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As mudanças que ocorrem na gestação não são apenas hormonais e emocionais, são também posturais. À medida que avança, as alterações em músculos, articulações e coluna vertebral também progridem.
O método Pilates é um programa de exercícios que pode trazer conforto à gravidez e ao parto, com foco na estabilidade da musculatura postural e do assoalho pélvico e no fortalecimento e alongamento suave dos músculos. Melhora a concentração, a força postural, o equilíbrio, a coordenação e a qualidade dos movimentos, sem sobrecarregar as articulações. Consequentemente auxiliará a prevenir as dores lombares, ombros caídos e tensão no pescoço. Os trabalhos científicos sobre Pilates na gestação são, na sua maioria, realizados pela área da Fisioterapia; sendo raros os estudos pela Obstetrícia.
Além do estrogênio e da progesterona, outro hormônio, chamado relaxina também se eleva. A relaxina proporciona maior mobilidade aos ligamentos, permitindo a estabilidade das articulações. As articulações que conectam os ossos da pelve tornam-se mais frouxas e alongadas, preparando-se para o parto. Contudo, a estabilidade articular é reduzida. O método Pilates incentiva o controle muscular postural, que compensa os ligamentos enfraquecidos, ajudando a evitar os problemas comuns nas articulações e a tensão lombar. As técnicas de respiração trabalhadas no Pilates também ajudam a relaxar e respirar com mais eficiência, induzindo a calma e reduzindo de forma eficaz os níveis do cortisol, que é o hormônio do estresse.
A freqüência cardíaca da grávida não é elevada pelos exercícios específicos de Pilates, direcionados para gestantes. Os movimentos do método Pilates ajudam a melhorar a circulação, principalmente nos membros inferiores e reduzem a tensão na parte superior das “costas” e nos ombros, ocasionados pelo aumento das mamas. No método Pilates, o equilíbrio do tronco é fornecido pelos músculos abdominais, principalmente o transverso do abdômen, o qual emerge da pelve e se infiltra na caixa torácica e no diafragma, envolvendo o tórax como uma cinta larga. Um músculo transverso fortalecido evitará que a pelve se desloque muito para frente, causando desconforto na região lombar inferior durante os estágios finais da gravidez. Este também é o principal músculo usado durante o trabalho de parto normal.
Outro grupo de músculos importantes durante a gestação, que é trabalhado pelo método Pilates, são os do assoalho pélvico. Esses agem como uma espécie de rede, passando do osso púbico na frente da pelve para o cóccix nas costas e saindo em cada lado do ísquio (ossos de sentar). A uretra, a vagina e o ânus separam esta faixa de músculo semelhante a uma rede. Ao redor da uretra, da vagina e do ânus, existe um músculo em forma de “8″ chamado pubococcígeo. Fortalecer este músculo é fundamental para prevenir possíveis problemas nos intestinos e bexiga.
Benefícios de um assoalho pélvico fortalecido:
. Melhora a capacidade de estirar e relaxar com mais facilidade durante o parto;
. Melhora a circulação para a região pélvica;
. Promove a rápida recuperação e cicatrização, auxiliando na reconquista de boa qualidade muscular após o parto;
. Previne a incontinência urinária por esforço;
. Apóia os órgãos da pelve;
. Previne o mau alinhamento das articulações do quadril e sacroilíacas (que formam uma interligação entre a parte posterior da pelve e os ossos do quadril);
. Promove a estabilidade da musculatura postural.
Os exercícios são adaptados conforme cada fase da gestação, inicial, intermediária e final, além do pós-parto imediato e seis semanas após.
Antes de iniciar ou continuar os exercícios do método Pilates, um obstetra deve ser consultado, com a finalidade de identificar algumas contra-indicações a exercícios físicos, como sangramento via vaginal, placenta baixa, gestação múltipla, trabalho de parto prematuro, hematoma retro-placentário, ameaça de aborto, hipertensão, diabetes, cardiopatias e outra doença de base.
A consciência postural apresenta benefícios para toda a vida, não somente na gestação. Ficar de pé, sentar-se, caminhar, levantar-se depois de estar sentada, sentar-se ereta depois de estar deitada, aprender a levantar-se corretamente é alguns dos benefícios para o corpo proporcionado pelo método Pilates.
Mulheres que nunca praticaram o Pilates não devem iniciá-lo na gestação; àquelas que já praticavam previamente devem iniciá-lo novamente após o terceiro mês de gravidez.
Uma alerta importante é escolher um profissional com formação específica em Pilates e experiência com gestantes. Outro cuidado é evitar a prática com muitas pessoas ao mesmo tempo. Um profissional deve orientar preferencialmente a gestante individualmente, evitando o risco de lesões.
Uma opinião sobre o método Pilates só é possível depois de praticá-lo. Estou praticando este método há algum tempo com uma profissional especializada e já percebo importantes mudanças no corpo.
Relaxar o corpo, ter uma postura correta, melhorar a circulação sangüínea e acabar com dores musculares e até cólicas menstruais. Esses são alguns dos benefícios que, segundo os especialistas, podem ser conseguidos com a prática de alongamento, que é composto por uma série de exercícios de movimento estático, que trabalha a musculatura e postura corporal na parte cervical, coluna, membros e regiões pélvica, torácica e lombar.
A musculatura se contrai nas atividades que fazemos diariamente ou pela postura incorreta. O alongamento vai justamente relaxar o estresse muscular, causado por um trabalho repetitivo. O corpo, após as diversas atividades do dia, tem a necessidade de passar por uma sessão de relaxamento, o que vai trazer o equilíbrio do corpo e da mente.
Qualquer pessoa pode e deve fazer alongamento. O melhor horário para se fazer os exercícios é de manhã. Nesse horário o corpo está vindo de horas de relaxamento provocadas pelo sono, se preparando para iniciar um dia de atividades. Espreguiçar-se de manhã já é uma forma de colocar o corpo em movimento. Nessa hora ele está menos flexível do que à tarde. Mas para as pessoas que têm um dia de trabalho muito repetitivo e de má postura, como usuários de computador ou dentistas, o ideal é que também se faça alongamento após o trabalho.
Antes da atividade física o objetivo do alongamento é evitar lesões. Depois, relaxar naturalmente a musculatura. Uma pessoa muito musculosa pode ter dificuldade em conseguir alongar por causa do encurtamento dos músculos. Se for seu caso, peça auxílio a um professor.
Uma boa dica para melhorar a amplitude do movimento é soltar todo o ar dos pulmões. A genética determina se uma pessoa é mais ou menos flexível. Existe um limite, mas é claro que é possível melhorar.
fonte: Equipe Bem Star
Você ficou alguns meses sem malhar e um dia resolve se matricular na academia novamente e recuperar o tempo perdido. Então, faz os exames médicos, compra uma roupa nova para ganhar pique e pega o bom e velho tênis… opa! Por que na hora de retomar o ritmo nas atividades físicas ou de começar um treinamento, o tênis não se renova como faz o guarda-roupa?
Não basta só estar bonitinhos e aparentemente novo e conservado para se tornar um bom tênis para sua atividade física: ele precisa ser adequado ao impacto de cada atividade! Por isso, a beleza pode ser importante, mas a qualidade é fundamental.
Um tênis inadequado pode causar lesões, dores nas costas, comprometer as articulações dos joelhos e tornozelos, além de atrapalhar a atividade física.
Cada atividade pede um tipo de tênis
Os tênis modernos são desenhados de acordo com o esporte praticado a fim de se alinhar ao movimento que cada pessoa faz. Na hora de escolher seu tênis, não ignore o fato de que existem os que são feitos para basquete, o que são apropriados para corrida e os que são aconselhados para caminhadas, por exemplo. Realmente existe um motivo para estas classificações.
O tênis de basquete é feita para permitir uma mobilidade de saltos e giros sem o risco de torções. Os tênis de caminhadas e corrida, como os esportes não exigem movimentos laterais, têm solados mais finos, mas em compensação precisam ter um bom sistema de amortecimento, qualidade para garantir a durabilidade e um bom suporte para o pé.
“Recomendamos tênis com um bom sistema de amortecimento para todas as atividades e modelo com sistema anti-torção para práticas como jump fitness, step e aeroboxe, que exigem movimentos laterais” explica a personal trainer Marcela Spadoto, da Academia Gustavo Borges, no Morumbi (SP). “Não recomendo tênis com molas porque eles prejudicam a adereência. Eles podem ser usados no dia-a-dia, mas não em atividades físicas”.
Professora de ginástica, step, jump, localizada, entre outras atividades, Marcela também ensina uma dica preciosa. “É aconselhável alternar os dias do uso do tênis para evitar que ele se desgaste rápido demais” afirma ela. “Pessoas com sobrepeso com com pisada pronada, ou seja, que pisam torto, devem ficar atentas ao desgaste da sola também”.
Se ficar na dúvida sobre que tipo de tênis usar, de preferências ao que têm sistema de mobilidade, pois ele se adaptam a cada tipo de modalidade e de solo.
Aprenda a conservar seu tênis
Use sabão neutro, sem alvejantes ou detergentes. Limpe somente a parte externa. Depois de limpo tire o sabão com pano úmido.
Nunca use máquina de lavar, não deixe seu tênis de molho nem enxágüe na torneira. Use sempre o mínimo de água possível.
Para secar, coloque o seu tênis na sombra, com o solado para baixo. Nunca use secadora nem o exponha a calor intenso.
Fonte: Bem Leve
Estamos no início do ano letivo, alunos de escolas particulares e públicas já estarão de volta aos bancos escolares. A correria para reunir o material escolar já começou para muitos pais, mas ainda há tempo para pensar sobre um tema muito importante para a saúde de crianças e adolescentes: a escolha da mochila.
Os pais precisam ficar atentos para os riscos de uma mochila inadequada, desproporcional e muito pesada. Para enumerar apenas alguns “efeitos colaterais” de uma mochila errada, cito dores nas costas, postura incorreta e desvios na coluna vertebral. O peso em excesso, por exemplo, pode dar origem a danos vitalícios, sobretudo comprometer a qualidade de vida e a mobilidade futura. Os males mais comuns do excesso de peso são a cifose (corcunda), a escoliose (desvio lateral) e a lordose (desvio para cima no final da coluna). Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam que 85% das pessoas sentem dores nas costas decorrentes de problemas na coluna. E essa dor pode estar relacionada com o peso da mochila utilizada na infância e adolescência.
O risco apresentado pelas mochilas não reside apenas em modelos inadequados, mas na forma como são utilizadas. Um dos erros mais frequentes acontece quando o estudante utiliza apenas uma das correias no ombro e sobrecarrega um lado do corpo. A maneira correta é utilizar duas correias. Além disso, é preciso arrumar os objetos dentro da mochila de forma a que os itens mais pesados estejam no fundo e próximos ao corpo. A moda sugere que as alças da mochila fiquem compridas, mas os pais precisam coibir essa posição. A mochila deve ser posicionada oito centímetros acima da cintura. Cabe aos pais lembrar que a questão é a saúde e não a moda! Uma referência essencial é que o peso da mochila não deve nunca ultrapassar o equivalente a 7% do peso da criança ou adolescente.
Um outro ponto relevante é o uso racional do material escolar. Os estudantes tendem a levar material que não precisam pela preguiça de arrumar diariamente a mochila apenas com livros e cadernos correspondentes às aulas do dia. Nesse caso, a minha sugestão é que as escolas pensem no modelo americano, no qual há divisões especiais das matérias diárias ou armários para que os alunos guardem alguns materiais escolares. Além disso, o planejamento das aulas pode evitar que em um único dia da semana o aluno tenha que levar materiais de disciplinas diversas. A escola deve ser parceira dos pais para evitar que a criança carregue peso excessivo.
No que se refere ao modelo mais adequado, os pais devem incentivar os filhos a usar a mochila com rodinhas. Em resumo, na hora da compra atenção aos seguintes itens:
Fonte: Repórter Diário
Para se manter saudável e longe de problemas de postura, os médicos sempre fazem diversas recomendações. Entretanto, com a correria do dia-a-dia, muitas vezes ignoramos ou nem percebemos o mal que podemos estar fazendo para a nossa coluna. “A degeneração da coluna é resultado de vários fatores em conjunto, como genética, hábitos de vida, atividade física, obesidade, sobrecarga da coluna no passado, entre outros”, explica Eduardo Puppi Moro, neurocirurgião do Hospital Nossa Senhora das Graças.
Todos os nossos descuidos podem causar diversos problemas de coluna como escoliose (desvio da coluna vertebral, que pode ser cervical, torácica ou lombar), lordose (aumento da curvatura lombar) e a cifose, conhecida popularmente como corcunda, quando a pessoa joga os ombros para frente, e distúrbios de crescimento, no caso de crianças. Todos esses desvios, se acentuados, além do mau efeito estético, podem ocasionar dores e outras complicações se não forem tratadas.
De acordo com Renato Raad, ortopedista do Hospital Nossa Senhora das Graças, todos esses desvios podem ser resolvidos, desde que se realize alguma atividade para regular a postura. “Além da fisioterapia, técnicas como Pilates, que fortalece e alonga os músculos e RPG (Reeducação Postural Global) são muito eficientes nessa correção”, aponta.
Uma medida que ajuda deixar a coluna em ordem é a prática de exercícios físicos frequentemente, no mínimo, três vezes por semana e nunca esquecer de alongar-se antes e depois da atividade. “O alongamento prepara os músculos e relaxa o corpo. Exercícios sem alongamento podem causar lesões e deixar ligamentos e músculos sobrecarregados”, alerta o ortopedista.
Os piores inimigos da coluna
Carregar peso é uma dos principais problemas que acabamos cometendo. Como passamos muito tempo fora de casa, precisamos levar cada vez mais coisas em bolsas e mochilas. A moda também contribui: as bolsas enormes – chamadas de maxi bolsas – acabam contribuindo para que mais peso seja carregado. “Um sobrepeso em somente um lado do corpo pode causa dor, principalmente se induzir a má postura”, esclarece o neurocirurgião.
O peso ideal que adultos e crianças podem carregar sem causar danos e lesões, é entre 10 e 15% do peso corporal. “Pessoas com um bom condicionamento físico podem suportar até 20% do peso corporal”, afirma o ortopedista Renato Raad. Porém, é importante ficar atento para a maneira correta de carregar bolsas e mochilas. “Deve-se revezar a bolsa nos ombros e carregar o mínimo de peso. No caso de mochilas, o ideal é carregar com as duas alças nas costas e uma cinta abdominal. Você distribui o peso e não sobrecarrega tanto as costas”, observa o ortopedista.
Os saltos altos, preferidos das mulheres, também causam uma maior sobrecarga para a coluna. “Não há maiores restrições no uso esporádico, contanto que se use o bom senso e vigie qualquer sinal de dor durante o uso. Entretanto, a melhor opção é dar preferência para os saltos baixos”, ressalta o neurocirurgião Eduardo Puppi Moro.
E para quem está acima do peso, cuidado! A obesidade e o sobrepeso são prejudiciais à coluna, principalmente se houver a formação da famosa “barriga”. “Ela sobrecarrega a coluna lombar e pode acelerar o processo degenerativo da mesma”, salienta Dr. Eduardo.
Fonte: Expressacom
Os erros de postura são a principal causa das dores nas costas. De cada dez pessoas que têm um vício postural para sentar, andar ou deitar, sete deles sofrem de algum problema na coluna. Prevenir o incômodo das dores nas costas é bastante simples, basta tomar alguns cuidados como:
Fonte: Portal Unimed
Técnica de Reconstrução Músculo-Articular da Coluna Vertebral apresenta 87% de bons resultados
A dor na coluna é a segunda maior fonte de reclamação das pessoas. E segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde, 85% da população vai viver ao menos um episódio de dor nas costas ao longo da vida. O problema pode começar por causa de uma postura errada indo até problemas mais graves como os processos degenerativos (artrose, hérnia de disco, protusão discal, etc). Para o professor e fisioterapeuta Helder Montenegro, do ITC Vertebral, os problemas seriam bem menores se as pessoas mudassem alguns hábitos e fortalecessem os músculos posturais, responsáveis por dar sustentação à coluna.
“A técnica de Reconstrução Músculo-Articular da Coluna Vertebral - RMA Vertebral – une o trabalho da fisioterapia manual com a tecnologia das mesas de tração e descompressão e do Stabilazer (equipamento que condiciona o paciente a usar o músculo transverso do abdômen), e exercícios de musculação. A união de todos esses fatores permite que o paciente não tenha mais dor e inicie um trabalho focado no fortalecimento dos músculos posturais. O resultado apresentado equivale a 87% dos casos resolvidos”, afirma professor e fisioterapeuta Helder Montenegro, autor da técnica e fundador do ITC Vertebral.
O primeiro passo para quem busca colocar a coluna em ordem é fazer uma boa avaliação, identificando as causas da dor. São feitos testes ortopédicos e fisioterapêuticos específicos, de mobilidade, de força, de alongamento muscular e do sistema nervoso para saber qual é a situação clínica do paciente. Com o quadro definido, o tratamento é iniciado. Neste momento, as mesas de tração e descompressão são importantes, pois diminuem a compressão sobre a raiz nervosa dando mais espaço para os nervos.
“No primeiro momento, vamos trabalhar para tirar a dor. Depois focaremos no fortalecimento e daremos orientações para que o paciente tome alguns cuidados no dia-a-dia. Esses cuidados, por serem preventivos, são fundamentais para qualquer pessoa, mesmo as que nunca sentiram dores. O último passo do tratamento é a manutenção, para isso indicamos pilates e/ ou musculação. No entanto, tanto os exercícios de pilates quanto de musculação precisam ser bem orientados porque, do contrário, as dores podem voltar”, explica o fundador do ITC Vertebral.
Sobre o ITC Vertebral
O Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral, fundado pelo professor de pós-graduação e fisioterapeuta Helder Montenegro, oferece a técnica exclusiva de “Reconstrução Músculo-Articular da Coluna Vertebral - RMA da Coluna Vertebral”, que utiliza técnicas da Fisioterapia Manipulativa, Mesa de Tração Eletrônica, Mesa de Descompressão Dinâmica, Estabilização Segmentar Vertebral e exercícios de musculação. Com o reconhecimento e o respeito de fisioterapeutas no mundo inteiro, a técnica tem ganhado espaço no mercado brasileiro devido ao elevado índice de bons resultados para pacientes que sofrem de dores nas costas. O ITC Vertebral possui clínicas em Fortaleza, Sorocaba, São Paulo, Manaus e, em breve, Londrina, Natal, São Luís e Rio de Janeiro.
Fonte: ClicNews
Vida sedentária, excesso de exercícios e más postura podem prejudicar seria e irreversivelmente sua coluna vertebral.
Um é pouco, dois é bom, três é demais.” O ditado se aplica também aos exercícios. E o que garante o reumatologista José Knoplich, autor do livro Viva Bem com a Coluna que Você Tem. “Tanto os exercícios em excesso quanto a ausência deles prejudicam a coluna”, garante. “Os riscos ainda podem se agravar se a atividade física for mal orientada.”
Desde a década de 80, quando a malhação começou a virar moda, os casos de espondilolistese (escorregamento de uma vértebra sobre a outra) aumentaram cinco vezes. “O excesso de torções na coluna e os exercícios de alto impacto podem desencadear esse tipo de problema, principalmente para quem já tem certa predisposição”, diz Knoplich.
A precaução contra esses males não é abandonar a atividade física, mas praticá-la em doses homeopáticas: musculação, aeróbica e ginástica localizada devem ser feitas moderamente, cerca de meia hora por dia. Já natação e passeios de bicicleta podem chegar a uma hora. Sedentarismo, com certeza, é a pior escolha. As dores nas costas provocadas, em sua maioria, pela falta de atividade física são uma das principais causas do afastamento dos brasileiros do trabalho.
Cerca de 80% dos adultos têm algum desconforto associado ã coluna verte¬bral ao longo da vida”, alerta Knoplich. A falta de atividades físicas provoca a atrofia dos músculos responsáveis por parte da sustentação da coluna. Com isso, desencadeia-se um processo de desgaste que, muitas vezes, resulta em dores fortes e desagradáveis.
Existe mais um agravante: as cadeiras ou mesas de escritório que são muito altas ou baixas. Segundo a fisioterapeuta Raquel Casarotto, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. o ideal é que os joelhos fiquem num ângulo de 90° e os pés no chão, enquanto as costas permanecem apoiadas no encosto da cadeira. A mesa, por sua vez, deve ficar 5 cm acima do umbigo. Caso contrário, a tendência é inclinar a cabeça para a frente, o que pode acabar pronvocando uma tensão acentuada na musrulatura do pescoço.
Fonte: Vida Saudável
A confusão persiste: o Pilates é de fato um condicionamento físico ou se trata de fisioterapia?
O método não é recente, no entanto, como tem sido visto como a prática da vez, eleita entre o Yoga e tantas outras que visam deixar o corpo em forma e a mente no lugar, só por isso já merece uma atenção mais apurada.
Problemas das mais diversas ordens, entre atletas de alto desempenho - decorrente de excessos nos treinamentos -, pessoas com a musculatura encurtada ou fraqueza nos membros, dores nas costas, enfim, uma gama de situações recebem indicação da prática do Pilates, criada por um alemão que a batizou com seu próprio nome em meados do século passado. Na época, seu objetivo era contribuir para reabilitar das seqüelas ex-combatentes de guerra.
Conforme a fisioterapeuta Ingrid Quartarolo, o Pilates foi uma alternativa que a ajudou - e muito -em sua recuperação, quando era judoca da seleção brasileira. Praticante do esporte desde os 15 anos, ela chegou a fazer uma hérnia de disco, por se exceder nos treinos (em média, oito horas por dia), o que a levou tanto à indicação médica da Reeducação Postural Global (RPG), incluindo ainda exercícios de Pilates.
A própria escolha da faculdade e carreira da atleta foi feita à dedo. Como vivia machucada, optou pela Fisioterapia para poder aprender a se tratar com propriedade e ajudar seus colegas. ‘‘Quando me vi impossibilitada de continuar no judô, em decorrência da hérnia de disco, o auxílio de fisioterapeutas foi fundamental, sobretudo específicos para cada uma dessas abordagens. Isso me ajudou tanto a sair da crise como, em alguns meses, poder voltar a treinar’’, lembra.
Avaliação clínica
Já na faculdade, passou a trabalhar com o Pilates de forma específica, buscando formação com profissionais de renome, fora do País, antes mesmo de concluir o curso. Conta que não se interessou tanto pela parte do preparo físico, e sim pela possibilidade de reabilitação física e, sobretudo, prevenção de lesões que o Pilates oferece. Com o tempo, foi se envolvendo tanto com a técnica ao ponto de criar o Pilates Contemporâneo, que inclui essencialmente uma avaliação clínica fisioterápica e acompanhamento mais direto com cada paciente.
O que difere o Pilates de academia do contemporâneo, descreve, é a forma como o praticante é abordado. Ou seja, fazer uma aula dessa técnica em uma academia pode até ‘‘forçar’’ demais sem a pessoa ter o mínimo preparo. Causar lesões não deve fazer parte de um condicionamento físico apropriado. Se bem prescrito, será realmente efetivo. Do contrário, pode ser até mesmo contra-indicado.
Curso
Ingrid Quartarolo está em Fortaleza onde ministra o curso de Pilates Contemporâneo até o dia 27, quando inicia o módulo seguinte, o de Pilates com bola. O primeiro é destinado a fisioterapeutas, por enfocar a abordagem sobre a dimensão clínica. Quartarolo apresentará os aspectos práticos e teóricos que integram os cerca de três mil exercícios em máquinas e no solo. Até o dia 29, na seqüência, Quartarolo aprofunda a abordagem com bolas, tanto voltado para fisioterapeutas quanto para educadores físicos. Além de recurso lúdico, a bola oferece possibilidades de execução com melhor preparo físico.
Por Rose Mary Bezerra
Fonte: Viva - Diário do Nordeste
O estresse, a postura inadequada ou mesmo um movimento brusco, são as principais causas de dores que atingem as costas de centenas de pessoas, mais precisamente toda a extensão da coluna vertebral, desde cima onde tem início na cabeça e desce pelo pescoço, até embaixo, no quadril.
Dependendo do grau do problema e de sua causa, uma simples sessão de Terapia Manual é capaz de pôr fim a dor do paciente.
Caso isso não seja possível, o tratamento é gradativo, agindo tanto no combate a dor como chegando a causa dela, sendo assim possível cura-la.
“A Terapia Manual é uma técnica da fisioterapia que utiliza os movimentos do próprio paciente no alívio da dor e na recuperação da função. Ela usa como instrumento as mãos do fisioterapeuta, que estará trabalhando para tratar as disfunções, normalizar os tecidos, restabelecer a mobilidade articular e devolver saúde ao organismo”, explicou a fisioterapeuta Dra. Vivian Maria da Silva Ziroldo, especialista em Terapia Manual que integra a equipe da Cosenza Fisioterapia.
A Terapia Manual classifica as algias da coluna em três diferentes categorias, veja quais são: Síndrome Postural – é a deformação mecânica de origem postural que promove dor, devido os tecidos do redor dos segmentos da coluna estarem submetidos a estresses decorrente de má postura, sendo que neste caso, o tratamento tem como objetivo a correção e orientação postural; Síndrome da Disfunção – os tecidos ao redor dos segmentos vertebrais apresentam-se encurtados ou fibrosados. Ao realizar um movimento normal, esses tecidos são submetidos a alongamento, gerando aumento de tensão e dor, neste caso o tratamento consiste no alongamento de partes moles através de pompagem (utilização apenas dos dedos do fisioterapeuta); e Síndrome do Desarranjo – ocorre uma desestruturação das superfícies articulares das vértebras. Pequena profusão do disco intervertebral pode provocar a limitação de movimentos e causar deformidades. o tratamento neste caso é aplicado à redução do disco, recuperação da função, prevenção e orientação postural.
Mas para que seja feito o tratamento correto através da Terapia Manual, ou em casos específicos que o fisioterapeuta opte por outro tipo de tratamento, até mesmo indicando um outro profissional ao paciente, é fundamental que ocorra uma avaliação completa, onde será possível diagnosticar o ponto da dor, ou pelo menos a provável causa.
Tudo vai depender do diagnóstico, pessoas que respondem bem à técnica são aquelas que sofrem de dores agudas, subagudas ou crônicas da coluna vertebral.
Fonte: Folha de Mirassol Online
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