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Cuidados com postura eliminam dores


A maneira de sentar, andar, permanecer em pé ou deitado determina não só a qualidade da postura, mas a qualidade de vida das pessoas. “O modo como cada indivíduo ‘carrega’ seu próprio corpo tem influência direta sobre a dor e pode comprometer a saúde como um todo”, alerta Lafayette Lage, especialista em quadril e medicina esportiva, diretor da Clínica Lage Ortopedia de Ponta.

Segundo o médico, a má postura afeta a posição de alguns órgãos internos, diminui o fluxo sangüíneo e pode prejudicar até mesmo a visão”, diz. De acordo com o ortopedista, todas as partes do corpo ficam em equilíbrio quando se tem boa postura.

“Em pé, é necessário que pescoço, ombros, coluna lombar, pélvis e quadril estejam todos alinhados. Sentado, enquanto o quadril suporta o peso do corpo, os pés devem estar totalmente apoiados no chão e a coluna deve receber todo suporte do encosto da cadeira”.

Desde cedo

Lage defende que desde a infância é importante aprender a ter bons hábitos posturais. “Grande parte das dores na fase adulta poderia ser evitada se as pessoas assumissem uma boa postura desde crianças. É muito importante corrigir casos em que a criança se apóia em uma só perna quando em pé, ou mesmo quando brinca sentada no chão sobre as pernas dobradas, ou ainda quando dorme de bruços. Tem adolescente que debruça metade do corpo sobre a carteira enquanto copia lições da lousa. Eles precisam de ajuda.”

Segundo o especialista, depois de anos cultivando hábitos nocivos ao deitar, sentar, parar ou andar, ossos e cartilagens sofrem um desgaste maior e localizado, sendo comum a pessoa começar a sentir dores agudas, como se fossem ‘pontadas’ ou ‘choques elétricos’ nas pernas, costas, ombros ou pescoço.

“A má postura na fase de crescimento, que vai do nascimento aos 20 anos, chega a ‘torcer os ossos’ levando a um encaixe assimétrico nas pontas dos ossos e sobrecarregando as cartilagens. Algumas vezes, este desencaixe é tão grave que chega a ser de difícil solução, levando a uma artrose (desgaste) precoce da articulação”.

Ao dormir

“Nós passamos quase um terço da vida dormindo. Daí a importância fundamental de adquirir bons hábitos posturais ao deitar”, diz Lafayette Lage. O ideal é permitir que a espinha permaneça em sua posição normal, com sua curva natural.

“Dormir de bruços deve ser combatido, já que a pessoa acaba não só forçando a coluna lombar, como também acaba entortando o pescoço. Essa é a razão por que muita gente acorda mal, mais cansada e dolorida. O ideal é dormir de lado, com um travesseiro que tenha a altura exata entre o ombro e o pescoço”.

E o médico dá mais uma dica:

“Colocar um pequeno travesseiro entre as pernas ligeiramente flexionadas também é aconselhável para que o repouso seja restaurador”, diz Lafayette Lage.

Sapatos

“Os pés devem receber uma atenção especial, já que contribuem para a boa postura. Usar calçados confortáveis é uma das primeiras medidas recomendadas quando o assunto é dor”, ressalta.

“Saltos altos, formatos apertados, ou modelos que ponham em risco a estabilidade da pessoa podem resultar em dores nas costas, cansaço extremo nas pernas, enfim, uma série de desconfortos que chegam ao consultório dos ortopedistas diariamente”.

Dicas para aliviar a dor

Lage chama atenção para a importância dos exercícios regulares para a manutenção da boa postura. “Há alguns exercícios simples que ajudam a fortalecer a musculatura, dando suporte à postura ideal”.

Confira: “Para treinar o corpo a manter o alinhamento adequado, deve-se sentar no chão, com as costas contra uma parede. Certifique-se de que a cabeça, os ombros e o quadril toquem a parede e permaneça na posição por alguns minutos. O ideal é repetir o exercício diariamente até que se aprenda a alinhar a coluna. O paciente pode aproveitar a posição para fazer meditação ou relaxamento, também”.

“Outra dica é adotar a posição anterior, tentando levantar e abaixar sem desencostar da parede”.

“Para exercitar a espinha, deite-se de costas, eleve os joelhos à altura peito, envolvendo-os com os braços. Role o corpo de um lado para o outro nessa posição, sem soltar, por algumas vezes seguidas”.

“Deitado de costas, repita os movimentos de bicicleta, com as pernas no ar. Pedale em grandes círculos, sem pressa e sem mover as costas”.

“Finalmente, acostume-se a caminhar como se fosse um militar em desfile, ou seja, barriga encolhida, ombros e cabeça alinhados com a bacia para quem olha de lado. Essas dicas visam fortalecer toda musculatura que sustenta a coluna, que são os músculos abdominais, glúteos e paravertebrais”.

Fonte: Cadernor  Acesso: 02-09-2010

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Descansar também deve fazer parte do treinamento


Parar no momento certo é essencial para a recuperação fisiológica dos tecidos


Dependendo do esporte ou atividade física praticada, as lesões tendem a afetar os músculos, tendões, ossos (no caso dos corredores, tendinites, tendinoses, condromalácia patelar e fratura por estresse), entorses no joelho e tornozelo (nos jogadores de futebol ), nos ombros (síndrome do impacto, comum entre nadadores e jogadores de voleibol), lesões no cotovelo (em tenistas). Tais lesões podem afastar o esportista dos treinos por longos períodos, gerando um descompasso em seu condicionamento físico.
É o que afirma o fisioterapeuta, especialista em terapias manuais e osteopatia, Helder Montenegro.
Lesões
“A maioria das lesões ocorre durante a realização de exercícios, sendo consequência de métodos de treinamento incorretos ou de anomalias estruturais do praticante”, afirma o fisioterapeuta. Na definição do profissional de Educação Física, Marcos Vinícius Leitão, a ocorrência de lesões independe do tipo de atividade escolhida, já que até uma simples caminhada pode gerar problemas a curto ou a longo prazo caso a atividade não seja devidamente acompanhada por um profissional de Educação Física.
Helder Montenegro relaciona alguns esportes mais agressivos, em termos de impacto no corpo. São os de contato, os quais geram mudanças dinâmicas de direção: futebol, basquete, futebol americano, artes marciais, entre outros. Atualmente, informa, a popularização do wakeboard (onde o praticante se equilibra numa prancha puxada por uma lancha) o transformou esse esporte um dos mais lesivos.
No âmbito da fisiologia do movimento, as manobras que normalmente promovem mais lesões são as que exigem as articulações (joelhos, tornozelos e coluna lombar). Como existe um momento de neutralidade (zona neutra), isto se dá quando ocorre um grau mínimo de estabilidade involuntária. “A fim de a cinemática articular suceder de forma correta, é sempre necessário que os sistemas estabilizadores dinâmicos, estáticos e neurais estejam em perfeito estado funcional. Caso um desses sistemas já tenha sido comprometido anteriormente ou durante o movimento articular, essa articulação será lesionada”, avisa.
Indisciplina
O fisioterapeuta adverte os esportistas indisciplinados (amadores e profissionais), sem um compromisso sério com o esporte praticado e os quais não procuram ter um acompanhamento de uma equipe de profissionais. Além de comprometer o desempenho, passam a integrar um grupo de risco (são os jovens do sexo masculino).
E quando já se está com uma lesão, o que fazer? O fisioterapeuta Helder Montenegro informa que as lesões musculares têm um tempo médio de recuperação de duas a três semanas. Já as lesões ligamentares e ósseas apresentam uma grande variedade de duração, uma vez que depende muito se o problema ter indicação cirúrgica ou não. Admite que, tanto a fisioterapia convencional quanto a manual são importantes no processo de recuperação do atleta. No entanto, reforça que a fisioterapia manual age mais diretamente no mecanismo da lesão, tratando a causa e não apenas os sintomas decorrentes dela, o que acelera o retorno à pratica esportiva, prevenindo recidivas.
Outro perigo grande para o atleta de alto desempenho é o “over training”. O excesso de treinamento, admite o fisioterapeuta, é muito prejudicial ao rendimento do atleta, pois não permite a recuperação das fibras e células que compõem as estruturas envolvidas na prática esportiva. Isso expõe o atleta a lesões que podem, muitas vezes, afastá-lo dos treinos e das competições. “É bom lembrar que o descanso é fundamental na recuperação fisiológica dos tecidos músculo-articulares e deve fazer parte de todo treinamento esportivo”, recomenda Helder Montenegro.
Para as pessoas que nunca praticaram esportes e decidem fazê-lo, o fisioterapeuta diz ser fundamental procurar um médico realizar uma série de exames clínicos, seguido de um profissional de Educação Física. E lembra aos esportistas iniciantes a tomarem cuidado com os excessos: “Descanso também faz parte do treino”, destaca. Após sofrer a lesão e procurar tratamento, o tempo médio em que o esportista pode ficar sem treino, sem prejudicar seu desempenho, vai depender do tipo da lesão.
Retorno aos treinos
“Temos observado que houve uma evolução muito grande na forma como os profissionais de saúde tratam as lesões esportivas, mas a etapa do tratamento mais importante independente da técnica. É quando o atleta volta aos treinos”, explica..
Nesta fase, complementa o fisioterapeuta, “independente do condicionamento físico geral do atleta, o retorno aos treinos deve acontecer de forma gradativa, respeitando as adaptações articulares e músculo-tendíneas. Esta etapa deve ter a participação direta do fisioterapeuta, do educador físico e, principalmente, das informações verdadeiras fornecidas pelo atleta”, conclui Helder Montenegro.
Lesões frequentes
Nos Joelhos: lesões ligamentares; LCA (ligamento cruzado anterior) ocorre mais nos futebolistas; lesões nos meniscos ; artrose; lesão fêmur-patelar; e as tendinites inflamações nos tendões.
Coluna verterbral: lombalgias (dores no final da coluna); cervicalgias no pescoço; hernia de disco (deteriorização do disco intervertebral); desvios de posturas provocados pela má execução de exercícios físicos (quando se exercita mais um lado que o outro do corpo, provocando uma assimetria).
Ombros: tendinites, inflamações que ocorrem no tendão do manguito rotador; bursites (inflamações no saco que envolve as articulações); e as artroses.
Retorno
“Esta etapa conta com a participação do educador físico e do fisioterapeuta”
“Após sofrer uma lesão, o atleta deve voltar ao treino de forma gradativa”
Helder Montenegro
Fisioterapeuta e especialista em terapias manuais

fonte: caderno viva diário do nordeste

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Fisioterapeuta dá dicas de como corrigir a postura assistindo televisão


Posições desconfortáveis podem acarretar problemas de coluna

É muito bom chegar em casa depois de uma longa jornada de trabalho e deixar o corpo cair no sofá. Neste momento de descanso, prestar atenção em detalhes como a posição correta do corpo no sofá pode parecer exagero. Porém, pequenos detalhes podem influenciar no seu bem-estar e evitar problemas de coluna.

De acordo com Gil Lúcio Almeida, presidente do Conselho de Fisioterapia e Terapia Ocupacional do Estado de São Paulo (Crefito-SP), deitar com a cabeça apoiada no braço do sofá por longo período pode gerar várias lesões na região do pescoço. Essa posição é pior quando deitamos com a barriga para cima e viramos a cabeça para olhar para a TV, explica ele. 

Se quiser deitar, o melhor é ficar de lado com uma almofada sob o pescoço de modo a manter a cabeça alinhada com o tronco. Nesta postura, dobre os joelhos usando uma almofada entre eles. Colocar os pés sobre o braço do sofá, acima do nível do tronco, pode ajudar na circulação sanguínea, favorecendo a diminuição de edemas e inchaços nos pés.

A melhor posição para assistir TV é a sentado, com o tronco levemente inclinado para trás e bem apoiado no sofá ou em almofadas, orienta o médico. A TV deve ser colocada de preferência em frente ao o tronco e em uma altura que não force a inclinação exagerada da cabeça para baixo, para cima ou para os lados.

Confira outras dicas:

- Se estiver em uma poltrona colocada ao lado da TV, não gire o tronco para vê-la. Levante-se e gire a poltrona, de forma que sua coluna fique o mais alinhada possível com a TV. 
- A melhor distância da TV é aquela que possibilita uma visualização confortável. 

- Com o advento da alta definição, não existe imagem embaraçada, mas sim olhos que precisam de óculos. Use-os se for necessário para que você veja o mundo colorido da tela com contornos bem definidos. 

- Se você é daqueles que dormem assistindo TV, mesmo sentado, lembre-se que com o sono perdemos o controle da musculatura da cabeça e ela pode pender para um dos lados causando dores e lesões no pescoço. Neste caso procure sempre manter um apoio para a cabeça.

Fonte: clicrbs Acesso: 26-07-2010

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Educação postural começa em casa


Sabemos que manter uma postura correta nas atividades diárias é importantíssimo na prevenção de problemas diversos. Parece pouca coisa, mas imaginem determinada atividade sendo repetida por várias horas por dia, todos os dias com uma má postura. Ao longo do tempo esses vícios podem vir a se tornar de fato problemas de coluna, respiração e até de concentração. Isso, porque as más posturas atingem não só o sistema músculo-esquelético, mas também os órgãos internos. Uma atitude de escoliose, por exemplo, pode achatar ou comprimir os pulmões, diminuindo sua capacidades funcional, além de prejudicar a vascularização e oxigenação de todo o corpo. Por isso, é importante estimular desde a infância uma boa postura.

O ideal é ensinar maneiras corretas de se locomover ou mesmo de ficar parado em pé, sentado ou deitado que sejam confortáveis para as crianças. Não adianta exigir algo que ela não possa sustentar por muito tempo e nem levar para seu dia-a-dia, quando estiver longe dos seus olhos. Confira algumas dicas:

Na hora de assistir televisão ou jogar vídeo game, certifique-se de que a TV esteja na altura dos olhos, que a criança enxergue a tela mantendo o pescoço reto e a boca fechada. Se ela estiver mais baixa do que a tela, precisará flexionar o pescoço para enxergar. Essa postura muitas vezes acarreta em dois outros péssimos hábitos: curvar a coluna e manter a boca aberta.

Ainda na hora da televisão, não deixe que seu filho relaxe no sofá jogando as costas para trás com os pés no chão, um hábito muito danoso à coluna lombar. Ele pode relaxar esticando as pernas numa banqueta à frente do sofá, ou então sentando com as pernas cruzadas na “postura do índio”.

Durante as refeições, ensine os pequenos a sentarem-se sobre os ísquios, os ossinhos da bacia que sentimos quando sentamos num lugar mais duro. Encontre os seus ísquios e ensine a criança a encontrar os dela. Sentar sobre os ísquios, e não sobre o sacro (osso triangular do fim da coluna),garante uma coluna ereta.

Se ao sentar os pés da criança não tocarem o chão, e a cadeira não for regulável, propicie um pequeno apoio no chão, certificando que os pés fiquem devidamente apoiados e que os joelhos fiquem dobrados em 90 graus. Pode ser um banquinho ou mesmo listas telefônicas.

Na hora de sentar à escrivaninha ou ao computador, uma sugestão divertida é substituir as cadeiras pelas bolas suíças, aquelas bem grandes usadas para exercícios. Quando sentamos na bola, automaticamente corrigimos nossa coluna, porque se nos curvarmos, escorregamos para frente. Além disso, a bola é ótima para as brincadeiras ou alongamento das crianças.

Ensine a criança a dormir de lado, com as pernas flexionadas, como na postura fetal. O uso de almofadas, travesseiros ou quaisquer outras formas de apoio são sempre válidas para trazer conforto à postura correta. Nesse caso, você pode ajudá-la a colocar um travesseiro na cabeça, um entre as pernas e outro para abraçar. Ainda que ela se mova durante à noite, se aprender a gostar dessa postura,irá buscá-la naturalmente.

A postura correta, além de aumentar a autoconfiança, traz saúde aos ossos, músculos e orgãos internos.A postura correta, além de aumentar a autoconfiança, traz saúde aos ossos, músculos e orgãos internos. E sempre estimule as crianças a fazerem exercícios ou praticar esportes, só assim poderão desenvolver a consciência corporal, fundamental para que ela mesma se corrija. Se você sentir que seu filho precisa de mais ajuda, não hesite em procurar um profissional competente.

Fonte: Personare  Acesso: 14-07-2010

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Dor nas costas


Não é raro ouvirmos alguém se queixar de dores na coluna, principalmente as pessoas mais idosas. Especialistas afirmam que de 80 a 90% das pessoas têm ou terão dores nesta região, pelo menos uma vez ao longo de suas existências. Estas, que podem ser constantes, esporádicas ou restritas a apenas uma região ou sistêmicas, consistem nas queixas mais comuns da humanidade.

A “dor nas costas” acomete, pelo menos aparentemente, pessoas de ambos os sexos, sendo que as mulheres se queixam mais de incômodos na região cervical e os homens, na lombar. A faixa etária compreendida entre 25 anos de idade em diante é a que sofre deste mal com mais freqüência, tal fator é devido à sobrecarga de trabalho e, mais tarde, à velhice. Em geral, a dor pode vir de músculos, nervos, ossos ou articulações.

Dores na coluna podem ser sintomas de alterações posturais, hérnia de disco, doenças reumáticas, fraturas nas vértebras, músculos atrofiados, osteoporose, desgaste das estruturas da coluna vertebral, envelhecimento, etc., podendo ter como causa sobrecarga física, stress, obesidade, sedentarismo, quedas e até tabagismo.

Alongamentos, exercícios físicos e boa postura podem melhorar bastante este quadro. Dores recorrentes devem ser investigadas por um profissional da área, o qual orientará o tipo de tratamento mais adequado para a situação.


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Não subestime a dor na coluna


A dor nas costas é a doença crônica mais comum entre os brasileiros. É, também, a menos tratada, apesar de ser percebida precocemente. O problema afeta 36% da população, e 68% dos atingidos buscam tratamento. Os dados são de um estudo realizado pela Escola Nacional de Saúde Pública, ligada à Fiocruz. Os pesquisadores entrevistaram 12.423 pessoas com mais de 20 anos, em todas as regiões do Brasil, em 2008.

O problema também está presente nas estatísticas da Organização Mundial da Saúde, que estima que 80% da população mundial sofrerá ao menos um episódio de dor nas costas na vida. Dentre as principais causas para este anunciado episódio de lombalgia acontecer, podemos listar: tumores, cistos, lesões nos nervos, nas vértebras, nos discos, má postura, fraqueza dos músculos da região, tabagismo e obesidade. “Felizmente, a evolução desta dor geralmente é benigna, em termos de alívio, espontâneo. Repousa-se, espera-se um pouco e a tendência é a melhora dos sintomas”, explica o reumatologista Sergio Bontempi Lanzotti, diretor do Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares (Iredo).

Em geral, as lombalgias, têm origem mecânico-postural. Embora nas regiões cervical, dorsal e lombar possam ocorrer tumores, infecção ou inflamações, a causa mais freqüente da dor nas costas é mecânico-postural degenerativa. “Alguns pacientes têm a coluna perfeitamente alinhada, não apresentam desvio postural nenhum e reclamam de dor nas costas. Pode-se dizer, então, que nesses casos a dor é causada por alterações musculares resultantes, por exemplo, de a pessoa permanecer muito tempo na mesma posição sem conseguir relaxar a musculatura. Portanto, não é necessário haver um problema de postura para o sintoma aparecer”, explica o médico.

Travou!

A história típica da dor na coluna envolve quase sempre um adulto jovem e está relacionada com as atividades físicas e a sobrecarga a que ele expôs sua coluna ao longo da vida. Em geral, a queixa é que, um dia, ao fazer um esforço, o indivíduo dobrou o tronco para frente para pegar um objeto mais pesado e sentiu uma dor tão intensa na região lombar, que se viu obrigado a deitar-se. O repouso associado ao calor local e, eventualmente, ao uso de analgésicos e antiinflamatórios provocou melhora dos sintomas em dois ou três dias…

O sinal de alerta é dado, porém, quando a pessoa deita, relaxa e a dor não desaparece ou quando ela se manifesta à noite e não melhora com repouso. Além disso, é preciso considerar de novo a faixa etária. “Pessoas idosas, da mesma forma que crianças e adolescentes, requerem atenção especial porque a dor nas costas pode resultar de lesões secundárias, como as fraturas provocadas pela osteoporose ou de alguma doença não diagnosticada ainda”, alerta o reumatologista.

O repouso, no entanto, não deve ser muito prolongado. Está demonstrado que mais de dois dias de repouso absoluto provocam perda de massa óssea e de massa muscular. Portanto, este deve ser relativo. Não se deve fazer esforço, nem carregar peso. Na fase inicial da lombalgia, antiinflamatórios comuns contribuem para aliviar a dor. “Nem medicamentos, nem fisioterapia ou massagens, nem aplicação de calor mudam a história natural da doença. A dor irá melhorar espontaneamente desde que o fator desencadeante do processo seja suspenso”, reforça Lanzotti. De qualquer forma, métodos fisioterápicos e analgésicos são coadjuvantes para diminuir os sintomas, enquanto se aguarda a evolução natural da doença.

E o que fazer para a crise lombar não voltar?

Passada a crise, é preciso afastar os fatores externos que a desencadearam porque provavelmente ocorrerá outra, se a pessoa não se cuidar. Além disso, é importante corrigir a postura e reforçar os músculos que dão suporte à coluna porque manter a musculatura firme é fundamental para garantir a estabilidade da coluna e evitar novas crises.

“Está demonstrado que o fortalecimento do grupo de músculos paravertebrais, principalmente, associado ao dos abdominais e glúteos é o que mais garante a higidez da coluna. Também está provado que uma caminhada de 30 minutos, três vezes por semana, diminui a incidência de novas crises. Só a caminhada, porém, não fortalece todos os músculos. Para tanto, são necessários exercícios específicos, sob orientação profissional para não sobrecarregar os discos”, orienta.

Conheça outras dicas para prevenir uma nova crise de coluna:

· A orientação geral é não carregar peso. No caso de ser obrigado a levantar um volume pesado, nunca se deve manter as pernas esticadas e curvar o corpo. Deve-se dobrar os joelhos que funcionarão como alavancas e manter o objeto o mais próximo possível do tronco quando for erguê-lo;

· É necessário evitar atividades de impacto repetitivo, por exemplo, andar a cavalo, de moto, de jet-sky, de lancha. Quem faz hipismo competitivo precisa estar com a musculatura costal bem desenvolvida para evitar maior desgaste dos discos;

· Profissionais cujo trabalho exige esforço físico maior apresentam mais desgaste nos discos do que os que se dedicam a serviços mais leves. Carregadores de peso, como os estivadores, por exemplo, acabam apresentando mais problemas porque expõem a coluna à sobrecarga contínua;

· Por mais paradoxal que pareça, pessoas que trabalham paradas na mesma posição sem relaxar a musculatura, como os caixas de bancos, ou quem fica horas em frente ao computador, também integram o grupo de risco. Nesse caso, é recomendável levantar-se a cada 40 ou 50 minutos, andar um pouco e colocar um tablado para erguer alternadamente os pés e relaxar a musculatura;

· Motoristas de veículos pesados também estão no grupo de risco. Quem dirige carros mais velhos tem mais problemas de coluna do que quem dirige carros novos e em melhores condições mecânicas;

· Ver televisão, jogado no sofá, com a coluna toda torta também é contra-indicado. O ideal seria sentar-se numa cadeira de braços que servissem de apoio na hora de levantar e bem de frente para a tela;

· Um fator muito comum de dor na região cervical é assistir à televisão ou ler deitado. A pessoa fica numa posição forçada, às vezes, durante horas pressionando o disco. Quem faz questão de ver tevê na cama deve providenciar um suporte para a cabeça e para o tronco, de forma a permanecer quase sentado e colocar o aparelho bem alto, evitando ficar com o pescoço fletido por muito tempo;

· Para a coluna, a posição que oferece menor pressão sobre os discos é a de barriga para cima, com a cabeça apoiada num travesseiro baixo para evitar a hiperflexão. Como nem todo mundo consegue dormir desse jeito, deitar de lado com joelhos flexionados e o travesseiro baixo colocado de forma a impedir que o corpo se incline para um lado ou outro é outra boa opção. Dormir de bruços, mesmo sem travesseiro, como regra geral, não é bom para a coluna.

Fonte: cruzeirodosul Acesso:01-06-2010

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Mantendo a postura com o corpo em movimento


 

Para manter a boa postura, é fundamental também que o corpo fortaleça os músculos em movimento. Para isso, existem técnicas como o Pilates e o Gyrotonic Expansion System. Os dois métodos precisam ser acompanhados por um fisioterapeuta ou educador físico.

Criado por Joseph Pilates, a técnica do pilates fortalece as musculaturas abdominal e paravertebral (das costas), trabalhando todas as mobilidades da coluna vertebral. De acordo com a educadora física, Jane Rebouças, que é instrutora de Pilates há quatro anos, o método conta com exercícios praticados em bolas ou molas e pode ser usado para manter a boa postura ou para dar continuidade a algum tratamento de reeducação postural.

O advogado Abdias Oliveira, 42, que adquiriu vícios posturais por conta da sua atividade ocupacional que o obriga a ficar durante muito tempo sentado, já tem feito o tratamento com RPG e osteopatia e agora planeja entrar no Pilates. “Vai ser uma forma de manter a musculatura das minhas costas e evitar que os problemas posturais voltem“.

Diferentemente do pilates, o Gyrotonic Expansion System trabalha o corpo em movimentos tridimensionais e circulares, que combinam os benefícios da ioga, dança, natação e tai chi chuan. Criado nos anos 1970 pelo bailarino romeno Juliu Horvath, o método simula os movimentos do dia a dia. Os exercícios combinam consciência corporal, força e flexibilidade, prevenindo possíveis lesões e garantir bem-estar aos praticantes.

De acordo com o fisioterapeuta Meudo Filho, é necessário apenas um banquinho para fazer os movimentos de extensão, flexão, torção e espiral do gyrotonic. A metodologia permite aos praticantes se alongarem e fortalecerem os músculos, enquanto estimulam e fortalecem os tecidos conjuntivos em volta das articulações do corpo, o que ajuda a aumentar a capacidade funcional da coluna.

O médico cirurgião plástico, Edilson Pinheiro, há quatro meses, vem praticando o gyrotonic para prevenir e reeducar a postura. “Como passar do tempo, todos acabam desenvolvendo um problema postural. Aí tem que se adequar“.

 

Fonte: opovo  Acesso: 18-05-2010

 

 

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Osteopatia propõe investigação completa sobre origem das dores


Sistema de avaliação e tratamento, com metodologia e filosofia própria, que visa restabelecer a função das estruturas e sistemas corporais, agindo através da intervenção manual sobre os tecidos (articulações, músculos, fáscias, ligamentos, cápsulas, vísceras, tecido nervoso, vascular e linfático). Essa é, digamos assim, a definição um tanto técnica do que é osteopatia. Mas pode-se dizer também que a osteopatia é uma técnica diagnóstica e terapêutica que olha o corpo como um todo e não em determinado problema isoladamente, como faz a fisioterapia convencional. Explica Tonia Ramos Costa, fisioterapeuta pós-graduada em Osteopatia, que essa técnica investiga e trata da causa do sintoma, já que tudo no corpo humano é relacionado. Para se ter uma ideia dessa relação, uma dor lombar pode ser resultado de problemas no útero devido a ligações anatômicas que envolvem essa parte do corpo (por isso algumas mulheres costumam sentir dores na região lombar em períodos pré-menstruais), explica a osteopata. Justamente por essa relação causa e efeito ser tão complexa, a osteopatia, se comparada com outras técnicas manuais de tratamento do corpo humano, tem como grandes diferenciais ser pautada nos mecanismos reguladores do sistema nervoso central e autônomo e ter uma avaliação detalhada, que deve ser feita na primeira sessão. Nesse mapeamento de quem passará pelo tratamento, avisa Tonia, “são coletados vários dados do histórico da pessoa como cirurgias, quedas, acidentes, traumas e outros mais específicos conforme as queixas e o problema que a levou procurar pelo tratamento”.

Indicações

O método é indicado para dores em geral, mas a maioria das pessoas buscam na osteopatia alívio para dores ortopédicas, principalmente. Dores de cabeça representam o segundo problema que levam as pessoas a conhecerem essa técnica e acrescentam-se à lista problemas de tendinite, patologias viscerais, fibromialgias e outras doenças e até desconfortos.

Não é preciso procurar pelo profissional da Osteopatia somente quando a dor aparece. Como ela é, na maioria das vezes, reflexo de um outro problema, a investigação das causas podem ser iniciadas mesmo quando o interessado não apresenta a dor. Conforme o que for descoberto, a fisioterapeuta indica ao paciente outro profissional ou tratamento. “Não se faz um trabalho postural em Osteopatia, então, se for necessário, indicamos uma terapia com pilates ou RPG, por exemplo”.

Independente de qual o problema levou o paciente à Osteopatia, Tonia dá algumas orientações que servem, de um modo geral, para fortalecer e preservar a saúde corporal. Ingerir muita água para estimular que o corpo libere toxinas, praticar atividades físicas, desde que não seja uma que possa ser prejudicial ao problema corporal já existente, aplicar ergonomia nas atividades cotidianas, principalmente no trabalho, local onde as pessoas passam a maior parte do dia, horas regulares de sono e ergonomia ao dormir são práticas que só benefícios apresentam e auxiliam o tratamento.

“Fiquei sem dor”

A Osteopatia tem como objetivo a homeostase, que como define Tonia, é equilibrar o corpo em todos os sentidos. A consequência é um tratamento mais eficiente, mais rápido e até saudável, visto que os remédios para tratamentos paliativos podem ser deixados de lado. Valéria Góes, grávida de sete meses afirma que valeu a pena. “Na primeira sessão, já fiquei sem dor”, garante ela, que procurou pela osteopatia depois de tomar de conhecimento da técnica, para tentar aliviar a dor que sentia na região do ventre. “Foi meu médico mesmo que disse que a dor não tinha nada a ver a com o útero, não era problema de gestação. Disse que podia ser a lombar que refletia na região do ventre. Então resolvi experimentar”. Depois do alinhamento na primeira sessão, Valéria fez mais três sessões para complementar o tratamento e fará mais uma sessão preventiva mensalmente. “Além de passar a dor, a terapia foi bem relaxante”.

Para alguns, de acordo com o tipo de dor e necessidade, o tratamento pode ser um pouco dolorido, a princípio, mais ainda quando se tem que ‘soltar’ os músculos para relaxá-los. “Mas depois é alívio mesmo que se sente”, afirma Tonia. “Tem pessoa que chega a dormir quando a cabeça é manipulada”. Tonia é formada pela Escola de Madrid, com sede em várias partes do mundo e uma delas está em Campinas, onde a fisioterapeuta estudou a prática manual por cinco anos. “A técnica é bem detalhada, difícil e muitos acabam abandonando a especialização. Por isso existem poucos profissionais formados em Osteopatia”, informou.

fonte:cruzeirodosul

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BURSITE TROCANTÉRICA


A bursite trocantérica também conhecida como síndrome da dor no trocânter maior, é uma das doenças mais freqüentes no nível do quadril, apresentando grande variedade de sinais e sintomas. A articulação do quadril tem uma anatomia difícil e uma biomecânica complexa, e a falta de conhecimento anatômico e propedêutico da região faz com que o diagnóstico, muitas vezes, seja confundido com outras doenças. Nosso objetivo é realizar uma revisão atualizada da anatomia,etiologia,epidemiologia,fatores de risco, diagnóstico e tratamento.

A região do quadril é formada por aproximadamente 14 a 21 bursas , sendo as de maior interesse a trocantérica, a iliopectínea e a isquioglútea.Das 4 bursas geralmente presentes na região do grande trocânter 3 são constantes: suglútea máxima, média e mínima.

A causa mais frequentemente associada à bursite trocantérica é o microtrauma repetitivo causado pelo uso ativo dos músculos que se inserem no grande trocânter, resultando em mudanças degenerativas dos tendões, dos músculos, ou de tecidos fibrosos. As alterações na biomecânica da extremidade inferior, conjuntamente com a mudança dos mecanismos dos músculos do quadril, podem predispor ao desenvolvimento da doença.

As mulheres, em uma relação de 4:1 comparada com os homens, são mais frequentemente afetadas, com sua prevalência aumentada entre as quartas e sextas décadas de vida.

A dor é de característica crônica, intermitente sobre o aspecto lateral do quadril.

Ocasionalmente, o início da dor é agudo ou subagudo, podendo ser intensa.

Normalmente a dor piora a noite e o paciente tem dificuldade para dormir.

Nenhum exame radiográfico específico é diagnostico da bursite trocantérica. As radiografias do quadril, da pelve, e da coluna lombar podem mostrar a evidência de uma ou mais das circunstâncias musculoesqueléticas geralmente associadas. A cintilografia óssea pode mostrar uma hipercaptação na região do trocânter maior, que é geralmente linear. A imagem de ressonância magnética (RNM) pode mostrar um hipersinal em seqüências curtas na região do grande trocânter.

A maioria dos tratamentos para bursite do quadril são conservadores, incluindo 6 a 8 semanas de medicamentos anti-inflamatórios não esteroides e fisioterapia manual,fisioterapia com a utilização de ultra-som a nível do trocânter maior e do triângulo femoral, associado a alongamento muscular da banda ílio-tibial e do tendão do iliopsoas.

Dani, W.S.; de Azevedo, E.

Clinitrauma- Lages- SC/ Setor de Doenças Ósseas Metabólicas do Serviço de

Reumatologia do HSPE-“FMO”

Ortopedia

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Osteoporose: Fragilidade feminina


Não é exclusiva das mulheres, mas a fragilidade óssea típica da osteoporose acontece mais nelas do que nos homens. Com risco de fraturas, para ambos os sexos e, sobretudo, à medida que a idade avança. Uma em três mulheres sofre de osteoporose, um em oito homens também. Sempre com mais de 50 anos, porque esta doença do esqueleto é mais comum a partir da chamada meia-idade e mais ainda quando se ultrapassa a barreira dos 65. Nelas coincide com a menopausa.O que está em causa é a diminuição da massa óssea, o que significa que os ossos ficam menos densos. Há também uma diminuição da qualidade, com os ossos a tornarem-se mais porosos. Tudo isto contribui para uma menor resistência e consequente aumento do risco de fraturas.

A fragilidade é mais acentuada em determinados ossos, nomeadamente nas vértebras dorsais e lombares (coluna), no rádio (braço) e no fêmur (perna). São estes os ossos em que acontecem mais facilmente fraturas.

Além do sexo (feminino) e da idade (acima dos 65 anos), há outros fatores de risco, com a osteoporose a ser mais comum entre as pessoas de raça caucasiana e asiática e entre quem possui antecedentes familiares de fratura. Nas mulheres, há outros elementos a considerar: é o caso da menopausa precoce, que aumenta a probabilidade de sofrer de osteoporose, é também o caso da existência de períodos de amenorréia prolongados (meses seguidos sem menstruação). As mulheres mais magras também são mais vulneráveis.

Independentemente do sexo, a fragilidade também existe quando se é forçado a imobilização prolongada (caso das pessoas acamadas), quando já se têm outras doenças ósseas, reumáticas ou das glândulas e ainda quando se utilizam em permanência medicamentos que provocam diminuição da massa óssea (como os corticoesteróides e os anticoagulantes).

O estilo de vida também conta e muito: uma dieta pobre em cálcio enfraquece os ossos, o mesmo sendo válido quando se leva uma vida sedentária, quando se fuma, quando se consome cafeína e bebidas alcoólicas com regularidade.

Este é o risco de ter osteoporose; já o risco de quedas, logo de fraturas, é acrescido em pessoas com dificuldades motoras ou sensoriais (problemas de audição e visão, por exemplo) e em pessoas que fazem tratamento com antidepressivos e ansiolíticos (porque podem diminuir o estado de alerta). Mas como saber qual o estado de saúde dos ossos?

Existe uma técnica de diagnóstico precoce que permite medir a massa óssea - trata-se da densitometria óssea, cujo valor-padrão é o índice T. Assim, se for maior do que -1, isso corresponde a ossos saudáveis; entre -1 e -2,5 significa que existe osteopenia, ou seja, que já há fragilidade; e menor que -2,5 indica osteoporose. Com a mesma técnica, é possível avaliar o risco de fratura.

Este não é, porém, um exame que faça parte dos rastreio normais de saúde, pelo que não há uma maneira de sabermos, a cada altura, qual a resistência dos nossos ossos. Por isso, o melhor é apostar na prevenção, de modo a manter bons níveis de massa óssea: o que passa pela modificação de alguns fatores de risco como os relacionados com a alimentação e o exercício físico. A atividade física ajuda à flexibilidade e resistência do esqueleto, completando os benefícios de uma dieta abundante em vitaminas (sobretudo a D) e mineral, nomeadamente cálcio: é sabido que o leite e derivados são dos melhores amigos dos ossos, mas os vegetais de folha verde (brócolis, espinafres, agriões) também.

Também com objetivos preventivos, sobretudo em mulheres na menopausa ou quando já existe osteopenia, podem ser aconselhadas medidas farmacológicas como a terapêutica hormonal de substituição ou suplementos de cálcio e vitamina D. Estes suplementos são, aliás, indicados em particular para pessoas mais idosas (que nem sempre se alimentam bem), institucionalizadas, com mobilidade reduzida ou com propensão para as quedas.

Ainda assim, mais vale prevenir. Porque quando os ossos são frágeis uma queda pode ser fonte de grande sofrimento e ter grande impacto na qualidade de vida.

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