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Através do levantamento das comunicações de acidente do trabalho (CAT) de um hospital universitário no período de janeiro de 1990
a dezembro de 1997, analisou-se determinadas características da ocorrência de acidentes do trabalho relacionados com a coluna vertebral em trabalhadores de enfermagem. Verificou-se que nesse período foram notificados 531 acidentes e 37 (7,0%) destes eram acidentes típicos que comprometeram a coluna vertebral. Os resultados indicam subnotificação do acidente e que a categoria mais acometida foi o atendente de enfermagem. Os acidentes ocorreram principalmente pela movimentação e transporte de equipamentos e pacientes e pelas quedas.
Fonte:scielo
A LER e DORT são as siglas para Lesões por Esforços Repetitivos e Distúrbios Osteo-musculares Relacionados ao Trabalho, sendo doenças caracterizadas pelo desgaste de estruturas do sistema músculo-esquelético que atingem várias categorias profissionais.
Diferentemente do que ocorre com doenças não ocupacionais, as doenças relacionadas ao trabalho têm implicações legais que atingem a vida dos pacientes. O seu reconhecimento é regido por normas e legislações específicas a fim de garantir a saúde e os direitos do trabalhador.
Geralmente os sintomas são de evolução insidiosa até serem claramente percebidos. Com freqüência, são desencadeados ou agravados após períodos de maior quantidade de trabalho ou jornadas prolongadas e em geral, o trabalhador busca formas de manter o desenvolvimento de seu trabalho, mesmo que à custa de dor. A diminuição da capacidade física passa a ser percebida no trabalho e fora dele, nas atividades cotidianas.
As queixas mais comuns do portador de LER - DORT são:
Nos casos mais crônicos e graves, pode ocorrer:
A LER ou DORT são as manifestações de lesões decorrentes da utilização excessiva, imposta ao sistema músculo-esquelético, e da falta de tempo para recuperação. Lesões neuro-ortopédicas como as tendinites, sinovites, compressões de nervos periféricos podem ser identificadas ou não.
Os fatores de risco não são necessariamente as causas diretas das LER - DORT, mas podem gerar respostas que produzem as LER – DORT. Os fatores de risco não são independentes, interagem entre si e devem ser sempre analisados de forma integrada. Envolvem aspectos biomecânicos, cognitivos, sensoriais, afetivos e de organização do trabalho.
Os fatores incluem:
Para realizar o diagnóstico da LER – DORT, o médico busca dados por meio da história clínica, levando em consideração as atividades realizadas pela pessoa tanto no trabalho, quanto no lazer. Em seguida realiza um exame físico geral, dedicando especial atenção aos locais afetados.
Exames complementares podem ser solicitados para esclarecer o diagnóstico, incluindo:
O tratamento da LER – DORT têm início após um diagnosticado correto e deve buscar uma abordagem integrada, ao invés de tratar somente a sintomatologia:
Para pedalar com conforto e evitar dores musculares, você tem que ficar atenta à maneira como se posiciona na bike:
• Ajuste a altura do banco para não sobrecarregar os joelhos: a perna que fica no pedal mais baixo deve estar semiflexionada, quase estendida.
• Deixe os joelhos sempre voltados para a frente.
• Mantenha os cotovelos levemente flexionados e não jogue toda a força do corpo sobre os braços.
• Apóie bem a planta dos pés (e não os dedos) sobre o pedal.
• Alinhe as costas com o pescoço e a cabeça.
Fonte: Boa Forma
A postura do ser humano pode ser definida como a posição que nosso corpo adota no espaço, bem como a relação direta de suas partes com a linha do centro de gravidade. Segundo Magee (2002), “postura é um composto das posições das diferentes articulações do corpo num dado momento”. Para que possamos estar em boa postura, é necessária uma harmonia/equilíbrio do sistema neuromusculoesquelético.
Já Palmer & Apler (2000) definem a postura correta como o “alinhamento do corpo com eficiências fisiológicas e biomecânicas máximas, o que minimiza os estresses e as sobrecargas sofridas ao sistema de apoio pelos efeitos da gravidade”.
Cada indivíduo apresenta características individuais de postura que podem vir a ser influenciada por vários fatores: anomalias congênitas e/ou adquiridas, má postura, obesidade, alimentação inadequada, atividades físicas sem orientação e/ou inadequadas, distúrbios respiratórios, desequilíbrios musculares, frouxidão ligamentar e doenças psicossomáticas.
A análise da postura envolve a identificação e a localização dos segmentos corpóreos relativos à linha de gravidade. É importante lembrar que a avaliação postural deve determinar se um segmento corporal ou articulação desvia-se de um alinhamento postural ideal. Portanto, podemos entender que na avaliação postural o paciente deve sentir-se à vontade e evitar rigidez e posições não-naturais. Há a necessidade de ser visualizado o equilíbrio global do corpo. O fio de prumo situa-se no ponto Antero-posterior anterior ao maléolo lateral e, para os desvios laterais, entre os calcanhares.
Agora, quando falamos da Postura Padrão, nos referimos a uma postura “ideal” ao invés de uma postura média. O alinhamento esquelético ideal utilizado como padrão consiste nos princípios científicos válidos, envolvendo uma quantidade mínima de esforço e sobrecarga, e conduz à do corpo.
Podemos concluir que o objetivo principal da avaliação postural é identificar os desequilíbrios mais evidentes a fim de evitar prescrição de exercícios que possam vir a acentuar esses desequilíbrios. A boa postura é aquela que melhor ajusta nosso sistema musculoesquelético, equilibrando e distribuindo todo o esforço de nossas atividades diárias, favorecendo a menor sobrecarga em cada uma de suas partes.
Não é à toa que a expressão derivada da mitologia grega -´calcanhar de Aquiles´ - indica o principal ponto fraco e/ou de sustentação de alguém. É sobre o calcâneo que o peso do corpo exerce maior pressão, respondendo pelo impacto contínuo da primeira fase da marcha, tornando-o uma região suscetível a diferentes tipos de lesões e traumas.
A fascia plantar, faixa fibrosa aponeurótica localizada na região plantar, dá sustentação e forma ao pé. Exigida ao extremo, essa região pode abrigar a fascite plantar, inflamação da fascia (principalmente em sua inserção no calcâneo). A doença, que tem na dor seu principal sintoma (intensificado após repouso prolongado e reduzido ao longo do dia), é causada por essa inflamação na fascia e não pela calcificação óssea (mais conhecida como ´esporão de calcâneo´), conforme muitas pessoas erroneamente pensam.
´A formação óssea não é a causa da dor, pois está situada fora da inserção da fascia. Além do que, metade dos pacientes que têm fascite plantar não possuem esporão de calcâneo´, explica o ortopedista e traumatologista Paulo Giordano Baima Colares, especialista em ortopedia infantil e afecções do pé (adulto) do Hospital São Mateus e da Clínica Ortopédica São Mateus, instalada no mesmo complexo hospitalar. Dr. Paulo Colares integra a Clínica Dr. Colares, do Hospital São Carlos, além de ser preceptor da Residência Médica do Serviço de Ortopedia Pediátrica do Instituto José Frota (IJF).
Retropé e talalgias
O pé pode ser dividido em regiões que são importantes para se localizar as queixas e seus respectivos sítios nosológicos: retropé (osso tálus e calcâneo); mediopé (ossos mediotarsais); e antepé (metatarsos e falanges). A dor no retropé, queixa comum dos pacientes no consultório, pertence as possibilidades diagnósticas chamada de talalgias.
O diagnóstico de fascite plantar (esporão de calcâneo para os leigos) costuma ser confundido com várias outras doenças que atingem a região posterior do pé, acarretando dificuldade no diagnóstico e consequente aumento no já prolongado tempo de tratamento. Alguns detalhes nas queixas relatadas pelos pacientes podem nortear o correto diagnóstico, agilizando o tratamento, informa o ortopedista Paulo Colares.
Fascite
A dor, quando localizada na região medial plantar do calcanhar, piorada após repouso prolongado, tem forte indício de ser a tão comum fascite plantar proximal ou insercional do calcâneo. O aumento no quadro doloroso após esse repouso é ocasionado pelo encurtamento da fascia plantar.
Ao primeiro suporte do pé no solo provoca um estiramento brusco da fascia, causando dor. Forças de tração durante a fase de apoio na marcha levam ao processo inflamatório, implicando em fibrose e degeneração. Esforços prolongados e repetidos sobre o pé, especialmente o retropé, ampliam a dor, estando provavelmente associado à causa da doença. Corridas, saltos e atividades de impacto agravam a dor.
O paciente costuma apresentar claudicação antálgica com apoio sobre a parte lateral e/ou anterior do pé. Apesar de não ser incapacitante, geralmente atrapalha as atividades laborais sendo considerado um problema para os profissionais que trabalham em pé, andam por períodos prolongados, atletas e obesos, especialmente as mulheres. Também podem estar envolvidos na gêneses: a assimetria do comprimento dos membros inferiores; a pronação excessiva do retropé (virado para dentro); a pouca flexibilidade do arco longitudinal; a rigidez das musculaturas da panturrilha; o uso de calçados rígidos; e o aumento do tamanho da passada no decorrer da corrida.
É de 6 meses o tempo médio que pode durar o tratamento e a melhora efetiva da fascite plantar. As pessoas devem estar cientes que mesmo com o diagnóstico correto, o processo é lento e, muitas vezes, doloroso.
O diagnóstico da fascite plantar é clínico podendo ser detectado por ultrassonografia (US) ou ressonância nuclear magnética (RNM). O tratamento costuma ser prolongado e, preferencialmente, não cirúrgico (conservador) podendo ser empregado, além de repouso do esforço desencadeante, medicação antinflamatória e medidas não invasivas: uso de gelo ou calor; fisioterapia; alongamentos; palmilhas/calcanheiras; órteses noturnas; assim como ondas de choque extracorpóreo.
As infiltrações são excepcionais e não devem ser repetidas por gerarem atrofia do coxim gorduroso (camada lipídica subcutânea e trabecular que reveste e contorna toda a planta do pé, especialmente o calcâneo) e a ruptura da fascia. As cirurgias raramente são indicadas.
´Quando o paciente é um corredor e a dor está localiza na região plantar do mediopé, podemos estar diante da fascite plantar clássica ou distal. Seu tratamento se assemelha ao da fascite proximal´, informa o ortopedista Paulo Colares. Também ressalta ser ´importante que a população esteja ciente que a efetiva melhora na fascite plantar, mesmo quando devidamente diagnosticada e tratada, é um processo lento, podendo, por vezes, durar 6 meses ou até mais´.
Síndromes compressivas
A dor na região posterior do pé também pode ocorrer devido ao processo de compressão de algum nervo (como o plantar medial ou ramo do plantar lateral) por estruturas adjacentes ao seu trajeto no pé, que desencadeiam sintomas similares (apesar de apresentarem áreas de dormência/formigamento, a dor é em queimação e no caso do plantar lateral, há a piora com o decorrer do dia). Importante: tanto o diagnóstico quanto o tratamento são diferentes das fascites. A eletroneuromiografia pode ser útil na compressão do nervo plantar medial (Síndrome do Túnel do Tarso),além de imagem de RNM. A indicação cirúrgica é comum, mesmo que antes possa ser adotado o uso de palmilhas, fisioterapia e medicação.
Tendinites e calçados
Em pacientes que fazem esforços exagerados sobre o retropé, especialmente os corredores e atletas, são bastante comuns as tendinites dos flexores longos e curtos dos dedos, tibial posterior e anterior, fibulares e do Aquiles. Nesse último, no tão conhecido ´calcanhar de Aquiles´ são encontrados sítios de inflamação, que devem ser reconhecidos e tratados de forma diferenciada. A tendinite incersional do calcâneo, a bursite retrocalcaneana e a doença de Haglund podem necesssitar de cirurgia específica.
O uso de órteses adaptadas para cada caso é de grande importância no tratamento dessas afecções. Sejam palmilhas moldadas, palmilhas ou calcanheiras de silicone, com coxins, elevações de região específica do pé e outras. ´Isso costuma ser motivo de preocupação entre o vaidoso público feminino de regiões quentes como Fortaleza, pois, como geralmente não é possível adequar as palmilhas às sandálias, as mulheres se recusam a trocar a beleza por algum alívio da dor´, descreve Paulo Colares.
Os saltos são coadjuvantes no tratamento de algumas talalgias. ´Costumamos prescrever saltos baixos para as fascites (e alongar o complexo aponeurótico fascial), e saltos mais elevados para as talalgias posteriores (que acometem o tendão de Aquiles)´.
Traumatismos
´Onde há uma história de trauma, são comuns sequelas dolorosas nas fraturas de calcâneo, talus ou ossos do médiopé que provocam algumas síndromes compressivas e as artroses pós traumáticas´, informa Colares.
A exemplo de outras articulações de carga, o retropé também é bastante acometido por processos degenerativos articulares como as artroses, que necessitam geralmente de tratamento cirúrgico. São também possíveis as artropatias reumáticas com suas artrites e deformidades.
Algumas deformidades comuns nos membros inferiores, como o pé plano (sem cava) e o pé cavo varo (cava do pé acentuada e menos flexível), podem predispor a dores e artrose em sua região posterior. Nestes casos, explica, necessitam de tratamentos específicos.
A atrofia degenerativa ou o traumatismo do coxim gorduroso também podem causar dores no pé, especialmente na região do retropé e do antepé. O contato do calcanhar no solo se torna muito doloroso e de difícil tratamento. Estão predispostos a tais problemas os pacientes ativos e obesos, sendo o quadro irreversível. Nesta situação, informa o médico, o tratamento pode incluir o uso de palmilhas e órteses específicas.
Processos infecciosos
Também devem ser lembrados os processos infecciosos de regiões específicas do retropé, principalmente as tenossinivites infecciosas e osteomielites (especialmente causadas por microorganismos de baixa virulência) que podem apresentar os mesmos sintomas dolorosos. Doenças tumorais, apesar dos relatos serem raros, devem ser lembradas pelo ortopedista, a exemplo da fibromatose plantar e o osteoma osteóide.
´O tratamento dessas doenças deve ser feito de forma diferenciada, podendo resultar, caso não seja feito um diagnóstico preciso, na efetiva não cura da doença em si e/ou gerar tratamentos ainda mais prolongados, amplificando o quadro doloroso, o incômodo e a baixa qualidade de vida a que são acometidos a maior parte dos pacientes
Fonte: Diario on line
RESUMO
Nos dias atuais, problemas posturais têm sido considerados um sério problema de saúde
pública, pois atingem uma alta incidência na população economicamente ativa, incapacitando-a temporária ou definitivamente para atividades profissionais. Considerando as alterações posturais na infância como um dos fatores que predispõem a condições degenerativas da coluna no adulto, manifestada geralmente por um quadro álgico, torna-se necessário estabelecer mecanismos de intervenção como meio profilático. Sendo assim, o presente trabalho teve como objetivo estabelecer a fundamentação teórica sobre os principais fatores que interferem na postura corporal da criança e do adolescente, e fornecer orientações sobre educação postural.
Procurou-se com base na literatura existente realizar uma reflexão sobre as bases biológicas, ergonômicas e pedagógicas para a elaboração de programas de prevenção de problemas posturais.
Download do artigo: prevproblemasposturais
Análise ergonômica, exercícios físicos, ginástica laboral e pausas ajudam a prevenir a Lesão por Esforços Repetitivos que surge com certa freqüência no ambiente de trabalho. Reveja a sua postura em frente ao computador para se prevenir.
No começo, uma dor localizada surge durante uma atividade motora rotineira. Em repouso, o incômodo desaparece. Depois, a dor irradia para outras regiões e é latente e intensa durante a realização da atividade. Nesta fase, a recuperação costuma ser mais lenta e o incômodo pode aparecer durante outras atividades. Por vezes, observa-se uma pequena nodulação na bainha de tendões envolvidos e dificuldade de segurar objetos.
A partir da terceira fase, as sensações de dor, fadiga e fraqueza são persistentes, mesmo em repouso. Nesse estágio, a doença pode se tornar crônica. Em processo degenerativo, as inflamações podem causar deformidades e perda da função motora.
Toda e qualquer atividade motora, seja de trabalho, de lazer ou esportiva, que se executa em repetições seguidas, qualifica potencialmente um quadro de LER, sigla para a doença chamada Lesão Por Esforços Repetitivos. A persistência do gesto motor sem tratamento agrava o quadro inflamatório, que se instala na articulação e na periferia e agrava os sintomas.
DORT
A sigla, que desgina um tipo específico de LER, significa: Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho. O mal costuma afetar o trabalhador no auge de sua produtividade, por volta dos 30, 40 anos.
Bancários, digitadores, operadores de telemarketing, secretárias, profissionais de enfermagem e jornalistas são as categorias mais afetadas. O distúrbio é uma das principais causas de afastamento do trabalho no Brasil, segundo a previdência social.
Uma classificação especial para LERs causadas no ambiente trabalho evidencia a relação da síndrome com os tempos atuais. Esta que foi a “doença dos escribas”, durante a Idade Média, e a “doença dos digitadores”, a partir da década de 80, continua se manifestando majoritariamente em ambientes de trabalho.
“O mouse e o teclado do computador trouxeram à tona algo que já era conhecido anteriormente em outras situações”, diz Clarice Tanaka, professora titular do Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
Outros fatores compõem o quadro de uma estação de trabalho inadequada. “Por exemplo: mobiliário: altura da mesa e da cadeira, posição do monitor; condições ambientais: iluminação, reflexos no monitor, posições do telefone, e apoio de material de trabalho, tudo influi na funcionalidade do usuário do computador”, explica a professora.
Tratamento
Exercícios físicos são bastante recomendáveis. “No entanto, uma análise ergonômica do posto de trabalho é aconselhável para se obter um diagnóstico funcional mais apropriado”, explica Clarice Tanaka. “Como forma de prevenção, além da adequação dos itens de risco, a ginástica laboral e as pausas são recomendadas”, complementa.
A ginástica laboral faz parte de um conjunto de ações para se controlar ou minimizar o problema. De forma geral as ações são efetivas, mas quando a condição crônica está instalada, outros itens da ação são prioritários, como o estudo da mudança de função.
Ergonomia
Aproveite que você está em frente ao computador e comece a prestar atenção na postura:
• O antebraço e o cotovelo devem ser apoiados pelo menos 1/3 na mesa ou no braço da cadeira, formando um ângulo de 90°
• O topo do monitor deve estar na altura dos olhos
• A mão e o pulso precisam ficar quase em linha reta – um apoio para o pulso ajuda
• As costas têm que estar totalmente apoiadas no encosto da cadeira
• Regule a altura da cadeira para que o joelho fique de 1 a 2 cm acima do nível do quadril. Se necessário, coloque um apoio sob os pés
Por Isabela Gaia
Fonte: Abril
Geralmente associados ao estresse, tensão muscular e dores de cabeça podem ser um alerta para problemas posturais no trabalho.
Dores nas costas, dores de cabeça freqüentes e tensão muscular. Os sintomas, comumente associados ao estresse, podem ser um alerta para um problema que acomete um número significativo de pessoas: a postura inadequada no trabalho.
Entre os grandes vilões dos problemas posturais, os laptops ocupam posição de destaque. Portáteis como um celular, os computadores são levados para todo o lado e se igualam na praticidade e no desconforto.
Tanto durante a viagem de avião quanto na mesa de trabalho, os pequenos computadores podem levar o indivíduo a adotar uma postura inadequada à região lombar, dando início a um repetitivo e perigoso esforço.
Ainda que a educação postural tenha sua fase mais importante na infância, especialistas garantem que cuidados na fase adulta também podem evitar muitas dores.
A ergonomia correta, tais como posição e tamanho da cadeira, da mesa, do computador e do teclado, são algumas das medidas que podem prevenir os defeitos posturais.
Entretanto, problemas posturais não se restringem ao ambiente de trabalho. “É sempre bom lembrar que a má postura pode ser adotada num sofá ou mesmo na cama, assistindo à televisão ou dormindo sentado, por exemplo, o que também provocará dores”, explica a médica Kéti Stylianos Patsis, presidente da Associação Paranaense de Medicina do Trabalho.
A reeducação postural passa pela escolha correta dos equipamentos de trabalho. Além disso, deve estar associada a exercícios como caminhadas, alongamentos, yoga e hidroginástica, pelo menos três vezes por semana.
Além dos exercícios convencionais, algumas dicas podem ajudar o trabalhador a amenizar os efeitos da dor na hora em que ela começa a incomodar. “Adaptar sempre os móveis à altura, mantendo os cotovelos na altura da mesa e, se os pés não alcançarem o chão, colocar um apoio sob eles”, aconselha.
Relaxar os ombros, fazer pequenos intervalos, permanecer em pé por alguns minutos, dar alguns passos de vez em quando e olhar para objetos mais próximos e mais distantes do que a tela do computador também aliviam a sensação de desconforto e fadiga.
Para garantir o conforto das costas, o encosto da cadeira deve permitir a melhor distribuição do peso corporal e preferencialmente possuir suporte de braços. E como forma de minimizar o esforço de alcance e promover uma posição de ombros confortáveis, a especialista recomenda: “Os objetos muito usados devem ficar ao alcance das mãos, sem que os cotovelos precisem ser estendidos”, finaliza.
Fonte: O Povo
Manter uma postura incorreta é o mesmo que gestar uma doença silenciosa por anos a fio até ela se manifestar na fase adulta. E a preocupação de especialistas aumenta por causa da correria dos tempos modernos e o sedentarismo. Por isso, os palavrões ergonomia ou ergonometria maneira como as pessoas se postam tanto em casa quanto no trabalho devem cada vez mais fazer parte do cotidiano de todos, desde a infância.
O ortopedista Leopoldo Hoffmann Storti aponta que a má postura é resultado de uma somatória de fatores como ausência de orientação e educação postural desde os primeiros anos de vida, da agitação da vida moderna e da falta de atividade física para reforçar a musculatura. Storti falará hoje sobre a Importância da Ergonomia no dia-a-dia, para funcionários da Folha durante a IX Semana Interna de Prevenção de Acidentes no Trabalho (Sipat).
Ele explica que a postura inadequada acarreta problemas principalmente à coluna (pescoço, lombar e dorsal). Todo o vício de postura recai sobre a coluna, a estrutura que mais sofre com isso, ressalta. A postura incorreta pode provocar, por exemplo, uma artrose precoce, que é a degeneração das articulações.
E é um mal silencioso. No início, segundo o especialista, os sinais de alerta são praticamente imperceptíveis, pois não causam desconforto, e só começam a ser sentidos com o passar dos anos. Ergonomia é sinônimo de qualidade de vida e é preciso cuidar da postura desde criança para não ter problemas no futuro, alerta o médico. Por isso, avalia Storti, as primeiras orientações posturais deveriam ser feitas já no ambiente escolar para que fosse sendo forjado o hábito de uma postura correta.
Para corrigir a postura e proteger a coluna de problemas futuros, o ortopedista indica atividades físicas sem impacto, como caminhadas e natação, pois músculos reforçados protegem melhor o corpo. Nos casos mais sérios, a atividade física deve ser acompanhada de sessões de fisioterapia.
Fonte: Portal da Educação Física
O uso excessivo do computador pode trazer prejuízos não só à saúde dos olhos. A coluna e as articulações podem sofrer com a falta de cuidados com regras básicas na hora de ficar à frente da tela por muito tempo. E quando a dor aparece, é hora de rever o que está acontecendo de errado.
“A postura é uma questão essencial para quem trabalha com o computador, passa horas jogando ou navegando na internet. O corpo precisa ter uma boa acomodação para não ser prejudicado. É necessário ter o que chamamos de ergonomia, ou seja, adaptar o ambiente às suas necessidades para não perder o bem estar”, afirma o ortopedista Guillermo Tierno.
Não é o caso de Gabriel Vieira. Além de estar no grupo dos que passam horas na frente do PC, jogando games on-line, sem uma proteção adequada aos olhos, ele também afirma que, algumas vezes, sente a coluna “acusar” que tem algo errado. “Depois de um tempo, sinto algumas dores nas costas, de leve, mas acho normal, já que fico tanto tempo numa mesma posição”, afirma.
O normal, porém, pode sair muito caro. “A dor indica que algo está sobrecarregando as articulações e que a postura não está adequada. No momento, pode ser só uma dorzinha, porém, mais na frente, pode causar lesões sérias e até mesmo surgir a necessidade de tratamento para regular a postura e minimizar as dores”, pondera o especialista.
Mateus Pereira, de 16 anos, em um dos muitos passeios demorados pelos programas de conversa instantânea e comunidades do Orkut, sentiu uma fisgada nas costas. “Doeu muito. Acho que fiquei bastante tempo numa mesma posição”, admite.
Pra não cair nas “garras” das dores nas costas, as dicas são simples: “A cadeira tem que ter apoio para os cotovelos e para a cabeça. A região lombar tem que estar bem acomodada, e o teclado tem que estar na altura dos cotovelos. É essencial também que, a cada 40 minutos de atividade ininterrupta, o usuário faça uma breve pausa e uma série de alongamentos”, aconselha o ortopedista.
A preocupação do médico, porém, vai além da questão física. Segundo Guillermo Tierno, a ritmo da vida moderna forçou uma modificação no estilo de vida pessoas e coisas importantes para a saúde deixaram de ser feitas. E os jovens são os principais afetados.
“Atividades físicas estão sendo trocadas por horas na frente do computador. Percebo que os pacientes jovens entram cedo num ritmo de vida sedentário, quando deveriam estar com disposição pra encarar uma vida mais ativa. É preciso que os pais também acompanhem de perto essa mudança pra poder oferecer opções”, afirma.
A psicóloga Tânia Duplat chama a atenção para um outro viés do uso excessivo do computador que pode trazer conseqüências negativas. “Os jovens precisam de um tempo para o convívio social. Não é positivo que se gaste muito tempo somente no universo digital”, diz Tânia.
Fonte: A Tarde Online
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