Pesquisa revela que somente 10% dos casos de hérnia de disco precisam de operação. A grande maioria é curada com terapias não agressivas.
Os números dão o tamanho do sofrimento: cerca de 5,4 milhões de brasileiros sofrem de hérnia de disco, um problema caracterizado pelo deslocamento da estrutura que existe entre as vértebras da coluna.
Matéria da Revista IstoÉ sobre o problema da hérnia de disco, tratamentos não agressivos e como surge esse problema que aflinge milhares de pessoas.
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Os números dão o tamanho do sofrimento: cerca de 5,4 milhões de brasileiros sofrem de hérnia de disco, um problema caracterizado pelo deslocamento da estrutura que existe entre as vértebras da coluna. É responsável por grande dor e, em vários casos, exige o afastamento dos pacientes das atividades diárias. Em geral, é muito comum que eles sejam logo encaminhados para uma cirurgia corretiva, o que implica riscos inerentes a qualquer operação, como o de sofrer reações à anestesia ou ser vítima de infecções.

Um estudo divulgado na semana passada, porém, mostrou que esta deveria ser a última estratégia a ser pensada. Publicado na Revista da Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos, o trabalho afirma que cerca de 90% dos indivíduos portadores de hérnia de disco podem se recuperar se fizerem uso de técnicas como fisioterapia, acupuntura, reeducação postural global (RPG) e analgésicos durante três meses. Ou seja, apenas 10% têm verdadeiramente indicação para cirurgia. A conclusão foi baseada em uma ampla revisão de diversas pesquisas que haviam sido realizadas sobre o tema.
O resultado vem ao encontro do que têm defendido médicos mais especializados no assunto, como o reumatologista José Goldenberg, de São Paulo. “A cirurgia só deve ser uma opção quando não há resposta terapêutica a um tratamento de no mínimo oito semanas envolvendo fisioterapia, outras técnicas e medicamentos”, defende. Goldenberg já se acostumou a receber em seu consultório pacientes em busca de uma segunda opinião, após ouvirem de seus médicos que precisavam submeter-se a uma operação. “Posso dizer com certeza que pelo menos 70% dos doentes que me procuram com hérnia dizem ter tido indicação cirúrgica”, afirma.




