A dor cervical

dor-cervical-tratamentoA dor cervical tem afastado muitas pessoas de suas atividades, como trabalho, esporte e lazer. Tarefas simples, como digitar, dirigir e assistir à TV, tornam-se os momentos sobre os quais os pacientes relatam mais desconforto.

A região cervical possui conexão direta ou indireta com diversas partes do corpo, como a cabeça, o ombro, a caixa torácica e a região lombar. Serve de base de sustentação e aumenta a amplitude de movimento de flexão, extensão, rotação e inclinação do crânio sobre a primeira vértebra cervical (C1). Faz ligação com o ombro por meio dos músculos que interligam a escápula e a clavícula com a cervical. O posicionamento da região lombar e torácica contribui para um bom ou mau posicionamento da cervical. Fora sofrer influência de todos os segmentos já comentados, alguns músculos da cervical reagem com pontos de tensão mediante estresse.

Doenças crônico-degenerativas como hérnia de disco e artrose facetária não costumam ter somente uma causa, mas um conjunto de fatores: má postura ao trabalhar, ler ou assistir à TV, sedentarismo, disfunções em articulações relacionadas com a cervical, movimentos repetitivos, estresse e fatores genéticos. Após um período com algumas dessas alterações, aparecem os primeiros sintomas e, se não tratados, podem causar dores muito fortes e incapacitantes.

SINAIS E SINTOMAS

1 – Espasmos musculares nas regiões cervical e supraescapulares.

2 – Diminuição da amplitude de movimento de rotação, lateralização e flexo-extensão da coluna cervical.

3 – Dor que começa na nuca e se irradia para região supraescapular, interescapular e couro cabeludo.

4 – Sensação de peso nos ombros e parte alta das costas. Às vezes, acompanhada de ardência.

5 – Formigamento para ombros e braços.

6 – Cefaleia.

7 – Ao realizar rotação, o paciente relata que sente como se existisse areia entre as vértebras (crepitação).

8 – Fraqueza no ombro e braço, relatando dificuldade de segurar um copo com água ou livro.

Para descartar a possibilidade de outras lesões, como tendinopatias e bursite no ombro ou síndrome do túnel do carpo, é importante uma boa avaliação e diagnóstico diferencial.

RELAÇÃO CERVICAL E ESCÁPULA

As fibras superiores do trapézio e o músculo elevador da escápula são responsáveis em parte por alguns movimentos da cervical como da escápula também. De tal forma que esses músculos facilmente podem-se sobrecarregar mediante fraqueza e pouca utilização de outros músculos estabilizadores cervicais (músculos flexores cervicais profundos) e escapulares (fibras inferiores do trapézio e serrátil anterior). Na ausência dessa divisão de tarefas, esses músculos aumentam sua tensão e ocorrem pontos gatilhos, mais conhecidos como nódulos, gerando dor e/ou agudizando dores em processos degenerativos pré-existentes.

POSTURA

Uma cabeça relativamente anterior em relação aos ombros pode sobrecarregar nas estruturas posteriores da cervical. Com o indivíduo de perfil, uma postura ideal seria que suas orelhas estivessem alinhadas com seus ombros. Assim, a cabeça estaria com 1/3 posterior em relação à linha dos ombros e 2/3 à frente. Quando estamos sentados diante de um computador ou de um livro e colocamos nossa cabeça à frente, 100% do peso da nossa cabeça está na frente da linha dos ombros, gerando sobrecarga nos músculos, ligamentos, articulações e discos na região posterior da cervical.

TRATAMENTO

Após uma avaliação minuciosa, é planejada para o paciente uma sequência de tratamento, escolhida de acordo com as necessidades detectadas na avaliação, fazendo com que o tratamento seja individualizado, e não um mesmo tratamento para todos. Dessa forma, o paciente é classificado em um ou mais sub-grupos de dor cervical. Entre as técnicas que podem ser selecionadas, estão tração, fisioterapia manual e exercícios para estabilização cervical e escapular. Para prevenir novas dores, o indivíduo deve dar continuidade aos exercícios selecionados para a melhora de suas debilidades.

Ígor Rocha Lima Montenegro

Fisioterapeuta, com pós-graduação em Osteopatia pela ATMS. Realizou um fellowship em Fisioterapia Esportiva na Universidade de Pittsburgh, Pensilvânia.

Tratamento NÃO cirúrgico para
Hérnia de Disco e Dor Ciática

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