Apesar de serem tão pouco lembrados, os pés são os principais órgãos de sustentação e equilíbrio do nosso corpo. Quando apresentam algum tipo de deformidade ou “pisam” sobre o solo de maneira errada, é comum causarem graves problemas posturais, articulares e dores das mais variadas intensidades ao longo da coluna vertebral e outras partes do corpo.
O ramo da fisioterapia que analisa estas alterações posturais através dos pés é a podoposturologia. A técnica de origem francesa faz uso de exames especializados e prescreve palmilhas aos seus pacientes, que podem ser usadas tanto na prevenção como na terapêutica dos problemas.
Como funciona
Para começar o tratamento o paciente realiza um exame específico chamado baropodometria computadorizada, onde um aparelho de alta tecnologia mapeia os pontos de pressão que o corpo exerce sobre as plantas dos pés quando está parado ou em movimento. O mapeamento fornece dados importantes sobre a instabilidade do corpo no espaço e a distribuição desigual do peso sobre os pés.
Com o diagnóstico realizado, o especialista comumente indica o uso de palmilhas especiais, que podem ser as tradicionais mecânicas (utilizadas pela ortopedia já há muitos anos) ou propriorreceptivas, que não apenas fornecem apoio ou corrigem a deformidade, como também estimulam pontos sensoriais do pé, enviando mensagens para o sistema nervoso central realinhar a postura.
“As palmilhas posturais permitem uma reprogramação postural, pois na confecção das palmilhas, também descritas como sensoriais, são utilizados elementos de borracha que são fixados em contato com a planta dos pés. Estes elementos fornecem informações ao sistema postural e como resposta, o corpo produz um reequilíbrio postural através das reações reflexas tônicas musculares, corrigindo desta forma as assimetrias posturais”, explica o fisioterapeuta Marcelo de Oliveira Rosário.

Os elementos de borracha podem apresentar um a quatro milímetros de espessura e não incomodam a pessoa em absolutamente nada.
Marcelo Rosário ainda alerta que as palmilhas são individuais, personalizadas e não devem ser emprestadas ou reutilizadas por outras pessoas. Na maioria dos casos seu uso é provisório, variando de 45 dias a três anos conforme o paciente. O acompanhamento deve ser feito ao longo de todo o tratamento, através de reavaliações e manutenções periódicas até o uso da palmilha estar finalmente liberado.
Fonte: Meia Fina





