A bursite trocantérica também conhecida como síndrome da dor no trocânter maior, é uma das doenças mais freqüentes no nível do quadril, apresentando grande variedade de sinais e sintomas. A articulação do quadril tem uma anatomia difícil e uma biomecânica complexa, e a falta de conhecimento anatômico e propedêutico da região faz com que o diagnóstico, muitas vezes, seja confundido com outras doenças. Nosso objetivo é realizar uma revisão atualizada da anatomia,etiologia,epidemiologia,fatores de risco, diagnóstico e tratamento.
A região do quadril é formada por aproximadamente 14 a 21 bursas , sendo as de maior interesse a trocantérica, a iliopectínea e a isquioglútea.Das 4 bursas geralmente presentes na região do grande trocânter 3 são constantes: suglútea máxima, média e mínima.
A causa mais frequentemente associada à bursite trocantérica é o microtrauma repetitivo causado pelo uso ativo dos músculos que se inserem no grande trocânter, resultando em mudanças degenerativas dos tendões, dos músculos, ou de tecidos fibrosos. As alterações na biomecânica da extremidade inferior, conjuntamente com a mudança dos mecanismos dos músculos do quadril, podem predispor ao desenvolvimento da doença.
As mulheres, em uma relação de 4:1 comparada com os homens, são mais frequentemente afetadas, com sua prevalência aumentada entre as quartas e sextas décadas de vida.
A dor é de característica crônica, intermitente sobre o aspecto lateral do quadril.
Ocasionalmente, o início da dor é agudo ou subagudo, podendo ser intensa.
Normalmente a dor piora a noite e o paciente tem dificuldade para dormir.
Nenhum exame radiográfico específico é diagnostico da bursite trocantérica. As radiografias do quadril, da pelve, e da coluna lombar podem mostrar a evidência de uma ou mais das circunstâncias musculoesqueléticas geralmente associadas. A cintilografia óssea pode mostrar uma hipercaptação na região do trocânter maior, que é geralmente linear. A imagem de ressonância magnética (RNM) pode mostrar um hipersinal em seqüências curtas na região do grande trocânter.
A maioria dos tratamentos para bursite do quadril são conservadores, incluindo 6 a 8 semanas de medicamentos anti-inflamatórios não esteroides e fisioterapia manual,fisioterapia com a utilização de ultra-som a nível do trocânter maior e do triângulo femoral, associado a alongamento muscular da banda ílio-tibial e do tendão do iliopsoas.
Dani, W.S.; de Azevedo, E.
Clinitrauma- Lages- SC/ Setor de Doenças Ósseas Metabólicas do Serviço de
Reumatologia do HSPE-“FMO”
Ortopedia
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