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Uma patologia com um alto índice e que provoca dores limitantes, onde o indivíduo precisa permanecer em repouso impedindo que o mesmo exerça suas atividades de vida diária. As hérnias mais comuns são as lombares (região da cintura) e as cervicais (pescoço). A coluna lombar sofre principalmente por ser uma região que suporta maiores cargas e a coluna cervical, por ser uma região de grande mobilidade.
As hérnias discais são patologias ligadas ao desgaste das estruturas do disco intervertebral. O disco é uma estrutura localizada entre duas vértebras. Ele possui uma área central gelatinosa (núcleo pulposo) circundada por um anel fibroso que mantém esse núcleo no seu interior. O núcleo gelatinoso funciona como um amortecedor. Devido a fatores como seu envelhecimento (degeneração), sobrecarga local ou traumas, o anel às vezes rompe e permite a saída de parte do núcleo. Esse material gelatinoso comprime a raiz nervosa e provoca os sintomas de uma hérnia de disco.
Os sintomas podem surgir subitamente, desaparecer espontaneamente e retornar em intervalos ou podem ser constantes e de longa duração.
A hérnia discal lombar pode causar:
· Dormência e formigamento nas pernas, pés e dedos;
· Dor na região lombar;
· Dor ao longo do trajeto do nervo que vai da coluna vertebral à nádega, coxa, perna e calcanhar (dor ciática);
· Fraqueza nas pernas;
· Dificuldade em elevar a parte anterior do pé (pé em gota, pé caído);
· Pode afetar os nervos que controlam a função intestinal e bexiga, comprometendo a defecação ou a micção.
A hérnia de disco cervical pode causar:·
· Dor na omoplata;
· Dor na região axilar ou no trapézio;
· Dor no extremo do ombro, que irradia pelo membro superior até um ou dois dedos da mão;
· Fraqueza dos músculos do membro superior;
· Comprometimentos dos movimentos dos dedos são afetados.
A dor de uma hérnia discal, normalmente piora com os movimentos e pode ser agravada pela tosse, pelo riso, pela micção e pelo esforço para evacuar.
O diagnóstico mais preciso da hérnia de disco é feito pela Ressonância Magnética.
O tratamento pode ser conservador (com fisioterapia) ou cirúrgico dependendo do grau de compressão e da lesão do disco.
Fonte: atribunamt Acesso: 26-04-2010
Para cada posição de dormir, há uma maneira correta de usar o traveseiro
Embora ele receba todo o peso de nossas cabeças e amenize os problemas que carregamos em nossas mentes ao repousarmos sobre ele, muitas pessoas não dão a atenção necessária ao travesseiro e desconhecem sua importância para um sono tranquilo e reparador. Dormir com um travesseiro inadequado pode gerar sérias consequências, a maioria de ordem ortopédica; torcicolos, dores lombares e na coluna cervical são apenas alguns deles.
Ao dormirmos com coluna, tronco e cabeça alinhados, ajudamos o organismo a executar uma livre circulação sanguínea e dos estímulos elétricos enviados pelo cérebro aos órgãos do nosso corpo.
Nas lojas do ramo há uma grande variedade de tipos e modelos. O cliente pode optar pelo o que achar melhor, mais confortável, mas deve observar alguns detalhes fundamentais: alto ou baixo? Espuma ou penas de ganso?
A principal função do travesseiro é alinhar a cabeça com a coluna cervical durante as horas em que passamos deitados — que, aliás, corresponde a um terço do nosso dia (considerando as 8h de descanso recomendadas pelos médicos, suficientes para repor as energias).
Além do tipo de travesseiro correto, também deve-se aprender a forma certa de utilizá-lo. De lado, de bruços ou com a barriga para cima: cada estilo requer uma forma correta de uso, para que a cabeça não fique em um nível diferente do restante do corpo.
A fisioterapeuta Aline Brito recebe em seu consultório pacientes com queixas de torcicolo e dores de coluna “aparentemente” sem um motivo . Porém, após uma investigação mais detalhada é constatado o uso inadequado do travesseiro.
Para corrigir o problema, o paciente é submetido a sessões em equipamentos especiais, como a mesa de tração (“para aumentar o espaço entre as vértebras”) e a mesa de descompressão (“para aumentar a movimentação da coluna”).
A origem do travesseiro está ligada aos egípcios, que costumavam dormir com um apoio feito de pedra na cabeça. O costume se espalhou pelo oriente e foi sendo aperfeiçoado, até tornar-se macio e confortável, sendo confeccionado em materiais e formatos diversos, ao gosto de cada cultura.
Uso inadequado do travesseiro pode gerar sequelas
Muita gente não dá a devida importância a esse pequeno acessório da chamada roupa de cama, mas usar o travesseiro para dormir pode evitar muita dor de cabeça. A fisioterapeuta e educadora física Aline Brito esclarece ter o travesseiro a função primordial de alinhar a coluna cervical e o pescoço durante o sono, mantendo o equilíbrio também dessas partes com o tronco. “Uma postura incorreta ao dormir e o uso de um tipo errado de travesseiro podem interferir na qualidade do sono, que é essencial para a nossa saúde.”
O uso de um travesseiro inadequado pode trazer sérias consequências aos seus usuários, principalmente de ordem ortopédica. Entre os problemas mais frequentes estão torcicolo na coluna cervical, tendinite do quadril, aumento das enfermidades da região lombar deslocamento do disco entre as vértebras, sem falar no comprometimento do sono.
A fisioterapeuta comenta que muitas pessoas não relacionam dores no pescoço ou na coluna com o uso inadequado do travesseiro. “Tenho um paciente que está com torcicolo porque o travesseiro dele caiu durante a noite e ele ficou dormindo com a cabeça caída, sem apoio”, diz Aline Brito, que concorda ser o travesseiro um elemento essencial para a qualidade do sono, embora as pessoas muitas vezes não confiram-lhe a devida importância.
A postura é outro fator fundamental ao bom sono, aquele reparador. Aline Brito exemplifica as três posições mais comuns de dormir e o uso correto do travesseiro. No decúbito dorsal (de barriga para cima), o travesseiro deve ser fino afim de preencher o espaço entre a nuca e o pescoço.
“É importante ter um também embaixo do joelho para evitar lordose. Nesse caso pode ser um maior.”
O decúbito lateral (dormir de lado) é a postura ideal para a coluna. Nesse caso, o travesseiro deve preencher o espaço entre o pescoço e o ombro, evitando assim a queda da cabeça. Usa-se, então, um travesseiro fino entre os joelhos. Já o decúbito ventral (de barriga para baixo) é considerada a pior posição para dormir. “E só deve ser adotada quando não há outra solução, como em casos de cirurgias recentes”, diz a fisioterapeuta.
Nesse caso, ela recomenda colocar um travesseiro embaixo do quadril. “Mesmo assim, essa posição dá torção no pescoço.”
Cuidando do travesseiro
Para manter o travesseiro sempre livre de ácaros e fungos é necessário tomar alguns cuidados. A principal medida é trocá-lo a cada dois anos. Dessa forma, é possível evitar reações alérgicas provocadas por os micro-organismos. Nas lojas especializadas, pode-se comprar travesseiros próprios para os alérgicos, com propriedades antibacterianas.
Em tempo: em seis meses, um travesseiro pode acumular até 300 mil ácaros. Uma boa dica é usar capas e lavar as fronhas com regularidade. Não é indicado, porém, expor o acessório ao sol pois diminui a resistência da espuma e reduz sua vida útil.
A escolha certa
As consequências de uma noite de sono com um travesseiro errado vão desde dores musculares a doenças cardiovasculares, diabetes e infecções, segundo a especialista em Ergonomia do Sono, Simara Rodrigues Bueno, em declaração dada ao site www. meutravesseiro.com — dedicado apenas ao produto e suas implicações de uso.
A fisioterapeuta Aline Brito diz não haver um tipo ideal de travesseiro como padrão. “O bom é aquele que possui a altura e a densidade adequadas para cada pessoa.” Ela, porém, não recomenda ousar o “da Nasa” nem o de pena de ganso por não oferecerem sustentação adequada à cabeça de quem dorme.
Alguns estabelecimentos têm profissionais preparados para esclarecer as dúvidas dos clientes e orientá-los na hora da compra. “Fomos treinados para indicar o travesseiro correto. As pessoas deviam se preocupar mais com isso, afinal é a primeira coisa que pegamos quando deitamos para dormir”, comenta Ivanildo Pereira, gerente de uma loja do ramo de colchões e travesseiros. De acordo com ele, o modelo de viscoelástico, mais conhecido como espuma da Nasa, é o tipo mais vendido no momento. “A espuma é mais resistente e macia, além de se moldar de acordo com o peso da cabeça.”
Fonte: tribunadonorte Isaac Ribeiro - Repórter
O vendedor autônomo Vítor Barbosa sentia dores nas costas, mas nem imaginava o que poderiam ser. Até que precisou viajar de ônibus para Mossoró (RN) e sentiu o sufoco que foi passar tantas horas sentado. O problema era uma hérnia de disco, tão séria que, primeiro, ele ficou mancando, e depois não conseguia andar sozinho. De agosto pra cá, Vítor vem fazendo tratamento. “Com a fisioterapia, acredita-se que eu posso voltar ao normal, andando sem problemas”, falou.
O Hospital Getúlio Vargas (HGV), que é referência em ortopedia no Recife, recebe muitos pacientes com a mesma doença. Edmilson Soares, auxiliar de cozinha, tem duas sessões semanais com a fisioterapeuta. Há seis meses, ele não aguenta trabalhar, porque a dor é forte demais. O movimento das pernas foi comprometido.
“Há seis meses que estou assim, sem fazer nada. Não posso nem pegar peso”, disse Edmilson. Para ajudar a conter a dor, ele é tratado com um equipamento que emite corrente elétrica - um leve formigamento que tem função analgésica. “Ele [Edmilson] tem uma crise muito intensa de dor, e usamos isso para aliviar”, explicou a chefe do Serviço de Fisioterapia do HGV, Rejane Figueiredo.
Já Severino José Matias só consegue andar de muleta. Ele usa um colete para sentir um pouco de alívio, e também precisou interromper o trabalho. “Eu sinto dor constante. Tenho que tomar remédio. Faço fisioterapia aqui, e tomo medicamento em casa”.
Mas de onde vem a dor da hérnia? O disco é uma espécie de articulação que fica entre as vértebras da coluna. Ele amortece os impactos e permite o movimento. Só que, às vezes, acontece um desgaste, como se parte do disco saísse da coluna: é a hérnia. Ela pode comprimir o nervo ciático que vai da coluna até o pé. O ortopedista Túlio Rangel explica que há prevenção e tratamento.
“O ideal é repouso e fisioterapia. É inaceitável não ter uma atividade física regular. Também é preciso controlar o tabagismo, além evitar permanecer muito tempo na mesma posição. É, na verdade, uma mudança de postura, de conduta de vida”, explicou.
Para conseguir atendimento no Hospital Getúlio Vargas, primeiro é preciso ser encaminhando por um médico e levar os exames que diagnosticaram a hérnia de disco. Por isso, o recomendável é procurar primeiro atendimento num posto de saúde mais perto de casa.
Fonte: pe360graus Acesso: 20-01-2010
O Conceito Mulligan foi originado pelo Fisioterapeuta Brian Mulligan, formado na Nova Zelândia em 1954, engajado no interesse em terapia manual por Stanley Paris, ainda na década de 60. Aluno dedicado do norueguês Fred Kaltenborn, estabeleceu contatos com os principais expoentes internacionais da terapia manual, tais como Maitland, Cyriax, Elvey, McKenzie.
Vem ensinando seus conceitos desde 1972 em diversos países como Nova Zelândia, Austrália, Inglaterra, Alemanha, Holanda, Singapura, Portugal, sendo hoje uma das mais utilizadas técnicas de tratamento dentro da terapia manual.
Seu conceito baseava-se na teoria da falha posicional. Quando temos uma lesão ou injúria, a articulação poder assumir uma posição ligeiramente anormal, muitas vezes invisível em exames, e estas pequenas falhas posicionais levariam a restrições de movimento resultando em dor.
O tratamento fisioterapêutico das lesões músculo-esqueléticas progrediu desde sua fundamentação na ginástica corretiva e exercício ativo até movimentos fisiológicos passivos e acessórios aplicados pelo fisioterapeuta. O conceito de Brian Mulligan de mobilizações com movimentos(mobilizations with movement – MWM’S) nas extremidades e deslizamentos apofisários naturais sustentados(mantidos) na coluna vertebral(sustained natural apophyseal glides – SNAGS) constituem o caminho lógico dessa evolução. A aplicação concomitante de movimentos acessórios livres de dor pelo fisioterapeuta e a geração de movimentos ativos fisiológicos livres de dor pelo paciente, formam o princípio primário que norteiam o conceito de Mulligan.
Algumas particularidades da técnica de SNAGS:
- Realizadas com carga;
- são mobilizações combinadas com movimentos ativos ou passivos;
- seguem as regras de mobilização de Kaltenborn;
- são sustentadas e necessitam de uma pressão mais intensa no final do arco
- podem ser aplicadas a todas as articulações da coluna vertebral;
- são indolores quando realizadas corretamente e bem indicadas clinicamente
Podemos destacar além das técnicas citadas (MWM, SNAGS):
- NAGS (natural apophyseal glides);
- SMWAM (Mobilização sustentada da coluna com movimentação do membro superior – Mobilizações neuro-meníngeas);
- SMWLM (Mobilização sustentada da coluna com movimentação dos membros inferiores – Mobilizações neuro-meníngeas);
- Técnicas especiais para cefaléias, vertigens, náuseas, sintomas oriundos da artéria vértebro-basilar.
Fonte: terapia manipulativa
Fundado em 2006, em Fortaleza, o Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral tem ampliado a sua atuação no mercado de saúde brasileiro por meio da Técnica da Reconstrução Músculo-Articular da Coluna Vertebral. Depois de anos de pesquisa nos Estados Unidos e Europa, o fisioterapeuta e o osteopata Helder Montenegro criou um programa de tratamento que associa Fisioterapia Manual na coluna vertebral com equipamentos de tração e descompressão das estruturas e o uso de aparelhos que estimulam o fortalecimento dos músculos profundos da coluna vertebral.
“Neste ano, nós duplicamos o número de unidades franqueadas. Iniciamos em Fortaleza, São Paulo, Sorocaba e Manaus e agora inauguramos no Rio de Janeiro, Natal, Vitória e São Luis e Santos. No ano de 2010 inauguraremos mais nove unidades no primeiro semestre, nas seguintes cidades: Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Recife, Teresina, Campo Grande e mais três unidades em São Paulo”, afirma o fisioterapeuta osteopata Helder Montenegro, fundador do Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral.
“O pioneirismo da técnica foi justamente fazer com que os fisioterapeutas potencializassem os resultados já obtidos por cada uma delas individualmente. O protocolo se completa ao incluirmos a musculação e o Pilates como exercícios fundamentais para a manutenção do resultado obtido”, explica o fundador do Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral. “Isso porque se não houver o comprometimento do paciente, nenhuma técnica será eficaz.”
Outros países
A técnica da Reconstrução Músculo-Articular da Coluna Vertebral tem ganhado visibilidade também em outros países como: Inglaterra, Holanda, Argentina, Chile e Venezuela que apresentaram interesse em ter a franquia do ITC Vertebral.
“Percebemos que os fisioterapeutas, inclusive fora do Brasil, querem ir além da fisioterapia convencional, combinando protocolos já existentes para obterem melhores resultados. Em Portugal, o interesse em aplicar a técnica é muito grande, mas por enquanto o nosso foco é o Brasil, onde cerca de 5,4 milhões de brasileiros sofrem com hérnia de disco e outros problemas relacionados à coluna que não precisam ser tratados cirurgicamente no primeiro momento”, explica Helder Montenegro, que recentemente foi até Portugal palestrar sobre as características deste protocolo.
Sobre o fisioterapeuta
Fisioterapeuta formado pela UNIFOR (Universidade de Fortaleza), Helder Montenegro foi integrante da equipe do Instituto Fazzi-Amatuzzi em São Paulo; contribuiu para o desenvolvimento da Fisioterapia Esportiva no Brasil sendo um dos primeiros fisioterapeutas a chefiar o departamento médico de um grande clube do futebol brasileiro (Ceará Sporting Clube 93/94); atuou como fisioterapeuta no futebol europeu durante uma pré-temporada no clube Galatasaray na Turquia (2000); contribuiu para a introdução e divulgação das técnicas de Fisioterapia Manual no Brasil, como professor de pós-graduação, ministrando cursos, palestras e promovendo em 2001 o I Congresso Internacional de Fisioterapia Manual; participou de cursos e estágios na Europa (Podoposturologia, Osteopatia, Cadeias Musculares) e nos Estados Unidos (Maitland e Programas científicos da Chattanooga Group utlizando Eletroterapia, Mesa de tração Triton DTS, Mesa de Flexão Ergostyle e Estabilização Vertebral) firmando, então uma parceria com este grande grupo e criando a técnica Reconstrução Músculo-Articular da Coluna Vertebral - RMA da Coluna Vertebral que vem recebendo o reconhecimento e o respeito de fisioterapeutas no mundo inteiro através de convites para ministrar cursos e palestras como também a implantação de franquias.
Sobre o ITC Vertebral
O Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral, fundado pelo professor de pós-graduação e fisioterapeuta Helder Montenegro, oferece a técnica exclusiva de “Reconstrução Músculo-Articular da Coluna Vertebral - RMA da Coluna Vertebral”, que utiliza técnicas da Fisioterapia Manipulativa, Mesa de Tração Eletrônica, Mesa de Descompressão Dinâmica, Estabilização Segmentar Vertebral e exercícios de musculação. Com o reconhecimento e o respeito de fisioterapeutas no mundo inteiro, a técnica tem ganhado espaço no mercado brasileiro devido ao elevado índice de bons resultados para pacientes que sofrem de dores nas costas. O ITC Vertebral possui clínicas em Fortaleza, Sorocaba, São Paulo, Manaus, Santos, Rio de Janeiro, Natal, Vitória e São Luís.
Fonte: Portaisdamoda Acesso: 03-01-2010
Também conhecida como bursite, pode ter início com uma aparentemente simples dificuldade de se vestir ou alcançar um objeto no alto de uma prateleira. O problema é a rapidez com que a pessoa pode ter seus movimentos limitados pela dor. “Para o paciente, é como se o ombro estivesse mesmo congelado, impossibilitando movimentos simples, como o de alcançar o bolso de trás da calça”, diz o doutor Gilberto Anauate ortopedista-chefe do Hospital Santa Paula. A bursite é caracterizada pela inflamação da articulação do ombro, podendo afetar músculos, nervos e fluidos sinoviais”.
Geralmente, a síndrome do ombro congelado está associada a dores no pescoço ou mesmo na coluna. O diagnóstico inicial e o tratamento devem levar em consideração essas outras partes do corpo” .
Mulheres entre 40 e 50 anos formam o grupo mais atingido pela doença, podendo estar associada a quedas ou mau jeito. “Pessoas que praticam esportes que forçam muito os ombros, como o tênis e o voleibol, são fortes candidatas a sofrer desse mal, assim como aqueles que têm diabetes, disfunções na tireóide, ou mesmo que apresentem níveis altos de triglicérides”.
A boa notícia é que a síndrome do ombro congelado não dura para sempre. Mas, quando não diagnosticada e não tratada pode restringir os movimentos por cerca de seis meses, no mínimo. ” Além de medicamentos injetáveis, a fisioterapia é recomendada na maioria dos casos. Apesar da dificuldade de movimentação da articulação, um bom profissional deverá prescrever exercícios específicos para o fortalecimento dos músculos e para dissolver a tensão causada pela dor. Aos poucos, o paciente vai retomando a confiança de se movimentar normalmente” , diz o médico ortopedista. Ressalta que casos mais extremos podem indicar tratamento cirúrgico. (www.santapaula.com.br)
Fonte: jornaldeararaquara acesso: 08-10-2009
As lesões na corrida não são exclusivas dos atletas de alto nível ou amadores, elas afetam também a parcela da população que pratica atividade física apenas no sábado e/ou domingo. Essas pessoas são conhecidas como: atletas de fim de semana.
Quem nunca se deparou com uma pessoa que fala que pratica esporte, mas quando indagamos qual atividade física ela faz a resposta é: ando todos os fins de semana no parque, passeio com o cachorro, corro por 30 minutos aos sábados e domingos, entre outros? É provável que essa pessoa reclame na segunda-feira de dores musculares, ou então sinta dificuldade em andar e agachar, além de sentir a perna “pesada” e “dura”. Pelo menos, na minha prática clínica, ouço isso todos os dias.
Atualmente muito se fala sobre as lesões musculares de atletas de alto nível, ou então de profissionais e amadores que correm sem uma equipe de apoio, formada por fisioterapeutas e médicos que possam orientar o atleta no caso de contusão. Mas dentro desse quadro a pior situação é do atleta de fim de semana, já que ele deve tomar mais cuidado, porque a falta de treinamento o expõe a lesões ainda mais complicadas.
E quais são as lesões mais comuns em atletas de fim de semana?
Luxação: é a separação ou deslocamento das partes ósseas numa superfície articular ou perda completa da superfície de contato entre os ossos de uma articulação. O ombro é a articulação mais comum de acontecer este tipo de lesão e este é usado em esportes como vôlei.
Tendinite: resposta inflamatória a um micro-trauma de um tendão. Esse mal é mais comum em atletas que fazem esforço físico repetitivo. Em atletas de corrida é comum acontecer a famosa tendinite patelar (ou joelho de corredor como alguns chamam). Acontece por falta de alongamento, fortalecimento muscular e ausência de orientação nos treinos.
Contusão: é uma escoriação. Geralmente decorre de pancadas e batidas. Ela depende do grau do impacto para diagnosticar como leve, moderada ou grave. No futebol a contusão é algo bastante freqüente.
Entorse: lesão articular que ocorre quando o movimento numa articulação excede a amplitude normal do movimento, ocorrendo um deslocamento súbito da articulação. Os mais comuns são entorses no tornozelo e no joelho. Na grande maioria das vezes ocorre uma lesão ligamentar associada e dependendo do entorse “pode“ ocorrer uma fratura por avulsão.
Distensão muscular: nome comum para uma ruptura de fibras musculares ou do tecido fibroso do músculo, geralmente causado por um esforço muito grande ou por estresse muscular. Também chamado de estiramento muscular. Muito comum em jogadores de futebol, vôlei, basquete e atletas de corrida.
Ruptura de tendão ou ligamento: O joelho é o campeão deste tipo de lesão. Fortalecimento muscular e alongamento ajuda na prevenção destas lesões.
Fratura: os ossos de pessoas sadias se tornam mais densos e fortes quando submetidos à pressão constante, por isso, pessoas ativas que fazem exercícios com regularidade, têm menos probabilidade de fraturas. Tanto os atletas de fim de semana, quanto os atletas profissionais, podem apresentar fraturas por estresse. Causada por excesso de treinamento (overtraining) ou fraqueza muscular.
Hoje em dia, o atleta profissional sofre com a carga de treinamentos e o atleta de fim de semana sofre com a falta de condicionamento físico, que é um fator de sobrecarga diária que compromete o rendimento e potencializa a lesão. O fisioterapeuta trabalha, justamente, neste aspecto, com terapias que possam prevenir uma possível lesão. É de suma importância ter profissionais como nutricionistas, psicólogos, médicos, fisioterapeutas e educadores físicos em uma equipe de alto nível ou até mesmo na assessoria com a qual você treina.
Se a prevenção não foi feita o jeito é recuperar. Para isso o atleta e até aquele de fim de semana terá que ficar afastado dos treinos e das atividades físicas. Treinamentos estes não só o de corrida, mas sim o de musculação e os complementares, tais como natação e bike. Neste momento, é aconselhável uma carga adequada de fisioterapia que ajude o atleta na recuperação.
Fonte: webrun acesso: 21-09-2009
A postura ereta se estabelece graças à adaptação de tecidos moles, por isso, se faz necessário um bom equilíbrio nas tensões destes tecidos para que a estrutura óssea se mantenha bem posicionada. O complexo do joelho, como é circundado de tecidos moles, tanto pode sofrer repercussões da tensão destes tecidos como pode interferir no comportamento tensional dos mesmos, como por exemplo, um joelho desalinhado em valgo, é tratado por alguns autores como associado a um encurtamento do TIT, já que este é uma estrutura de tecido conjuntivo diretamente relacionada ao joelho. Sendo assim, esta pesquisa tem como objetivo geral verificar se há correlação entre ângulo Q e banda iliotibial em acadêmicos de Fisioterapia da UNAMA com idade entre 20 e 30 anos. Para isso, foi realizada a mensuração do ângulo Q através de fotogrametria utilizando o Software de Avaliação Postural (SAPo), bem como foi verificado o comprimento do trato iliotibial através do teste de Ober Modificado. Os dados foram analisados, primeiramente, de forma generalizada, sem divisão por grupo e, posteriormente, com os valores de ângulos Q organizados por grupos (ângulo Q aumentado, normal e diminuído). Esta pesquisa teve como resultado a presença de relação inversamente proporcional entre as variáveis quando as mesmas não estavam separadas por grupos, sendo que, quando os dados encontravam-se organizados por grupo, não obteve-se significância estatística no estudo de correlação entre ângulo Q e comprimento do trato iliotibial.
angulo-q-e-trato-iliotibial-um-estudo-de-correlacao
Fonte: unama acesso: 13-09-2009
A LER e DORT são as siglas para Lesões por Esforços Repetitivos e Distúrbios Osteo-musculares Relacionados ao Trabalho, sendo doenças caracterizadas pelo desgaste de estruturas do sistema músculo-esquelético que atingem várias categorias profissionais.
Diferentemente do que ocorre com doenças não ocupacionais, as doenças relacionadas ao trabalho têm implicações legais que atingem a vida dos pacientes. O seu reconhecimento é regido por normas e legislações específicas a fim de garantir a saúde e os direitos do trabalhador.
Geralmente os sintomas são de evolução insidiosa até serem claramente percebidos. Com freqüência, são desencadeados ou agravados após períodos de maior quantidade de trabalho ou jornadas prolongadas e em geral, o trabalhador busca formas de manter o desenvolvimento de seu trabalho, mesmo que à custa de dor. A diminuição da capacidade física passa a ser percebida no trabalho e fora dele, nas atividades cotidianas.
As queixas mais comuns do portador de LER - DORT são:
Nos casos mais crônicos e graves, pode ocorrer:
A LER ou DORT são as manifestações de lesões decorrentes da utilização excessiva, imposta ao sistema músculo-esquelético, e da falta de tempo para recuperação. Lesões neuro-ortopédicas como as tendinites, sinovites, compressões de nervos periféricos podem ser identificadas ou não.
Os fatores de risco não são necessariamente as causas diretas das LER - DORT, mas podem gerar respostas que produzem as LER – DORT. Os fatores de risco não são independentes, interagem entre si e devem ser sempre analisados de forma integrada. Envolvem aspectos biomecânicos, cognitivos, sensoriais, afetivos e de organização do trabalho.
Os fatores incluem:
Para realizar o diagnóstico da LER – DORT, o médico busca dados por meio da história clínica, levando em consideração as atividades realizadas pela pessoa tanto no trabalho, quanto no lazer. Em seguida realiza um exame físico geral, dedicando especial atenção aos locais afetados.
Exames complementares podem ser solicitados para esclarecer o diagnóstico, incluindo:
O tratamento da LER – DORT têm início após um diagnosticado correto e deve buscar uma abordagem integrada, ao invés de tratar somente a sintomatologia:
Quais são os sintomas e tratamentos da síndrome do “ombro congelado“? Por Gilberto Anauate* A síndrome do “ombro congelado“, conhecida também como bursite, pode ter início com uma aparentemente simples dificuldade de se vestir ou alcançar um objeto no alto de uma prateleira. O problema é a rapidez com que a pessoa pode ter seus movimentos limitados pela dor.
Para o paciente, é como se o ombro estivesse mesmo congelado, impossibilitando movimentos simples, como o de alcançar o bolso de trás da calça.
A bursite é caracterizada pela inflamação da articulação do ombro, podendo afetar músculos, nervos e fluidos sinoviais. Geralmente, a síndrome do ombro congelado está associada a dores no pescoço ou mesmo na coluna. O diagnóstico inicial e o tratamento devem levar em consideração essas outras partes do corpo.
Mulheres com idade entre 40 e 50 anos formam o grupo mais atingido pela doença, podendo estar associada a quedas ou mau jeito. Pessoas que praticam esportes que forçam muito os ombros, como tênis e voleibol, são fortes candidatas a sofrer desse mal, assim como aqueles que têm diabetes, disfunções na tireoide, ou mesmo que apresentem níveis altos de triglicérides.
A boa notícia é que a síndrome do ombro congelado não dura para sempre. Mas, quando não diagnosticada e não tratada pode restringir os movimentos por cerca de seis meses, no mínimo. Além de medicamentos injetáveis, a fisioterapia é recomendada na maioria dos casos.
Apesar da dificuldade de movimentação da articulação, um bom profissional deverá prescrever exercícios específicos para fortalecer os músculos e dissolver a tensão causada pela dor. Aos poucos, o paciente vai retomando a confiança de se movimentar normalmente, mas vale ressaltar que em casos mais extremos pode haver indicação de tratamento cirúrgico.
*Dr. Gilberto Anauate é médico ortopedista, chefe do Departamento de Ortopedia do Hospital Santa Paula (SP) - www.santapaula.com.br.
Fonte: ultimosegundo acesso: 06-09-2009
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