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06 Jan 2009

LER pode provocar deformidades e deve ser tratada ao primeiro sinal de dor

Análise ergonômica, exercícios físicos, ginástica laboral e pausas ajudam a prevenir a Lesão por Esforços Repetitivos que surge com certa freqüência no ambiente de trabalho. Reveja a sua postura em frente ao computador para se prevenir.

No começo, uma dor localizada surge durante uma atividade motora rotineira. Em repouso, o incômodo desaparece. Depois, a dor irradia para outras regiões e é latente e intensa durante a realização da atividade. Nesta fase, a recuperação costuma ser mais lenta e o incômodo pode aparecer durante outras atividades. Por vezes, observa-se uma pequena nodulação na bainha de tendões envolvidos e dificuldade de segurar objetos.

A partir da terceira fase, as sensações de dor, fadiga e fraqueza são persistentes, mesmo em repouso. Nesse estágio, a doença pode se tornar crônica. Em processo degenerativo, as inflamações podem causar deformidades e perda da função motora.

Toda e qualquer atividade motora, seja de trabalho, de lazer ou esportiva, que se executa em repetições seguidas, qualifica potencialmente um quadro de LER, sigla para a doença chamada Lesão Por Esforços Repetitivos. A persistência do gesto motor sem tratamento agrava o quadro inflamatório, que se instala na articulação e na periferia e agrava os sintomas.

DORT
A sigla, que desgina um tipo específico de LER, significa: Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho. O mal costuma afetar o trabalhador no auge de sua produtividade, por volta dos 30, 40 anos.

Bancários, digitadores, operadores de telemarketing, secretárias, profissionais de enfermagem e jornalistas são as categorias mais afetadas. O distúrbio é uma das principais causas de afastamento do trabalho no Brasil, segundo a previdência social.

Uma classificação especial para LERs causadas no ambiente trabalho evidencia a relação da síndrome com os tempos atuais. Esta que foi a “doença dos escribas”, durante a Idade Média, e a “doença dos digitadores”, a partir da década de 80, continua se manifestando majoritariamente em ambientes de trabalho.

“O mouse e o teclado do computador trouxeram à tona algo que já era conhecido anteriormente em outras situações”, diz Clarice Tanaka, professora titular do Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Outros fatores compõem o quadro de uma estação de trabalho inadequada. “Por exemplo: mobiliário: altura da mesa e da cadeira, posição do monitor; condições ambientais: iluminação, reflexos no monitor, posições do telefone, e apoio de material de trabalho, tudo influi na funcionalidade do usuário do computador”, explica a professora.

Tratamento
Exercícios físicos são bastante recomendáveis. “No entanto, uma análise ergonômica do posto de trabalho é aconselhável para se obter um diagnóstico funcional mais apropriado”, explica Clarice Tanaka. “Como forma de prevenção, além da adequação dos itens de risco, a ginástica laboral e as pausas são recomendadas”, complementa.

A ginástica laboral faz parte de um conjunto de ações para se controlar ou minimizar o problema. De forma geral as ações são efetivas, mas quando a condição crônica está instalada, outros itens da ação são prioritários, como o estudo da mudança de função.

Ergonomia
Aproveite que você está em frente ao computador e comece a prestar atenção na postura:

• O antebraço e o cotovelo devem ser apoiados pelo menos 1/3 na mesa ou no braço da cadeira, formando um ângulo de 90°
• O topo do monitor deve estar na altura dos olhos
• A mão e o pulso precisam ficar quase em linha reta – um apoio para o pulso ajuda
• As costas têm que estar totalmente apoiadas no encosto da cadeira
• Regule a altura da cadeira para que o joelho fique de 1 a 2 cm acima do nível do quadril. Se necessário, coloque um apoio sob os pés

Por Isabela Gaia

Fonte: Abril

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