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Correlação dos desvios posturais com dores músculo-esqueléticas


O desgaste sofrido pelo corpo, devido às atividades da vida diária, pode ser agravado por posturas inadequadas, pois desvios na postura anatômica tencionam tecidos moles e sobrecarregam estruturas esqueléticas. A má postura pode resultar em dor e vice-versa. O objetivo deste trabalho foi, mediante corte transversal, correlacionar dores musculoesqueléticas e alterações posturais em amostra composta por funcionários e acadêmicos de uma faculdade de Fisioterapia em Salvador-BA, de ambos sexos, entre 20 e 50 anos e com dor músculo-esquelética. Os participantes preencheram um questionário e foram fotografados com a câmara digital para a tomada das imagens nas vistas lateral esquerda, posterior e anterior. Para a análise dos resultados, utilizaram-se os testes estatísticos Pearson chi-square e Likelihood ratio chi-square, para verificação da associação entre as dores mais prevalentes e as alterações posturais dos locais próximos às dores analisadas. A amostra foi composta de 54 pessoas, sendo que 58% nunca realizaram tratamento para dor, 83,3% apresentou cabeça anteriorizada, 68,5% hiperlordose e 66,6% anteversão pélvica. Os locais mais prevalentes de dor foram coluna lombar (39,7%), cervical (12,2%) e torácica (12,2%). No grupo com dor lombar (p=0,98), observou-se semelhança nos desvios posturais considerados; no grupo com dor torácica (p=0,92), encontraram-se mais pessoas com desvios posturais nas regiões lombar e torácica; e no grupo com dor cervical (p=0,69), a maioria de pessoas possuía desvios na região torácica e na inclinação da cabeça. O estudo demonstrou não existir associação de alterações posturais com dor músculo-esquelética na população estudada.

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Fonte: Portalseer  Acesso: 23-01-2012

Avaliação postural através dos pés


A Baropodometria Eletrônica é um recurso de alta tecnologia que contribui para avaliação postural de atletas e de pessoas sedentárias. Pode aplicar-se a indivíduos sadios ou portadores de alguma patologia de diferentes causas: seja ortopédica, traumatológica e/ou neurológica. Para melhor entendermos este recurso, começamos pela sua nomenclatura: Baro significa pressão, Podo é relativo aos pés e Metria é a referência quantitativa desta avaliação. Enfim, com este exame avaliaremos a distribuição de peso ou pressão nos pés e relacionaremos os resultados com as alterações posturais do indivíduo.


Normalmente, os Baropodômetros Eletrônicos constituem-se de uma plataforma de mais ou menos 45×57,5cm para as avaliações estáticas ou esteiras que podem chegar até 10 metros para as avaliações dinâmicas. Na sua superfície existem sensores eletrônicos que captam as diferentes pressões do indivíduo em pé (postura ortostática) ou caminhando. Os dados coletados são enviados a um Software que ajudará na interpretação dos valores coletados durante a análise. Numa avaliação estática ou dinâmica, podemos analisar as seguintes variáveis relacionadas aos pés dos indivíduos: pressões máximas e pressões médias em kgFcm2, distribuição de peso entre os pés em percentual (%) para cada lado, superfície em cm2, barocentro do pé e da postura (cm), estabilometria (avalia as oscilações em milímetros dos pés e do corpo nos diferentes planos), tempo do passo, velocidade e análises em 3D.


Você deve estar se perguntando por que e como a Baropodometria Eletrônica avalia a postura? Profissionais, normalmente Fisioterapeutas, com a formação em Podoposturologia irão avaliar não apenas os pés com este recurso, e sim todas as possibilidades de alterações posturais que irão determinar as pressões anormais nos pés. Por exemplo, pessoas com alterações vestibulares como a labirintite, alterações visuais como a miopia e astigmatismo, alterações da ATM (articulação têmporo mandibular) como o bruxismo, má oclusão, alterações ortopédicas da coluna como a escoliose, hiperlordose e outras. Assim como as alterações de quadris, joelhos (varo, valgo e recurvatum) e por fim as alterações típicas dos pés como a pronação, supinação, pés cavos, pés planos e suas distribuições de peso no antepé, médiopé e retropé que é a região do calcanhar que tem a função de receber as maiores cargas. Todos estes sistemas influenciam diretamente no resultado do exame e devem ser considerados.

Diante dos resultados traduzidos por Softwares específicos, a interpretação destes irá determinar a melhor forma de tratamento para melhora da “geometria” postural. Os pés são nossa base de sustentação e nossa mola propulsora para o deslocamento, daí sua importância global. Reforço muscular específico, alongamentos, reeducação postural, relaxamento terapêutico de músculos tensos, treino de resistência da região da cintura pélvica, propriocepção, palmilhas personalizadas ou mesmo uma melhor indicação para aumento da performance no esporte praticado pelo indivíduo poderão ser as conclusões deste exame que veio para agilizar e facilitar a reabilitação ou promoção da saúde dos indivíduos.~

Fonte: finalsports

Artigo: “Escoliose”


Autora: Ana Claudia Bonome Salate

INTRODUÇÃO
A escoliose envolve uma modificação estrutural das vértebras e costelas com rotação vertebral no plano transverso, desvio lateral no plano frontal e lordose no plano sagital, o que esteticamente gera transtornos, principalmente em crianças e adolescentes por seu caráter evolutivo (DICKSON & LEATHERMAN, 1988; DICKSON & LEATHERMAN, In DICKSON, 1990).

Vários autores têm pesquisado alguns métodos de mensuração dessas deformidades nos três planos a fim de acompanhar a evolução das mesmas (THULBOURNE & GILLESPIE, 1976; WEINSTEIN, ZAVALA, PONSETI, 1981; DICKSON, 1983; DUVAL-BEAUPÈRE & LAMIREAU, 1985; TURNER-SMITH et al., 1988; CRUICKSHANK, KOIKE, DICKSON, 1989; NISSINEN et al., 1989; CARR et al.,1989, 1991; CARMAN, BROWNE, BIRCH, 1990; PEARSALL, REID, HESSEN, 1992; DUVAL-BEAUPÈRE, 1992, 1996; SCUTT, DANGERFIELD, DORGAN, 1996; SOUCACOS et al.,1997; THEOLOGIS et al.,1997).

As deformidades vertebrais na escoliose estão intimamente relacionadas com sua patogênese, que permanece desconhecida, especialmente na escoliose idiopática, o que representa mais de 80% de todas as escolioses. Consequentemente, muitas hipóteses têm sido apresentadas, focalizando sobre fatores genéticos, esqueléticos, miogênicos, tóxicos ou químicos, mecânicos ou biomecânicos, neurohormonais e neurogênicos. Até agora, nenhuma dessas hipóteses foram convincentes. (BYRD III, 1988; COILLARD & RIVARD, 1996).

SMITH & FERNIE (1991), estudando a biomecânica funcional da coluna, relataram que a coluna vertebral, quando curvada dentro de seu estado normal, mais ainda sob condições de escoliose, é um sistema inerentemente instável, requerendo suporte muscular ativo para manter sua postura. A progressão de uma curva escoliótica pode ser vista como uma deformação planejada em escalas combinadas por alterações devido ao crescimento. A presença de rotação axial combinada com inclinação lateral, pode contribuir para o desenvolvimento de curvas escolióticas exageradas. A deformidade do corpo vertebral que acompanha a escoliose, vai destruindo qualquer simetria e vai adicionando um estado de desequilíbrio.

Por ser um tema tão abrangente, a escoliose tem conduzido pesquisas, principalmente no que diz respeito à deformidade produzida na superfície corpórea, e sua relação com a deformidade anatômica estrutural pela rotação dos corpos vertebrais e a magnitude da angulação na curva escoliótica.

ETIOLOGIA E INCIDÊNCIA DA ESCOLIOSE
A escoliose pode ser classificada segundo sua etiologia em estrutural e não estrutural. Na primeira temos a idiopática, a neuromuscular e a osteopática; a não estrutural pode ser causada pela discrepância de membros inferiores, espasmo ou dor nos músculos da coluna vertebral por compressão de raiz nervosa ou outra lesão na coluna e ainda pelo posicionamento do tronco (KISNER & COLBY, 1987).

Segundo THOMSON, SKINNER, PIERCY (1994), a escoliose idiopática é responsável pela maioria dos casos de escoliose estrutural que não dependem de processos patológicos ou de traumas ósseos. A escoliose idiopática pode ocorrer na infância e na adolescência e pode afetar qualquer parte da coluna secundária acima ou abaixo, dependendo da posição da primária. A curva tende a aumentar até a cessação do crescimento esquelético, sendo de pior prognóstico as torácicas devido à rotação da caixa torácica e conseqüente efeito sobre a respiração e sistema cardiovascular.

DICKSON (1983), realizou um estudo epidemiológico em crianças em idade escolar e constatou 3 tipos de escoliose: escoliose por inclinação pélvica (aproximadamente 40% dos casos); escoliose vertebral (60% dos casos); escoliose progressiva (10% das escoliose vertebrais que mediram 10o ou mais e que progrediram 5o ou mais por ano). Essa assemelha-se à escoliose idiopática, pois em garotas com curvas torácicas à direita o potencial de progressão é considerável, sendo que o índice de prevalência foi de aproximadamente 15%. Nas escoliose por inclinação da pelve, nenhuma progressão ocorreu durante o presente estudo.

GIBOSIDADE
A escoliose estrutural é caracterizada pela presença de um proeminência rotacional no lado convexo da curva. Nesta, as vértebras são rodadas no sentido da convexidade, que é melhor visualizada quando o paciente realiza uma flexão anterior de tronco, produzindo uma gibosidade. Essa gibosidade é uma alteração no formato da superfície do tronco de difícil correção, provavelmente resultante da deformidade da caixa torácica, quando na região torácica, sendo este um importante componente da escoliose que ainda não é bem entendido. Se a gibosidade for localizada na região lombar, caracteriza-se por uma proeminência ou maior volume da musculatura e pode ser correlacionada com a magnitude da deformidade espinhal (THULBOURNE & GILLESPIE, 1976; STOKES, ARMSTRONG, MORELAND, 1988; STOKES, 1989).

A postura de flexão anterior da coluna para observar e medir a gibosidade também é conhecida como teste de Adams e transformou-se na posição padrão para detectar escoliose. Essa posição de flexão anterior de tronco com o paciente em posição ortostática parece produzir a acentuação da deformidade na superfície do tronco, que é associada a uma deformidade vertebral subjacente em pacientes com escoliose. O aparente aumento da proeminência da deformidade na superfície do tronco durante a flexão anterior é a base do teste de avaliação, recomendado pela Sociedade de Pesquisas em escoliose e usado extensivamente por todo o mundo (DICKSON & LEATHERMAN, 1988). CARR et al. (1991), acrescenta que a deformidade da caixa torácica causa uma elevação do lado da convexidade e depressão do lado da concavidade.

Segundo THULBOURNE & GILLESPIE (1976), na escoliose idiopática o mais importante componente é a gibosidade torácica, e ainda acrescenta que é a característica mais ressentida pelo paciente. Os autores usaram um método simples de mensurar a deformidade das costelas em escoliose idiopática através de um instrumento que consiste de uma série de faixas móveis, que acompanha um nível d’água.

CAILLIET (1977), usou um instrumento composto de três réguas para medir o lado côncavo e convexo da gibosidade na curva escoliótica e usou também um outro instrumento com uma agulha oscilante sobre uma bolha de ar que fornecia o ângulo da obliqüidade numa escala em graus. Segundo ele, há muitos métodos para medir objetivamente a deformidade de rotação da coluna escoliótica.

SURÓS (1977), também usou um hidrogoniômetro de Rippstein, que fornecia a medida em graus, assim como fez uso de uma medida mais simples, através de uma régua e um nível d’água, que fornecia em milímetros a quantidade de gibosidade.

DUVAL-BEAUPÈRE & LAMIREAU (1985), relataram que a altura da gibosidade está diretamente correlacionada com a velocidade de progressão da escoliose, e também com o ângulo de Cobb na posição supina. DUVAL-BEAUPÈRE (1992, 1996), usou um nível d’água para medir gibosidade em escoliose, na posição sentada com flexão anterior do tronco. Os resultados mostraram que 95% dos pacientes estudados que apresentavam ângulo de Cobb inicial em supino maior que 17° ou ortostático de 24° ou gibosidade maior que 11mm, mostravam uma escoliose progressiva. O mesmo autor em 1996, repetiu o experimento e declarou que nenhum prognóstico pode ser feito baseado nestes parâmetros citados anteriormente, mas se na primeira avaliação, estes excedem os valores limiares, o risco de piora é bem maior e a escoliose provavelmente progredirá.

BUNNELL & DELAWARE (1984); BUNNELL (1993), utilizaram o escoliômetro, que é um instrumento que é colocado na superfície do tronco e fornece o ângulo de inclinação torácica, ou seja, a medida da gibosidade em graus.

O escoliômetro, segundo MURRELL et al. (1993), tem sido proposto como sendo um objeto simples e não invasivo para exame e acesso na progressão da escoliose. O paciente permanece em flexão anterior e o instrumento é colocado em sua região torácica, e o maior grau de rotação é visualizado. Uma mensuração similar pode ser feita na região lombar.

NISSINEN et al. (1989), utilizaram um nível d’água e o escoliômetro em escolares para avaliar a assimetria do tronco e escoliose. O tamanho da gibosidade em milímetros e em graus era maior em garotas, e a maioria das crianças (61%) tinham gibosidade de 1-5mm; 20%, aproximadamente, tinham gibosidade de 6mm ou mais. Existiu uma correlação positiva entre o tamanho da gibosidade e o ângulo de rotação do tronco medido através do escoliômetro; e houve uma discreta correlação entre o tamanho da gibosidade e o ângulo de Cobb.

PEARSALL, REID, HEDDEN (1992), realizaram uma pesquisa com 14 sujeitos com escoliose idiopática adolescente e utilizaram três métodos não invasivos para mensurar escoliose, através do contorno do tronco. Eles usaram o escoliômetro, um aparelho de contorno do tronco (back contour device) e a imagem fotográfica de Moiré e correlacionaram com o ângulo de Cobb de radiografias em ântero-posterior. A possível vantagem dessas medidas é que fornecem um registro quantitativo que pode ser usado para verificar a progressão ou regressão da curva escoliótica. Esse método teve como resultado que as correlações das medidas com o ângulo de Cobb na região torácica foram estatisticamente significantes para o escoliômetro, aparelho de contorno posterior e imagem fotográfica de Moiré. Entretanto, na região lombar as mesmas não foram identificadas. O estudo mostra ainda que, se existir um movimento associado entre a rotação axial e inclinação lateral na coluna escoliótica, as observações propostas parecem razoáveis, isto é, a severidade da inclinação lateral pode ser proporcional ao grau de rotação vertebral, conduzindo para a rotação do tronco e costelas dentro da região torácica. Apesar dos resultados obtidos sugerirem que esses métodos não invasivos sejam indicadores razoáveis das condições escolióticas da coluna torácica e para diagnóstico clínico preciso do estado escoliótico de toda coluna, a investigação radiográfica ainda se faz necessária.

A flexão anterior é o melhor prognóstico para escoliose no adolescente em crescimento (NISSINEN et al., 1992). Esse autor concluiu que todas as crianças em que a escoliose idiopática progressiva se desenvolveu, tiveram uma assimetria visível na idade de 10 anos. Um número de fatores relatados com a assimetria de tronco, postura e crescimento, independentemente um do outro, predispõe ao desenvolvimento de uma manifestação clínica de escoliose.

SCUTT, DANGERFIELD, DORGAN (1996), sugerem que a adoção de uma posição padronizada, a mensuração da deformidade na superfície através de radiografia, permitirá consistência de julgamentos clínicos baseado sobre estes parâmetros. Os autores investigaram 27 pacientes com escoliose idiopática do adolescente e usaram o escoliômetro para medir o ângulo de inclinação torácica em três posições: flexão anterior na posição ortostática e na posição sentada e em decúbito ventral. Houve uma boa correlação do ângulo de inclinação torácica quando medido na posição de decúbito ventral com as medidas radiográficas de rotação vertebral e do ângulo de Cobb. Essa medida em decúbito ventral era menos sujeita à mudanças de posição do paciente e mais confortável para o mesmo, particularmente se estivesse em período pós operatório. Quando em posição de flexão anterior na posição ortostática, a gibosidade era melhor observada, sendo importante por tornar aparente deformidades pequenas que serão mensuradas.

SOUCACOS et al. (1997), utilizaram o teste de Adams e um nível d’água para estudar a prevalência de escoliose em escolares. Após a mensuração com a régua e um nível d’água, as crianças que apresentavam gibosidade maior do que cinco milímetros eram encaminhadas para exame radiológico para confirmação da presença de escoliose. Das 4185 crianças avaliadas por radiografia, 1402 apresentavam assimetria no teste de Adams, mas radiologicamente não havia escoliose. A avaliação de escolares com escoliose usando um teste simples parece ser um efetivo meio para a precoce detecção e acompanhamento de escoliose e outras deformidades vertebrais.

Mensurações não invasivas seriadas do contorno da superfície do tronco, particularmente o tamanho da gibosidade, podem predizer a progressão da escoliose (THEOLOGIS et al., 1997) e a importância de intercalar essas medidas entre medidas radiológicas é realizada objetivando um bom parâmetro quantitativo de acompanhamento das escolioses sem expor os pacientes aos riscos decorrentes da radiação excessiva (NASH et al., 1979; ARDRAN et al., 1980; KOGUTT, WARREN, KALMAR, 1989).

EVOLUÇÃO
A importância em detectar precocemente a escoliose reside no fato de que o tratamento, mesmo nas escolioses leves, pode ser iniciado com o objetivo de, pelo menos observar a evolução do quadro ou indicar tratamentos não operatórios, embora estes nem sempre apresentem bons resultados. Sem intervenção, a curvatura progride entre o tempo de detecção e o tempo de maturidade esquelética; o risco de progressão aumenta assim que o grau de curvatura aumenta (ROWE et al.,1997).

O diagnóstico precoce pode levar à revelação da escoliose precoce mínima, e o encaminhamento precoce ao tratamento, havendo menos necessidade da realização de uma cirurgia. Além disso, a descoberta da escoliose antes de ocorrer uma rotação significativa, resultará na prevenção de anormalidades estéticas significativas, dor e complicações cardiopulmonares (CAILLIET, 1977).

A evolução da escoliose na criança é possível enquanto houver crescimento vertebral remanescente na coluna. Quando o crescimento for completo, de acordo com o indicado pelas epífises “fechadas e fundidas”, termina a assimetria do corpo vertebral, levando à escoliose estrutural. O aumento da curvatura escoliótica no adulto é conseqüência de alterações no disco intervertebral com um aumento na compressão no lado côncavo da curvatura, o que geralmente ocorre em curvas com ângulo de Cobb maior que 50o (CAILLIET, 1977).

STOKES (1997), constatou que a causa da progressão da escoliose é primariamente biomecânica. De acordo com sua tese, a curvatura lateral altera a geometria muscular e vertebral e o padrão de ativação muscular, causando uma assimetria na força da musculatura vertebral. Seu estudo confirmou que a força mecânica influencia o crescimento e, portanto, a forma vertebral em crianças.

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Fonte: Fisionet

Proteja sua coluna contra as fisgadas que limitam os movimentos


Para isso, identifique o que causa as terríveis dores e livre-se do problema na origem.

A maioria das pessoas só percebe que precisa proteger mais sua coluna (ou que ela existe) quando as dores começam a incomodar e a limitar a realização de tarefas… E é justamente esse descaso com a região que sustenta o nosso corpo que prejudica o tratamento e o alívio desse incômodo.

Felizmente, na maior parte dos casos (80% deles), a dor nas costas não dura mais do que três meses e desaparece, com ou sem medicação, segundo o médico Jamil Natour, professor de Reumatologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Neste caso, o paciente obrigatoriamente tem que mudar o estilo de vida. Parar de fumar, emagrecer, alongar, cuidar da postura e ficar calmo , receita José Goldenberg, reumatologista do Hospital Albert Einstein e autor do livro Coluna, Ponto e Vírgula . Mesmo assim, não devemos subestimar o problema, porque as causas da dor são múltiplas e vão desde simples vícios de postura até a presença de doenças graves.

Cabe ao médico avaliar os sinais de alerta. Se existirem, é necessária uma maior investigação da causa e do melhor tipo de intervenção. Os sinais de perigo são febre, perda de peso, histórico de trauma, quando a dor piora com repouso e quando o primeiro episódio ocorre em crianças ou após os 60 anos.

Conheça a seguir os oito vilões que mais abalam a sua estrutura:
1- TABAGISMO, sempre ele
Pouco se fala a respeito, mas o cigarro, além de todos os prejuízos já conhecidos à saúde, também pode afetar o bom funcionamento da coluna vertebral. Segundo os médicos, a dor nas costas costuma tornar-se crônica mais freqüentemente entre os fumantes. A teoria é a de que os discos situados entre as vértebras e que funcionam como amortecedores para os impactos são irrigados por vasos capilares, que, por sua vez, são afetados pelo tabaco. Ou seja, o fumo atrapalha a circulação do sangue nessa região.

2- DEFORMIDADES na coluna

Escoliose, hiperlordose e hipercifose podem ser um fator de risco ou a origem da dor, mas só se tornam causa do problema quando associadas a outros aspectos. Um exemplo é quando a musculatura flácida deixa de oferecer sustentação para a coluna. A gravidade varia conforme o ângulo de curvatura.

A escoliose é caracterizada como um desvio lateral da coluna. Pode ocorrer já na infância, com maior freqüência em meninas e, nesse caso, exige tratamento rápido para evitar deformidade óssea e artrose no futuro. Escolioses de até 10 graus de angulação ocorrem em até 3% da população. O Instituto Nacional de Tráumato-Ortopedia (Into), órgão ligado ao Ministério da Saúde, alerta: crianças que carregam mochilas muito pesadas correm o risco de desenvolver postura incorreta e apresentar desvios na coluna vertebral. O peso das mochilas não deve ultrapassar o limite de 10% do peso da criança.

Já a hiperlordose é a lordose (curvatura normal da coluna) exagerada. É caracterizada pelo bumbum arrebitado e mais comum em mulheres, tanto que o salto alto é um agravante. O problema, geralmente, é bem tolerado, mas, às vezes, pode causar dor. Neste caso, é preferível circular com os glúteos em posição normal, sem forçar a saliência, para o bem da coluna. Já a hipercifose é aquela corcundinha que aparece com freqüência ainda na adolescência, quando os jovens tentam disfarçar a altura ou, no caso das meninas, os seios fartos.

3- o peso da GRAVIDEZ
Até cerca de 50% das mulheres grávidas sofrem de dores na coluna. Porém, os médicos perceberam que a dor é pior no primeiro trimestre. Atualmente, muitos especialistas acreditam que a causadora da dor é a mudança hormonal. Um hormônio relaxaria e diminuiria o tônus da musculatura, especialmente da pélvis. Esse problema é muito comum. Acontece muito. Mas não é normal. Sentir dor não é normal , diz Arnaldo Libman, autor do livro Cure sua Coluna .

Engordar demais força as estruturas osteoarticulares e também responde por dor. Neste caso, a postura também tem sua cota de participação, especialmente com o hábito da grávida de jogar a barriga para a frente e o quadril para trás.

Libman recomenda à futura mamãe procurar um médico, especialmente porque o tratamento de grávidas é mais complexo, uma vez que elas devem evitar medicamentos fortes. Para resolver o problema, exercícios adequados, hidroterapia e até uma cinta de sustentação podem ser indicadas.

4- OBESIDADE
Para afetar a coluna, não é necessário entrar na categoria de obeso. Cada 10 quilos a mais do que o recomendado aumenta em 20% o risco de dor nas costas. Ou seja, a cada 2,5 quilos somados, cresce em 5% a chance da pessoa vir a sofrer de dor nas costas.

5- SEDENTARISMO, fuja dele
O sedentarismo também tem sua parcela de responsabilidade. O exercício físico alonga e fortalece os músculos, lubrifica as articulações e nutre os discos. Por outro lado, é preciso certa cautela. Alguns exercícios podem aumentar as dores ou piorar o estado de quem já sofre com o problema. Portanto, é necessário escolher a atividade adequada e começar devagar.

Boas opções são caminhadas, natação, bicicleta (atenção à postura!), alongamentos e fortalecimento da musculatura. Os abdominais, além de deixar a barriga tanquinho, ajudam a coluna. A idade também pesa sobre a coluna.

Aos 20 anos, uma pessoa tem os discos compostos por 70% de água. Com o passar do tempo, além de sofrerem desgaste, perdem água.

6- POSTURA reta
A principal causa de dor nas costas é a postural mecânica. Essa é a causa mais comum de dor aguda. A pessoa leva uma vida sedentária e fica em uma posição ruim o dia todo , afirma Ari Radu Halpern, presidente da Sociedade Paulista de Reumatologia.

A capacidade da coluna adaptar-se a essa espécie de ginástica postural equivocada é limitada. Não é por falta de uso. Somente a cervical (parte superior da coluna) realiza 600 movimentos por hora, um a cada seis segundos. Boa postura não é só conseguir carregar um livro na cabeça sem deixar cair, como ensinavam nossas mães e avós.

A forma como você trabalha no computador, como fica sentado, como abaixa para pegar um objeto que caiu, como dorme, como carrega peso….. Cada atividade exige consciência corporal, pois apenas entrar no carro ou se jogar na cadeira pode lesionar sua coluna. Em geral, a dor nas costas de origem mecânico-postural melhora com repouso.

7- CAUSAS emocionais
O estresse da vida moderna cobra seu preço muitas vezes por meio da coluna. Um dia de pressão e sobrecarga de trabalho, aquela sensação de carregar o mundo nas costas, por exemplo, pode tensionar as delicadas estruturas da coluna e desencadear a dor.

Os especialistas sabem que os sintomas dolorosos nessa região podem ser conseqüência de problemas emocionais. Emoções negativas podem se manifestar como dor , diz Arnaldo Libman, reumatologista e diretor do Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, no Rio. É freqüente a junção de alterações físicas e emocionais em pessoas que têm problemas de coluna , afirma em seu livro Cure sua Coluna .

O estresse e a depressão também são provocados pela dor nas costas, em um círculo vicioso complicado. Com o problema, a pessoa deixa de trabalhar e isso provoca sentimentos negativos. Por isso, o aspecto psicológico e emocional precisa ser considerado antes, durante e depois do tratamento.

8- atenção às DOENÇAS
Segundo especialistas, existem até 100 doenças que podem causar dor nas costas. A hérnia de disco é uma das mais freqüentes. Ocorre pelo deslocamento de um disco intervertebral, que passa a comprimir um nervo, causando dor. Os especialistas afirmam que mais de 95% dos casos dispensam cirurgia, ocorrendo absorção do disco após fisioterapia e tratamento clínico.

Entre as doenças metabólicas, se destaca a osteoporose, que é a diminuição da densidade da massa óssea. É mais comum em mulheres que entram na menopausa e atinge cerca de 10% dos homens acima dos 50 anos. Para detectar o problema, é preciso fazer o exame de densitometria óssea. O tratamento envolve atividade física, suplemento de cálcio, vitamina D e medicamentos.

Outra doença que causa muitas dores é a artrose, considerada uma doença degenerativa que acomete as vértebras e o disco intervertebral. Ela é muito comum em pessoas com mais de 45 anos. Além dessas, doenças reumáticas, infecciosas, inflamatórias (como artrite e espondilite) e até a presença de tumores podem provocar problemas na coluna.

Fonte: Minha Vida

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