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Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral

Conheça mais sobre coluna vertebral, encontre os melhores tratamentos e saiba tudo sobre fisioterapia.

Estamos com franqueados ITC Vertebral em todas as regiões do Brasil. Escolha a baixo um estado para encontrar uma franquia próxima de você:

ATM e cintura escapular


Normalmente as dores nos ombros e na cervical decorrente da ATM estão associadas à musculatura postural da cabeça que é acessória da mastigação, como por exemplo o trapézio (que sai do crânio para os ombros e coluna), o esternocleidomastoieo (do crânio para a clavícula e o esterno) e os músculos supra e infra-hioideos que participam da abertura da boca e estão direta ou indiretamente ligados à chamada cintura escapular, que é a “cintura” dos ombros.

Há um músculo em especial, que quando afetado, reflete diretamente no omoplata/escápula (aquele osso da “asa” da parte posterior do ombro) que é o músculo omohioideo que vai do omoplata até o osso hióide que está conectado com a mandíbula.

Entretanto determinar quando um problema na ATM é o responsável por dor na cervical e nos ombros não é algo muito simples de se fazer…

Uma radiografia e/ou uma ressonância cervical podem ser necessárias para checar se não há um problema na própria cervical antes de se pensar em atribuir a culpa à ATM. Nestas situações, um fisioterapêuta e um médico com experiências em cervicopatias (doenças da região cervical) podem ser grandes aliados na detecção do problema. A dificuldade maior é quando se encontra algo também nas ATM´s… E aí, a dúvida que aparece é definir se são dois problemas em paralelo ou se um tem relação com o outro. Nesse ponto, estudos combinados de eletromiografia e posturologia podem lançar algumas luzes sobre o caso em questão.

Em particular, o que tenho percebido é que na maior parte das vezes o paciente já possui um problema na cervical que se agrava com uma alteração da musculatura acessória da ATM (músculos do pescoço e ombros). Nesses casos, ao tratar a ATM, ocorre uma melhora da queixa ligada à cintura escapular mas que fica limitada ao tanto que a lesão cervical permitir que melhore.

Os casos envolvendo postura, dor cervical, nos ombros e ATM costumam ser bem complexos e exigem bastante de todos os profissionais envolvidos, entretanto há uma coisa que facilita o tratamento: um diagnóstico precoce!

Fique esperto!

Fonte: Blog.marcelomatos  Acesso: 16-09-2011

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Efetividade da liberação posicional (TLP) em pacientes com cervicalgia


A cervicalgia de origem mecânica é uma disfunção musculo esquelética que acomete número considerável de indivíduos, trazendo prejuízos nas suas atividades de vida diária. Uma das ferramentas da Fisioterapia para o tratamento desta disfunção é a Terapia de Liberação Posicional (TLP), método de tratamento indireto que utiliza pontos sensíveis e uma posição de conforto para solucionar a disfunção associada. Objetivo: Este estudo teve como objetivo comparar o nível dedor, amplitude de movimento e força muscular antes e após a aplicação da TLP. Metodologia: Foirealizado um estudo analítico, intervencional e randomizado, composto por dois grupos de dez indivíduos cada, um intervencional e um controle, formados por pacientes com diagnóstico de cervicalgia que estiveram em atendimento na clínica-escola da ASCES. Resultados: Nos resultados observou-seque houve melhora estatisticamente significativa no grupo da intervenção terapêutica em relação ao nível de dor, amplitude de movimento e força muscular após a aplicação da TLP, apresentando ump < 0,05. Conclusão: Diante dos resultados obtidos evidencia-se que a TLP é uma técnica eficaz e benéfica, podendo ser aliada aos tratamentos ja existentes na disfunção músculo esquelética em pacientes com cervicalgia.

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Fonte: 01-08-2011  Acesso: Scielo

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Dor lombar aguda


O aparecimento de dor aguda nas costas está associado à ruptura das fibras anulares do disco intervertebral (hérnia de disco) ou ao estiramento de estruturas musculares ou ligamentares da coluna vertebral, podendo haver ou não compressão dos nervos. Se houver compressão, a melhora dos sintomas é mais vagarosa.

Um trauma severo ou diversos pequenos traumas na coluna  podem lesar as estruturas do disco intervertebral, levando ao aparecimento da hérnia de disco. 

A hérnia de disco surge quando o núcleo do disco intervertebral migra de seu local, no centro do disco para a periferia, em direção ao canal medular ou nos espaços por onde saem as raízes nervosas. 

 Se a lesão do disco intervertebral ou das estruturas musculares e ligamentares da coluna for muito severa, o repouso no leito com as pernas apoiadas sobre um banco é indicado para aliviar a dor e o desconforto. Pesquisas científicas sobre o tema, provaram que muito repouso é mais prejudicial que benéfico. O paciente deve fazer repouso intercalado com movimentos leves e fisioterapia. 

Exercícios de respiração abdominal e o uso de bolsa térmica no local da dor aliviam os sintomas.

O paciente deve evitar movimentos que piorem a dor mas, na medida do possível, deve fazer pequenas caminhadas, que devem ser aumentadas com a melhora dos sintomas.

A posição sentada é a mais desconfortável pois causa mais dor. Se o paciente tem hérnia de disco, é nessa posição que há mais compressão do disco intervertebral.

A mudança frequente de posturas, tais como deitada com pernas apoiadas num banco, deitada de lado, sentada com apoio lombar e caminhadas, é importante para melhorar a dor e manter o condicionamento físico.

A prática de repouso intercalado com movimentos adequados melhoram a dor e evitam o descondicionamento físico.

Evite fazer movimentos que piorem a dor.

Evite carregar peso, empurrar carrinhos, abrir e fechar portas pesadas ou qualquer atividade que exija força nos braços e no tronco.

Faça caminhadas curtas em terreno plano. Evite subir e descer ladeiras ou escadas. 

O uso de medicamento deve ser feito somente com prescrição médica.

Faça fisioterapia nas modalidades: técnicas para aliviar a dor, alongamento das cadeias musculares, reeducação postural e orientação ergonômica.

Coletes ortopédicos

 O uso de coletes ajudam a diminuir a dor e manter uma boa postura. Há vários tipos de suportes lombares no mercado, mas é bom que seja prescrito por seu médico, o mais indicado para o seu caso. O colete deve ser usado somente na fase aguda da dor, pois eles não melhoram as condições físicas do paciente, podendo piorá-las pois substituem os músculos que suportam a coluna (os músculos abdominais e os músculos dorsais), deixando-os mais fracos. Os coletes não substituem um programa de tratamento para os problemas de coluna, nem vão prevenir novas lesões.

Fonte: Dornascostas  Acesso: 04-07-2011

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Saúde da coluna vertebral


 A coluna vertebral é o eixo central do corpo. É exigida em quase todos os movimentos e ainda funciona como um duto de feixes nervosos, ligando diversos órgãos e outras partes do corpo ao cérebro.

Como proteger sua coluna:

 A melhor maneira de se deitar de lado é com um travesseiro entre a cabeça e o ombro e outro entre as pernas;

 Quando deitar de barriga para cima, coloque um travesseiro embaixo dos joelhos e outro embaixo da cabeça; 

 Evitar dormir de bruços, pois além de forçar a coluna, dificulta a respiração;

 Ao levantar-se, vire-se de lado, apoie-se nos braços, levando as pernas para fora da cama;

 Ao elevar um objeto pesado do chão, abaixar-se com as pernas flexionadas;

 Usar um colchão ortopédico ou semi-ortopédico, de acordo com o peso e a altura de cada pessoa;

 O travesseiro não deve ser muito fino nem muito macio, para não alterar a curvatura da coluna; o ideal é que seja da altura entre a cabeça e o ombro;

 Ao ficar de pé, contraia os músculos da barriga e das nádegas periodicamente; utilize esta técnica de relaxamento quando quiser aliviar dores; 

 Ao trabalhar em frente a uma mesa, ou digitando no computador, manter as costas retas, encostadas ao encosto da cadeira; manter as pernas debaixo da mesa, evitando cruzá-las.

 Ao realizar alguma atividade em pé, repouse alternadamente um dos pés sobre um objeto;

 Procure posicionar ao seu alcance os objetos que esteja manuseando;

 Ao dirigir horas seguidas, é importante manter as costas retas, perfeitamente apoiadas no encosto;

 Não carregar mochilas ou sacolas, com o peso de um só lado. A mochila deverá ser apoiada nos dois ombros e as sacolas, divididas nas duas mãos;

 Ao caminhar, manter as costas retas, abdome contraído, olhar para frente. O sapato deve ter salto de base larga e leve e no máximo 4 cm de altura;

 Nas atividades domésticas, evitar trabalhar com o tronco totalmente inclinado;

 No trabalhar agachado, flexione os joelhos e mantenha as costas retas.

Fonte: copacabanarunners  Acesso: 26-06-2011

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Doença do laptop dá dores nos punhos, cotovelos e costas


O uso prolongado dos notebooks tem aumentado os casos de dores e lesões em ligamentos e articulações.

O formato do aparelho dificulta uma boa postura durante a digitação e pode causar problemas nos ombros, cotovelos, punhos e na coluna, além de dor de cabeça.

Preocupado com a popularização dos PCs portáteis entre estudantes norte-americanos, o especialista em reabilitação Kevin Carneiro, da Universidade da Carolina do Norte (EUA), cunhou o termo “laptoptite” em analogia a doenças como a tendinite para designar os problemas causados pelo aparelho.

“A diferença para os desktops é que, no notebook, o monitor e o teclado estão conectados, o que dificulta o posicionamento do corpo”, disse Carneiro à Folha.

No Brasil, a tendência é a mesma. Em 2010, as vendas de notebooks superaram pela primeira vez as de desktops foram vendidos mais de 7 milhões de computadores portáteis, segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica.

A preferência pelos laptops é impulsionada pela queda nos preços e a facilidade no transporte. Os efeitos já são vistos nas clínicas.

“Recebo muitos pacientes com dores. A maioria dos problemas é de postura. A pessoa deita na cama e quer resolver tudo no laptop: não dá para ficar sem dor”, diz Paulo Randal Pires, presidente do Comitê de Mão da Sbot (Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia).

A professora universitária Patrícia Alfredo, 29, já sente o ônus da mudança. Trocou o desktop pelo notebook há seis meses e já convive com dor no pescoço, cotovelo e na cabeça e tensão nos ombros.

“Uso a mesma mesa do desktop e adquiri um suporte. Mas, por mais que eu tente posicionar o computador direito, meu braço nunca fica totalmente correto.” Mesmo assim, ela continua usando o notebook. “A tentação é grande, é muito fácil e carrego para todo lado.”

                                                                                                              Editoria de Arte / Folhapress

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MENOS TEMPO

Um estudo publicado em fevereiro na revista “Ergonomics” por pesquisadores da Boston University Sargent College, nos EUA, mostrou que usar o notebook por mais de quatro horas por dia já traz riscos de dores e lesões.

“O ideal seria usar esse tipo de computador só para emergências e viagens”, diz Raquel Casarotto, professora de fisioterapia da Faculdade de Medicina da USP.

A pesquisa também avaliou o impacto do uso de cadeiras adequadas, suporte e teclado sem fio na redução de dores de 88 universitários durante três meses. O grupo que usou os acessórios apresentou menos problemas.

Como o monitor do notebook é fixo, não dá para deixá-lo na altura ideal sem a ajuda dos acessórios. No improviso, o usuário força o pescoço para baixo, tensionando ombros e coluna.

Os punhos também ficam mais tensos, porque é mais difícil apoiá-los no laptop. A posição errada altera a circulação sanguínea e afeta a nutrição dos tecidos, o que pode causar inflamações.

O ideal é acoplar um teclado ao aparelho, para melhorar a posição das mãos, e usar um suporte para elevar a tela à altura dos olhos.

A altura das teclas deve permitir que os ombros fiquem relaxados por isso, o notebook não deve ser usado no colo, na cama ou em mesas altas, como as de jantar.

Quanto menor o aparelho, maiores são os riscos. Teclas pequenas obrigam o usuário a adotar uma postura restrita, comprimindo músculos e gerando tensão em todo o corpo.

“Um amigo se encantou com um notebook superpequeno, do Japão. Em três semanas de uso, desenvolveu uma inflamação dos tendões do cotovelo”, diz Casarotto.

Atenção também aos tablets, que devem ficar apoiados em mesas. Segurá-los causa dores nos punhos e nos dedos. Mesmo na mesa, o pescoço fica curvado para baixo, piorando a postura.

“Ler no tablet não traz riscos, também não é proibido digitar rapidamente. Mas usá-lo sempre para navegação trará problemas, porque o aparelho precisaria ser colocado na vertical, o que é inviável”, diz Casarotto.

Fonte:Folha OnLine  Acesso: 09-05-2011

 

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Pilates pode ajudar a fortalecer a coluna


O método Pilates é indicado para todos os tipos de doras lombares. Os exercício abdominais oferecem mais força e flexibilidade a coluna, fazendo as dores desparecerem.

A estabilidade da coluna lombar depende do “centro do corpo”, fortes e trabalhados, trazendo flexibilidade e força em conjunto para transformar o abdomem e a coluna resistentes, o que é essencial para a vida diária e a prática de atividades esportivas.

O método Pilates oferece ao aluno exercícios que aumentam a extabilidade lombar, possibilitando a reeducação e a relação dos membros inferiores (bacia) desbloqueando a cintura.

O trabalho é focado não só na força dos músculos do tronco, mas também no desenvolvimento, na coordenação e no melhor padrão das atividades musculares.

Os movimentos fisiológicos do Pilates ajudam a eliminar as tensões e desequilíbrios que refletem na coluna cervical, ajudando também na liberação dos movimentos da cabeça.

Ao final, o que se apresenta é um tronco estável, forte e flexível para organizar membros inferiores e membros superiores alinhados e fluentes.

Fonte: PortalEducação Acesso: 01-05-2011

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O efeito do treinamento contra resistência na síndrome da dor lombar


A dor lombar atinge cerca de 80% da população adulta, gerando um custo anual de milhões de dólares. Embora a etiologia nem sempre seja clara, excetuando algumas patologias bem definidas, a hipotrofia das fibras do tipo I e II, no multífido e eretores da coluna parece estar sempre presente. A resistência de alguns terapeutas em recomendar o exercício como prevenção e reabilitação, perpetua um quadro de descondicionamento crônico, onde toda atividade física passa a ser evitada, gerando conseqüências socioeconômicas graves para esses pacientes. O objetivo dessa revisão foi demonstrar que o treinamento contra resistência, na reabilitação da dor lombar crônica, possui efeito clinicamente testado; ao contrário de algumas modalidades passivas de reabilitação, sobretudo no que diz respeito ao trabalho isolado dos extensores da coluna.

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Fonte: Scielo  Acesso: 20-04-2011

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Simples disfunções causam sérios problemas posturais


Normalmente os problemas estruturais, como no joelho, ombro e coluna, por exemplo, são reflexos de alterações no pulmão, rins, intestino e cérebro. Para descobrir tais relações, a osteopatia atua com a formulação de investigação completa dos acontecimentos sofridos pelo organismo, a partir de hábitos alimentares ou posturais, situações como tombos, traumas, infecções, predisposição genética, através de entrevista, testes e avaliações. “E não precisa ser uma doença propriamente dita, pode ser um intestino preso, queimações estomacais, dores de cabeça etc. As pessoas não sabem, mas esses problemas podem ser tratados através da osteopatia, com um fisioterapeuta”, destaca a fisioterapeuta Adriana Silva Teixeira, especialista em osteopatia.
Dores crônicas de garganta ou tosses frequentes podem estar relacionadas a um problema estrutural no pescoço, na coluna cervical, devido a restrições de movimento. “Isto porque os nervos que saem da medula espinhal para enervar os músculos da região da coluna são os mesmos que enervam os órgãos, como a garganta. Às vezes, uma pessoa pode desenvolver uma escoliose - quando a coluna fica em S -, por exemplo, a partir de uma disfunção no estômago. O corpo tenta “abraçar” a lesão para o melhor funcionamento do órgão, mas, mesmo que a função seja restaurada, a pessoa pode ter outros problemas decorrentes da postura adaptada”, reflete Adriana Teixeira.

Fonte: jmonline  Acesso: 03-03-2011

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Dor lombar no esporte


“Quem ainda não sofreu de dores na lombar, um dia terá de conhecê-la”, frases como esta são cada vez mais comuns em escolas de saúde das mais variadas e passaram a fazer parte também do dia a dia de pessoas por todo o mundo. Mesmo com as facilidades oferecidas pelo mundo moderno, onde os esforços são cada vez menores para práticas corriqueiras como dirigir, levantar pesos, ou mesmo levantar-se para mudar o canal da TV, onde temos tecnologia e engenhosidade trabalhando por nós, encontramos nos consultórios e academias, quase uma unanimidade, queixas de dores nas costas. Hora, se tudo está mais fácil para o homem, os esforços diminuíram tanto, por que as dores na lombar nunca saem de moda? Isso tentarei apresentar e discutir nesta matéria. Boa leitura e que as opiniões se formem!

No século passado, atribuía-se o grande número de pessoas com dor lombar aos esforços feitos pelo corpo de forma repetida e errada, e com o desenvolvimento tecnológico, a tendência seria diminuir, já que hoje se quisermos não precisamos nem sair de casa para nada. E quanto aos atletas, seres fortes, saudáveis, com abdominais invejáveis (para alguns), exemplos de saúde, porquê também sofrem com as malditas dores? Fortalecer a musculatura ou alongar? Só abdominal resolve? Bom perguntas como estas são diárias nos consultórios e academias, só que não é tão simples assim, a boa saúde de nosso organismo como um todo depende de uma diversidade de fatores, em sua maioria, muito simples e que muitos teimam em complicar.

Para um corpo ser saudável, ele precisa de fortalecimento e atividade, alongamento e repouso, além, é claro, de uma boa nutrição e hidratação…pronto simples, não é? Nem tanto, senão as famosas lombalgias não dominariam tanto as queixas dentre nossa moderna população, entre homens e mulheres, onde dados da sociedade americana assustam. Em pesquisa recente, estimou-se que 15% da população daquele país sofresse de dor lombar. Essa é a segunda principal queixa nos consultóriios médicos, sendo a causa mais comum de incapacidade em pessoas acima dos 45 anos, e gerando ao governo anualmente entre US$ 20 e 50 bilhões no tratamento da dor lombar.

A dor lombar:

Pode surgir por diversas causas, onde as mais comuns são as artrites, traumas, degenerativas (hérnias discais), postural, dor visceral (como exemplo, os rins) e metabólico (osteoporose), como nos referimos aos atletas, falaremos apenas das relacionadas diretamente ao esporte.]

O atleta é um lesionado em potencial, palavras fortes, mas reais, pois os treinamentos, quanto mais intenso e de impacto ele for, maior o sofrimento das estruturas osteo músculo ligamentares, além de todo o organismo, e por isso grande deve ser o cuidado com estes indivíduos. Seu organismo levado ao extremo num Ironman ou maratona, desafiando os limites da força e flexibilidade no judô ou jiu jitsu, impactos fulminantes nos saltadores e ginastas, e nossa máquina, mesmo muito treinada, sofre desgastes, e no centro de todo esse esforço mecânico, está nossa lombar, onde distribuímos nosso peso, nosso centro de gravidade, colocando em esforço máximo nossos músculos lombares e abdominais, nossos ligamentos, discos e diversas nobres estruturas próximas como rins e útero. Então como não dizer que uma atleta é um indivíduo muito próximo de um desconforto ou lesão?

Vemos muitas reportagens falando no mal do sedentarismo, da obesidade, das más posturas no trabalho associadas a inatividade física, mas poucos falam das dores lombares nos atletas, e são muito comuns e em todos os esportes, e claro as diversas soluções e maneiras de lidar e resolver o problema, onde cada profissão determina um caminho, deixando o paciente/atleta, muitas vezes confuso e sem direção.

A dor lombar pode ser:

• Dor lombar simples: surge entre 20 e 55 anos, na região, lombo sacra (final da coluna), nádegas e coxa, normalmente de natutreza mecânica e com estado geral preservado;

• Dor lombar por compressão de raiz nervosa: normalmente unilateral da perna pior que lombar, irradiada para perna e pés, formigamento e redução da sensibilidade na mesma irradiação, com 50% dos casos em recuperação em até seis semanas;

O surgimento de qualquer quadro doloroso, independente da idade, atividade, ou forma como surgiu o desconforto, deve ser consultado com um profissional responsável para que possa fazer uma avaliação inicial e melhor encaminhar o aluno ou paciente ao tratamento ideal, e quanto mais cedo for feito o diagnóstico correto do problema melhor o resultado do tratamento.

  • Patologia severa da coluna: abaixo dos 20 e acima dos 55 anos de idade, associada a traumatismo severo, com dor constante, progressiva e não mecânica e restrição persistente a flexão lombar (dobrar o corpo).

 Entre as atividades para tratamento de um desconforto lombar, temos uma variedade de técnicas. Entre as mais conhecidas estão a RPG e a osteopatia. Enquanto técnicas terapêuticas de tratamento de disfunções na lombar, onde o princípio de abordagem terapêutica se difere, o RPG tem uma ação mais global sobre a coluna vertebral e a postura, e a osteopatia tem uma ação mais localizada do tratamento, mas também visando um resultado global. Ambas partem do princípio de restabelecer o equilíbrio corporal com manipulações e alongamentos associados a reequilíbrio de tensões musculares e posturais, retirando a sobrecarga e redistribuindo a força para outras áreas, como por exemplo, a estabilização segmentar, onde aprende-se a contrair de forma voluntária e eficaz e, sem sobrecarga, os músculos posteriores (multífido), abdominais (principalmente os transversos), numa expiração normal.

Saindo um pouco do enfoque tarapêutico, temos o Pilates e o Gyrotonic, com uma abordagem física maior, com uso de aparelhos e sistemas de polia e molas para fortalecimento muscular, conscientização postural e respiratória, servindo como meio facilitador de recuperação pós terapêutica ou mesmo preventivo de desconfortos lombares. E ainda uma terceira visão da musculação e exercícios de core Training, onde o atleta é submetido a um trabalho de carga, preferencialmente visando sua atividade em questão, no caso corredores, lutadores, etc, onde baseia-se no princípio de que fortalecer o corpo com músculos resistentes, impede o surgimento da dor lombar.

Todas as abordagens são corretas, desde que feitas de forma criteriosa, respeitando a individualidade pessoal de cada um e de sua atividade e, principalmente, de forma ética, indicando o profissional ideal para cada momento. Um atleta com dor, por exemplo, deve ser indicado a um médico ou fisioterapeuta para avaliação e tratamento do quadro doloroso e posteriormente retornando a atividade esportiva e preventiva.

Existe espaço para todos e cada um em sua área deve atuar como profissional para melhor indicar a seu cliente o trabalho mais adequado. Não existe atividade ruim, mas profissionais mal preparados, independente da visão ou linha de abordagem, seja professor de educação física, médico ou fisioterapeuta. Para melhor se defender, todos devem estar bem informados para melhor escolher seus profissionais.

Fonte: oglobo  Acesso: 16-01-2011

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Torcicolo: saiba como evitar e tratar o problema


Atender ao telefone e apoiá-lo entre o pescoço e o ombro é um erro

A dor na região cervical da coluna é chamada de cervicalgia. Quando ela acontece de maneira transitória, é popularmente conhecida como torcicolo. No Brasil, acredita-se que 55% da população terão estes sintomas, sendo que destes, 12% das mulheres e 9% dos homens terão cervicalgia crônica. Segundo o chefe do Serviço de Fisiatria do Hospital São Lucas da PUCRS, Carlos Alberto Musse, o que muitos não sabem, no entanto, é que ele não é um problema em si e sim o sintoma de que pode haver algo errado com a sua coluna cervical.

- O torcicolo se traduz na dor e na dificuldade de movimentar o pescoço. Ele é um sintoma, ou seja, uma queixa do paciente. Não é um diagnóstico de causa. Somente o médico, com o auxílio de exames de imagem, pode detectar o problema - afirma.

Conforme o fisiatra, que na medicina tradicional se ocupa do diagnóstico de doenças traumáticas e de sua reabilitação, a causa mais comum do problema é uma sobrecarga da musculatura da região cervical (pescoço).

- Ela pode ocorrer por diversos fatores, mas, especialmente por peso, estresse e tensão, ou postura inadequadas - explica.

Musse revela que o músculo, quando sobre carregado, desenvolve um quadro conhecido como “espasmo”, ou seja, uma contração contínua, não controlada e dolorida, que configura o torcicolo.

- Quando há uma doença associada, por exemplo, um pinçamento de um nervo na coluna (hérnia de disco), o espasmo é uma tentativa do organismo em proteger a região. As doenças dos discos da coluna com osteófitos (bicos de papagaio, formações ósseas anormais) podem tornam os movimentos rígidos e dolorosos. Nos casos mais graves podem ser uma manifestação de doença neurológica - alerta.

O especialista revela que a escolha correta do travesseiro e do colchão são fundamentais para evitar o problema.

- O ideal é dormir de lado com um travesseiro que tenha a altura igual à distância entre a cabeça e o colchão - aconselha Musse, lembrando que o colchão deve ter a densidade correta para cada pessoa, geralmente acima de D35.

Como tratar

O fisiatra esclarece que, dependendo da causa que origina o problema, há um tratamento indicado. Geralmente, são usadas compressas frias e quentes. As compressas frias tem efeito analgésico, já as quentes, possuem propriedades relaxantes e devem ser usadas por último.

- Além disso, o médico pode lançar mão de analgésicos, relaxantes musculares ou anti-inflamatórios para abreviar o desconforto - diz.

Musse recomenda ainda que alongamentos suaves e de baixa intensidade, podem auxiliar no controle do problema. No entanto, em alguns casos, a dor e o desconforto impedem que eles sejam feitos.

Dicas de Musse para evitar esse tipo de lesão:

:: Não veja TV deitado;

:: Evite leituras prolongadas na cama, prefira a posição lateral;

:: Ao atender o telefone não prenda-o com o ombro:

:: Na sua mesa de trabalho, por exemplo, os objetos mais usados não podem obrigá-lo a girar a cabeça com frequência. Eles precisam estar bastante acessíveis;

:: Ao sentar, encoste-se bem na cadeira. Evite debruçar-se sobre a mesa;

:: Não fique de costas para o ar condicionado, especialmente o frio;

:: Não deixe os músculos do seu pescoço esfriarem-se subitamente;

:: Durma de lado com os travesseiros na altura de forma que sua cabeça fique reta;

:: Nos momentos tensos, relaxe. Perceba sua tensão, respire fundo e solte o ar sem fazer força.

Quando é hora de procurar um médico:

:: Quando os sintomas persistirem por mais de 24 horas;

:: Quando há perda força ou formigamento no braço;

:: Quando, associado ao desconforto, houver dor de cabeça;

:: Quando a dor estiver acompanhada de febre.

Quem mais sofre com o problema:

:: Quem trabalham em desvantagem postural;

:: Quem está tenso, emocionalmente;

:: Os sedentários;

:: Quem trabalha em computadores, sem pausa e com monitores em posição inadequada.

Fonte: Zerohora  Acesso: 02-12-2010

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