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O músculo tranverso abdominal e sua função de estabilização na coluna lombar


Este trabalho tem como objetivo conduzir uma revisão de literatura observando evidências sobre a relação dos músculos Tranverso do Abdômen e a estabilização da coluna lombar, esclarecendo e refonçando a função de estabilizador do músculo transverso. Contudo, ainda necessita realizar estudos mais detalhados e com uma maior representação da amostra, para haver uma maior compreensão deste assunto.

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Fonte:  bireme Acesso: 16-03-2010

Semiologia ortopédica da coluna vertebral


Um conceito de disfunção lombopélvica com o comprometimento dessas unidades funcionais, não é amplamente reconhecido pela literatura médica. O que dá margem a analogias como: Síndrome do quadril lombopélvica ou piriforme, Disfunção somática do cíngulo pélvico, Distúrbio interno do joelho e disfunções sacroilíacas. Diante de nomenclaturas tão diversificadas, que buscam definir um conceito de disfunção pélvica. E após, selecionar e problematizar o tema, e feita à revisão de literatura preliminar. Foi possível deduzir, ser quase unânime a opinião entre os especialistas, que uma disfunção mecânica na pelve pela inter-relação entre os seguimentos, altera a dinâmica funcional da coluna lombar. Então, a pesquisa foi elaborada e trabalhou com a seguinte hipótese: Síndrome da disfunção lombo pélvica, são os termos que melhor definem as disfunções da pelve. Onde geralmente, há uma disfunção contralateral da porção inferior da coluna lombar ou, menos freqüentemente, da porção superior da coluna lombar. E, quando os movimentos testes para implicar a articulação sacroilíaca durante o exame dão uma resposta dolorosa positiva e existe uma implicação de outras articulações adjacentes, a técnica que reproduz a dor deve ser utilizada em primeiro lugar. Na manifestação dos sintomas, e aquelas técnicas manuais de exame que reproduziram a reação dolorosa prevista são, empregadas como técnicas de tratamento. Então elas devem ser executadas num certo grau capaz de produzir um desconforto mínimo. A avaliação de 24 horas depois indicará se pode ser executada com mais firmeza ou ainda mais suavidade. Contudo é aconselhável utiliza-las como técnicas dos graus II ou III, até ter a certeza de que não haverá nenhuma reação desfavorável às técnicas mais firmes.Download do artigo:disturbios-lombopelvicos

A terapia manual é uma forma eficaz de tratamento provida por fisioterapeutas


Thomas Deeg B.HSc Phty., M.Phty. (Manip)

Introdução

Com o aumento do custo e da competição dentro do sistema de saúde, é importante que os fisioterapeutas realizem tratamentos efetivos e baseados em evidências. A terapia manual é uma das poucas terapias usadas por fisioterapeutas que foi extensivamente pesquisada. O propósito desse artigo é sucintamente delinear uma porção das pesquisas clínicas e laboratoriais disponíveis ao fisioterapeuta no que concerne o tratamento das disfunções cervicais e lombares.

Coluna cervical

Os efeitos analgésicos da terapia manual foram estudados em indivíduos normais e em pacientes com dor cervical. Wright (2000) revisou a literatura sobre a terapia de mobilização e seus efeitos neurofisiológicos em pacientes com dor cervical e epicondilalgia lateral. Ele encontrou fortes evidências para uma analgesia induzida pela terapia manual que ocorre rapidamente após a manipulação, demonstra uma distribuição somatotópica e também um efeito analgésico cumulativo com a repetição do tratamento (1). Vicenzino et al (1998) investigaram os efeitos de uma técnica de deslizamento lateral cervical no segmento C5/6 sobre a percepção da dor e na função autonômica. Eles encontraram uma forte correlação entre o efeito analgésico e simpatoexcitação (2). Num estudo recente, Marinzeck e Souvlis (2001) também encontraram um efeito similar na função autonômica após uma manipulação (thrust) cervical (3). Essa interação entre a percepção da dor e a função autonômica oferece uma confirmação indireta de que a terapia manual provê um estímulo adequado para se ativar os sistemas inibitórios de dor descendentes que se projetam do mesencéfalo (1,2).
Um estudo recente, apropriadamente elaborado, controlado e randomizado demonstrou a eficácia clínica da terapia manual/manipulativa para as disfunções da coluna cervical (4). Jull (2001) comparou um programa específico de exercícios, terapia manual e terapia manual e exercícios combinados em pacientes com dores de cabeça cervicogênicas, encontrando uma redução significante nas dores de cabeça nos grupos terapia manual e exercícios, sendo que estes benefícios foram mantidos por um período de 12 meses.

Coluna lombar

A terapia manual para a coluna lombar mostrou ser capaz de provocar um efeito neurofisiológico. Dishman e Bulbalian (2000) encontraram que uma manipulação (thrust) e mobilização lombosacral significantemente suprimiam a atividades neuronal alfa-motora, como medida pela amplitude do reflexo de Hoffman nos gastrocnemius (5). Tem sido postulado que a manipulação e a mobilização da coluna reduzem a dor e o espasmo pós-lesão (5).
A eficácia clínica da terapia manual para a dor lombar foi pesquisada usando estudos controlados e randomizados. Um grande número de revisões sistemáticas e guias de tratamento para a dor lombar também foram publicados. Shekelle et al (1992) da corporação RAND, completaram uma revisão sistemática e concluíram que a terapia manual acelera a recuperação de um episódio agudo de dor lombar e os pacientes que a receberam irão ter 34% a mais de melhora comparados com outros tratamentos conservativos (6). Bronfort (1999) utilizou uma análise estatística em estudos randomizados-controlados de boa qualidade e concluiu que a terapia manual para a dor lombar aguda provê um benefício de moderado a grande enquanto que a terapia manual para a dor lombar crônica tem um efeito moderado comparado ao placebo, cuidados médicos e eletro-terapia (7). Van Tulder et al (1997) realizaram uma revisão sistemática de estudos clínicos controlados-randomizados e concluíram que a terapia manual para a dor lombar crônica (> 6 semanas) provê um forte efeito benéfico comparado ao placebo e um moderado efeito benéfico comparado a cuidados médicos, repouso, analgésicos e massagem (8).
Em 1994, a Agência em Política e Pesquisa em Saúde nos USA, desenvolveu o Guia para Dor Lombar Aguda (< 3 meses) (9). Uma revisão extensa da literatura e uma análise crítica da mesma foi realizada. Eles encontraram evidências para apoiar o uso da terapia manual para a dor lombar aguda sem radiculopatia. O Guia para Dor Lombar Aguda da Nova Zelândia (1997) recomendou a terapia manipulativa nas primeiras 4 a 6 semanas de dor lombar (10). Também, o Royal College of General Practitioners (1996) afirmou que existem fortes evidências para apoiar o uso da manipulação na dor lombar aguda e sub-aguda e que ela provê uma melhora mais rápida na dor, no nível de atividade do paciente e maior satisfação deste do que outros tratamentos conservadores (11).

Conclusão

A terapia manual que inclui um thrust manipulativo de alta-velocidade e baixa amplitude e mobilizações oscilatórias, tem se mostrado ser capaz de diminuir a dor e melhorar a função do paciente. Com a gama diversa de terapias alternativas disponíveis ao fisioterapeuta, é importante que este pratique uma terapia baseada em evidências. Apenas através de uma oferta de tratamentos efetivos e baseados em evidências pode a profissão fisioterápica continuar a melhor atuar e à se expandir no sistema de saúde atual.

1. Wright A. An evolving understanding of pain relief following Manual Therapy. Paper presented at: Paper presented at the Proceedings of the 7th Scientific Conference of the IFOMPT, 2000; University of Western Australia, Perth.
2. Vicenzino B, Collins D, Wright A. An investigation of the interrelationship between manipulative therapy-induced hypoalgesia and sympathoexcitation. Journal of Manipulative and Physiological Therapeutics 1998;21(7):448-53.
3. Marinzeck S, Souvlis T. Peripheral SNS effects following manipulation and mobilization of the cervical spine[Unpublished research - submitted to Pain]: University of Queensland; 2001
4. Jull G. The physiotherapy management of cervicogenic headache: a randomized clinical trial. [Unpublished Ph.D.]: University of Queensland; 2001.
5. Dishman J, Bulbulian R. Spinal reflex attentuation associated with spinal manipulation. Spine 2000;25(19):2519-25.
6. Shekelle P, Adams A, Chassin M, Hurwitz E, Brook R. Spinal manipulation for low-back pain. Annals of Internal Medicine 1992;117(7):590-98.
7. Bronfort G. Spinal manipulation: current state of research and its indications. Neurol Clin 1999;17(1):91-111.
8. van Tulder MW, Koes BW, Bouter LM. Conservative treatment of acute and chronic nonspecific low back pain. A systematic review of randomized controlled trials of the most common interventions. Spine 1997;22(18):2128-56.
9. Bigos S, Bowyer O, Braen G. Acute Low Back Pain Problems in Adults. Clinical Practice Guidelines no. 14. USA: Agency for Health Care Policy and Research; 1994.
10. Committee AatNH. New Zealand Low Back Pain Guide. Wellington: National Health Committee; 1997.
11. Waddell G, Feder G, McIntosh A, Lewis M, Hutchison A. Low back pain evidence review. London: Royal College of General Practitioners.; 1996.

Fonte: Terapia Manual

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