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A biomecânica ocupacional é o estudo da interação física dos trabalhadores com seus instrumentos, máquinas e materiais para aumentar a performance, enquanto minimiza os riscos de lesões músculo-esqueléticas.
Fonte: scielo acesso 29-07-2010
A dor nas costas é a doença crônica mais comum entre os brasileiros. É, também, a menos tratada, apesar de ser percebida precocemente. O problema afeta 36% da população, e 68% dos atingidos buscam tratamento. Os dados são de um estudo realizado pela Escola Nacional de Saúde Pública, ligada à Fiocruz. Os pesquisadores entrevistaram 12.423 pessoas com mais de 20 anos, em todas as regiões do Brasil, em 2008.
O problema também está presente nas estatísticas da Organização Mundial da Saúde, que estima que 80% da população mundial sofrerá ao menos um episódio de dor nas costas na vida. Dentre as principais causas para este anunciado episódio de lombalgia acontecer, podemos listar: tumores, cistos, lesões nos nervos, nas vértebras, nos discos, má postura, fraqueza dos músculos da região, tabagismo e obesidade. “Felizmente, a evolução desta dor geralmente é benigna, em termos de alívio, espontâneo. Repousa-se, espera-se um pouco e a tendência é a melhora dos sintomas”, explica o reumatologista Sergio Bontempi Lanzotti, diretor do Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares (Iredo).
Em geral, as lombalgias, têm origem mecânico-postural. Embora nas regiões cervical, dorsal e lombar possam ocorrer tumores, infecção ou inflamações, a causa mais freqüente da dor nas costas é mecânico-postural degenerativa. “Alguns pacientes têm a coluna perfeitamente alinhada, não apresentam desvio postural nenhum e reclamam de dor nas costas. Pode-se dizer, então, que nesses casos a dor é causada por alterações musculares resultantes, por exemplo, de a pessoa permanecer muito tempo na mesma posição sem conseguir relaxar a musculatura. Portanto, não é necessário haver um problema de postura para o sintoma aparecer”, explica o médico.
Travou!
A história típica da dor na coluna envolve quase sempre um adulto jovem e está relacionada com as atividades físicas e a sobrecarga a que ele expôs sua coluna ao longo da vida. Em geral, a queixa é que, um dia, ao fazer um esforço, o indivíduo dobrou o tronco para frente para pegar um objeto mais pesado e sentiu uma dor tão intensa na região lombar, que se viu obrigado a deitar-se. O repouso associado ao calor local e, eventualmente, ao uso de analgésicos e antiinflamatórios provocou melhora dos sintomas em dois ou três dias…
O sinal de alerta é dado, porém, quando a pessoa deita, relaxa e a dor não desaparece ou quando ela se manifesta à noite e não melhora com repouso. Além disso, é preciso considerar de novo a faixa etária. “Pessoas idosas, da mesma forma que crianças e adolescentes, requerem atenção especial porque a dor nas costas pode resultar de lesões secundárias, como as fraturas provocadas pela osteoporose ou de alguma doença não diagnosticada ainda”, alerta o reumatologista.
O repouso, no entanto, não deve ser muito prolongado. Está demonstrado que mais de dois dias de repouso absoluto provocam perda de massa óssea e de massa muscular. Portanto, este deve ser relativo. Não se deve fazer esforço, nem carregar peso. Na fase inicial da lombalgia, antiinflamatórios comuns contribuem para aliviar a dor. “Nem medicamentos, nem fisioterapia ou massagens, nem aplicação de calor mudam a história natural da doença. A dor irá melhorar espontaneamente desde que o fator desencadeante do processo seja suspenso”, reforça Lanzotti. De qualquer forma, métodos fisioterápicos e analgésicos são coadjuvantes para diminuir os sintomas, enquanto se aguarda a evolução natural da doença.
E o que fazer para a crise lombar não voltar?
Passada a crise, é preciso afastar os fatores externos que a desencadearam porque provavelmente ocorrerá outra, se a pessoa não se cuidar. Além disso, é importante corrigir a postura e reforçar os músculos que dão suporte à coluna porque manter a musculatura firme é fundamental para garantir a estabilidade da coluna e evitar novas crises.
“Está demonstrado que o fortalecimento do grupo de músculos paravertebrais, principalmente, associado ao dos abdominais e glúteos é o que mais garante a higidez da coluna. Também está provado que uma caminhada de 30 minutos, três vezes por semana, diminui a incidência de novas crises. Só a caminhada, porém, não fortalece todos os músculos. Para tanto, são necessários exercícios específicos, sob orientação profissional para não sobrecarregar os discos”, orienta.
Conheça outras dicas para prevenir uma nova crise de coluna:
· A orientação geral é não carregar peso. No caso de ser obrigado a levantar um volume pesado, nunca se deve manter as pernas esticadas e curvar o corpo. Deve-se dobrar os joelhos que funcionarão como alavancas e manter o objeto o mais próximo possível do tronco quando for erguê-lo;
· É necessário evitar atividades de impacto repetitivo, por exemplo, andar a cavalo, de moto, de jet-sky, de lancha. Quem faz hipismo competitivo precisa estar com a musculatura costal bem desenvolvida para evitar maior desgaste dos discos;
· Profissionais cujo trabalho exige esforço físico maior apresentam mais desgaste nos discos do que os que se dedicam a serviços mais leves. Carregadores de peso, como os estivadores, por exemplo, acabam apresentando mais problemas porque expõem a coluna à sobrecarga contínua;
· Por mais paradoxal que pareça, pessoas que trabalham paradas na mesma posição sem relaxar a musculatura, como os caixas de bancos, ou quem fica horas em frente ao computador, também integram o grupo de risco. Nesse caso, é recomendável levantar-se a cada 40 ou 50 minutos, andar um pouco e colocar um tablado para erguer alternadamente os pés e relaxar a musculatura;
· Motoristas de veículos pesados também estão no grupo de risco. Quem dirige carros mais velhos tem mais problemas de coluna do que quem dirige carros novos e em melhores condições mecânicas;
· Ver televisão, jogado no sofá, com a coluna toda torta também é contra-indicado. O ideal seria sentar-se numa cadeira de braços que servissem de apoio na hora de levantar e bem de frente para a tela;
· Um fator muito comum de dor na região cervical é assistir à televisão ou ler deitado. A pessoa fica numa posição forçada, às vezes, durante horas pressionando o disco. Quem faz questão de ver tevê na cama deve providenciar um suporte para a cabeça e para o tronco, de forma a permanecer quase sentado e colocar o aparelho bem alto, evitando ficar com o pescoço fletido por muito tempo;
· Para a coluna, a posição que oferece menor pressão sobre os discos é a de barriga para cima, com a cabeça apoiada num travesseiro baixo para evitar a hiperflexão. Como nem todo mundo consegue dormir desse jeito, deitar de lado com joelhos flexionados e o travesseiro baixo colocado de forma a impedir que o corpo se incline para um lado ou outro é outra boa opção. Dormir de bruços, mesmo sem travesseiro, como regra geral, não é bom para a coluna.
Fonte: cruzeirodosul Acesso:01-06-2010
O constante anda e para do trânsito nas ruas e nas estradas tem efeitos no corpo todo; mas é possível frear os malefícios se você adotar as manobras que freiam os problemas
Vôos de avião há muito são acusados de causar dores na parte inferior das costas, conhecidas como lombalgia, até os casos mais raros (e bem mais dramáticos) de trombose, quando um coágulo se forma dentro de um vaso na perna, afetando perigosamente a circulação sangüínea.
Segundo informações da revista SAÚDE, esses contratempos, tão associados a viagens, são cada vez mais comuns em terra firme, ou melhor, asfaltada — mais precisamente nos engarrafamentos que infernizam a vida dos cidadãos.
“Esse é um problema que não tem recebido a devida atenção”, lamenta o especialista Marcelo Sampaio, do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em São Paulo. O tempo de clausura dentro do carro se reflete sobretudo nos músculos e nos ossos, antes mesmo do que você imagina.
“O limite ideal para ficar apertado no veículo seria de 50 minutos. Depois disso, o organismo passa a ser sobrecarregado”, sentencia Helder Montenegro, fisioterapeuta do Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral, em Fortaleza, no Ceará.
Cinqüenta minutos, lembra? Para não ultrapassar esse limite máximo e evitar ser penalizado por toda sorte de tormento, o jeito é um só: sair do carro de vez em quando para dar uma boa esticada no corpo ou caminhar um pouco.
Mas, claro, quando você é uma ilha cercada de veículos por todos os lados, isso é impossível. Ainda bem que algumas medidas podem ser tomadas dentro do próprio automóvel para minimizar os efeitos do trânsito no corpo moído.
Importante: as estratégias que sugerimos a seguir devem ser adotadas antes mesmo de surgir qualquer sinal de cansaço. “Não espere a dor. Quando ela aparece, o organismo já sofreu alguns dos efeitos do tráfego lento”, explica Rubens Rodrigues, ortopedista do IOT-SP.
Prepare-se para rodar
Se o organismo paga infrações pelo trânsito, condicione-se para enfrentar o suplício de todo dia sem correr risco. Faça atividade física regularmente, concentrandose nos exercícios de peso, ao pé da letra. “Músculos fortes protegem a coluna”, decreta Rodrigues.
Alongar- se com freqüência e apostar em práticas como o pilates, que aliam desenvolvimento muscular e flexibilidade, também são boas maneiras de minimizar os efeitos nocivos dos congestionamentos. O saudável hábito de botar o corpo em movimento só não impede que um grande problema permaneça no ar: sim, ela mesma, a nefasta poluição.
O ideal seria cada um de nós buscar soluções alternativas de transporte não poluente. Enquanto não dá para deixar o carro na garagem, conte com a gente: nós indicamos o melhor caminho para salvaguardar a sua saúde.
Fonte: Abril
Técnica de Reconstrução Músculo-Articular da Coluna Vertebral apresenta 87% de bons resultados
A dor na coluna é a segunda maior fonte de reclamação das pessoas. E segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde, 85% da população vai viver ao menos um episódio de dor nas costas ao longo da vida. O problema pode começar por causa de uma postura errada indo até problemas mais graves como os processos degenerativos (artrose, hérnia de disco, protusão discal, etc). Para o professor e fisioterapeuta Helder Montenegro, do ITC Vertebral, os problemas seriam bem menores se as pessoas mudassem alguns hábitos e fortalecessem os músculos posturais, responsáveis por dar sustentação à coluna.
“A técnica de Reconstrução Músculo-Articular da Coluna Vertebral - RMA Vertebral – une o trabalho da fisioterapia manual com a tecnologia das mesas de tração e descompressão e do Stabilazer (equipamento que condiciona o paciente a usar o músculo transverso do abdômen), e exercícios de musculação. A união de todos esses fatores permite que o paciente não tenha mais dor e inicie um trabalho focado no fortalecimento dos músculos posturais. O resultado apresentado equivale a 87% dos casos resolvidos”, afirma professor e fisioterapeuta Helder Montenegro, autor da técnica e fundador do ITC Vertebral.
O primeiro passo para quem busca colocar a coluna em ordem é fazer uma boa avaliação, identificando as causas da dor. São feitos testes ortopédicos e fisioterapêuticos específicos, de mobilidade, de força, de alongamento muscular e do sistema nervoso para saber qual é a situação clínica do paciente. Com o quadro definido, o tratamento é iniciado. Neste momento, as mesas de tração e descompressão são importantes, pois diminuem a compressão sobre a raiz nervosa dando mais espaço para os nervos.
“No primeiro momento, vamos trabalhar para tirar a dor. Depois focaremos no fortalecimento e daremos orientações para que o paciente tome alguns cuidados no dia-a-dia. Esses cuidados, por serem preventivos, são fundamentais para qualquer pessoa, mesmo as que nunca sentiram dores. O último passo do tratamento é a manutenção, para isso indicamos pilates e/ ou musculação. No entanto, tanto os exercícios de pilates quanto de musculação precisam ser bem orientados porque, do contrário, as dores podem voltar”, explica o fundador do ITC Vertebral.
Sobre o ITC Vertebral
O Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral, fundado pelo professor de pós-graduação e fisioterapeuta Helder Montenegro, oferece a técnica exclusiva de “Reconstrução Músculo-Articular da Coluna Vertebral - RMA da Coluna Vertebral”, que utiliza técnicas da Fisioterapia Manipulativa, Mesa de Tração Eletrônica, Mesa de Descompressão Dinâmica, Estabilização Segmentar Vertebral e exercícios de musculação. Com o reconhecimento e o respeito de fisioterapeutas no mundo inteiro, a técnica tem ganhado espaço no mercado brasileiro devido ao elevado índice de bons resultados para pacientes que sofrem de dores nas costas. O ITC Vertebral possui clínicas em Fortaleza, Sorocaba, São Paulo, Manaus e, em breve, Londrina, Natal, São Luís e Rio de Janeiro.
Fonte: ClicNews
A fisioterapeuta disse que exercícios para os pés são importantes para aliviar as dores
Eles são peças-chave no guarda-roupa de qualquer mulher. O salto alto faz parte do universo feminino há décadas e de lá pra cá, a adesão só aumenta. Mas o uso contínuo dos saltos pode trazer sérios problemas na saúde, principalmente relacionados a coluna. São considerados altos, os saltos acima de 15 centímetros. Os de 5 a 10 centímetros são medianos e abaixo disto são considerados baixos.
Segundo a fisioterapeuta Juceline Nóbrega, os pés são muito acometidos por diversas doenças. E o salto alto auxilia para o aparecimento destas, principalmente na coluna lombar, que é o eixo de sustentação do corpo. Além disto, também causa o encurtamento dos músculos da panturrilha (batata da perna).
“O uso contínuo do salto alto causa dores na coluna, calcanhar e também o chamado “esporão de calcanho” porque o salto não tem proteção contra o impacto do pé no chão. Não oferece proteção para o calcanhar”, disse Juceline Nóbrega. Os saltos também causam a “fascite plantar” por causa do impacto e do uso prolongado. Outro problema muito comum causado pelos saltos é a entorse, as famosas “viradas de pé”, muito comuns entre as mulheres.
“Os saltos não dão estabilidade para o pé e deixam as mulheres com o centro de gravidade muito para frente. As calçadas daqui possuem muito desnivelamento, o que propicia quedas”, afirma a fisioterapeuta. Juceline Nóbrega. Ela indica os saltos “anabela” que são retos em toda a sua extensão. “Indico para o cotidiano do trabalho, porque o desnivelamento do calcanhar é menor. Mas nada impede o uso do salto alto no finais de semana, por exemplo”, destaca.
A fisioterapeuta disse que exercícios para os pés são importantes para aliviar as dores. O alongamento do isquiostibiais (perna) pode ser feito com o lençol ou com uma cordinha, duas vezes por dia, durante dez minutos e previne câimbras, inchaços e dores.
Outra dica importante é escolher a numeração correta para os pés para que o calçado não fique apertado ou folgado. “O escalda pé com água morna também é muito bom. A pessoa pode colocar pedrinhas ou bolinhas de gude (petecas) e fazer movimentos para frente e para trás com os pés. É relaxante e reduz o impacto. Deve ser feito três vezes por semana”, disse Juceline Nóbrega.
Ainda sobre as sandálias, ela chama a atenção para que não seja usada sandália rasteira, porque não tem alcochoamento para suportar os impactos. Os calçados pedem o máximo de conforto e ao sentir dores é preciso procurar um médico para um diagnóstico diferencial.
Fonte: 180 Graus
A dor na coluna pode ser considerada a verdadeira vilã na vida dos brasileiros: é descrita como a mais forte, a que mais incomoda e a mais grave para a saúde. As conclusões são da pesquisa “Dor no Brasil”, realizada em parceria entre a Pfizer e o Ibope com 1.400 pessoas de nove capitais do país.
Entre os entrevistados, 69% consideram a dor na coluna ou nas costas uma dor crônica, pois sofrem do problema há mais de um ano. No entanto, apesar de ser a mais incômoda, a dor na coluna ficou em segundo lugar no ranking das dores mais comuns na vida das pessoas. A primeira posição foi ocupada pela dor de cabeça.
A pesquisa constatou ainda alto índice de automedicação. Quando sentem uma dor reincidente, 64% dos entrevistados procuram resolver o problema sozinhos, geralmente por meio de remédios. Mas, quando a dor é desconhecida, 66% dos brasileiros procuram ajuda médica.
Para a anestesiologista Rioko Sakata, chefe do Ambulatório da Dor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), os resultados da pesquisa não surpreendem, pois não existem muitas clínicas especializadas em dor. Além disso, a dor nas costas é bastante freqüente na população.
De acordo com a médica, a dor na coluna geralmente é provocada por maus hábitos, como manter uma postura inadequada, carregar muito peso e passar boa parte do tempo sentado sem fazer alongamento, e também pelo sedentarismo. A artrose, doença degenerativa, também causa dor na coluna.
“Esta é uma dor freqüente, mas está longe de ser a mais intensa e a mais grave. Existem dores muito piores, como as de lesões na medula, por exemplo”, afirma a médica.
Sakata acrescenta ainda que a automedicação não é recomendada e pode trazer prejuízos para a saúde. “Se alguém tomar um remédio por conta, poderá esconder outros problemas e mascarar os sintomas de alguma doença que pode ser mais grave”, diz.
De acordo com estimativas da Organização Mundial da Saúde, 85% da população vai viver ao menos um episódio de dor nas costas ao longo da vida.
Um estudo realizado por pesquisadores australianos e publicado recentemente no “British Medical Journal” mostrou que a recuperação das lombalgias (dores lombares) é muito mais longa do que o previsto pelas atuais orientações médicas.
Para isso, identifique o que causa as terríveis dores e livre-se do problema na origem.
A maioria das pessoas só percebe que precisa proteger mais sua coluna (ou que ela existe) quando as dores começam a incomodar e a limitar a realização de tarefas… E é justamente esse descaso com a região que sustenta o nosso corpo que prejudica o tratamento e o alívio desse incômodo.
Felizmente, na maior parte dos casos (80% deles), a dor nas costas não dura mais do que três meses e desaparece, com ou sem medicação, segundo o médico Jamil Natour, professor de Reumatologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Neste caso, o paciente obrigatoriamente tem que mudar o estilo de vida. Parar de fumar, emagrecer, alongar, cuidar da postura e ficar calmo , receita José Goldenberg, reumatologista do Hospital Albert Einstein e autor do livro Coluna, Ponto e Vírgula . Mesmo assim, não devemos subestimar o problema, porque as causas da dor são múltiplas e vão desde simples vícios de postura até a presença de doenças graves.
Cabe ao médico avaliar os sinais de alerta. Se existirem, é necessária uma maior investigação da causa e do melhor tipo de intervenção. Os sinais de perigo são febre, perda de peso, histórico de trauma, quando a dor piora com repouso e quando o primeiro episódio ocorre em crianças ou após os 60 anos.
Conheça a seguir os oito vilões que mais abalam a sua estrutura:
1- TABAGISMO, sempre ele
Pouco se fala a respeito, mas o cigarro, além de todos os prejuízos já conhecidos à saúde, também pode afetar o bom funcionamento da coluna vertebral. Segundo os médicos, a dor nas costas costuma tornar-se crônica mais freqüentemente entre os fumantes. A teoria é a de que os discos situados entre as vértebras e que funcionam como amortecedores para os impactos são irrigados por vasos capilares, que, por sua vez, são afetados pelo tabaco. Ou seja, o fumo atrapalha a circulação do sangue nessa região.
2- DEFORMIDADES na coluna
Escoliose, hiperlordose e hipercifose podem ser um fator de risco ou a origem da dor, mas só se tornam causa do problema quando associadas a outros aspectos. Um exemplo é quando a musculatura flácida deixa de oferecer sustentação para a coluna. A gravidade varia conforme o ângulo de curvatura.
A escoliose é caracterizada como um desvio lateral da coluna. Pode ocorrer já na infância, com maior freqüência em meninas e, nesse caso, exige tratamento rápido para evitar deformidade óssea e artrose no futuro. Escolioses de até 10 graus de angulação ocorrem em até 3% da população. O Instituto Nacional de Tráumato-Ortopedia (Into), órgão ligado ao Ministério da Saúde, alerta: crianças que carregam mochilas muito pesadas correm o risco de desenvolver postura incorreta e apresentar desvios na coluna vertebral. O peso das mochilas não deve ultrapassar o limite de 10% do peso da criança.
Já a hiperlordose é a lordose (curvatura normal da coluna) exagerada. É caracterizada pelo bumbum arrebitado e mais comum em mulheres, tanto que o salto alto é um agravante. O problema, geralmente, é bem tolerado, mas, às vezes, pode causar dor. Neste caso, é preferível circular com os glúteos em posição normal, sem forçar a saliência, para o bem da coluna. Já a hipercifose é aquela corcundinha que aparece com freqüência ainda na adolescência, quando os jovens tentam disfarçar a altura ou, no caso das meninas, os seios fartos.
3- o peso da GRAVIDEZ
Até cerca de 50% das mulheres grávidas sofrem de dores na coluna. Porém, os médicos perceberam que a dor é pior no primeiro trimestre. Atualmente, muitos especialistas acreditam que a causadora da dor é a mudança hormonal. Um hormônio relaxaria e diminuiria o tônus da musculatura, especialmente da pélvis. Esse problema é muito comum. Acontece muito. Mas não é normal. Sentir dor não é normal , diz Arnaldo Libman, autor do livro Cure sua Coluna .
Engordar demais força as estruturas osteoarticulares e também responde por dor. Neste caso, a postura também tem sua cota de participação, especialmente com o hábito da grávida de jogar a barriga para a frente e o quadril para trás.
Libman recomenda à futura mamãe procurar um médico, especialmente porque o tratamento de grávidas é mais complexo, uma vez que elas devem evitar medicamentos fortes. Para resolver o problema, exercícios adequados, hidroterapia e até uma cinta de sustentação podem ser indicadas.
4- OBESIDADE
Para afetar a coluna, não é necessário entrar na categoria de obeso. Cada 10 quilos a mais do que o recomendado aumenta em 20% o risco de dor nas costas. Ou seja, a cada 2,5 quilos somados, cresce em 5% a chance da pessoa vir a sofrer de dor nas costas.
5- SEDENTARISMO, fuja dele
O sedentarismo também tem sua parcela de responsabilidade. O exercício físico alonga e fortalece os músculos, lubrifica as articulações e nutre os discos. Por outro lado, é preciso certa cautela. Alguns exercícios podem aumentar as dores ou piorar o estado de quem já sofre com o problema. Portanto, é necessário escolher a atividade adequada e começar devagar.
Boas opções são caminhadas, natação, bicicleta (atenção à postura!), alongamentos e fortalecimento da musculatura. Os abdominais, além de deixar a barriga tanquinho, ajudam a coluna. A idade também pesa sobre a coluna.
Aos 20 anos, uma pessoa tem os discos compostos por 70% de água. Com o passar do tempo, além de sofrerem desgaste, perdem água.
6- POSTURA reta
A principal causa de dor nas costas é a postural mecânica. Essa é a causa mais comum de dor aguda. A pessoa leva uma vida sedentária e fica em uma posição ruim o dia todo , afirma Ari Radu Halpern, presidente da Sociedade Paulista de Reumatologia.
A capacidade da coluna adaptar-se a essa espécie de ginástica postural equivocada é limitada. Não é por falta de uso. Somente a cervical (parte superior da coluna) realiza 600 movimentos por hora, um a cada seis segundos. Boa postura não é só conseguir carregar um livro na cabeça sem deixar cair, como ensinavam nossas mães e avós.
A forma como você trabalha no computador, como fica sentado, como abaixa para pegar um objeto que caiu, como dorme, como carrega peso….. Cada atividade exige consciência corporal, pois apenas entrar no carro ou se jogar na cadeira pode lesionar sua coluna. Em geral, a dor nas costas de origem mecânico-postural melhora com repouso.
7- CAUSAS emocionais
O estresse da vida moderna cobra seu preço muitas vezes por meio da coluna. Um dia de pressão e sobrecarga de trabalho, aquela sensação de carregar o mundo nas costas, por exemplo, pode tensionar as delicadas estruturas da coluna e desencadear a dor.
Os especialistas sabem que os sintomas dolorosos nessa região podem ser conseqüência de problemas emocionais. Emoções negativas podem se manifestar como dor , diz Arnaldo Libman, reumatologista e diretor do Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, no Rio. É freqüente a junção de alterações físicas e emocionais em pessoas que têm problemas de coluna , afirma em seu livro Cure sua Coluna .
O estresse e a depressão também são provocados pela dor nas costas, em um círculo vicioso complicado. Com o problema, a pessoa deixa de trabalhar e isso provoca sentimentos negativos. Por isso, o aspecto psicológico e emocional precisa ser considerado antes, durante e depois do tratamento.
8- atenção às DOENÇAS
Segundo especialistas, existem até 100 doenças que podem causar dor nas costas. A hérnia de disco é uma das mais freqüentes. Ocorre pelo deslocamento de um disco intervertebral, que passa a comprimir um nervo, causando dor. Os especialistas afirmam que mais de 95% dos casos dispensam cirurgia, ocorrendo absorção do disco após fisioterapia e tratamento clínico.
Entre as doenças metabólicas, se destaca a osteoporose, que é a diminuição da densidade da massa óssea. É mais comum em mulheres que entram na menopausa e atinge cerca de 10% dos homens acima dos 50 anos. Para detectar o problema, é preciso fazer o exame de densitometria óssea. O tratamento envolve atividade física, suplemento de cálcio, vitamina D e medicamentos.
Outra doença que causa muitas dores é a artrose, considerada uma doença degenerativa que acomete as vértebras e o disco intervertebral. Ela é muito comum em pessoas com mais de 45 anos. Além dessas, doenças reumáticas, infecciosas, inflamatórias (como artrite e espondilite) e até a presença de tumores podem provocar problemas na coluna.
Fonte: Minha Vida
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