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O seu esporte está causando dores?


Praticar exercícios de forma correta não deixa nenhuma lesão

A lombalgia, comumente chamada de dor nas costas ou relatada pelo paciente como travar, é causada por instabilidade lombar e desencadeada por diversas situações. No caso dos corredores, ela pode surgir durante ou após treinos longos e/ou de subidas. Porém, a causa não é a corrida, mas, dentre outros fatores, temos: desalinhamento articular, pouco alongamento, fraqueza muscular e tensão miofascial. De maneira preventiva é importante alongar os músculos glúteos, piriforme, posteriores da coxa, lombares, grande dorsal, flexores do quadril; fortalecer os multífidos e transverso do abdômen.
Com o alongamento se obtém uma diminuição das tensões musculares (relaxamento); melhora da amplitude de movimento; melhora da consciência corporal e melhora da circulação. O fortalecimento dos músculos multífidos e transverso do abdômen promovem uma propriocepção da coluna vertebral e sua estabilização. A propriocepção é a capacidade de perceber a posição de cada parte do corpo sem utilizar a visão, permitindo a manutenção do equilíbrio e favorecendo a postura.
Todos os músculos do corpo são envolvidos por um tecido conjuntivo chamado fáscia. Através da pressão nos locais de restrições musculares, obtém-se aumento da circulação sanguínea na região, alterações bioquímicas locais, e dessa forma um alongamento da fáscia, e por consequência do músculo. Dentre os possíveis tratamentos da lombalgia, deve ser aplicada a massagem miofascial, que possibilita melhora da tensão miofascial, a qual gera efeitos favoráveis observáveis em partes do corpo, distantes da parte que estava sendo tratada. Restabelece-se a função tônica, melhora a amplitude do movimento, promove a reorganização do sistema esqueleto-muscular. O desalinhamento articular deve ser tratado por fisioterapeuta que fará o reequilíbrio biomecânico das articulações e das cadeias musculares. Se você mantém todos os cuidados iniciais de fortalecimento e alongamento e a dor persistir, procure um fisioterapeuta ou médico. Portanto, não tenha medo de correr. Não é a corrida que provoca a lesão, mas a falta de condicionamento muscular e equilíbrio articular.

Dores nas costas são mais comuns entre os fumantes, indica estudo


As pessoas que fumam, especialmente os mais jovens, têm mais chances de apresentar dores lombares do que aquelas que nunca fumaram, segundo estudo publicado este mês no American Journal of Medicine. Examinando dados de 40 estudos envolvendo mais de 300 mil adultos e adolescentes, pesquisadores finlandeses concluíram que o tabagismo está “modestamente” associado com o risco de dor lombar – que afeta oito em dez adultos em algum momento da vida –, e os efeitos podem ser “parcialmente reversíveis”.

“Os fumantes atuais têm apenas 31% maior risco de dores lombares, comparados com aqueles que nunca fumaram, mas esta estimativa é apenas para dor na parte inferior das costas por um dia ou mais durante os 12 meses anteriores”, destacou Rahman Shiri, do Instituto Finlandês de Saúde Ocupacional. Segundo os autores, essa associação seria ainda mais forte para a dor crônica e incapacitante, embora nenhum estudo tenha determinado se seria uma relação de causa e efeito.

De acordo com os autores, os resultados apontaram, ainda, uma maior vulnerabilidade dos mais jovens aos efeitos do cigarro, porque a associação entre o tabagismo e a dor foi mais forte entre os adolescentes pesquisados, comparados aos adultos. Uma explicação para esses resultados seria a maior facilidade em identificar e estudar a lombalgia em pessoas mais jovens. Outro resultado interessante da pesquisa é a possibilidade de reversão desses efeitos, pois os participantes que haviam parado de fumar pareciam procurar menos atendimento para a lombalgia do que os fumantes.

Os cientistas ainda não sabem as razões da associação entre o tabagismo e as dores lombares, mas apontam uma série de possíveis explicações, incluindo a redução do suprimento de sangue à coluna, o aumento do risco de osteoporose e o aumento da circulação de substâncias tóxicas e inflamação pelo organismo. Por isso, mais estudos são necessários.

Fonte: gazetaweb;American Journal of Medicine. Janeiro de 2010.

Fuja das dores de coluna


Hábitos simples previnem mal que impede 90% dos adultos de trabalhar ao menos um dia

Dores na coluna afetaram recentemente os cantores Roberto Carlos e Beth Carvalho, que precisaram alterar as programações de fim de ano devido ao problema. Segundo o comitê de coluna da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, 90% dos adultos terão crise de dor nas costas que os impossibilitará de trabalhar pelo menos um dia. Dicas simples, no entanto, podem ajudar a evitar o problema.

 “As pessoas passam muito tempo sentadas de forma errada, por exemplo. O ideal é que os pés estejam apoiados para que os joelhos fiquem levemente mais altos do que o quadril”, explica o vice-presidente do comitê, Sérgio Zylbersztejn. Segundo o ortopedista, outro cuidado necessário é não permanecer mais de uma hora sentado. “É importante se levantar para que os discos intervertebrais sejam reidratados e fiquem novamente em condições de suportar as pressões”.

Atender o telefone e apoiá-lo entre o pescoço e o ombro, por exemplo, é um grave erro, de acordo com a fisioterapeuta Marília Veras, do Studio Physius. “Esse hábito provoca dor na cervical que com o tempo pode se agravar.”

Outro erro muito comum que pode provocar dores na coluna é a postura errada ao pegar um objeto pesado do chão, como uma sacola ou caixa. “O correto é flexionar os joelhos, a agachar”, diz Marília.

Sapatos muito altos ou muito baixos também não são adequados. E eles devem ser confortáveis. “Quando o sapato machuca, a pessoa começa a mancar. Ela sai do eixo e isso pode causar dor no tornozelo, joelhos e coluna”, diz ela.

Já o hábito de espreguiçar é um grande aliado. “É um alongamento que solta as estruturas articulares e musculares. Isso ajuda a evitar contratura e estiramentos que travam a pessoa. O ideal é levantar com calma, deitar de lado, apoiar o braço e se levantar”, ensina a fisioterapeuta.

A prática de exercício físico é outra amiga da coluna. “A musculatura forte protege e segura a coluna”, diz Sérgio. Pilates, RPG e alongamentos também são boas opções.

Fonte: o dia online

POR PÂMELA OLIVEIRA

 

 

ALTERAÇÕES POSTURAIS E DESORDENS TEMPOROMANDIBULARES,ARTIGO DE REVISÃO


O estudo das Desordens Temporomandibulares (DTM) envolve polêmicas e desacertos e, diante da vasta sintomatologia torna-se impossível seu tratamento sem uma visão global dos pacientes, a postura tem sido um fator relacionado a esses distúrbios, podendo ser uma causa ou uma conseqüência dessas alterações, o objetivo desse estudo foi verificar a influência da postura global sobre as desordens temporomandibulares e as influências das desordens temporomandibulares sobre a postura e qual o papel do fisioterapeuta na intervenção desses distúrbios através de revisão bibliográfica.

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fonte:.uftm.

LER - DORT


A LER e DORT são as siglas para Lesões por Esforços Repetitivos e Distúrbios Osteo-musculares Relacionados ao Trabalho, sendo doenças caracterizadas pelo desgaste de estruturas do sistema músculo-esquelético que atingem várias categorias profissionais.

Diferentemente do que ocorre com doenças não ocupacionais, as doenças relacionadas ao trabalho têm implicações legais que atingem a vida dos pacientes. O seu reconhecimento é regido por normas e legislações específicas a fim de garantir a saúde e os direitos do trabalhador.

Sintomas da LER- DORT

Geralmente os sintomas são de evolução insidiosa até serem claramente percebidos. Com freqüência, são desencadeados ou agravados após períodos de maior quantidade de trabalho ou jornadas prolongadas e em geral, o trabalhador busca formas de manter o desenvolvimento de seu trabalho, mesmo que à custa de dor. A diminuição da capacidade física passa a ser percebida no trabalho e fora dele, nas atividades cotidianas.

As queixas mais comuns do portador de LER - DORT são:

  • Dor localizada, irradiada ou generalizada,
  • Desconforto,
  • Fadiga,
  • Sensação de peso,
  • Formigamento,
  • Dormência,
  • Sensação de diminuição de força,
  • Inchaço,
  • Enrijecimento muscular,
  • Choques nos membros e
  • Falta de firmeza nas mãos.

Nos casos mais crônicos e graves, pode ocorrer:

  • Sudorese excessiva nas mãos e
  • Alodínea (sensação de dor como resposta a estímulos não nocivos em pele normal).

Causas da LER – DORT

A LER ou DORT são as manifestações de lesões decorrentes da utilização excessiva, imposta ao sistema músculo-esquelético, e da falta de tempo para recuperação. Lesões neuro-ortopédicas como as tendinites, sinovites, compressões de nervos periféricos podem ser identificadas ou não.

Os fatores de risco não são necessariamente as causas diretas das LER - DORT, mas podem gerar respostas que produzem as LER – DORT. Os fatores de risco não são independentes, interagem entre si e devem ser sempre analisados de forma integrada. Envolvem aspectos biomecânicos, cognitivos, sensoriais, afetivos e de organização do trabalho.

Os fatores incluem:

  • Posto de trabalho que force o trabalhador a adotar posturas, a suportar certas cargas e a se comportar de forma a causar ou agravar afecções músculo-esqueléticas.
  • Exposição a vibrações de corpo inteiro, ou do membro superior, podem causar efeitos vasculares, musculares e neurológicos.
  • Exposição ao frio pode ter efeito direto sobre o tecido exposto e indireto pelo uso de equipamentos de proteção individual contra baixas temperaturas (ex. luvas).
  • Exposição a ruído elevado, entre outros efeitos pode produzir mudanças de comportamento.
  • Pressão mecânica localizada provocada pelo contato físico de cantos retos ou pontiagudos de objetos, ferramentas e móveis com tecidos moles de segmentos anatômicos e trajetos nervosos provocando compressões de estruturas moles do sistema músculo-esquelético.
  • Posturas. As posturas que podem causar LER-DORT possuem três características que podem estar presentes simultaneamente:
    • Posturas extremas que podem forçar os limites da amplitude das articulações.
    • Força da gravidade impondo aumento de carga sobre os músculos e outros tecidos.
    • Posturas que modificam a geometria músculo-esquelética e podem gerar estresse sobre tendões, músculos e outros tecidos e/ou reduzir a tolerância dos tecidos.
  • Carga mecânica músculo-esquelética. Entre os fatores que influenciam a carga músculo-esquelética, encontramos: a força, a repetitividade, a duração da carga, o tipo de preensão, a postura e o método de trabalho. A carga músculo-esquelética pode ser entendida como a carga mecânica exercida sobre seus tecidos e inclui:
    • Tensão (ex.: tensão do bíceps);
    • Pressão (ex.: pressão sobre o canal do carpo);
    • Fricção (ex.: fricção de um tendão sobre a sua bainha);
    • Irritação (ex.: irritação de um nervo).

Diagnóstico da LER – DORT

Para realizar o diagnóstico da LER – DORT, o médico busca dados por meio da história clínica, levando em consideração as atividades realizadas pela pessoa tanto no trabalho, quanto no lazer. Em seguida realiza um exame físico geral, dedicando especial atenção aos locais afetados.

Exames complementares podem ser solicitados para esclarecer o diagnóstico, incluindo:

  • Radiografias,
  • Ecografias,
  • Eletroneuromiografia,
  • Ressonância magnética,
  • Exames laboratoriais para condições reumáticas, dentre outros.

Tratamento da LER – DORT

O tratamento da LER – DORT têm início após um diagnosticado correto e deve buscar uma abordagem integrada, ao invés de tratar somente a sintomatologia:

  • Medidas ergonômicas visam à melhoria do espaço físico e dinâmico de trabalho que não induzam ao desenvolvimento da LER – DORT. Por vezes, pequenas adaptações fazem grandes diferenças. As pausas programadas podem ser consideradas atitudes ergonômicas benéficas.
  • Exercícios físicos são benéficos e incluem tanto exercícios aeróbicos, como exercícios de alongamento.
  • Fisioterapia é muitas vezes empregada na redução da dor e na recuperação da função e dos movimentos do membro afetado pela LER – DORT.
  • Medicamentos antiinflamatórios e analgésicos são utilizados para alívio da dor aguda e crônica da LER - DORT. Devem ser utilizados com cautela e recomendação médica.
  • Intervenção cirúrgica é indicada para casos associados a mal formações e deformidades ósteo-musculares irreversíveis ao tratamento medicamentoso.

Prevenção da LER – DORT

  • Identifique tarefas, ferramentas ou situações que causam dor ou desconforto e converse sobre elas com os profissionais da Comissão de Saúde Ocupacional e com sua chefia.
  • Faça revezamento nas tarefas.
  • Procure aprender outras tarefas que exijam outros tipos de movimento.
  • Faça pausas obrigatórias de 10 minutos a cada 50 minutos trabalhados, evitando ultrapassar 6 horas de trabalho diário de digitação.
  • Auxilie na identificação das posições incorretas e forçadas no trabalho. Ao mesmo tempo, procure dar sugestões sobre o que fazer.
  • Informe claramente à sua chefia quando o tempo determinado para realizar uma tarefa for reduzido.
  • Diante dos sintomas de dor ou formigamento nos membros superiores, procure um médico.
  • Procure conhecer os recursos de conforto do seu posto de trabalho.
  • Procure adotar as posturas corretas.
  • Levante-se de tempos em tempos, ande um pouco, espreguice-se, faça movimentos contrários àqueles da tarefa.
fonte: Banco de saúde

Deslizamento Miofascial


O deslizamento miofascial é uma modalidade de massagem criada na década de 70 nos Estados Unidos pelo fisioterapeuta Johnn Barnes, que era um crítico das técnicas tradicionais de fisioterapia.

Este método se baseia no princípio de que todos os músculos do corpo humano são revestidos por um tecido conjuntivo chamado fáscia. Ela não só envolve os músculos como também as vísceras, as artérias e as veias.

Através de pressão leve ou moderada, deslizando os dedos sobre o corpo do paciente, o terapeuta auxilia a aumentar a circulação sanguínea na região provocando o alongamento da fáscia e por conseqüência do músculo.

Fonte: BemStar - Corpo em movimento \Por Marco de Cardoso

Pilates para grávidas



As mudanças que ocorrem na gestação não são apenas hormonais e emocionais, são também posturais. À medida que avança, as alterações em músculos, articulações e coluna vertebral também progridem.
O método Pilates é um programa de exercícios que pode trazer conforto à gravidez e ao parto, com foco na estabilidade da musculatura postural e do assoalho pélvico e no fortalecimento e alongamento suave dos músculos. Melhora a concentração, a força postural, o equilíbrio, a coordenação e a qualidade dos movimentos, sem sobrecarregar as articulações. Consequentemente auxiliará a prevenir as dores lombares, ombros caídos e tensão no pescoço. Os trabalhos científicos sobre Pilates na gestação são, na sua maioria, realizados pela área da Fisioterapia; sendo raros os estudos pela Obstetrícia.
Além do estrogênio e da progesterona, outro hormônio, chamado relaxina também se eleva. A relaxina proporciona maior mobilidade aos ligamentos, permitindo a estabilidade das articulações. As articulações que conectam os ossos da pelve tornam-se mais frouxas e alongadas, preparando-se para o parto. Contudo, a estabilidade articular é reduzida. O método Pilates incentiva o controle muscular postural, que compensa os ligamentos enfraquecidos, ajudando a evitar os problemas comuns nas articulações e a tensão lombar. As técnicas de respiração trabalhadas no Pilates também ajudam a relaxar e respirar com mais eficiência, induzindo a calma e reduzindo de forma eficaz os níveis do cortisol, que é o hormônio do estresse.
A freqüência cardíaca da grávida não é elevada pelos exercícios específicos de Pilates, direcionados para gestantes. Os movimentos do método Pilates ajudam a melhorar a circulação, principalmente nos membros inferiores e reduzem a tensão na parte superior das “costas” e nos ombros, ocasionados pelo aumento das mamas. No método Pilates, o equilíbrio do tronco é fornecido pelos músculos abdominais, principalmente o transverso do abdômen, o qual emerge da pelve e se infiltra na caixa torácica e no diafragma, envolvendo o tórax como uma cinta larga. Um músculo transverso fortalecido evitará que a pelve se desloque muito para frente, causando desconforto na região lombar inferior durante os estágios finais da gravidez. Este também é o principal músculo usado durante o trabalho de parto normal.
Outro grupo de músculos importantes durante a gestação, que é trabalhado pelo método Pilates, são os do assoalho pélvico. Esses agem como uma espécie de rede, passando do osso púbico na frente da pelve para o cóccix nas costas e saindo em cada lado do ísquio (ossos de sentar). A uretra, a vagina e o ânus separam esta faixa de músculo semelhante a uma rede. Ao redor da uretra, da vagina e do ânus, existe um músculo em forma de “8″ chamado pubococcígeo. Fortalecer este músculo é fundamental para prevenir possíveis problemas nos intestinos e bexiga.
Benefícios de um assoalho pélvico fortalecido:
. Melhora a capacidade de estirar e relaxar com mais facilidade durante o parto;
. Melhora a circulação para a região pélvica;
. Promove a rápida recuperação e cicatrização, auxiliando na reconquista de boa qualidade muscular após o parto;
. Previne a incontinência urinária por esforço;
. Apóia os órgãos da pelve;
. Previne o mau alinhamento das articulações do quadril e sacroilíacas (que formam uma interligação entre a parte posterior da pelve e os ossos do quadril);
. Promove a estabilidade da musculatura postural.
Os exercícios são adaptados conforme cada fase da gestação, inicial, intermediária e final, além do pós-parto imediato e seis semanas após.
Antes de iniciar ou continuar os exercícios do método Pilates, um obstetra deve ser consultado, com a finalidade de identificar algumas contra-indicações a exercícios físicos, como sangramento via vaginal, placenta baixa, gestação múltipla, trabalho de parto prematuro, hematoma retro-placentário, ameaça de aborto, hipertensão, diabetes, cardiopatias e outra doença de base.
A consciência postural apresenta benefícios para toda a vida, não somente na gestação. Ficar de pé, sentar-se, caminhar, levantar-se depois de estar sentada, sentar-se ereta depois de estar deitada, aprender a levantar-se corretamente é alguns dos benefícios para o corpo proporcionado pelo método Pilates.
Mulheres que nunca praticaram o Pilates não devem iniciá-lo na gestação; àquelas que já praticavam previamente devem iniciá-lo novamente após o terceiro mês de gravidez.
Uma alerta importante é escolher um profissional com formação específica em Pilates e experiência com gestantes. Outro cuidado é evitar a prática com muitas pessoas ao mesmo tempo. Um profissional deve orientar preferencialmente a gestante individualmente, evitando o risco de lesões.
Uma opinião sobre o método Pilates só é possível depois de praticá-lo. Estou praticando este método há algum tempo com uma profissional especializada e já percebo importantes mudanças no corpo.

Caminhada ajuda a combater as dores do corpo no inverno


Apesar dos poucos estudos sobre o impacto da baixa temperatura no organismo das pessoas, é fato que queixas de desconforto nos ossos, articulações e músculos são muito comuns nos consultórios médicos durante o inverno.

Não se sabe ao certo se a responsável por provocar as dores é a temperatura baixa ou a umidade do ar. Sem contar aqui a sensação térmica, que é a temperatura percebida pelo corpo humano diante da conjunção do frio com o vento, que resulta em mais frio do que a temperatura marcada pelos termômetros. De toda forma, nos dias frios aumenta a possibilidade de constrição vascular (diminuição do fluxo de sangue nos vasos do corpo). A tendência é os músculos ficarem mais tensos ou terem contratura, o que ajuda a tornar algumas partes do corpo doloridas. Nas articulações, o líquido sinovial que fica mais espesso com o esfriamento do corpo, pode limitar os movimentos e gerar incômodos.

A manifestação dos sintomas da fibromialgia e dores similares muitas vezes está associada a aspectos comportamentais e à depressão, mas pode se agravar no inverno, já que o frio gera melancolia na maioria das pessoas. Por isso, o exercício físico é indispensável nesta época do ano, especialmente para os idosos, que costumam evitar a atividade física nos períodos mais frios.

A prática esportiva é muito positiva no inverno, pois favorece o equilíbrio físico e emocional. No aspecto funcional, destaco o fortalecimento dos ossos, o aumento da mobilidade e flexibilidade nas articulações, a manutenção da postura e o aumento da capacidade de coordenar melhor os movimentos. No aspecto psicológico, cito o aumento da disposição, a melhora da autoestima e da sensação de bem-estar. Esse conjunto de benefícios colabora para evitar as dores comuns no inverno. Além disso, melhora a qualidade de vida.

Apesar do incômodo provocado pelo frio, o hábito de caminhar deve ser mantido em todas as estações do ano. No entanto, alguns cuidados devem ser tomados para que a caminhada continue a ser uma prática saudável, mesmo no inverno. É importante saber que a respiração se altera na caminhada no inverno, porque o ar gelado entra pelo nariz e se choca com a temperatura interna do corpo - cerca de 36 graus centígrados. Além disso, ficamos mais vulneráveis a lesões musculares, gripes e resfriados.

E quais os cuidados para caminhar no inverno? Atenção redobrada ao alongamento! O alongamento deve ser feito, no mínimo, por 15 minutos. Mãos, pés e cabeça precisam de estimulação extra. Faça movimentos contínuos para que fiquem aquecidos. Além disso, não esqueça o agasalho, inclusive para as extremidades do corpo.

Outras pequenas atitudes também ajudam no combate à dor. Pela manhã, ainda na cama, alongue a panturrilha (batata da perna), esticando as pernas e forçando o movimento dos calcanhares ao direcionar os dedos dos pés para as canelas. Em seguida, faça movimentos com os pés como se estivesse pisando no acelerador do carro. Repita a sequência. O exercício mexe com a musculatura e contribui para o bombeamento do sangue para as extremidades. Faça também um alongamento em todo o corpo, como se estivesse espreguiçando. Para esquentar os pés e as pernas, fique em pé, deixe os pés paralelos e role a planta do pé, ficando apoiado nas pontas e depois nos calcanhares, repetidas vezes, e para as mãos, coloque a palma para cima e massageie com o polegar a região do punho, alternando a direita e a esquerda.

Fonte: SEGS

Fibromialgia acomete 6% da população


Dor crônica afeta principalmente mulheres perfeccionistas e detalhistas

A fibromialgia é uma síndrome dolorosa crônica, não inflamatória, que acomete 6% da população adulta. De acordo com a reumatologista e professora da UNINOVE, Márcia Veloso Kuahara, qualquer pessoa pode ter a doença, mas a incidência é de 15 mulheres para cada homem. Em sua tese de doutorado “A Percepção da Fibromialgia pela Mulher”, a professora observou que a maioria dessas mulheres é detalhista e perfeccionista. “São as melhores em casa e no trabalho até ficarem doentes”, observa.

Os principais sintomas da doença, segunda a médica, são dores pelo corpo, cansaço mesmo após dormir horas seguidas, fadiga, dores de cabeça, sensação de formigamento, agulhadas e inchaço, dores durante o período mestrual, rigidez no corpo pela manhã, sintomas de ansiedade e depressão, entre outros.

Como as dores parecem caminhar pelo corpo e os sintomas são variados, o paciente costuma ficar apavorado e com dificuldades de explicar ao médico o que sente. Segundo a especialistas, a média de tempo para o diagnóstico entre pacientes de classes A e B é de 5 anos e nas classes C e D, pode superar os 10 anos. “Essa dificuldade ocorre porque a doença não aparece em exames laboratoriais. Os médicos estão acostumados a valorizar apenas os exames laboratoriais e a maioria não têm tempo para ouvir o paciente. “Os pacientes ficam peregrinando de médico a médico, fazendo exames desnecessários que oneram o serviço de saúde público e privado, sem chegar a uma conclusão”, explica.

De acordo com a médica, a fibromialgia é uma doença crônica e seu tratamento deve ser multifocal. “O uso de medicamentos como antidepressivos, analgésicos e anti-inflamatórios deve ser aliado a exercícios físicos, massagens, acupuntura e pilates, entre outros”, diz. A prática de exercícios físicos, segundo a especialista, é a única maneira de aumentar a serotonina naturalmente. Entretanto, é preciso iniciar o tratamento com medicamentos para controlar a dor e dar condições para que o paciente consiga começar a se exercitar.

Fonte: o serrano

Pés reumatóides: avaliação pela podobarometria



Os pés são comumente acometidos na artrite reumatóide (AR), contribuindo em muito na dor e incapacidade observadas nessa doença. Este artigo descreve uma paciente com pés reumatóides, tratada com órteses para os pés. Foram discutidas as alterações mais freqüentes observadas nessa patologia, o tratamento com palmilhas e o uso da podobarometria dinâmica computadorizada (F-Scan) como método auxiliar diagnóstico e de acompanhamento.

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