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Já há alguns anos eu vinha sentindo dores na coluna e no ano passado (2009) as dores aumentaram muito passando para as pernas, me deixando sem condições de me mover e de caminhar normalmente. Ao procurar um ortopedista fiz todos os exames solicitados e após uma avaliação ele disse que o meu caso era de cirurgia na coluna, devido ao quadro de: estenose do canal lombar associado a espondilolistese L4 e L5 com compressão medular.
Eu e minha família ficamos preocupados pelo meu quadro de saúde, pois tenho 74 anos e sou paciente cardíaca com três pontes safenas já há muitos anos. Por tudo isso, achamos por bem procurar um tratamento alternativo que apresentasse mais segurança e bons resultados.
Minha filha ouviu pelo rádio do carro o anúncio deste Instituto de tratamento da coluna e me levou lá para fazer uma avaliação e ver se tinha tratamento para o meu problema na coluna.
Eu fiz dois meses de tratamento neste instituto e hoje posso dizer que estou bem, graças a Deus. Agora quem fala para mim que está com a coluna ruim eu logo indico este Instituto e falo da minha recuperação que foi bem sucedida.
A dor na coluna (DC) está entre os sintomas clínicos mais comuns entre os adultos e idosos em todo o mundo. OBJETIVO: Este trabalho tem como principais objetivo estudar no Brasil o ciclo vital da prevalência da DC, desde adulto jovem até idosos, numa perspectiva epidemiológica, comparar os resultados de dois inquéritos domiciliares e estudar fatores associados à dor da coluna.
Fonte:scielo
As pessoas que fumam, especialmente os mais jovens, têm mais chances de apresentar dores lombares do que aquelas que nunca fumaram, segundo estudo publicado este mês no American Journal of Medicine. Examinando dados de 40 estudos envolvendo mais de 300 mil adultos e adolescentes, pesquisadores finlandeses concluíram que o tabagismo está “modestamente” associado com o risco de dor lombar – que afeta oito em dez adultos em algum momento da vida –, e os efeitos podem ser “parcialmente reversíveis”.
“Os fumantes atuais têm apenas 31% maior risco de dores lombares, comparados com aqueles que nunca fumaram, mas esta estimativa é apenas para dor na parte inferior das costas por um dia ou mais durante os 12 meses anteriores”, destacou Rahman Shiri, do Instituto Finlandês de Saúde Ocupacional. Segundo os autores, essa associação seria ainda mais forte para a dor crônica e incapacitante, embora nenhum estudo tenha determinado se seria uma relação de causa e efeito.
De acordo com os autores, os resultados apontaram, ainda, uma maior vulnerabilidade dos mais jovens aos efeitos do cigarro, porque a associação entre o tabagismo e a dor foi mais forte entre os adolescentes pesquisados, comparados aos adultos. Uma explicação para esses resultados seria a maior facilidade em identificar e estudar a lombalgia em pessoas mais jovens. Outro resultado interessante da pesquisa é a possibilidade de reversão desses efeitos, pois os participantes que haviam parado de fumar pareciam procurar menos atendimento para a lombalgia do que os fumantes.
Os cientistas ainda não sabem as razões da associação entre o tabagismo e as dores lombares, mas apontam uma série de possíveis explicações, incluindo a redução do suprimento de sangue à coluna, o aumento do risco de osteoporose e o aumento da circulação de substâncias tóxicas e inflamação pelo organismo. Por isso, mais estudos são necessários.
Fonte: gazetaweb;American Journal of Medicine. Janeiro de 2010.
Hábitos simples previnem mal que impede 90% dos adultos de trabalhar ao menos um dia
Dores na coluna afetaram recentemente os cantores Roberto Carlos e Beth Carvalho, que precisaram alterar as programações de fim de ano devido ao problema. Segundo o comitê de coluna da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, 90% dos adultos terão crise de dor nas costas que os impossibilitará de trabalhar pelo menos um dia. Dicas simples, no entanto, podem ajudar a evitar o problema.
“As pessoas passam muito tempo sentadas de forma errada, por exemplo. O ideal é que os pés estejam apoiados para que os joelhos fiquem levemente mais altos do que o quadril”, explica o vice-presidente do comitê, Sérgio Zylbersztejn. Segundo o ortopedista, outro cuidado necessário é não permanecer mais de uma hora sentado. “É importante se levantar para que os discos intervertebrais sejam reidratados e fiquem novamente em condições de suportar as pressões”.
Atender o telefone e apoiá-lo entre o pescoço e o ombro, por exemplo, é um grave erro, de acordo com a fisioterapeuta Marília Veras, do Studio Physius. “Esse hábito provoca dor na cervical que com o tempo pode se agravar.”
Outro erro muito comum que pode provocar dores na coluna é a postura errada ao pegar um objeto pesado do chão, como uma sacola ou caixa. “O correto é flexionar os joelhos, a agachar”, diz Marília.
Sapatos muito altos ou muito baixos também não são adequados. E eles devem ser confortáveis. “Quando o sapato machuca, a pessoa começa a mancar. Ela sai do eixo e isso pode causar dor no tornozelo, joelhos e coluna”, diz ela.
Já o hábito de espreguiçar é um grande aliado. “É um alongamento que solta as estruturas articulares e musculares. Isso ajuda a evitar contratura e estiramentos que travam a pessoa. O ideal é levantar com calma, deitar de lado, apoiar o braço e se levantar”, ensina a fisioterapeuta.
A prática de exercício físico é outra amiga da coluna. “A musculatura forte protege e segura a coluna”, diz Sérgio. Pilates, RPG e alongamentos também são boas opções.
Fonte: o dia online
POR PÂMELA OLIVEIRA
Resumo
O objetivo deste estudo foi descrever a importância da prescrição adequada de atividade física como forma terapêutica de recuperação física em indivíduos acometidos por lesões degenerativas da coluna vertebral. A metodologia utilizada para o desenvolvimento do estudo foi à pesquisa bibliográfica. A prática de atividade física é altamente recomendável para recuperação física e de disfunções da coluna vertebral, pois a restauração funcional deve ser iniciada precocemente devido aos efeitos deletérios da imobilização e da inatividade física. Com base nas fontes pesquisadas concluímos que atividades aeróbias, de fortalecimento muscular e de alongamento e flexibilidade são de extrema importância na montagem de programas de recuperação física, estrutural e funcional em sujeitos com lesões degenerativas da coluna vertebral, porém a seleção adequada de exercícios, assim como a aplicação biomecânica correta destes exercícios é fator determinante para gerar benefícios nessa população.
Unitermos: Atividade física. Exercício. Coluna vertebral. Lombalgia. Lesões.
Introdução
Estudos epidemiológicos demonstram que cerca de 50% a 90% de indivíduos adultos apresentam quadros de dor na coluna vertebral em especial na região lombar (lombalgia) em algum momento de suas vidas, sendo a principal causa de incapacidade em sujeitos com menos de 45 anos de idade. As lesões degenerativas da coluna vertebral são uma disfunção de relevância socioeconômica, pois apresentam alto índice de incapacidade e morbidade em indivíduos economicamente ativos (ANDRADE et al., 2006).
Estudos que acompanham sujeitos com lombalgia durante seis meses a dois anos demonstraram que 40% a 44% apresentam cronificação da dor e que 1% a 3% requer tratamento operatório (IMAMURA et al., 2001).
As lesões degenerativas da coluna vertebral mais comumente diagnosticadas são hérnias discais, espondilolistese, estenose do canal raquidiano, instabilidades definidas, artrose, fraturas vertebrais, entre outras (ACSM, 2004; ACHOUR JÚNIOR, 2004; CAILLIET, 2001).
De acordo com Cecin et al. (2001), Cailliet (2001) e Natour (2004) a prática de exercícios físicos aeróbios, exercícios de alongamento e os de fortalecimento muscular são comprovadamente eficazes como forma terapêutica e de reabilitação física e funcional da coluna vertebral. As disfunções da coluna vertebral são responsáveis por alterações em sua estrutura e função, comumente associadas com quadro de dor predominantemente na região lombar (WAJCHEMBERG et al., 2002).
O profissional de educação física rotineiramente se depara no seu ambiente profissional com indivíduos com disfunções da coluna vertebral, necessitando dessa forma estar preparado para a prescrição de exercícios seguros e efetivos nesse público.
O presente artigo tem como objetivo descrever brevemente algumas das principais lesões degenerativas que acometem a coluna vertebral e expor uma abordagem física terapêutica adequada através da atividade física e do exercício.
Estrutura e função da coluna vertebral
A coluna vertebral de acordo com Knoplich (1982) e Rasch (1991) é composta por 33 vértebras dispostas de cima para baixo, sendo 7 cervicais (segmento cervical), 12 torácicas (segmento dorsal ou torácico), 5 lombares (segmento lombar), e junto à bacia 5 sacrais e 4 ou 5 coccígeas fundidas (segmento sacro-coccígeo). As vértebras são compostas por estruturas denominadas: corpo, pedículos, lâminas e apófises ou facetas articulares. Entre as vértebras situam-se os discos intervertebrais (24), cuja função principal é amortecer impactos. A coluna vertebral proporciona um eixo parcialmente rígido e parcialmente flexível para o corpo, sendo fundamental para a manutenção da postura, sustentação do peso corporal, locomoção e proteção da medula espinhal.
Dentro das estruturas ósseas da coluna passa a medula espinhal dentro do canal medular, a medula origina-se no cérebro e vai geralmente até a altura da primeira vértebra lombar. É da medula espinhal de onde partem os nervos que levam e trazem mensagens entre cérebro e o restante do organismo. Dos dois lados de cada vértebra, encontram-se os forâmens vertebrais, que formam um túnel por onde passam os nervos que saem da medula e se distribuem para o corpo (KNOPLICH, 1982; NATOUR et al., 2000).
Artrose e discartrose
A artrose é uma lesão degenerativa caracterizada pela destruição da cartilagem articular através de lesões erosivas, resultado do envelhecimento ou a traumas e pressões desproporcionais e contínuas que as articulações possam sofrer, independente da idade, podendo gerar dor e incapacidade ao indivíduo, dependendo do local e grau de comprometimento do local afetado. A artrose vertebral pode envolver articulações e discos intervertebrais, o quadro doloroso é acompanhado de rigidez, limitação de movimentos, crepitação e contraturas musculares. As manifestações clínicas podem ser agudas e crônicas, variando a abordagem terapêutica (MERCÚRIO, 1997; GOLDENBERG, 2004).
A artrose vertebral pode ser atrasada em sua evolução, ou estacionada pela regularidade de movimentos, mais também pode ser acelerada pelo sedentarismo. Porém, o excesso de exercício físico, ou o exercício físico realizado inadequadamente, pode originar um processo de artrose e até mesmo acelerar uma lesão degenerativa já instalada na coluna vertebral (NATOUR et al., 2000; ACSM, 2004).Segundo Quintanilha (2002 p. 51) “quanto mais mobilidade e flexibilidade tiver a superfície de contato articular, mais vitalidade, lubrificação e maior a durabilidade da capa de revestimento cartilaginosa”.
A discartrose é um processo degenerativo que ocorre no disco intervertebral, em que este perde a capacidade de amortecimento pela redução na altura e pelo endurecimento das estruturas discais, causando dor no local afetado. O disco sofre alteração quando a sua estrutura fibroelástica sofre diversas rachaduras, resultado de traumas, posturas erradas e idade. O núcleo vai perdendo a sua constituição físico-química com o passar dos anos, e pode se alterar completamente, a esse conjunto de modificações damos o nome de discopatia, como essas alterações discais possuem características dos distúrbios produzidos pela artrose articular, a lesão discal é denominada também de discartrose (KNOPLICH, 1982; ABREU e SIMÕES, 2006).
Osteofitose e estenose vertebral
O aparecimento de calcificações de ligamentos e ossificações que crescem para dentro e para fora da estrutura da coluna, geralmente nas bordas das vértebras, e que as suas imagens nos exames de raio-x se assemelham a um bico-de-papagaio é denominada osteofitose. Nos casos em que essas manifestações diminuem o diâmetro do canal vertebral, podendo comprimir as estruturas nervosas e desencadear sinais e sintomas neurológicos, estamos diante de um quadro clínico conhecido como estenose do canal vertebral ou canal vertebral estreito (BANDY e SANDERS, 2003; NEGRELLI, 2006).
Espondilólise e espondilolistese
A espondilolistese pode ser definida resumidamente como uma deformidade em que uma vértebra desliza sobre a outra e provoca um desalinhamento da coluna. Essa lesão pode ocorrer por desgaste das articulações responsáveis pela sustentação, ou defeito na parte posterior da vértebra. Esse defeito na parte posterior da vértebra lombar é denominado espondilólise (STARKEY e RYAN, 2001; ABREU e SIMÕES, 2006).
Hérnia discal
O disco intervertebral é uma estrutura colocada entre duas vértebras, e possui uma área central gelatinosa denominada núcleo pulposo circundada por um anel fibroso, que mantém o núcleo no seu interior. Este núcleo atua como um amortecedor de cargas. A hérnia discal, surge quando o núcleo do disco migra do seu local no centro do disco para a periferia, geralmente posteriormente em direção ao canal vertebral, em que pode estar localizada a medula espinhal, ou as raízes nervosas, dependendo do segmento acometido (SANTOS, 2003; HENNEMANN e SCHUMACHER, 1994).
A hérnia de disco é uma das principais causas de dor na coluna, em especial na região lombar, pois esta região suporta maior peso corporal e ocorrem sobrecargas maiores. A hérnia de disco surge como resultado de repetidos microtraumas na coluna ou por um severo trauma, que com o tempo vão lesando as estruturas do disco intervertebral. O envelhecimento pode ser um fator de degeneração do disco fazendo com que o anel fibroso se rompa e permita o deslocamento do núcleo em direção ao canal vertebral (ROCHA, 2006; MERCÚRIO, 1997).
Atividade física, exercício e coluna vertebral
Apenas recentemente têm-se observado iniciativas quanto à aplicação de programas de exercícios físicos relacionados á promoção da saúde, sendo a grande maioria direcionada a combater agravos crônico-degenerativos de característica cardiovascular e metabólica, como doenças do coração e obesidade. Pouco esforço é despendido, ainda, em programas de atividade física relacionada à saúde, envolvendo o sistema osteomioarticular, tendo como exemplo a lombalgia (TOSCANO e EGYPTO, 2001, p. 132).
Referindo-se a importância dos exercícios físicos Cecin et al. (2001) e Rash (1991) afirmam que os exercícios aeróbios e os de fortalecimento da musculatura abdominal e paravertebral são comprovadamente eficazes, sendo que músculos abdominais fortes protegem a região lombar de diversas atividades perigosas.
De acordo com Rash (1991, p. 122) “o desequilíbrio entre a força da musculatura dorsal e da abdominal, pode criar, um desvio pélvico, alterando a curvatura lordótica e subseqüentemente sobrecarregando o disco vertebral”.
A flexibilidade da cintura pélvica e escapular deverá incluir as musculaturas agonistas e antagonistas, sem impor estresse na coluna lombossacra e cervical durante o exercício. A flexibilidade limitada pode provocar dor, ou ser resultado da restrição de alongamento fisiológico devido à inatividade.
Após um episódio agudo, tenta-se recuperar a flexibilidade simultaneamente com um programa de fortalecimento muscular. Os alongamentos ativos e passivos repetidos são de grande valor para recuperar ou manter o alongamento fisiológico das fáscias, músculos, tendões, ligamentos e capsúlas das articulações sinoviais (CAILLIET, 2003; QUINTANILHA, 2002).
Os exercícios de flexão lombar geram uma elevada compressão mecânica nas estruturas da coluna principalmente no disco intervertebral, Cailliet (2001) relata que quando um sujeito de 70 Kg com peso de 20 Kg nas mãos, realiza uma flexão de tronco para frente em apenas 20 graus, a pressão intradiscal aumenta de 150 Kg para 210 Kg na posição ereta e para 275 Kg na posição sentada.
Os exercícios de extensão da coluna são terapêuticos em alguns casos, porém não devem ser realizados quando agravam os sintomas dolorosos, no caso de hérnias discais volumosas ou extrusas, estenose vertebral, espondilolistese, entre outras (CAILLIET, 2001).
Os exercícios isométricos são de grande valor para a coluna cervical, abdominal, glútea e paravertebral nas osteoartroses da coluna, sendo que a sobrecarga mecânica é pequena quando realizada corretamente, isso implica em não utilizar contrações máximas inicialmente. Na coluna lombar o trabalho muscular isométrico deve sempre ser complementado com um programa de fortalecimento isotônico, enfatizando paravertebrais e abdominais (BARROS FILHO, 1995; BASILE JÚNIOR, 1995).
A deficiência dos músculos extensores de tronco, deve ser considerado na elaboração de programas de exercícios em sujeitos com dores lombares. Os músculos extensores do quadril desempenham um importante papel em auxiliar indiretamente os músculos eretores espinhais na estabilização da coluna lombar e na prevenção de dor nesse segmento vertebral (GONÇALES e BARBOSA, 2005).
A deambulação (caminhada) é uma ótima opção aeróbia, ela oferece pouco impacto, e nela ocorre uma leve torsão de tronco, girando-o gradualmente e estirando suavemente as fibras anulares do disco vertebral em grau fisiológico de alongamento, favorecendo a nutrição e rigidez do disco, não esquecendo também do grande valor do ponto de vista metabólico e cardiovascular (NEGRELLI, 2005; CAILLIET, 2003).
Segundo Cailliet (2001, p. 251) “o exercício físico como forma terapêutica é altamente desejável e realístico para a restauração da área afetada, essa afirmativa implica que o exercício é dirigido principalmente para a deficiência funcional do trauma. O exercício físico é uma forma poderosa para recuperar a força, a resistência, a flexibilidade, além da mobilidade”.
Situações patológicas nas quais os efeitos benéficos dos exercícios resistidos têm sido documentados e incluem: artoses, osteoartrites crônicas, tendinites crônicas, discopatias em geral (degeneração discal e hérnias de disco) dores posturais, entre outras doenças metabólicas, cardiovasculares e músculo-esqueléticas. Os exercícios resistidos são seguros desde que bem orientados, pois a posição corporal, as cargas e as amplitudes podem ser adequadamente adaptadas em função de qualquer limitação (SANTARÉM, 2006).
Um importante fator de proteção à coluna é a prática dos exercícios resistidos associados a alongamentos específicos. A prática da musculação torna a pessoa mais forte, mais à probabilidade de lesões na sua prática existem, portanto, a seleção dos exercícios, o volume e intensidade destes exercícios podem, se não prescritos adequadamente, contribuir para desordens da coluna (TOSCANO e EGYPTO, 2001).
Evidentemente, os exercícios resistidos deverão ser indicados pelo médico responsável e conduzido por profissional de saúde habilitado e especializado, em ambiente adequado (SANTARÉM, 2006; BARROS FILHO e BASILE JÚNIOR, 1995; NEGRELLI, 2006).
De acordo com Santos (2006); Greve e Amatuzzi (1999), os exercícios de fortalecimento de tronco, membros superiores e inferiores são fundamentais para dar suporte ao corpo e aumento da resistência à fadiga, com o objetivo de minimizar as sobrecargas na coluna vertebral.
Quando existe uma condição crônica afetando a estrutura músculo-esquelética, a falta de exercícios pode piorá-la. Os exercícios ou posições corporais que provoquem dor devem ser evitados ou substituídos por outros, realizando as atividades propostas progressivamente, respeitando sempre o limite da dor e a evolução de cada indivíduo. Apesar de evidências mostrando que indivíduos ativos apresentam um menor risco de sofrer uma lesão e dor na coluna, o fato de realizar uma atividade física no cotidiano não implica fator de proteção para a coluna vertebral, devendo-se atentar, quanto ao tipo de exercício, nível de atividade, carga de trabalho e postura corporal (TOSCANO e EGYPTO, 2001).
É importante orientar o indivíduo sobre aspectos ligados a percepção postural, fazendo com que o indivíduo adote também uma mecânica corporal mais adequada no seu dia-a-dia minimizando sobrecargas na coluna. Os benefícios das atividades físicas são de real valor, no entanto se houver recorrência de enfermidade, os exercícios deverão ser descontinuados e reiniciados somente quando houver remissão dos sintomas.
Conclusão
As afecções da coluna vertebral atingem proporções epidêmicas e preocupantes na sociedade, destacando as lesões da coluna lombar. A atividade física representa um papel de grande relevância na recuperação física estrutural e funcional em indivíduos acometidos por lesões degenerativas da coluna vertebral. Os objetivos primários referentes ao exercício nessa população consistem em restaurar a amplitude movimentos sem dor, restauração da força muscular localizada e periférica (membros superiores e inferiores), resistência e coordenação neuromuscular e retorno às atividades normais. A modalidade de exercício físico, assim como a freqüência e intensidade com o qual o mesmo é praticado podem ser determinantes para o desenvolvimento ou agravamento de lesões da coluna vertebral. Concluímos que as atividades físicas aeróbias, de fortalecimento muscular e de flexibilidade são componentes essenciais e comprovadamente eficazes no programa físico de indivíduos com lesões degenerativas da coluna vertebral, quando prescritos e realizados adequadamente.
Referências bibliográficas
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· GREVE, J.M.D.A; AMATUZZI, M.M. Medicina de reabilitação aplicada à ortopedia e traumatologia. São Paulo: Roca, 1999.
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· ROCHA, B. Coluna Vertebral. Disponível em: http://www.corpohumano.hpg.ig.com.br. Acesso em: 02 de junho de 2006.
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· SANTOS, M. Hérnia de disco: uma revisão clínica, fisiológica e preventiva. Revista Digital, Buenos Aires, a. 9, nº 65, out. 2003. http://www.efdeportes.com
· TOSCANO, J.J.de.O.; EGYPTO, E.P.do. A influência do sedentarismo na prevalência de lombalgia. Revista Brasileira de Medicina do Esporte. São Paulo, vol. 7, nº 4, p. 132 a 136, jul/ago. 2001.
· WAJCHEMBERG, M.B. et al. Early rehabilitation of athletes using hidrotherapy after surgical treatment of lumbar disc herniation
Sérgio Luis Peixoto Souza Junior
fonte:efdesportes
Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que 80% da população mundial terá, pelo menos, duas crises de dor na coluna durante a vida. Nestes casos, tanto para a coluna cervical quanto para a coluna lombar, os efeitos analgésicos cumulativos da terapia manual foram estudados e comprovados, reduzindo a dor e os espasmos pós-lesão, acelerando a recuperação.
“A terapia manual inclui um impulso manipulativo de alta-velocidade e baixa amplitude e mobilizações oscilatórias, se mostrado capaz de diminuir a dor e melhorar a função do paciente”, explica Roberto Serafim, fisioterapeuta e professor universitário, pós-graduado em Aparelho Locomotor no Esporte pela Escola Paulista de Medicina, especialista na restauração de funções articulares.
Direto no local
Ele explica que a terapia foi e é extensivamente pesquisada e pode agir diretamente em problemas comuns da população brasileira, como dores na coluna cervical e coluna lombar.
É a partir desta premissa que a terapia manual vem recebendo atenção cada vez maior de pesquisadores e profissionais de saúde e sendo aplicada com sucesso em tratamentos dedicados ao sistema músculo-esquelético (sistemas muscular, articular e neural).
A incidência deste tipo de dor é tanta que em 1994, a Agência em Política e Pesquisa em Saúde nos USA desenvolveu o Guia para Dor Lombar Aguda. Em 1997, a Nova Zelândia também criou um guia oficial que recomenda a terapia manual nas primeiras quatro a seis semanas de dor lombar. O Royal College of General Practitioners, do mesmo país, afirmou que existem fortes evidências para apoiar o uso da manipulação na dor lombar, provendo maior rapidez na melhora da dor e no nível de atividade do paciente.
Mãos na massa
A fisioterapia manual consiste em utilizar as mãos para recompor a capacidade de reparo do organismo. Assim, a manipulação afeta propriedades mecânicas dos tecidos como elasticidade, força e alongamento. Ela trata as deficiências neuromusculares decorrentes de doenças e lesões musculoesqueléticas como perda de equilíbrio e movimento, permite a correção postural, além de causar reações psicológicas que apresentam uma resposta somática traduzida pelo relaxamento e sensação de bem estar.
Fonte: Yahoo
OBJETIVOS. Avaliar a prevalência destas algias na coluna vertebral, identificar sua localização e a associação entre idade, idade
gestacional, acometimento nervoso e a presença de dor anterior à gravidez.
MÉTODOS. A dor nas costas foi identificada através de estudo descritivo, no qual se realizaram entrevistas através de um
questionário estruturado pelos autores a 203 gestantes, selecionadas em salas de espera de Unidades Básicas de Saúde da
cidade de Paulínia (Estado de São Paulo), no momento em que chegavam para a assistência pré-natal, entre janeiro e
dezembro de 2001.
Fonte scielo
Com o aumento do peso e o crescimento da barriguinha, a coluna fica sobrecarregada sendo mais freqüentes, nesse período, as dores nas costas. Para prevení-las ou aliviá-las, é importante não assumir posturas erradas. Por exemplo, muitas gestantes cedem à tentação de exibir a sua barriga, projetando-a ainda mais para a frente. Esse velho costume força a lordose e pode custar caro à sua coluna. Por isso, mais do que nunca a futura mamãe deve adotar, ao caminhar, a clássica postura “barriga para dentro, peito para frente e cabeça para cima”.
Procure também sentar em cadeiras com encosto reto e fuja dos sofás muito macios. Aparentemente superconfortáveis, eles são um convite para que você se jogue no assento de qualquer jeito. Nos últimos meses, isso pode levar, inclusive, ao rompimento da bolsa.
A escolha dos sapatos certos também é importante. Esqueça os de salto alto e bico fino. Os médicos aconselham usar calçados de couro, amplos na região dos dedos, com saltos de até 3 cm e alguma elasticidade. Além de não prejudicarem a coluna, são confortáveis para os pés, que durante a gravidez, tendem a ficar inchados ao longo do dia. Um último lembrete: tenha por hábito usar meias elásticas. Elas ajudam na prevenção de “vasinhos” e varizes.
Fonte: Bibliomed
Também conhecida como bursite, pode ter início com uma aparentemente simples dificuldade de se vestir ou alcançar um objeto no alto de uma prateleira. O problema é a rapidez com que a pessoa pode ter seus movimentos limitados pela dor. “Para o paciente, é como se o ombro estivesse mesmo congelado, impossibilitando movimentos simples, como o de alcançar o bolso de trás da calça”, diz o doutor Gilberto Anauate ortopedista-chefe do Hospital Santa Paula. A bursite é caracterizada pela inflamação da articulação do ombro, podendo afetar músculos, nervos e fluidos sinoviais”.
Geralmente, a síndrome do ombro congelado está associada a dores no pescoço ou mesmo na coluna. O diagnóstico inicial e o tratamento devem levar em consideração essas outras partes do corpo” .
Mulheres entre 40 e 50 anos formam o grupo mais atingido pela doença, podendo estar associada a quedas ou mau jeito. “Pessoas que praticam esportes que forçam muito os ombros, como o tênis e o voleibol, são fortes candidatas a sofrer desse mal, assim como aqueles que têm diabetes, disfunções na tireóide, ou mesmo que apresentem níveis altos de triglicérides”.
A boa notícia é que a síndrome do ombro congelado não dura para sempre. Mas, quando não diagnosticada e não tratada pode restringir os movimentos por cerca de seis meses, no mínimo. ” Além de medicamentos injetáveis, a fisioterapia é recomendada na maioria dos casos. Apesar da dificuldade de movimentação da articulação, um bom profissional deverá prescrever exercícios específicos para o fortalecimento dos músculos e para dissolver a tensão causada pela dor. Aos poucos, o paciente vai retomando a confiança de se movimentar normalmente” , diz o médico ortopedista. Ressalta que casos mais extremos podem indicar tratamento cirúrgico. (www.santapaula.com.br)
Fonte: jornaldeararaquara acesso: 08-10-2009
A hérnia de disco lombar (HDL) é uma causa comum de dor lombar e ciática. Quando o tratamento clínico não oferece melhora dos sintomas, a cirurgia pode ser proposta em casos selecionados. Apesar de ser efetiva, uma pequena, porém significativa parcela dos pacientes operados podem não melhorar. Diversos fatores podem influenciar tais resultados. A insatisfação no ambiente de trabalho é relacionada com um maior índice de maus resultados
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