamento-lombalgia-cronica
O elevado número de horas de trabalho é a principal causa do problema, revela dissertação de mestrado apresentada na Faculdade de Medicina da USP. Uma das principais causas de afastamento temporário e permanente do trabalho no Brasil, a lombalgia (dor na região lombar) atinge mais da metade dos motoristas de caminhão do Estado de São Paulo, principalmente os que exercem a atividade várias horas por dia. Uma pesquisa da fisioterapeuta Silvia Ferreira Andrusaitis mostrou que 59% dos caminhoneiros sofrem de lombalgia e, para cada hora de trabalho, o risco de o motorista ter dor lombar aumenta 7%.
Segundo Silvia Andrusaitis, a lombalgia ocupacional é um mal que acomete principalmente indivíduos que trabalham na condução de veículos motorizados, com destaque para os caminhoneiros que passam longas horas do dia ao volante. A fisioterapeuta pesquisou o tema para sua dissertação de mestrado, apresentada ao Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP, sob orientação do ortopedista Reginaldo Perilo Oliveira.
Em seu estudo foram avaliados 489 caminhoneiros do sexo masculino, dos quais 410 foram selecionados para a pesquisa, com uma média de 9,9 horas de trabalho diário. Todos tinham mais de um ano de experiência profissional e a condição era de que não tivessem apresentado dor na região lombar antes do exercício da atividade. O objetivo foi investigar a prevalência de lombalgia entre caminhoneiros, bem como os fatores de riscos relacionados à ocorrência de dor lombar.
A pesquisa focalizou caminhoneiros que trabalhavam nas rodovias paulistas Castello Branco, Raposo Tavares e Senador José Ermírio de Moraes, entre os meses de março e novembro de 2003. O grupo respondeu a um questionário onde foram abordados fatores como idade, prática de atividade física e esportiva, hábitos gerais de saúde e questões relativas ao exercício profissional. Calculou-se também o índice de massa corpórea, por meio da relação entre o peso corporal e o quadrado da estatura.
Horas de trabalho
O resultado indicou que a prevalência de lombalgia nos caminhoneiros é de 59% e, dentre as variáveis estudadas, apenas o número de horas de trabalho mostrou-se estatisticamente significante. “O principal resultado é a correlação do número de horas de trabalho com a ocorrência da dor lombar”, destaca Silvia Andrusaitis. Mas outros fatores também contribuem para uma postura errada, adverte a fisioterapeuta: “Permanecer sentado por tempo prolongado, expor-se à vibração, inclinações e rotações excessivas do tronco, carregar objetos pesados e manter a concentração que a atividade exige, sem intervalos adequados de relaxamento.”
Apesar de o fator sedentarismo não ter apresentado correlação com a dor lombar, 77% dos caminhoneiros não praticavam qualquer atividade física. Foi detectada a ocorrência de irradiação da dor para membros inferiores em 33,9% dos motoristas que apresentaram lombalgia. “Essa média é maior do que a encontrada na população em geral, o que pode ser indicativo de comprometimento do disco intervertebral”, afirma a autora do estudo. Com relação às ausências no trabalho, 17,4% dos motoristas de caminhão já se ausentaram pelo menos uma vez em decorrência da lombalgia. O período de afastamento variou de um a 240 dias.
Fonte: Saude em movimento
Doença causa perda da sensibilidade e ausência de força na perna
São Paulo - O nervo ciático é o mais longo do corpo humano – liga o dedão do pé à região lombar –, mas a fama não vem de seu comprimento, e sim da dor causada por ele, a ciatalgia, que atinge cerca de 15% de população e pode causar muito desconforto.
São duas as principais causas do incômodo: a lombalgia e a hérnia de disco. A hérnia aparece quando uma parte da cartilagem que protege a coluna sai do lugar e pressiona os nervos que passam pelas vértebras. Já a lombalgia (dor localizada na região lombar) pode vir de vários fatores: postura incorreta, obesidade, sedentarismo, osteoporose, artrose, esforços físicos inadequados e desvios na coluna. Em casos mais raros, contraturas musculares, tumores e fraturas também podem ocasionar a dor.
A citalgia costuma ser negligenciada, pois os pacientes preferem procurar tratamentos para sanar a dor e não investigam sua origem. Como o ciático é responsável pela enervação dos membros inferiores, a dor pode ocorrer em vários lugares, porém os mais comuns são a região glútea posterior, o dedão do pé e a face lateral da coxa e da perna. Conforme o local dolorido, é possível determinar qual nervo está sendo prensado.
Fonte: Gambare!
São vários os motivos para aquela dor chatinha nas costas que muitas vezes incomoda e compromete a nossa rotina. A principal delas é a lombalgia, um desconforto que afeta a região inferior da coluna vertebral (que vai da última costela até o início dos glúteos) e aparece em destaque no ranking das reclamações.
Se as dores vierem acompanhas dos chamados sinais de alerta é preciso atenção redobrada. Febre e perda de peso indicam a presença de algo mais grave. “Desde má-formação congênita, osteoporose, tumores até hérnia de disco, cálculos renais e distúrbios neurológicos. Portanto, o tratamento varia de acordo com a causa diagnosticada”, explica Alexandre Fogaça Cristante, especialista em cirurgia de coluna da Clínica Ortocity.
Outra situação comum é quando não há razão aparente para o incômodo. Segundo o cirurgião, neste caso trata-se da lombalgia mecânico-postural. Os pacientes buscam uma razão ‘física’ para suas lamentações e não encontram nada. Cristante explica que as dores não estão relacionadas a desvios ou a algum tipo de lesão, mas sim a vícios de postura que a deixam sobrecarregada constantemente.
“Quem sofre de dor nas costas não se senta nem se levanta corretamente, não dorme em colchão adequado ao seu peso, levanta objetos do chão dobrando a coluna e não os joelhos, estica-se todo para colocar os objetos em prateleiras ou em armários e executa tarefas diárias em má posição”, explica.
O excesso de peso é outro inimigo. Obesidade e outras alterações musculares levam à sobrecarga dos discos intervertebrais. O especialista também cita outros fatores, como depressão e estresse. Eles não permitem o relaxamento voluntário dos músculos levando a compressões importantes nas raízes nervosas que emergem da coluna vertebral.
Fonte: Vila Equilíbrio
RESUMO
Atualmente a lombalgia na gestação é um tema pouco discutido. Ela vem sendo considerada como uma ocorrência normal e até esperada na gravidez, o que tem contribuído para a falta de adoção de medidas profiláticas e de alívio, mesmo tendo uma alta incidência e trazendo repercussões biopsicossociais para as mulheres. Assim como a etiologia e os fatores de riscos da lombalgia gestacional são questionáveis, também existem divergências quanto ao melhor tratamento e se há realmente algum tratamento efetivo. O objetivo desse trabalho foi discutir a eficácia dos diversos tratamentos para o alívio do quadro álgico da lombalgia gestacional, baseado em uma revisão crítica da literatura. Concluiu-se que há uma resposta positiva no alívio da dor, se a gestante fizer parte de algum método de tratamento e não existem evidências que um tratamento é mais eficiente que o outro. Palavras-chave: dor, exercício, lombalgia, gestação.
ABSTRACT
The low back pain in the pregnancy is little currently argued. It comes being considered as a normal occurrence and until waited in the pregnancy, what she has contributed for the lack of adaptation of prophylactic measures and relief, exactly having one high incidence and bringing biopsicosociais repercussions for the women. As well as the etiology and the risks factors of the gestational low back pain they are questionable, also they exist divergences how much to the best treatment whether if it has really some effective treatment. The objective of this work was to argue the effectiveness of the diverse treatments for the relief pain, based in a critical revision of literature. It was concluded that there is one positive reply in the relief of pain, if the pregnant are being part of some treatment method and there aren’t evidences that a treatment is more effective than other. Key-words: pain, exercise, low back pain, pregnancy.
1 INTRODUÇÃO
A lombalgia é conceituada como um sintoma que afeta a parte mais baixa do dorso e a prega glútea(11). Esta manifestação clínica é um das queixas mais freqüentes no mundo industrializado e exerce um impacto enorme sobre os serviços de saúde(10). A maioria dos estudos de prevalência evidencia que as dores nas costas durante a gestação são queixas importantes, tanto pela alta freqüência de mulheres acometidas, quanto pela intensidade da dor e desconforto provocado. Além de influenciar de modo negativo a qualidade do sono, disposição física, desempenho no trabalho, vida social, atividades domésticas e lazer(5,25). No Brasil, Cecin et al.(5) encontraram que o risco relativo das gestantes em apresentar dores nas costas é quase 14 vezes maior que o de mulheres não grávidas. Destacaram a importância de oferecer mais atenção a este tipo de queixa, para maior conforto e bem-estar das pacientes. Ainda não foi identificada a causa específica desse desconforto, as três hipóteses explicativas mais difundidas são da lombalgia decorrente de eventos fisiológicos próprios da gestação devido a modificações biomecânicas, hormonais e vasculares(5,24). Em função da alta prevalência e de alterações biopsicossociais para a gestante, era de se esperar que programas de prevenção fossem incentivados e realizados. No entanto, os poucos programas preventivos de orientação postural à gestante encontram, na prática, obstáculos representados pela ausência de adesão e falta de continuidade na maioria dos serviços, quer na iniciativa privada, quer na rede pública(10). A falta de aderência pode advir da desinformação acerca da temática e da falta de amplas discussões por profissionais da área da saúde, que muitas vezes acabam por considerar a lombalgia apenas como mais um desconforto inerente ao período gestacional e, portanto, de ocorrência normal, não requerendo adoção de medidas preventivas ou de alívio para esta sintomatologia(10). Frente a tais considerações é desejável que o assunto seja amplamente debatido e que programas multidisciplinares de preparação para o parto, caracterizados pelo desenvolvimento de métodos educativos, atenção psicológica e preparo físico específico, se tornem cada vez mais comuns e procurados pela maioria das gestantes. Tendo como objetivo de assegurar o controle sobre seu corpo e sua gestação, introduzindo-as na prática de exercícios que resultam em equilíbrio físico e psíquico(7). Objetivamos com este trabalho realizar uma revisão crítica da literatura acerca da lombalgia na gestação, evidenciando os benefícios do tratamento das dores lombares durante a gestação, além de ilustrar as diferentes formas de serem realizados.
2 MATERIAL E MÉTODO
Trata-se de um estudo descritivo com análise qualitativa dos tratamentos fisioterapêuticos na lombalgia gestacional. Foram incluídos artigos no período de 1985 a 2006, também, além dos periódicos selecionados, 3 livros com explanação sobre o assunto. Utilizaram-se três bases de dados para a revisão bibliográfica: LILACS (Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde), consultada por meio do site da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), da Biblioteca Regional de Medicina (BIREME), MEDILINE (Literatura Internacional em Ciências da Saúde), acessada por meio do PUBMED, SCIELO e SCIENCE DIRECT consultado através do Conselho de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES. Os descritores utilizados para a busca de artigos são: dor e gestação; gravidez e lombalgia; exercício e lombalgia; lombalgia e gestação; exercício e gravidez; exercise and pregnancy; low back pain and pregnancy; physical activity and women´s health. Dentre as publicações, foram selecionados somente as de língua portuguesa e inglesa, artigos que incluíssem revisões bibliográficas, tratamentos ou pesquisas experimentais. Dessa forma foram identificados 35 artigos.
3 LOMBALGIA GESTACIONAL
3.1 Alterações Fisiológicas A gestação é considerada um evento fisiológico que para o seu desenvolvimento é necessário que ocorram profundas e rápidas transformações, muitas vezes até exigindo o funcionamento de alguns órgãos maternos no limite de sua capacidade máxima. Em nível sistêmico, ocorrem alterações cardiovasculares, pulmonares, urinárias, digestivas e músculo-esqueléticas(11). No entanto, neste estudo daremos ênfase somente às alterações músculo-esqueléticas. O sistema músculo-esquelético está envolvido na prática obstétrica, já que durante a gestação acontece uma seqüência de mudanças no corpo da mulher. O útero está em constante crescimento, formando um abdômen protruso, que somado ao aumento ponderal das mamas irão influenciar na modificação do centro de gravidade, fazendo com que se desloque para frente(2). Além disso, sabemos que a liberação de hormônios, como estrógeno, progesterona e relaxina, ocasionam uma maior flexibilidade e extensibilidade das articulações, bem como uma maior retenção de água. Afetando assim, também, a estrutura do sistema músculo-esquelético(2,20). Todas essas modificações vão gerar a necessidade da mulher adaptar sua postura para compensar a mudança de seu centro de gravidade, alterando então, as curvaturas da coluna vertebral. A região lombar acentua sua curvatura com o crescimento uterino frontal, que por sua vez, modifica a posição do sacro deixando-o mais horizontalizado em relação à pelve. Também ocorre o aumento da cifose torácica para compensar o crescimento das mamas, o estiramento dos músculos abdominais, que perdem sua ação estabilizadora da pelve e o tensionamento da musculatura paravertebral(6,20). Em um estudo feito sobre essas alterações nas curvaturas, Hansson et al.(14) verificaram que não existe diferença entre o grau de lordose lombar em indivíduos que não apresentavam lombalgia quando comparado ao grau daqueles que apresentavam. Sugerindo assim, que o grau da lordose lombar não seja um fator predisponente para a lombalgia. Ostgaard et al.(25) realizaram um estudo com 855 gestantes e perceberam que não houve um aumento significativo da lordose lombar no decorrer da gestação, mas consideraram a hiperlordose lombar prévia como fator de risco. Devido à falta de estudos acerca da temática, não podemos afirmar se é realmente o aumento da lordose lombar que predispõe ao aparecimento do sintoma da lombalgia durante a gestação. Porém, em vários estudos(10,11,23), observou-se que durante a gestação ocorre o aparecimento de algias posturais, principalmente a dor lombar independendo do fator causal. 3.2 Prevalência A lombalgia é conceituada como um sintoma que afeta a área entre a parte mais baixa do dorso e a prega glútea, podendo irradiar-se para os membros inferiores(11). Um estudo recente utilizado na cidade de Paulínia- SP, com 203 gestantes, pesquisou a prevalência de dores nas costas durante a gestação. A coleta de dados foi feita através de questionários e observou-se que 80% das gestantes tinham algias na coluna vertebral e pelve e que o local de dor mais referido era a região lombar seguida da sacroilíaca(20). Já na cidade de Uberaba- MG, 83,3% das 60 gestantes que foram pesquisadas apresentavam dor lombar(5). Outro estudo(34) teve como resultado 76,6% de prevalência de dores lombares nas gestantes, como também Koniak-Griffin(17) estimou que 50 a 70% das gestantes são acometidas pelas mesmas dores. E já no trabalho de Galão et al. esse valor aumentou para 78% das gestantes(12). Também existem pesquisas(15) que relatam que 70% de todas as grávidas têm algum tipo de dor lombar e que 20% dessas mulheres permanecem com fatores residuais do problema semana após o parto. Comprovando, então, o alto índice de lombalgia durante a gestação. 3.3 Etiologia Ainda não existe um consenso sobre a etiologia da lombalgia na gestação, o que parece evidente é que ela é multifatorial, pois a própria gravidez, ou seja, suas alterações fisiológicas, contribuem para o quadro doloroso da lombalgia(11). Em contra partida estudos mostram que a lombalgia na gestação muitas vezes não está ligada diretamente à gravidez, e sim, a quadros dolorosos pré-gestacional. Esses trabalhos afirmam que mulheres que sentiam dor lombar antes de ficarem grávidas têm uma probabilidade maior de terem lombalgia durante a gestação(24,26,30,34). Porém, Galão et al.(12) e Martins et al.(21) observaram que a dor prévia à gestação não foi fator predisponente para o aparecimento ou agravamento deste sintoma durante a gravidez. O que pode ser confirmado por Cecin et al.(5), onde eles observaram que 76% das mulheres grávidas que tinham lombalgia não apresentavam essa sintomatologia antes da gestação, contra 24% que apresentavam, mas de menor intensidade. O aparecimento da lombalgia gestacional também tem relação com a idade gestacional. Em uma pesquisa realizada observou-se que o pico de maior prevalência ocorreu a partir do 5° mês de gestação(5). Opondo a afirmação anterior, em outro estudo(20) verificou-se que as queixas de dor foram mais prevalentes no primeiro trimestre, e não aumentaram com o avanço da gestação. Já o peso da criança ao nascer e o peso ganho da mulher durante a gestação não apresentaram correlação estatisticamente significativa para explicar a lombalgia nas gestantes, resultado este obtido em um trabalho realizado na cidade de Uberaba-MG(5). Devido à escassez de estudos relacionados sobre os determinantes da lombalgia, não podemos afirmar de maneira fidedigna a causa da dor lombar durante a gestação. Mas, pode-se dizer que ela vai ocorrer independente se a mulher teve lombalgia pré-gestacional ou não, se houve ou não aumento da lordose lombar, isso devido às alterações fisiológicas que ocorrem em todas as mulheres durante esse período. O que poderá ser diferente é a intensidade dos sintomas.
4 EXERCÍCIO FÍSICO NA LOMBALGIA GESTACIONAL
A lombalgia na gestação interfere de maneira significativa na qualidade de vida da gestante. Ela pode causar uma incapacidade motora, insônia, depressão, afastamento do ambiente de trabalho, impedindo a mulher de levar uma vida normal(19,23,24). Diante de todas essas alterações, a lombalgia não deve ser considerada como mais um sintoma que aparece durante a gestação, como a maioria dos médicos relata, ela deve ser considerada uma doença e ser tratada. Fast et al.(9) realizaram um trabalho com gestantes que apresentavam lombalgia, verificaram que estas quando procuravam seus médicos, referindo a dor, na maioria dos casos não era oferecido tratamento. E quando alguma terapêutica era aplicada, optava-se pelo uso dos analgésicos. Sabe-se que os analgésicos funcionam apenas para aliviar a dor momentaneamente e o uso dos mesmos, sem associar com qualquer outro tipo de conduta, por exemplo, as orientações posturais, podem levar a gestante executar atividades potencialmente agravadoras do quadro, adotando posturas inadequadas sob efeito da medicação(10). Por causa disto, vários estudos(7,8,28) descrevem opções de tratamento. E como a etiologia e os fatores de risco para a lombalgia gestacional possuem divergências, elas também existem quanto ao melhor tratamento e se há realmente algum tratamento efetivo para a lombalgia gestacional. Ostgaard et al.(24,27) afirmam que a prevenção deve começar mesmo antes da gestação, pois verificou que mulheres que apresentavam uma melhor condição muscular têm um menor risco de apresentarem lombalgia gestacional. Porém, Martins et al.(21) obteve em seu estudo a mesma resposta na evolução da dor comparando mulheres que praticavam exercício físico pré-gestacional e as que não praticavam. O American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG), reconheceu que a prática da atividade física regular no período gestacional, deveria ser desenvolvida desde que a gestante apresentasse condições apropriadas e definiu algumas recomendações de interesse na prescrição de programas de exercícios na gravidez(3). Independente do tipo, as intensidades leve ou moderada são as mais adequadas, com freqüência mínima de três vezes por semana, mantida regularmente. Devem ser evitadas as atividades intensas e é importante respeitar o limite de 140 bpm para a freqüência cardíaca materna e de 38° C para a temperatura ambiente(1,2,22). Complementando o programa anterior o Sport Medicine Austrália elaborou mais algumas recomendações: devem-se evitar exercícios na posição supina; pode fazer exercício desde que se consuma uma quantidade adequada de calorias, exercício e amamentação são compatíveis; interromper imediatamente se surgirem sintomas como dor abdominal, cólicas, sangramento vaginal, tontura, náusea ou vômito, palpitações e distúrbios visuais(4). Existem algumas contra-indicações absolutas para a prática da atividade física em gestantes portadoras de: doença cardíaca com alterações hemodinâmicas significativas, doença pulmonar restritiva, multípara com risco de prematuridade, placenta prévia depois de 26 semanas de gestação, ruptura de membranas, sangramento uterino persistente no segundo ou terceiro trimestre, cérvix incompetente e pré-eclâmpsia(3). A efetividade dos diferentes tratamentos é avaliada por diversos critérios e há vários estudos clínicos realizados com o objetivo de redução das lombalgias durante a gestação, usando técnicas variadas. Abordaremos neste estudo algumas dessas técnicas e o seu efeito na redução das lombalgias gestacionais.
5 TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO NA LOMBAGIA GESTACIONAL
É indiscutível a importância de estudos para o desenvolvimento de métodos preventivos e terapêuticos adequados, porém a escassez de trabalhos aprofundados sobre tais métodos acaba reforçando a aceitação passiva do problema(10). Entre trabalhos para alívio das algias posturais encontram-se aqueles que estudam a acupuntura, a hidroginástica, exercícios pélvicos. Entretanto, são métodos que apresentam como desvantagem precisar de materiais específicos para ser aplicados, como agulhas descartáveis, piscina aquecida e que na maioria das vezes não estão disponíveis(21). 5.1 Cinesioterapia A terapêutica mais utilizada pelos fisioterapeutas é a cinesioterapia. Tem a vantagem de ser de baixo custo, pois necessita apenas de roupas confortáveis e de um espaço para que as gestantes possam se sentar ou deitar no chão. Alguns protocolos já foram testados e baseiam-se no alongamento de grupos musculares específicos como peitorais, adutores da coxa, paravertebrais lombares, quadrado lombar e musculatura posterior da coxa e no fortalecimento dos músculos perineais e abdutores da coxa(28). No período de setembro de 1999 a maio de 2001 foi realizado um estudo(7) com gestantes entre a 18° e 22° semana de gestação que apresentavam dores lombares. Elas foram dividas em dois grupos, onde em um deles foi aplicado um programa multidisciplinar de preparo para o parto que consistia em atividades educativas, atividades fisioterápicas e orientações posturais, realizado em 10 encontros. As atividades fisioterápicas eram baseadas no protocolo descrito anteriormente acrescido do treino respiratório. Os autores(7) obtiveram como resultado da aplicação da técnica uma redução da intensidade, freqüência e duração da dor lombar em comparação ao grupo que não recebeu assistência do programa. A dor ficou com uma intensidade dita como leve em 57,9% e ausentes em 23,7%, com freqüência quinzenal ou mais em 50% e com duração menor do que uma hora em 55,3%. Com estes resultados, eles consideraram a cinesioterapia como um recurso adjuvante e benéfico para a lombalgia gestacional. Garshasbi et al.(13) também utilizaram a cinesioterapia como método de tratamento e realizaram o exercício em 107 gestantes, também entre a 17° e 22° semana de gestação, durante 12 semanas com freqüência de 3 vezes por semana. Eles verificaram que a intensidade da dor no grupo experimental reduziu significativamente em relação ao grupo controle. Porém, eles não verificaram redução significativa na lordose lombar entre os dois grupos, mas observaram um aumento da flexibilidade da coluna no grupo experimental. Os resultados sugerem que o exercício durante a gestação pode reduzir a intensidade da dor lombar. Shim et al.(29) encontraram o mesmo resultado em relação ao alívio do quadro álgico, em gestantes coreanas que realizaram um programa de redução da dor lombar pré-estabelecido. Já em relação à limitação funcional não houve melhora significativa entre os grupos, mas a sua redução ocorreu de forma mais rápida no grupo experimental em relação ao controle. Esse resultado também pode ser encontrado por Dumas et al. (8), onde o exercício não reduziu a limitação funcional das gestantes do grupo experimental. Em contrapartida, nesta mesma pesquisa(8) a intensidade da dor lombar não foi reduzida com a prática de exercícios em grupo. O que pode ser questionado, pois não há explicação sobre a freqüência das atividades, se era a mesma dos trabalhos anteriores, e nem como elas eram realizadas. Ostgaard HC(24) sugere que os resultados verificados por Dumas et al.(8) poderia dever ao fato de todas as gestantes terem recebido o mesmo tratamento, enfatizando a importância do tratamento individualizado. Para obter um resultado mais completo, Ostgaard et al.(27) dividiu 407 gestantes com queixas lombares em três grupos. O grupo A era o controle, o B realizava a atividade física em grupo, e o C a atividade era feita individualmente. Eles obtiveram um alívio do quadro álgico tanto no grupo B quanto no C, mas com maior intensidade no grupo C, afirmando então que o trabalho individual é mais benéfico do que o realizado em grupo e que quando mais precoce é a intervenção dos terapeutas mais significativa é a diminuição dos sintomas inicias, com maior redução da dor. 5.2 Stretching Global Ativo O stretching global ativo é um método composto de várias posturas de exercícios, onde o paciente faz alongamentos excêntricos globais associados ao trabalho respiratório, para reposicionar as cadeias musculares. Souchard(31) afirma que o comprimento ganho é diretamente proporcional ao tempo de tração, o que significa que estiramentos prolongados, mantidos o mais tempo possível, serão sempre mais eficazes do que trações bruscas. Também afirma que um dos princípios da reeducação postural global é que estirar o músculo por mais tempo permite diminuir a força da tração aplicada sobre o mesmo. E que as posturas de estiramento são mais eficazes sobre os músculos “frios”, ou seja, que em treinamento de base as auto-posturas devem ser praticadas antes de qualquer aquecimento. Para Souchard(31) o corpo é dividido em duas cadeias musculares, uma anterior e outra posterior, e o papel de cada uma delas é perfeitamente definido. Toda modificação anormal de uma delas acarretará a perturbação da função que ela deve cumprir. E com objetivo de reduzir essa alteração ele criou inúmeras posturas de correção que permitem alongar cadeias musculares encurtadas. As regiões lombar e pélvica fazem parte das duas cadeias e funcionam como gangorra. Se a cadeia mestra posterior estiver predominando, a região lombar tende a ficar retificada, em resposta à tração dos músculos posteriores dos membros inferiores. Se a predominância for da cadeia anterior, a região lombar ficará em atitude hiperlordótica, devido à tração dos músculos anteriores e internos dos membros inferiores. Essas duas posições podem causar algias musculares. Martins et al.(21) aplicaram o princípio do método de stretching no tratamento da lombalgia durante a gestação, e comprovou que a realização do mesmo reduzia a intensidade da dor lombar nas gestantes em comparação àquelas que não realizaram o método. Eles utilizaram duas posturas específicas conhecidas como auto-postura de rã no chão com insistência nos membros inferiores (abertura coxofemoral), e a sentada (fechamento coxofemoral), juntamente com trabalho respiratório de dois movimentos básicos: a respiração torácica superior e inferior. Estes resultados são semelhantes aos de Khalil et al.(16), no qual homens e mulheres foram submetidos a manobras de alongamento com o objetivo de redução da dor lombar e verificaram que a intervenção proporcionou aumento da força muscular, da amplitude de movimento articular, da condutividade nervosa e diminuição na intensidade da dor. Segundo Souchard(31), a postura de abertura do ângulo coxofemoral alonga os músculos intimamente relacionados com a coluna lombar e pelve, como adutores da coxa, psoas, ilíaco, músculos anteriores da perna e músculos profundos das nádegas. A outra postura de fechamento do ângulo coxofemoral são alongados os músculos espinhais, adutores da coxa, fáscia lata, isquiotibiais, tríceps sural, músculos profundos dos glúteos e músculos inspiratórios - principalmente a porção posterior do diafragma que se fixa nas vértebras lombares. Tendo em vista essa afirmação, não existe diferença significativa entre a aplicação do método stretching global ativo e da cinesioterapia, pois os dois partem do princípio do alongamento de musculaturas semelhantes, mudando apenas a forma que os músculos são alongados. Somado a isso, as duas técnicas reduzem a intensidade da dor, porém sem poder afirmar se uma técnica é mais eficaz do que a outra.
6 TRATAMENTOS ALTERNATIVOS NA LOMBALGIA GESTACIONAL
6.1 Acupuntura A acupuntura também é utilizada no tratamento das lombalgias gestacionais. Derivada dos radicais latinos acus e pungere, que significam agulha e puncionar, respectivamente, a acupuntura visa à terapia e cura das enfermidades pela aplicação de estímulos através da pele, com a inserção de agulhas em pontos específicos chamados de acupontos(32). Trata-se também de uma terapia reflexa, em que o estímulo de uma área age sobre outras. Para este fim, utiliza, principalmente, o estímulo nociceptivo. Porém, esse método tem a desvantagem de ter alto custo por causa dos materiais necessários para a sua aplicação(32). Kvorning et al.(18) aplicaram a acupuntura em gestantes no último trimestre da gestação, com o objetivo de avaliar a sua eficácia em relação à diminuição da intensidade da dor lombar nas gestantes. No grupo experimental os pontos eram escolhidos de acordo com a dor de cada paciente, baseado nos pontos da acupuntura tradicional. Eles observaram que a intensidade da dor reduziu em 60% das gestantes do grupo experimental, em comparação com a redução de apenas 14% no grupo controle. Além da dor, também avaliaram o incômodo que sentiam durante a atividade da vida diária (AVD´s) e perceberam que o grupo da acupuntura teve uma redução de 43% do incômodo comparado com apenas 9% do controle. Ternov et al.(33) também obtiveram redução da dor em 72% das gestantes que usaram a técnica da acupuntura. Pode-se concluir que a acupuntura é um método eficaz na redução da intensidade da dor lombar na gestação sem trazer efeitos adversos. Foi feito um estudo(35) comparando a eficácia da acupuntura com a cinesioterapia no tratamento das lombalgias gestacionais. Os autores perceberam que a intensidade da dor reduziu em ambos os grupos, mas no que utilizou a acupuntura, a redução foi mais significativa. Então, concluíram que a acupuntura é um recurso melhor do que a cinesioterapia. Essa afirmação pode ser questionada pelo fato de que a aplicação da acupuntura foi feita individualmente, ou seja, nos pontos dolorosos específicos de cada gestante. Já a cinesioterapia foi feita em grupo, utilizando o mesmo tratamento para todas as gestantes. E sabe-se que a cinesioterapia aplicada de forma individual tem mais eficácia do que a aplicada em grupo(27). Então, pode-se afirmar que a acupuntura reduz a dor lombar na gestante, porém se ela tem mais eficácia do que os outros métodos ainda não, devido à escassez de estudos nessa área. 6.2 Natação e Hidroginástica A natação, assim como a hidroginástica, é benéfica na lombalgia gestacional, pois a água exerce um efeito relaxante, além de permitir que o peso corporal seja mais bem sustentado. Sua propriedade de flutuação permite diminuir o impacto dos exercícios sobre as articulações, além de promover movimentos amplos. O exercício feito com regularidade também impede o edema nos tornozelos(2). A temperatura da água não deverá ser muito elevada e nem muito baixa, devendo-se manter em torno de 28°C a 30°C. Se muito quente, poderá aumentar a temperatura corporal da gestante e se muito fria, poderá provocar câimbras súbitas devido ao esfriamento do corpo materno(2). A prática da natação e da hidroginástica além de provocar benefícios físicos, melhora o estado psicológico da gestante, diminui a tensão dos músculos e da sobrecarga de peso nas articulações(2). 7 CONSIDERAÇÕES FINAIS Cada vez mais se constrói um conceito de ampla aceitação de que queixas de lombalgia não podem ser mais interpretadas como algo inerente à gestação. A mulher que vivencia esse problema, deve ter sua queixa valorizada pelo médico ou enfermeiro. Ao enfermeiro cabem as orientações quanto aos hábitos de vida a serem mudados, ao médico cabe o tratamento medicamentoso, e ao fisioterapeuta, a orientação sobre os exercícios adequados e técnicas de relaxamento. A redução das dores nas costas é importante para a gestante, tanto do ponto de vista psicológico quanto físico. Dependendo do grau de dor durante a gestação, são inúmeras as alterações que podem ocorrer na vida dessas mulheres. Além desse incômodo, durante a gestação, ela pode perdurar alguns anos após o parto quando não tratada. A fisioterapia obstétrica é uma das especialidades da área de saúde que pode contribuir para o alívio das lombalgias que surgem nesse período, utilizando recursos variados como forma de tratamento. Tendo por base a revisão, ainda não existe um consenso no estabelecimento da conduta ideal para a prática da atividade física na gestante. Não se encontrou na literatura, qualquer tipo de padronização de atividade recomendada por órgãos especializados. Cada autor estabeleceu o tipo de atividade de interesse no estudo, sua duração, intensidade e freqüência. Todavia, conclui-se que quando indicada, a prática de atividade física regular, moderada, controlada e orientada pode produzir efeitos benéficos sobre a saúde da gestante e do feto.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFIAS
1. Artal R, Sherman C. Exercise during pregnancy. The Phys and Sportsmed 1999; 27(8):1-9
2. Baracho E. Fisioterapia aplicada à obstetrícia: aspectos de ginecologia e neonatologia. Rio de Janeiro: Editora Médica e Científica Ltda; 2002.
3. Batista DC, Chiara VL, Gugelmin AS, Martins PD. Atividade física e gestação: saúde da gestante não atleta e crescimento fetal. Rev Bras Saúde Matern Infant 2003; 3(2):151-158.
4. Brown W, Finch C, Robinson D, Torode M, White S. SMA Statement. The benefits and risks of exercise during pregnancy. J Sci Med Sports 2002; 5:11-19.
5. Cecin HA, Bichuetti JAN, Daguer MK, Pustrelo MN. Lombalgia e gravidez. Rev Bras Reumatol 1992; 32(2):45-50.
6. Colliton MDJ. Back pain and pregnancy: active management strategies. The Phys and Sportsmed 1996; 24(7): 89-93.
7. Conti MHS, Calderon IMP, Consonni EB, Prevedel TTS, Dalbem I, Rudge MVC. Efeito das técnicas fisioterápicas sobre os desconfortos músculo-esqueléticos da gestação. RBGO 2003; 25(9):647-654.
8. Dumas GA, Wolfe LA, Griffin MP, Mcgrath MJ. Exercise, posture and back pain during pregnancy. Part 2: exercise and back pain. Clin Biomech 1995; 10(2):104-109.
9. Fast A, Shapiro D, et al. Low back pain in pregnancy. Spine 1987; 12(4):368-371.
10. Ferreira CHJ, Nakano AMS. Lombalgia na gestação: uma revisão. JBM 1999; 77(1):113-118.
11. Ferreira CHJ, Nakano AMS. Reflexões sobre as bases conceituadas que fundamentam a construção do conhecimento acerca da lombalgia na gestação. Rev Latino-am Enferm 2001; 9(3):93-100.
12. Galão AO, Zardo EA, Paula LG. Lombalgia da gestação. Acta Med (Porto Alegre) 1995; 1:347-353.
13. Garshasbi A, Zadeh SF. The effect of exercise on the intensity of low back pain in pregnant women. Intern Jor Gyneco and Obst 2005; 88:271-275.
14. Hansson T, Bigos S, Beecher P, Wortley M. The lumbar lordosis in cute and chronic low-back pain. Spine 1985; 10:154-155.
15. Johansson G, Noren L, Ostgaard HC, Ostgaard S. lumbar back and posterior pelvic pain during pregnancy: a 3-year follow-up. Eur Spine J 2002; 11:267-271.
16. Khalil TM, Asfour SS, Martinez LM, Waly SM, Rosomoff RS, Rosomoff HL. Stretching in the rehabilitation of low-back pain patients. Spine 1992; 17(3):311-317.
17. Koniak-Griffin D. Aerobic exercise, psychological well-being, and physical discomforts during adolescent pregnancy. Res Nurs Health 1994; 17:253-263.
18. Kvorning N, Holmberg C, Grennert L, Aberg A, Akeson J. Acupuncture relieves pelvic and low-back pain in late pregnancy. Acta Obstet Gynecol Scand 2004; 83(3);246-250.
19. Macevilly M, Buggy D. Back pain and pregnancy: a review. Pain 1996; 64(3):405-414.
20. Martins RF, Silva JLP. Prevalência de dores nas costas na gestação. Rev Assoc Med Bras 2005; 51(3):144-147.
21. Martins RF, Silva JLP. Tratamento da lombalgia e dor pélvica posterior na gestação por um método de exercícios. Rev Bras Ginecol Obstet 2005; 27(5):275-282.
22. Mauad Filho F, Araújo ACPF, Maranhão TMO, Casanova MS. Exercício físico na gravidez. Ginecol Obstet Atual 1999; 8:54-58.
23. Novaes FS, Shimo AKK, Lopes MHBM. Lombalgia na gestação. Rev Latino-am Enferm 2006; 14(4):620-624.
24. Ostgaard HC. Assessment and treatment of low back pain in working pregnant women. Semin Perinatol 1996; 20(1):61-69.
25. Ostgaard HC, Andersson GBJ, Schultz AB, Miller JAA. Influence of some biomechanical factors on low-back pain in pregnancy. Spine 1993; 18(1):61-65.
26. Ostgaard HC, Andersson GBJ, Karlsson K. Prevalence of back pain in pregnancy. Spine 1991; 16(5):549-552.
27. Ostgaard HC, Zetherstrom G, Hansson ER, Svanberg B. Reduction of back and posterior pelvic pain in pregnancy. Spine 1994; 19(8):894-900.
28. Polden M, Mantle J. Fisioterapia em ginecologia e obstetrícia. 2ª edição. São Paulo: Ed. Santos; 2000.
29. Shim MJ, Lee YS, Oh HE, Kim JS. Effects of a back-pain-reducing program during pregnancy for Korean women: a non-equivalent control-group pretest-posttest study. Interna Jour Nurs Stud 2005; 1-9.
30. Sihvonen T, Huttunen M, Makkonen M, Airaksinen O. Functional changes in back muscle activity correlate with pain intensity and prediction of low back pain during pregnancy. Arch Phys Med Rehabilit 1998; 79(10):1210-1212.
31. Souchard PE. O stretching global ativo (A reeducação postural a service do esporte). São Paulo: Manole; 1996.
32. Szabó MVRS, Bechara GH. Acupuntura: bases científicas e aplicações. Ciência Rural 2001; 31(6).
33. Ternov NK, Grennert L, Aberg A, Algotsson L, Akeson J. Acupuncture for lower back and pelvic pain in late pregnancy: a retrospective report on 167 consecutive cases. Pain Medicine 2001; 2(3):204-207.
34. To WWK, Wong MWN. Factors associated with back pain symptoms in pregnancy and the persistence of apin 2 years afther pregnancy. Acta Obstet Gynecol Scand 2003; 82(12):1086-1091.
35. Wedenberg K, Moen B, Norling A. A prospective randomized study comparing acupuncture wit physiotherapy for low-back and pelvic pain in pregnancy. Acta Obstet Gynecol Scand 2000; 79(5):331-335
Oitenta por cento dos seres humanos sentem dor lombar (lombalgia) em algum momento de suas vidas. Uma proporção menor tem dor cervical (pescoço) e na nuca, sendo que outros sentem dorsalgia. A maioria destas pessoas pode manter suas atividades habituais, mas as cumprirão com períodos de desconforto ou dor. Cerca de 30% desse grupo faltará ao trabalho devido à lombalgia.
Quais as causas de lombalgia?
Na maioria das vezes, a dor se relaciona com problemas mecânicos da coluna vertebral, isto é, com defeitos na sua função. O tratamento principal é normalizar a função, isso podendo ser obtido com exercícios e outros cuidados posturais.
Prevenção
A correção da má postura previne, melhora ou corrige a maioria dos problemas que leva à lombalgia.
Boa postura é o resultado da capacidade que ligamentos, cápsulas e tônus muscular têm de suportar o corpo ereto, permitindo sua permanência em uma mesma posição por períodos prolongados sem desconforto. Uma postura aceitável também deve ser esteticamente apreciável.
Portanto, quando alguém cansa em uma fila de cinema, sente desconforto ou dor se fica muito tempo assistindo TV, ou precisa sair cedo da cama no domingo porque dóem as costas, há sintomas de doença postural da coluna vertebral.
Desse modo, o exame postural é a avaliação da posição da coluna vertebral, das relações das suas curvaturas entre si e dos elementos envolvidos na sua harmonia ou desequilíbrio.
Algumas dicas que devem ser seguidas diariamente…
Elisabete Fernandes Almeida
Fonte: Catho Online
Copyright ITC. Todos os direitos reservados ®.
É proibida a reprodução do conteudo desta página em qualquer rede de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do ITC.