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Lesões ligamentares do Joelho


O joelho é uma articulação que permite movimentos de flexão, extensão e alguns graus de rotação. Sua estabilidade medial e lateral é provida através de ligamentos medial e lateral resistentes ( lig.colateral medial e lig.colateral lateral ), enquanto sua estabilidade anterior e posterior é provida pelos ligamentos cruzados anterior e posterior. Deste modo os ligamentos são vulneráveis a qualquer movimento que force o joelho a mover-se em planos anormais, e tais lesões são relativamente comuns em esportes que grande esforço físico ( futebol, corridas, maratonas, TRIATHLON, entre outros ).

Um ligamento pode ser distorcido ( distendido com ruptura de poucas fibras ) ou pode ser rompido parcial ou até completamente.

1. Rupturas do ligamento medial

Como o lado externo do joelho está mais exposto é o mais frequentemente lesado, ele é o mais rompido que qualquer outro ligamento do joelho. Uma violenta batido sobre o lado lateral, forçando o joelho em valgo estaremos rompendo ou distendendo o ligamento medial.

Dependendo da força do trauma podemos não só lesar este ligamento, mas também lesar menisco medial, lig.cruzado anterior ( tríade infeliz descrita por O`DONOGHUE.

Nas rupturas completas do ligamento medial ( em especial às ligadas ao lig.cruzado anterior ), a articulação do joelho está instável, sendo preciso em jovens e atletas a exploração cirúrgica imediata da articulação, fazendo o reparo cirúrgico do ligamento rompido e cápsula se estiver rompida, após cirurgia imobilização do joelho por 6 semanas.

2. Rupturas do ligamento lateral

As rupturas do ligamento lateral são menos comuns que a do medial, uma complicação única das rupturas do ligamento lateral é a lesão por tração do nervo fibular comum, que pode ser irrecuperável.

3. Rupturas dos ligamentos cruzados

Os ligamentos cruzados podem ser rompidos em associação as lesões dos ligamentos medail e lateral, mas podem também ocorrer isoladas do ligamento cruzado. Assim a tíbia é dirigida para frente em relação ao fêmur ou vice – versa ou até mesmo quando a articulação é hiperestendida, o ligamento cruzado anterior pode ser rompido ( pode-se fazer o teste de gaveta anterior para confirmar a instabilidade do joelho ).

O mecanismo reverso da lesão pode trazer uma lesão do cruzado posterior ( pode-se fazer o teste de gaveta posterior para confirmar instabilidade do joelho ).

4. Complicações das lesões ligamentares do joelho

A complicação mais desagradável especialmente em atletas é a instabilidade residual da articulação do joelho. Exercícios ativos são indicados e auxiliam a desenvolver a força dos músculos ( particularmente do quadríceps )

A reparação tardia pode necessitar de reparações cirúrgicas reconstrutivas.

BIBLIOGRAFIA

· O`Donoghue, D.H.: Treatment of injuries to athletes - Philadelphia, W. B. Saunders, 1995

· McGinty, J. B.: Modality of diagnosis or treatment to athletes - Philadelphia, No 2, 1997

· Galway, H. R. and Macintosh, D. L.: A sympton and sign anterior, posterior cruciate ligament insufficiency. Clin. Orthop. 147; 45-50, 1997

fonte: totalsport

Ângulo Q e o trato iliotibial: um estudo de correlação


A postura ereta se estabelece graças à adaptação de tecidos moles, por isso, se faz necessário um bom equilíbrio nas tensões destes tecidos para que a estrutura óssea se mantenha bem posicionada. O complexo do joelho, como é circundado de tecidos moles, tanto pode sofrer repercussões da tensão destes tecidos como pode interferir no comportamento tensional dos mesmos, como por exemplo, um joelho desalinhado em valgo, é tratado por alguns autores como associado a um encurtamento do TIT, já que este é uma estrutura de tecido conjuntivo diretamente relacionada ao joelho. Sendo assim, esta pesquisa tem como objetivo geral verificar se há correlação entre ângulo Q e banda iliotibial em acadêmicos de Fisioterapia da UNAMA com idade entre 20 e 30 anos. Para isso, foi realizada a mensuração do ângulo Q através de fotogrametria utilizando o Software de Avaliação Postural (SAPo), bem como foi verificado o comprimento do trato iliotibial através do teste de Ober Modificado. Os dados foram analisados, primeiramente, de forma generalizada, sem divisão por grupo e, posteriormente, com os valores de ângulos Q organizados por grupos (ângulo Q aumentado, normal e diminuído). Esta pesquisa teve como resultado a presença de relação inversamente proporcional entre as variáveis quando as mesmas não estavam separadas por grupos, sendo que, quando os dados encontravam-se organizados por grupo, não obteve-se significância estatística no estudo de correlação entre ângulo Q e comprimento do trato iliotibial.

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Fonte: unama acesso: 13-09-2009

Joelhos na musculação


Para quem não sabe, os joelhos correspondem a 50% das consultas com médicos Ortopedistas/Traumatologistas dentro de todas as lesões músculo-esqueléticas do corpo humano. A articulação do joelho possui como principal característica a grande mobilidade. Mas em contrapartida, apresenta pequena estabilidade. Isto significa que, para termos um equilíbrio biomecânico desta articulação, os estabilizadores estáticos (ligamentos, meniscos, cápsula articular…) e os dinâmicos (músculos) precisam estar em harmonia.

O simples ato de caminharmos corresponde de 2 a 4 vezes o peso corporal na articulação intermediária do membro inferior. Atividades como agachar-se ou correr pode elevar este valor para 7 vezes o peso corporal na articulação. Estes números demonstram a importância para o cuidado com o treinamento desta articulação, para que nosso esporte não resulte em dor. Outros fatores como traumas, excesso de peso, genética, anomalias congênitas, uso frequente de corticóides, retrações e atrofias musculares, mau alinhamento ósseo, largura dos quadris e pés planos (chato), podem predispor a lesões específicas de joelhos e atrapalhar seu exercício na musculação.

Uma boa avaliação física associado ao histórico de saúde do indivíduo pode ajudar na detecção de potenciais problemas de joelhos. E isto não resultará na interrupção ou contra-indicação da musculação por exemplo. Com base nesta avaliação, treinamentos específicos serão montados, considerando o melhor ângulo de movimento nos aparelhos, ganho de flexibilidade muscular ou aumento de força muscular para um determinado músculo, além de confecção de palmilhas ou até mesmo exercícios terapêuticos com Fisioterapia, onde poderão ser utilizados a eletromiografia de superfície, eletroestimulação e propriocepção, que são exercícios que reúnem força, equilíbrio e coordenação.

Na academia, a principal dica é a orientação adequada para exercícios em cadeia cinética aberta (pés livres) e cadeia cinética fechada (pés apoiados em alguma superfície). Este último, dentro da angulação de movimento adequada, geram menores picos de pressão entre as cartilagens da patela e fêmur, prevenindo então, dores nos joelhos. Ambos poderão ser utilizados, de forma isolada ou mesmo em conjunto, basta conhecer o histórico de saúde do atleta, suas eventuais queixas de dores e o conhecimento de alguma patologia pré-existente ou potencial desequilíbrio estático ou dinâmico que possa atrapalhar o desempenho, conforme relatado anteriormente.

Sinais e sintomas como dor ao subir e descer escadas, ajoelhar, sentar e levantar após longo período, podem ser alertas de problemas não traumáticos dos joelhos. Converse com seu Educador Físico, Fisioterapeuta ou realize uma avaliação médica, pois uma simples mudança no treinamento pode prevenir futuros incômodos da articulação mais frequentadora dos consultórios médicos esportistas!

Fonte: finalsports

Saiba o que é Cisto de Baker


A causa exata do cisto de Baker ou do Cisto Poplíteo, como também é chamado, ainda é desconhecida. Entretanto, o cisto pode ocorrer quando a produção de fluído está aumentada, como no caso de artrite ou após uma lesão. Isso ocorre devido à reação do próprio organismo para tentar conter tal “lesão“, sendo que na maioria das vezes os cistos de Baker desaparecem naturalmente após alguns anos.

Outra forma de se adquirir tal problema é o trauma. Dependendo do tipo de lesão do joelho e seus componentes (menisco, ligamentos etc.) pode-se desenvolver o cisto de Baker. Nas crianças, o cisto de Baker aparece como um inchaço indolor atrás do joelho, que se percebe melhor quando o mesmo está totalmente estendido. Um cisto grande pode causar certo desconforto ou rigidez, no entanto, normalmente é assintomático.

Ele causa inchaço indolor (e algumas vezes causa dor) atrás do joelho. O cisto se assemelha a uma bexiga cheia de água e que se for grande atrapalha na flexão e extensão da perna. Ele também pode causar certo desconforto quando se está fazendo alongamentos da panturrilha (gastrocnêmio).

O diagnóstico é feito pelo médico. Ele examinará os joelhos e procurará por uma saliência na parte de trás deles. Normalmente a ressonância magnética não é necessária, mas pode ajudar a determinar o tamanho e características do cisto, além de ser útil para verificação de lesões intra-articulares (que podem ser a verdadeira causa do Cisto).

Como ele é tratado - O desconforto inicial, causado pelo cisto de Baker, pode ser tratado com uma faixa elástica. O médico poderá prescrever medicamento antiinflamatório e o cisto poderá ser drenado. Em casos raros, poderá ser feita uma cirurgia para remoção do cisto. Algumas vezes o cisto desaparece sozinho. Se o cisto não causar incômodo, não há necessidade de tratamento.

Infelizmente não há como prevenir o Cisto de Baker, muitas vezes você pode até tê-lo e não sentir seus sintomas.

Fonte: Webrun

I Simpósio de joelho, coluna e ombro


Data: 08 e 09 de maio de 2009
Local: Hotel Oasis Atlântico - Fortaleza/CE


Palestrantes Convidados

Dr. Adson Sá - Ortopedista
Dr. Agripina Magalhães - Ortopedista
Dr. Cláudio Régis Silveira - Imaginologista
Dr. Eduardo Guedes - Ortopedista
Dr. Fernando Façanha Filho - Ortopedista
Dr. Gustavo Pires - Ortopedista
Dr. Herculano Sabino - Ortopedista
Dr. Manuel Diógenes - Ortopedista
André Parente - Fisioterapeuta
Helder Montenegro - Fisioterapeuta
Isidro Marques - Fisioterapeuta
Jorge Brandão - Fisioterapeuta
Maurício Garcia - Fisioterapeuta - Instituto Cohan/SP
Rochelle Demétrio - Fisioterapeuta
Ressman Cavalante - Professor de Educação Física
Walter Cortêz - Professor de Educação Física

Inscrições

. À vista Parcelado 1º Vencimento 2º Vencimento
Profissional R$ 150,00 2 X R$ 75,00 30/03/09 30/04/09
Estudante R$ 120,00 2 X R$60,00 30/03/09 30/04/09
Sócio Profissional R$ 120,00 - - -
Sócio Estudante R$ 90,00 - - -

Para mais informações e inscrições, acesse: www.fisioterapiamanual.com.br

Joelho: diagnóstico, prevenção e tratamento


Reconheça quando alguma coisa não vai bem com eles e aprenda a tratar

Você faz exercícios físicos para manter a saúde e, por descuido, acaba sendo obrigado a largar sua atividade favorita. O que parece profecia de mau agouro é muito mais comum do que você imagina. “Preocupados em alcançar um corpo mais forte e definido, muitos alunos acabam esquecendo os exercícios para fortalecer áreas de suporte e amortecimento, como os joelhos”, explica Fabiana Pereira, da assessoria esportiva TPM, em São Paulo.

“Como toda articulação, essa é uma área muito sensível” , afirma a treinadora Por que isso acontece? Na maioria dos casos, graças à falta de acompanhamento profissional na hora do treino. Por mais simples que pareça, cada exercício exige atenção máxima quando realizado, um cuidado que não só aumenta o rendimento como evita lesões.

No caso específico dos joelhos, explica Fabiana, temos uma articulação feita para flexionar e estender. “Não devemos fazer movimentos laterais, como as mudanças de direção muito bruscas típicas do futebol, daí o grande número de jogadores machucados” , diz.

Machucou, e agora?
Todos esses conselhos são ótimos para prevenir problemas. Mas e quando o estrago foi está feito? Atletas que praticam esportes para uma melhor qualidade de vida, e não profissionalmente, alcançam 100% de recuperação , garante a professora da TPM.

Para que isso aconteça, no entanto, é preciso evitar qualquer movimento que envolva impacto na fase de tratamento. Além do fortalecimento muscular, sempre importante, nada de fazer mudanças bruscas de direção, hiperextensão e hiperflexão.

Assim, você se livra de preocupações como a ruptura dos ligamentos anteriores e posteriores, o desgaste da cartilagem e rupturas do menisco.

Os músculos são responsáveis por grande parte da absorção do impacto recebido pelo corpo, protegendo articulações e ossos. As lesões começam quando eles estão frágeis ou recebem mais impacto do que suportam , explica Fabiana.

Enquanto estiver sentindo dores fortes, é melhor descansar até porque é difícil demais agüentar qualquer estímulo. Assim que o desconforto for aliviando, aposte nos exercícios de baixo impacto. “Recomendo os exercícios na piscina, porque a água ameniza os choques durante a movimentação, e a bicicleta” , diz Fabiana. Ela só pede atenção quanto ao ajuste do selim, posicionado de modo que você nunca estique completamente os joelhos enquanto pedala.
E ainda bem! dá para reconhecer que existe algo errado antes de transformar seus joelhos numa fonte de sofrimento. “Sem dúvida, temos que prestar atenção na dor. Mas, quando ela aparece, é sinal de que o problema já avançou muito” , afirma a treinadora.

Por isso, sempre que for começar um treino novo, peça o acompanhamento de um instrutor e pergunte à vontade. Você só tem a ganhar com isso. “Os outros dois segredos para preservar os joelhos são manter o peso ideal e escolher uma atividade compatível com a estrutura do seu corpo” , encerra a professora.

Previna-se, já!
Fabiana Pereira indica 6 exercícios fundamentais na rotina de quem deseja evitar dores nos joelhos. Todos eles fortalecem a musculatura das pernas, em geral , explica. Só é importante pedir ajuda de um profissional para calcular as cargas e as repetições adequadas ao seu caso.

1. Cadeira extensora;
2. Agachamento;
3. Leg press
4. Mesa flexora;
5. Abdutores
6. Adutores.

Fonte: Minha Vida

Joelho: diagnóstico, prevenção e tratamento


O problema é muito comum e não atinge apenas os atletas…

O joelho é uma articulação dividida entre o pivô central, composto pelos ligamentos cruzados e pelos meniscos e a porção periférica, formada pelos ligamentos colaterais, pelos tendões e músculos que envolvem a articulação.

As lesões ligamentares mais leves incluem pequenos estiramentos e contusões, sem intercorrências biomecânicas mais graves. Há as lesões intermediárias, acometendo os ligamentos laterais do joelho até as lesões graves, acometendo os ligamentos centrais, comuns e temidas entre os profissionais do esporte. Os meniscos são duas estruturas de fibrocartilagem que tem como uma das suas funções absorver o impacto do joelho. Quando lesados, podem apresentar roturas de diferentes extensões e localizações e diversas manifestações clínicas. A cartilagem articular, os tendões e os músculos também podem ser lesionados.

Após a entorse do joelho, é recomendado manter-se repouso articular e iniciar a aplicação de gelo o mais breve possível, com duração de 15 minutos, várias vezes ao dia e evitando-se o contato direto com a pele para impedir uma lesão térmica.

Outro cuidado necessário é evitar-se a carga sobre a perna lesionada, utilizando-se um par de muletas até a avaliação da extensão da lesão por um médico ortopedista. As tendinites e as contusões do joelho costumam melhorar após o repouso, o uso de meios físicos e de fisioterapia.

As lesões dos ligamentos colaterais necessitam de uma imobilização mais prolongada para a correta cicatrização dos mesmos. Já as lesões dos ligamentos cruzados e dos meniscos podem necessitar de tratamento cirúrgico. Atualmente, procedimentos por artroscopia, menos invasivos, são realizados para o diagnóstico e o tratamento, possibilitando o retorno precoce à atividade física.

As lesões crônicas do joelho possuem um amplo espectro de limitação funcional.

São causas: síndromes de desequilíbrio muscular, lesões da cartilagem articular e a artrose do joelho. As dores crônicas do joelho podem ser tratadas com o uso contínuo de medicamentos protetores da cartilagem e analgésicos, o re-equilíbrio muscular e a fisioterapia.

Caso não haja melhoria com o tratamento conservador e exista degeneração articular grave, a artroplastia total do joelho pode ser indicada como último recurso. A melhor prevenção para evitar as lesões no joelho se faz com uma boa preparação muscular e proprioceptiva para as atividades físicas, além da prática esportiva em piso adequado e utilização de equipamentos esportivos corretos.

Concluindo, o diagnóstico preciso e o exercício físico bem orientado por profissional capacitado é essencial para se prevenir o aparecimento e eventualmente tratar as lesões do joelho.

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