Fisioterapia Manual
Antes de qualquer tratamento que envolva movimentos de rotação óssea, é importante que o terapeuta se assegure de que a amplitude de deslizamento articular é suficiente para evitar qualquer lesão à articulação. Qualquer movimento ativo, contra-resistência ou passivo mais amplo pode lesionar uma articulação se o deslizamento articular subjacente for inadequado. Isso é particularmente válido se o movimento de rotação óssea está próxima ao final de sua amplitude de movimento. Não se pode assumir que uma atividade mobilizadora geral irá melhorar o deslizamento articular. É mais racional examinar , em primeiro lugar, o deslizamento normal e, se necessário, restaurar o deslizamento com tração ou a mobilização por deslizamento.
Movimentos de tração e deslizamento também podem ser utilizados para manter e melhorar a mobilidade da articulação. Exemplificando: esses movimentos podem diminuir a dor, o espasmo muscular e o edema, melhorando, dessa maneira, a mobilidade sem alongar os tecidos.
A disfunção dos tecidos moles pode alterar o movimento articular e diminuir a eficácia da mobilização-alongamento da articulação. É por isso que o tratamento frequentemente começa com o procedimento visando diminuir a dor e o espasmo muscular ou aumentar a mobilidade dos tecidos moles. Esses procedimentos auxiliares podem também tornar mais fácil a realização da mobilização das articulações, produzindo um efeito mais duradouro.
O tratamento para melhorar a circulação e, portanto, para elevar as temperaturas dos tecidos moles é também útil para as mobilizações . O modo mais efetivo para “aquecer” os tecidos moles é o exercício. Outras modalidades passivas também poderão ajudar.
As mobilizações articulares restauram e mantêm o funcionamento normal e indolor em articulações com hipomobilidade reversível e podem retardar a hipomobilidade articular progressiva.