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LESÕES OCUPACIONAIS AFETANDO A COLUNA VERTEBRAL EM TRABALHADORES DE ENFERMAGEM


Através do levantamento das comunicações de acidente do trabalho (CAT) de um hospital universitário no período de janeiro de 1990

a dezembro de 1997, analisou-se determinadas características da ocorrência de acidentes do trabalho relacionados com a coluna vertebral em trabalhadores de enfermagem. Verificou-se que nesse período foram notificados 531 acidentes e 37 (7,0%) destes eram acidentes típicos que comprometeram a coluna vertebral. Os resultados indicam subnotificação do acidente e que a categoria mais acometida foi o atendente de enfermagem. Os acidentes ocorreram principalmente pela movimentação e transporte de equipamentos e pacientes e pelas quedas.

Fonte:scielo

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Lesões ligamentares do Joelho


O joelho é uma articulação que permite movimentos de flexão, extensão e alguns graus de rotação. Sua estabilidade medial e lateral é provida através de ligamentos medial e lateral resistentes ( lig.colateral medial e lig.colateral lateral ), enquanto sua estabilidade anterior e posterior é provida pelos ligamentos cruzados anterior e posterior. Deste modo os ligamentos são vulneráveis a qualquer movimento que force o joelho a mover-se em planos anormais, e tais lesões são relativamente comuns em esportes que grande esforço físico ( futebol, corridas, maratonas, TRIATHLON, entre outros ).

Um ligamento pode ser distorcido ( distendido com ruptura de poucas fibras ) ou pode ser rompido parcial ou até completamente.

1. Rupturas do ligamento medial

Como o lado externo do joelho está mais exposto é o mais frequentemente lesado, ele é o mais rompido que qualquer outro ligamento do joelho. Uma violenta batido sobre o lado lateral, forçando o joelho em valgo estaremos rompendo ou distendendo o ligamento medial.

Dependendo da força do trauma podemos não só lesar este ligamento, mas também lesar menisco medial, lig.cruzado anterior ( tríade infeliz descrita por O`DONOGHUE.

Nas rupturas completas do ligamento medial ( em especial às ligadas ao lig.cruzado anterior ), a articulação do joelho está instável, sendo preciso em jovens e atletas a exploração cirúrgica imediata da articulação, fazendo o reparo cirúrgico do ligamento rompido e cápsula se estiver rompida, após cirurgia imobilização do joelho por 6 semanas.

2. Rupturas do ligamento lateral

As rupturas do ligamento lateral são menos comuns que a do medial, uma complicação única das rupturas do ligamento lateral é a lesão por tração do nervo fibular comum, que pode ser irrecuperável.

3. Rupturas dos ligamentos cruzados

Os ligamentos cruzados podem ser rompidos em associação as lesões dos ligamentos medail e lateral, mas podem também ocorrer isoladas do ligamento cruzado. Assim a tíbia é dirigida para frente em relação ao fêmur ou vice – versa ou até mesmo quando a articulação é hiperestendida, o ligamento cruzado anterior pode ser rompido ( pode-se fazer o teste de gaveta anterior para confirmar a instabilidade do joelho ).

O mecanismo reverso da lesão pode trazer uma lesão do cruzado posterior ( pode-se fazer o teste de gaveta posterior para confirmar instabilidade do joelho ).

4. Complicações das lesões ligamentares do joelho

A complicação mais desagradável especialmente em atletas é a instabilidade residual da articulação do joelho. Exercícios ativos são indicados e auxiliam a desenvolver a força dos músculos ( particularmente do quadríceps )

A reparação tardia pode necessitar de reparações cirúrgicas reconstrutivas.

BIBLIOGRAFIA

· O`Donoghue, D.H.: Treatment of injuries to athletes - Philadelphia, W. B. Saunders, 1995

· McGinty, J. B.: Modality of diagnosis or treatment to athletes - Philadelphia, No 2, 1997

· Galway, H. R. and Macintosh, D. L.: A sympton and sign anterior, posterior cruciate ligament insufficiency. Clin. Orthop. 147; 45-50, 1997

fonte: totalsport

Veja as lesões mais comuns em atletas de fim de semana


As lesões na corrida não são exclusivas dos atletas de alto nível ou amadores, elas afetam também a parcela da população que pratica atividade física apenas no sábado e/ou domingo. Essas pessoas são conhecidas como: atletas de fim de semana.

Quem nunca se deparou com uma pessoa que fala que pratica esporte, mas quando indagamos qual atividade física ela faz a resposta é: ando todos os fins de semana no parque, passeio com o cachorro, corro por 30 minutos aos sábados e domingos, entre outros? É provável que essa pessoa reclame na segunda-feira de dores musculares, ou então sinta dificuldade em andar e agachar, além de sentir a perna “pesada” e “dura”. Pelo menos, na minha prática clínica, ouço isso todos os dias.

Atualmente muito se fala sobre as lesões musculares de atletas de alto nível, ou então de profissionais e amadores que correm sem uma equipe de apoio, formada por fisioterapeutas e médicos que possam orientar o atleta no caso de contusão. Mas dentro desse quadro a pior situação é do atleta de fim de semana, já que ele deve tomar mais cuidado, porque a falta de treinamento o expõe a lesões ainda mais complicadas.

E quais são as lesões mais comuns em atletas de fim de semana?

Luxação: é a separação ou deslocamento das partes ósseas numa superfície articular ou perda completa da superfície de contato entre os ossos de uma articulação. O ombro é a articulação mais comum de acontecer este tipo de lesão e este é usado em esportes como vôlei.

Tendinite: resposta inflamatória a um micro-trauma de um tendão. Esse mal é mais comum em atletas que fazem esforço físico repetitivo. Em atletas de corrida é comum acontecer a famosa tendinite patelar (ou joelho de corredor como alguns chamam). Acontece por falta de alongamento, fortalecimento muscular e ausência de orientação nos treinos.

Contusão: é uma escoriação. Geralmente decorre de pancadas e batidas. Ela depende do grau do impacto para diagnosticar como leve, moderada ou grave. No futebol a contusão é algo bastante freqüente.

Entorse: lesão articular que ocorre quando o movimento numa articulação excede a amplitude normal do movimento, ocorrendo um deslocamento súbito da articulação. Os mais comuns são entorses no tornozelo e no joelho. Na grande maioria das vezes ocorre uma lesão ligamentar associada e dependendo do entorse “pode“ ocorrer uma fratura por avulsão.

Distensão muscular: nome comum para uma ruptura de fibras musculares ou do tecido fibroso do músculo, geralmente causado por um esforço muito grande ou por estresse muscular. Também chamado de estiramento muscular. Muito comum em jogadores de futebol, vôlei, basquete e atletas de corrida.

Ruptura de tendão ou ligamento: O joelho é o campeão deste tipo de lesão. Fortalecimento muscular e alongamento ajuda na prevenção destas lesões.

Fratura: os ossos de pessoas sadias se tornam mais densos e fortes quando submetidos à pressão constante, por isso, pessoas ativas que fazem exercícios com regularidade, têm menos probabilidade de fraturas. Tanto os atletas de fim de semana, quanto os atletas profissionais, podem apresentar fraturas por estresse. Causada por excesso de treinamento (overtraining) ou fraqueza muscular.

Hoje em dia, o atleta profissional sofre com a carga de treinamentos e o atleta de fim de semana sofre com a falta de condicionamento físico, que é um fator de sobrecarga diária que compromete o rendimento e potencializa a lesão. O fisioterapeuta trabalha, justamente, neste aspecto, com terapias que possam prevenir uma possível lesão. É de suma importância ter profissionais como nutricionistas, psicólogos, médicos, fisioterapeutas e educadores físicos em uma equipe de alto nível ou até mesmo na assessoria com a qual você treina.

Se a prevenção não foi feita o jeito é recuperar. Para isso o atleta e até aquele de fim de semana terá que ficar afastado dos treinos e das atividades físicas. Treinamentos estes não só o de corrida, mas sim o de musculação e os complementares, tais como natação e bike. Neste momento, é aconselhável uma carga adequada de fisioterapia que ajude o atleta na recuperação.

Fonte: webrun acesso: 21-09-2009

ENVOLVIMENTO DO TECIDO NEURAL NAS ENTORSES DE TORNOZELO


As entorses de tornozelo estão entre as lesões mais comuns do sistema musculoesquelético. Estas lesões ocorrem em sua grande maioria devido ao movimento de inversão, e acaba acometendo o compartimento lateral do tornozelo. Entre estas estruturas lesadas estão os ligamentos, a cápsula articular e possivelmente o tecido neural. Nas patologias neuromusculoesqueléticas, é essencial a identificação das estruturas acometidas antes da aplicação do tratamento fisioterapêutico ou da prescrição de exercícios. Este artigo fornece uma revisão bibliográfica de pesquisas sobre o envolvimento do tecido neural nas entorses de tornozelo por inversão, fundamentado na anatomia, biomecânica e neurodinâmica da articulação do tornozelo. O comprometimento do tecido neural em outras patologias e a realização de estudos experimentais, aparecem como sugestões para futuras pesquisas.

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Lesões músculo-esqueléticas no ombro do atleta: mecanismo de lesão, diagnóstico e retorno à prática esportiva


O ombro é sede freqüente de lesões nos esportes competitivos. Na literatura revisada a incidência varia de 8 a 13% de todas as lesões atléticas. As lesões nos esportes dearremesso são comuns na prática clínica; as lesões nos membros superiores giram em torno de 75% do total e a articulação do ombro é a região mais afetada.

Os autores avaliaram 119 atletas com queixas relacionadas à região do ombro, dos quais 95 (79,8%) eram do sexo masculino, 71 (59,6%) arremessadores e 76 (63,8%) competitivos.



artigo: ombro

AVALIAÇÃO ISOCINÉTICA DA FUNÇÃO MUSCULAR DO QUADRIL E DO TORNOZELO EM IDOSOS QUE SOFREM QUEDAS


Este artigo analisa o impacto da função muscular dos membros inferiores sobre as quedas em uma população de idosos.Os participantes foram 30 idosos, 14 que não haviam sofrido quedas e 16 que já haviam sofrido quedas nos últimos 6 meses, selecionados aleatoriamente no ambulatório de geriatria de um hospital universitário. Todos foram submetidos à avaliação demográfica e clínica e ao teste de função muscular no Dinamômetro Isocinético Biodex.

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Fonte: Bireme acesso dia 27-07-09

Dor no calcâneo: área de sustentação e de sobreuso, o calcanhar abriga inúmeras lesões. Saiba como tratá-las


Não é à toa que a expressão derivada da mitologia grega -´calcanhar de Aquiles´ - indica o principal ponto fraco e/ou de sustentação de alguém. É sobre o calcâneo que o peso do corpo exerce maior pressão, respondendo pelo impacto contínuo da primeira fase da marcha, tornando-o uma região suscetível a diferentes tipos de lesões e traumas.
A fascia plantar, faixa fibrosa aponeurótica localizada na região plantar, dá sustentação e forma ao pé. Exigida ao extremo, essa região pode abrigar a fascite plantar, inflamação da fascia (principalmente em sua inserção no calcâneo). A doença, que tem na dor seu principal sintoma (intensificado após repouso prolongado e reduzido ao longo do dia), é causada por essa inflamação na fascia e não pela calcificação óssea (mais conhecida como ´esporão de calcâneo´), conforme muitas pessoas erroneamente pensam.
´A formação óssea não é a causa da dor, pois está situada fora da inserção da fascia. Além do que, metade dos pacientes que têm fascite plantar não possuem esporão de calcâneo´, explica o ortopedista e traumatologista Paulo Giordano Baima Colares, especialista em ortopedia infantil e afecções do pé (adulto) do Hospital São Mateus e da Clínica Ortopédica São Mateus, instalada no mesmo complexo hospitalar. Dr. Paulo Colares integra a Clínica Dr. Colares, do Hospital São Carlos, além de ser preceptor da Residência Médica do Serviço de Ortopedia Pediátrica do Instituto José Frota (IJF).

Retropé e talalgias

O pé pode ser dividido em regiões que são importantes para se localizar as queixas e seus respectivos sítios nosológicos: retropé (osso tálus e calcâneo); mediopé (ossos mediotarsais); e antepé (metatarsos e falanges). A dor no retropé, queixa comum dos pacientes no consultório, pertence as possibilidades diagnósticas chamada de talalgias.
O diagnóstico de fascite plantar (esporão de calcâneo para os leigos) costuma ser confundido com várias outras doenças que atingem a região posterior do pé, acarretando dificuldade no diagnóstico e consequente aumento no já prolongado tempo de tratamento. Alguns detalhes nas queixas relatadas pelos pacientes podem nortear o correto diagnóstico, agilizando o tratamento, informa o ortopedista Paulo Colares.

Fascite

A dor, quando localizada na região medial plantar do calcanhar, piorada após repouso prolongado, tem forte indício de ser a tão comum fascite plantar proximal ou insercional do calcâneo. O aumento no quadro doloroso após esse repouso é ocasionado pelo encurtamento da fascia plantar.

Ao primeiro suporte do pé no solo provoca um estiramento brusco da fascia, causando dor. Forças de tração durante a fase de apoio na marcha levam ao processo inflamatório, implicando em fibrose e degeneração. Esforços prolongados e repetidos sobre o pé, especialmente o retropé, ampliam a dor, estando provavelmente associado à causa da doença. Corridas, saltos e atividades de impacto agravam a dor.

O paciente costuma apresentar claudicação antálgica com apoio sobre a parte lateral e/ou anterior do pé. Apesar de não ser incapacitante, geralmente atrapalha as atividades laborais sendo considerado um problema para os profissionais que trabalham em pé, andam por períodos prolongados, atletas e obesos, especialmente as mulheres. Também podem estar envolvidos na gêneses: a assimetria do comprimento dos membros inferiores; a pronação excessiva do retropé (virado para dentro); a pouca flexibilidade do arco longitudinal; a rigidez das musculaturas da panturrilha; o uso de calçados rígidos; e o aumento do tamanho da passada no decorrer da corrida.
É de 6 meses o tempo médio que pode durar o tratamento e a melhora efetiva da fascite plantar. As pessoas devem estar cientes que mesmo com o diagnóstico correto, o processo é lento e, muitas vezes, doloroso.
O diagnóstico da fascite plantar é clínico podendo ser detectado por ultrassonografia (US) ou ressonância nuclear magnética (RNM). O tratamento costuma ser prolongado e, preferencialmente, não cirúrgico (conservador) podendo ser empregado, além de repouso do esforço desencadeante, medicação antinflamatória e medidas não invasivas: uso de gelo ou calor; fisioterapia; alongamentos; palmilhas/calcanheiras; órteses noturnas; assim como ondas de choque extracorpóreo.
As infiltrações são excepcionais e não devem ser repetidas por gerarem atrofia do coxim gorduroso (camada lipídica subcutânea e trabecular que reveste e contorna toda a planta do pé, especialmente o calcâneo) e a ruptura da fascia. As cirurgias raramente são indicadas.
´Quando o paciente é um corredor e a dor está localiza na região plantar do mediopé, podemos estar diante da fascite plantar clássica ou distal. Seu tratamento se assemelha ao da fascite proximal´, informa o ortopedista Paulo Colares. Também ressalta ser ´importante que a população esteja ciente que a efetiva melhora na fascite plantar, mesmo quando devidamente diagnosticada e tratada, é um processo lento, podendo, por vezes, durar 6 meses ou até mais´.

Síndromes compressivas

A dor na região posterior do pé também pode ocorrer devido ao processo de compressão de algum nervo (como o plantar medial ou ramo do plantar lateral) por estruturas adjacentes ao seu trajeto no pé, que desencadeiam sintomas similares (apesar de apresentarem áreas de dormência/formigamento, a dor é em queimação e no caso do plantar lateral, há a piora com o decorrer do dia). Importante: tanto o diagnóstico quanto o tratamento são diferentes das fascites. A eletroneuromiografia pode ser útil na compressão do nervo plantar medial (Síndrome do Túnel do Tarso),além de imagem de RNM. A indicação cirúrgica é comum, mesmo que antes possa ser adotado o uso de palmilhas, fisioterapia e medicação.

Tendinites e calçados

Em pacientes que fazem esforços exagerados sobre o retropé, especialmente os corredores e atletas, são bastante comuns as tendinites dos flexores longos e curtos dos dedos, tibial posterior e anterior, fibulares e do Aquiles. Nesse último, no tão conhecido ´calcanhar de Aquiles´ são encontrados sítios de inflamação, que devem ser reconhecidos e tratados de forma diferenciada. A tendinite incersional do calcâneo, a bursite retrocalcaneana e a doença de Haglund podem necesssitar de cirurgia específica.

O uso de órteses adaptadas para cada caso é de grande importância no tratamento dessas afecções. Sejam palmilhas moldadas, palmilhas ou calcanheiras de silicone, com coxins, elevações de região específica do pé e outras. ´Isso costuma ser motivo de preocupação entre o vaidoso público feminino de regiões quentes como Fortaleza, pois, como geralmente não é possível adequar as palmilhas às sandálias, as mulheres se recusam a trocar a beleza por algum alívio da dor´, descreve Paulo Colares.

Os saltos são coadjuvantes no tratamento de algumas talalgias. ´Costumamos prescrever saltos baixos para as fascites (e alongar o complexo aponeurótico fascial), e saltos mais elevados para as talalgias posteriores (que acometem o tendão de Aquiles)´.

Traumatismos

´Onde há uma história de trauma, são comuns sequelas dolorosas nas fraturas de calcâneo, talus ou ossos do médiopé que provocam algumas síndromes compressivas e as artroses pós traumáticas´, informa Colares.

A exemplo de outras articulações de carga, o retropé também é bastante acometido por processos degenerativos articulares como as artroses, que necessitam geralmente de tratamento cirúrgico. São também possíveis as artropatias reumáticas com suas artrites e deformidades.

Algumas deformidades comuns nos membros inferiores, como o pé plano (sem cava) e o pé cavo varo (cava do pé acentuada e menos flexível), podem predispor a dores e artrose em sua região posterior. Nestes casos, explica, necessitam de tratamentos específicos.

A atrofia degenerativa ou o traumatismo do coxim gorduroso também podem causar dores no pé, especialmente na região do retropé e do antepé. O contato do calcanhar no solo se torna muito doloroso e de difícil tratamento. Estão predispostos a tais problemas os pacientes ativos e obesos, sendo o quadro irreversível. Nesta situação, informa o médico, o tratamento pode incluir o uso de palmilhas e órteses específicas.

Processos infecciosos

Também devem ser lembrados os processos infecciosos de regiões específicas do retropé, principalmente as tenossinivites infecciosas e osteomielites (especialmente causadas por microorganismos de baixa virulência) que podem apresentar os mesmos sintomas dolorosos. Doenças tumorais, apesar dos relatos serem raros, devem ser lembradas pelo ortopedista, a exemplo da fibromatose plantar e o osteoma osteóide.

´O tratamento dessas doenças deve ser feito de forma diferenciada, podendo resultar, caso não seja feito um diagnóstico preciso, na efetiva não cura da doença em si e/ou gerar tratamentos ainda mais prolongados, amplificando o quadro doloroso, o incômodo e a baixa qualidade de vida a que são acometidos a maior parte dos pacientes

Fonte: Diario on line

Joelhos na musculação


Para quem não sabe, os joelhos correspondem a 50% das consultas com médicos Ortopedistas/Traumatologistas dentro de todas as lesões músculo-esqueléticas do corpo humano. A articulação do joelho possui como principal característica a grande mobilidade. Mas em contrapartida, apresenta pequena estabilidade. Isto significa que, para termos um equilíbrio biomecânico desta articulação, os estabilizadores estáticos (ligamentos, meniscos, cápsula articular…) e os dinâmicos (músculos) precisam estar em harmonia.

O simples ato de caminharmos corresponde de 2 a 4 vezes o peso corporal na articulação intermediária do membro inferior. Atividades como agachar-se ou correr pode elevar este valor para 7 vezes o peso corporal na articulação. Estes números demonstram a importância para o cuidado com o treinamento desta articulação, para que nosso esporte não resulte em dor. Outros fatores como traumas, excesso de peso, genética, anomalias congênitas, uso frequente de corticóides, retrações e atrofias musculares, mau alinhamento ósseo, largura dos quadris e pés planos (chato), podem predispor a lesões específicas de joelhos e atrapalhar seu exercício na musculação.

Uma boa avaliação física associado ao histórico de saúde do indivíduo pode ajudar na detecção de potenciais problemas de joelhos. E isto não resultará na interrupção ou contra-indicação da musculação por exemplo. Com base nesta avaliação, treinamentos específicos serão montados, considerando o melhor ângulo de movimento nos aparelhos, ganho de flexibilidade muscular ou aumento de força muscular para um determinado músculo, além de confecção de palmilhas ou até mesmo exercícios terapêuticos com Fisioterapia, onde poderão ser utilizados a eletromiografia de superfície, eletroestimulação e propriocepção, que são exercícios que reúnem força, equilíbrio e coordenação.

Na academia, a principal dica é a orientação adequada para exercícios em cadeia cinética aberta (pés livres) e cadeia cinética fechada (pés apoiados em alguma superfície). Este último, dentro da angulação de movimento adequada, geram menores picos de pressão entre as cartilagens da patela e fêmur, prevenindo então, dores nos joelhos. Ambos poderão ser utilizados, de forma isolada ou mesmo em conjunto, basta conhecer o histórico de saúde do atleta, suas eventuais queixas de dores e o conhecimento de alguma patologia pré-existente ou potencial desequilíbrio estático ou dinâmico que possa atrapalhar o desempenho, conforme relatado anteriormente.

Sinais e sintomas como dor ao subir e descer escadas, ajoelhar, sentar e levantar após longo período, podem ser alertas de problemas não traumáticos dos joelhos. Converse com seu Educador Físico, Fisioterapeuta ou realize uma avaliação médica, pois uma simples mudança no treinamento pode prevenir futuros incômodos da articulação mais frequentadora dos consultórios médicos esportistas!

Fonte: finalsports

Ao praticar esportes, tenha cuidado para evitar lesões.


Prevenção
O bom senso pode prevenir muitas das possíveis lesões durante a prática de esportes. Listamos abaixo algumas lesões típicas e suas respectivas medidas preventivas: lesões nos joelhos Os joelhos são muito suscetíveis a lesões.

  • Evite travar o joelho
  • Não dobre os joelhos mais do que 90º ao agachar-se ou fazer meia flexão com eles
  • Evite torcer os joelhos, mantendo os pés o mais plano possível (durante alongamentos, ao esticar-se)
  • Se possível, exercite-se sobre superfícies macias
  • Use calçados apropriados, com solas macias e flexíveis
  • Após pular, volte ao chão com os joelhos flexionados.

Dores musculares
A dor muscular é um sintoma de excesso de duração ou de intensidade do exercício praticado.

  • Faça aquecimento, como exemplo, exercícios de alongamento, antes de qualquer atividade física, independente do tipo e intensidade do exercício a ser praticado
  • Não exagere. O ditado “sem sofrimento, sem ganho” não é verdadeiro.
  • Após exercícios vigorosos, faça um período de relaxamento. Diminua a velocidade e intensidade do exercício por 5 minutos. Por exemplo, após uma corrida, caminhe por 5 minutos.

Bolhas
As bolhas ocorrem por uso de sapatos ou meias apertados ou inadequados.

  • Use sapatos e meias que lhe sirvam bem. Os sapatos, já calçados, devem permitira que você movimente os dedos, estando em pé ou sentado. As costuras internas dos sapatos não devem friccionar ou raspar no pés.
  • Se necessário use protetores adesivos.

“Dor do lado”
Dor do lado é o nome dado à dor em pontada, sentida abaixo das costelas, geralmente à esquerda, durante a realização de exercícios. Para preveni-la:

  • Não beba líquidos e não coma nas 2 horas que antecedem a atividade física.
  • Respire corretamente, elevando os músculos abdominais na inspiração
  • Não continue se exercitando ao sentir a dor. Pare a atividade e caminhe devagar.

Dor na parte da frente da perna
Pode ocorrer uma dor leve a moderada intensidade na parte da frente da perna (região do osso chamado tíbia). Para preveni-la:

  • Fortaleça os músculos da região
  • Mantenha a barriga da perna bem alongada
  • Não corra sempre na mesma direção quando em pistas cobertas em local fechado ou em vias movimentadas

Dor no tendão de Aquiles
A dor no tendão de Aquiles é causada por estiramento, inflamação ou ruptura do tendão que conecta os músculos da barriga da perna com a parte posterior do calcanhar.

  • Faça aquecimento com exercícios de alongamento antes de praticar qualquer atividade esportiva. Alongue ao máximo a região do tendão de Aquiles e mantenha-se nesta posição por um período prolongado. Não alongue o tendão de Aquiles com movimentos curtos e repetidos (de vai-e-volta)
  • Use calçados adequados, que absorvam impactos e proporcionem estabilidade
  • Evite usar tênis para corrida com solado muito alto
  • Evite correr em superfícies muito duras como asfalto e concreto
  • Corra em superfícies planas em vez de íngremes. Correr em superfícies íngremes sobrecarrega o tendão de Aquiles.

Lesões esportivas graves
As lesões graves são menos comuns, mas podem ocorrer, principalmente em esportes de contato como futebol e outros. Incluem:

  • Fraturas
  • Deslocamento das articulações
  • Distensões e estiramentos
  • Trauma craniano ou ferimentos na cabeça
  • Lesões no pescoço ou espinha
  • Traumas abdominais, como lesões no baço ou no fígado


Adote algumas medidas para evitar lesões graves durante a prática esportiva:

  • Use os equipamentos de proteção e vestimentas indicadas para cada esporte, como capacete, joelheiras e protetor de ombros, pulsos, tornozelos e boca.
  • Treine o esporte para aprender a se defender e evitar traumas leves. Atletas de fim de semana são mais propensos a traumas graves
  • Siga as regras do esporte.

Fonte: Dra. Shirley de Campos

Lesões Comuns


Quando você pratica esportes ou qualquer atividade de condicionamento físico, você pode ferir os tecidos macios de seu corpo. Até mesmo atividades rotineiras simples podem danificar esses ligamentos, tendões e músculos.

Algumas das lesões nos tecidos macios que você está mais sujeito a sofrer incluem:

  • Estiramentos
  • Contusões
  • Bursites
  • Distensões
  • Tendinites
  • Fraturas de Estresse

Qualquer uma dessas lesões nos tecidos podem ser resultado de um simples acontecimento, tal como uma queda, uma torção repentina ou um golpe no corpo. Você pode também ter uma ou mais dessas lesões devido ao uso exagerado, provocado pelo constante engajamento em atividades físicas. Nesses casos, pequenas quantidades de estresse do corpo se acumulam aos poucos mas permanentemente. Os resultados podem ser danos que levam à dor.

A seguir estão relacionadas algumas das lesões que você está mais sujeito a sofrer, juntamente com sugestões de formas de tratamento.

Estiramentos
As juntas de seu corpo são sustentadas por ligamentos, que são bandas fortes feitas de tecidos conectivos que conectam um osso ao outro. Quando você estica ou rompe um ligamento, o resultado pode ser um simples estiramento, um rompimento parcial ou um rompimento total.

As áreas de seu corpo que são mais vulneráveis a estiramentos são os seus tornozelos, joelhos e pulsos. Um tornozelo estirado pode ocorrer quando você torcer o seu pé para dentro. Isso pode colocar uma pressão extrema nos ligamentos externos de seu tornozelo e causar um estiramento. Um joelho estirado pode resultar de uma torção ou de um golpe . Os estiramentos no pulso geralmente ocorrem quando você sofre uma queda.

Você deve consultar um cirurgião-ortopedista no caso de qualquer estiramento. O tratamento geralmente indicado para um estiramento comum é “R. G. C. E.” - repouso, gelo, compressão e elevação. Entretanto, se o seu ligamento estiver rasgado, você pode precisar de cirurgia para reparar a lesão.

Distensão
Seus ossos são sustentados por uma combinação de músculos e tendões. Tendões conectam os músculos aos ossos. Uma distensão é o resultado de uma lesão tanto ao músculo como ao tendão, geralmente em seu pé ou perna. A distensão pode ser uma simples esticada a mais nessas estruturas ou um rompimento completo ou parcial na combinação músculo-tendão.

O tratamento recomendado para uma distensão é o mesmo que para um estiramento,ou seja: repouso, gelo, compressão e elevação. Esse tratamento deveria ser seguido de exercícios simples para diminuir a dor e restaurar a mobilidade. No caso de um rompimento sério, pode ser necessário que se repare cirurgicamente por um cirurgião ortopedista.

Contusões
Uma contusão é uma lesão causada por um golpe no seu músculo, tendão ou ligamento. Essa lesão aparece como uma equimose (sangue aglomerado ao redor da lesão que marca a pele).

A maioria das contusões não são sérias e respondem muito bem a descanso, aplicação de gelo e compressão e elevação a área lesada. Se a sua lesão for mais séria, você deve consultar um cirurgião-ortopedista. Tratamento feito precocemente pode evitar danos a seu músculo e incapacidades.

Tendinites
A inflamação é uma resposta de cura da lesão e é, geralmente acompanhada de um inchaço, calor no local, coloração avermelhada da pele e dor. Uma inflamação em um tendão ou na cobertura do tendão é chamada tendinite. O que causa a tendinite não é somente uma lesão única, mas uma série de pequenos estresses e lesões que, repetidamente, agravam a situação dos tendões.

Jogadores profissionais de “Baseball”, nadadores, tenistas e golfistas estão sujeitos a tendinites em seus braços e ombros. Jogadores de basquete e futebol, corredores e praticantes de ginástica aeróbica possuem tendência à inflamação em suas pernas e pés.

Muitos cirurgiões ortopedistas tratam tendinites através de prescrição de repouso para eliminar o estresse além de medicamentos anti-inflamatórios. Exercícios escolhidos especialmente podem ajudar a corrigir qualquer desequilíbrio em seus músculos e ajudar a restaurar a flexibilidade.

Tenha em mente que, se você continuar a aplicar força sobre um tendão inflamado, ele pode romper. Isso pode requerer a imobilização através de gesso ou até mesmo cirurgia para corrigir o tendão rompido.

Bursite
Uma bursa é um saco cheio de fluído. Ela está localizada entre o osso e um tendão ou músculo; e possibilita que o tendão escorregue suavemente sobre o osso.

Pequenas quantidades de pressão repetidas e uso demasiado podem fazer com que a bursa de seus ombros, cotovelos, quadril, joelhos e tornozelos inche. Esse inchaço e irritação é chamado de bursite, e muitas pessoas sofrem dessa lesão juntamente com uma tendinite.

Bursites geralmente são aliviadas através de repouso e, possivelmente, com medicamentos anti-inflamatórios. Alguns cirurgiões-ortopedistas também injetam na bursa uma medicação adicional para reduzir a inflamação.

Fraturas de Estresse
Essas lesões são resultantes de uso excessivo. Quando um de seus ossos está “estressado” pelo excesso de uso, podem ocorrer pequenas rachaduras no osso. Essas lesões são chamadas de Fraturas de Estresse. Os ossos de sua panturrilha e pé estão particularmente sujeitos a esse tipo de fratura. O seu cirurgião-ortopedista pode sugerir que você faça um teste chamado cintilografia óssea para confirmar a presença desse tipo de fratura.

Se você é um entusiasta da boa forma ou um atleta, você deve prestar muita atenção aos sinais de alerta de seu corpo. Fadiga e dor são geralmente sinais de que você está forçando muito o seu corpo. Não deixe de fazer alongamento antes de se exercitar, parando antes de se exaurir.

Lesões de estresse podem ser resultados de um pobre equilíbrio muscular, de falta de flexibilidade ou de fraqueza dos tecidos macios causada por lesões prévias.

Consulte seu cirurgião-ortopedista para o tratamento de qualquer lesão a um músculo, ligamento, tendão ou osso. Um ortopedista pode ajudar você a organizar um programa de exercícios ou reabilitação para restaurar seu conforto e mobilidade.

Atletas podem evitar lesões através de um breve aquecimento antes do exercício físico.

Fonte: Instituto de Ortopedia e Fisioterapia

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